Charge do M. Aurélio para o Zero Hora

Não há justificativas para sigilo de arquivos da ditadura, diz juiz

BRASÍLIA – O juiz espanhol Baltasar Garzón , que em 1998 pediu a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet, disse nesta terça-feira, 19, que não há justificativa para que o Brasil ou qualquer outro país de passado semelhante mantenham em sigilo seus arquivos do tempo da ditadura. Garzón defendeu que todo material secreto tem de vir a público nas democracias, sob pena de ocultar dados e fatos que podem ser de interesse para a proteção dos cidadãos. Ele disse não acreditar na possibilidade de o Brasil tornar-se um exemplo na iniciativa de abrir seus arquivos. “Não creio que vá ser um exemplo”, frisou.

Garzón explicou que cada país tem suas normas e que devem buscar resolver seus problemas de acordo com elas. “Mas temos de ser conscientes de que cada país não é o único no mundo, há uma comunidade e uma estrutura jurídica internacional, há o direito penal humanitária que tem normas estabelecidas e que no momento determinado, se a norma interna está de acordo com a norma internacional, se pode exigir o cumprimento da mesma”, alegou. Baltazar Garzón deu entrevista após se reunir com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Para o juiz, uma lei de anistia “local”, não pode impedir a investigação de crimes contra a humanidade. “A questão está em qualificar os crimes como de lesa-humanidade ou de não lesa-humanidade e esse é um exercício que tem de ser feito no âmbito estritamente jurisdicional”, justificou. Sobre a corrupção, Garzón reconheceu que combatê-la “é sempre muito complicado”. “Mas deve estar em um dos primeiros lugares da agenda de qualquer governo e de qualquer sistema”, defendeu.

“Portanto, qualquer medida que se esteja implementando, não é suficiente”, defendeu, deixando claro que, sem a devida punição, as tentativas de combater a corrupção serão inúteis. O juiz elogiou a atuação do Ministério Público que, acredita – com base nos dados que recebeu – “está sendo intensa e importante”. “Creio que existe a confiança em todas as instituições de que essa corrupção tem de ser combatida e só com controle exaustivo e uma atuação muito importante do poder policial se pode acabar com essa mácula”.
Agência Estado

Rizzolo: Até agora eu estava me segurando para não comentar nada sobre o juiz Garzon. Na linha de seqüencia o juiz Garzon aparece após os juristas que defendem uma verdadeira revanche política, numa questão que o Brasil já concluiu de forma pacífica através da Lei de Anistia. Agora, a esquerda é tão sedenta de vingança, que importa “defensores da causa” para que através de uma “autoridade questionável”, dispõe-se a adentrar num debate sobre uma questão estritamente de política interna; criticando decisões que o povo brasileiro já deliberou. Precisamos pensar sim no Brasil, no desenvolvimento do mercado interno, no emprego, no reaparelhamento das nossas Forças Armadas, na nossa soberania, no desenvolvimento da energia nuclear. Importar defensores da revanche, e pomos da discórdia, era o que faltava a essa ala da esquerda.

Para jornal “LA Times”, Obama e McCain estão empatados

A diferença entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain em termos de intenções de voto à Presidência dos Estados Unidos é mínima, mostrou uma pesquisa publicada na noite desta terça-feira pelo jornal americano “Los Angeles Times”.

O senador de Illinois tem 45% de intenções de voto, contra 43% para o candidato republicano, o que implica em empate técnico, segundo a sondagem. O fato de Obama ser negro seria o principal motivo para não escolhê-lo como presidente, mencionaram os eleitores que votarão para McCain.

A margem de erro deste estudo é de 3%. Portanto, a diferença entre os dois candidatos é insignificante. Em junho, o mesmo instituto dava a Obama uma vantagem de 12 pontos percentuais sobre McCain.

Obama x McCain

Mais de sete em cada dez eleitores afirmam que os Estados Unidos estão prontos para um presidente negro, mas 17% pensam o contrário, segundo a pesquisa, que mostra que a maioria dos eleitores brancos apóia McCain (47%, contra 36% para Obama).

