Emprego formal ultrapassa 1,5 milhão de vagas e bate novo recorde

O número de vagas com carteira assinada criadas nos sete primeiros meses de 2008 alcançou a marca histórica de 1,564 milhão de empregos.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, isso representa um aumento de 5,4% no ano e de 27% sobre o recorde anterior –1,2 milhão de empregos em todo o ano de 2004.

Somente em julho, foram criadas 203.218 vagas, 60% a mais do que o registrado no mesmo mês do ano anterior e o melhor resultado para meses de julho. O recorde anterior era julho de 2004, que registrou 202.033 novos postos de trabalho.

Nos últimos 12 meses, a geração de empregos formais já encosta nos 2 milhões