Além disso, 80% dos eleitores consideram que McCain tem as qualidades necessárias para ser presidente. Ao contrário, 48% dos eleitores pensam que Obama não tem a experiência necessária para o cargo, contra 44% que pensam o contrário.

Da mesma forma, 84% dos eleitores consideram McCain um patriota, enquanto apenas 55% acham o mesmo de Obama.

No entanto, a economia continua sendo a principal preocupação dos eleitores e Obama é considerado mais apto a resolver os problemas econômicos dos EUA por 45% dos eleitores. Apenas 28% acreditam que McCain tem as melhores soluções para resolver a crise econômica do país.

O senador de Illinois também é considerado melhor preparado do que McCain (por 39% dos eleitores contra 32%) para tratar das questões ligados à energia.

A pesquisa foi realizada de 15 a 18 de agosto com 1.375 pessoas.

Folha online

Rizzolo: Costumo dizer que todo povo norte-americano é no fundo um conservador, mesmos os democratas são conservadores na sua essência. Barack Obama, surgiu do novo, do inédito, de ser negro, contudo vale uma reflexão se na hora ” H” mesmo os democratas – uma pequena parte é claro – votará em Obama. Na realidade Obama traz consigo muito discurso e pouca experiência. Observem que este já tem dito que é possível que essa margem nem exista.

Fala-se em empate, ou sugerem no fundo que Obama provavelmente ficará para trás, o voto democrata atual tem um conteúdo rebelde, de insurreição contra o governo Bush. MacCain tenta de toda forma se descolar de Bush e ter até um discurso simpático para América Latina. Se fosse cidadão norte-americano hoje meu voto seria a MacCain, sempre fui democrata, mas sinceramente tenho medo de Obama, existe um contudo populista em seu discurso, depois questões do Oriente Médio….

Ah! Mas o Rizzolo apoiava Obama, como chegou a apoiar Chaves sendo até convidado para ir a Venezuela. Mudou? Ah! Mas o Rizzolo não é de confiança, você nunca sabe qual será a sua próxima apunhalada. Ah! Mas o Rizzolo segue o voto judeu americano, só porque Obama tem alguma coisa de muçulmano, não é?

Pensem o que quiser, tenho a coragem de mudar e não a covardia de ficar ao lado daqueles que morreram e não sabem, a esquerda tem ressentimentos em relação a mim porque os abandonei. Nada contra a esquerda, apenas gosto da democracia e trilhar seu caminho. Será que eles no fundo gostam tanto assim?

Emprego formal ultrapassa 1,5 milhão de vagas e bate novo recorde

O número de vagas com carteira assinada criadas nos sete primeiros meses de 2008 alcançou a marca histórica de 1,564 milhão de empregos.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, isso representa um aumento de 5,4% no ano e de 27% sobre o recorde anterior –1,2 milhão de empregos em todo o ano de 2004.

Somente em julho, foram criadas 203.218 vagas, 60% a mais do que o registrado no mesmo mês do ano anterior e o melhor resultado para meses de julho. O recorde anterior era julho de 2004, que registrou 202.033 novos postos de trabalho.

Nos últimos 12 meses, a geração de empregos formais já encosta nos 2 milhões. Foram 1,959 milhão de vagas abertas. Os números de Caged consideram a diferença entre contratações e demissões em um mesmo período.

Serviços

O setor de serviços foi o que mais abriu vagas neste ano. Foram 490.105 novos postos de trabalho, 4,29%, resultado também recorde. Em seguida, fica a indústria de transformação, com 355.396 novos postos, o que representa saldo 5,07% maior.

Em termos percentuais, os destaques positivos foram a agricultura, com 18,14%, e a construção civil, registrando 15,18%.

Regionalmente, os destaque na geração de vagas são o número absoluto no Sudeste, com 1,027 milhão, e o crescimento no Centro-Oeste, com 7,54%, ambos recordes.

Bolha

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o fato de todos os setores registrarem crescimento recorde neste ano mostra que o crescimento do emprego é uma tendência generalizada.

“Estão contratando mais trabalhadores porque estão precisando produzir mais. Há um crescimento generalizado em toda a economia e há investimentos sendo feitos em setores estratégicos. Não é só uma bolha de crescimento. São todos os setores da economia”, afirma.

Lupi manteve a previsão de que sejam geradas 2 milhões de vagas neste ano. “Nós tivemos um começo de ano muito forte. Acho que o mercado vai continuar muito aquecido, principalmente por causa do aumento do poder de compra do brasileiro. Vamos com tranqüilidade chegar aos 2 milhões”.
Folha online

Rizzolo: Esse dado representa uma ótima notícia, e observem que estamos vivendo uma política de alta de juros que nos induz a uma não expansão do nível de emprego. Isso demonstra de forma cabal que estamos fortalecendo nosso mercado interno, com políticas de inclusão, com segmentos do mercado beneficiados pela dinâmica da economia Asiática, e pela confirmação da confiança dos investidores no Brasil. O nosso problema é no âmbito político, na corrupção, na falta de ética no trato das coisas públicas, no populismo, na impunidade, no Congresso Nacional, no esquerdismo “à la Chaves”, e no revanchismo. Para mantermos esse nível de empregabilidade formal, precisamos rever nossa política de juros, vez que a desculpa inflacionária está se tornando cada vez mais inviável. Ótima notícia.

Lula não mandou encerrar assunto da ditadura, diz Vanucchi

SÃO PAULO – O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi , disse nesta segunda-feira, 19, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não mandou encerrar o assunto dos mortos e torturados durante a época da ditadura militar. “O que é importante é dizer que o presidente, quando me convocou para o cargo, e eu não podia aceitar por razões pessoais, ele insistiu: confio muito na sua capacidade de trabalhar o tema dos mortos e desaparecidos. (Disse) Eu não vou passar a História como o presidente que colocou uma pedra sobre isso. Essa interpretação que se fez agora de que o presidente mandou encerrar o assunto é equivocada”, disse.

A declaração de Vanucchi foi feita após uma palestra em São Paulo que contou com a presença do juiz espanhol Baltazar Garzón, que faz parte de um grupo de juízes da Itália e Espanha que tenta extraditar e julgar integrantes das ditaduras militares da América Latina que cometeram crimes contra cidadãos europeus, desembarca na segunda-feira para uma visita de dois dias a autoridades do governo paulista e de Brasília.

Vanucchi disse que Lula não “dá puxão de orelha em ninguém”, referindo-se a um suposto pedido do presidente dirigido ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que levantou a polêmica sobre a revisão da Lei da Anistia. ” O que ele faz (Lula) é determinar a conduta de todos. E quem não cumprir, o presidente troca ou substitui”, declarou.

A visita de Garzón ocorre apenas cinco dias depois de o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ter celebrado o fim de sua queda-de-braço com o Tarso sobre a revisão da Lei de Anistia. O ministro da Justiça defendia a revisão de forma a permitir o julgamento de militares envolvidos em crimes contra os direitos humanos, como a tortura, durante o período de exceção. Na última quarta-feira, Jobim afirmou que o assunto estava “absolutamente superado”.

Vanucchi voltou a dizer no debate que nem ele nem Tarso propuseram a revisão da Lei da Anistia e que foram tratados como “recuantes” quando tentaram se explicar. “Nos atribuem um ataque não fizemos e depois um recuo O que dissemos é que não havia definição de que a Lei de Anistia tinha poder, força, para encobrir, soterrar as violações sistemáticas de direitos humanos, as torturas, a ocultação de cadáver, as violações sexuais”, disse.

Agência Estado

Rizzolo: Mais uma vez o assunto volta à tona. Desta feita o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, impõe ao presidente Lula uma satisfação à sociedade, em deixar mais claro sua posição em relação a essa questão. É impressionante como querem voltar a polêmica a qualquer custo. Na última empreitada lançaram mão de juristas que defendiam a volta da discussão sobre o tema, agora depois de tudo abrandado, o secretário afirma o famoso ” não é bem o que vocês estão pensando “. O que observamos é que falta firmeza por parte do governo nas tomadas de posição, nos posicionamentos políticos, o presidente diz uma coisa, e logo após surge um secretário, ou ministro dizendo que ” não é bem assim “. Mais uma vez com a palavra o presidente Lula.

Charge do Sinfrônio para o Diário do Nordeste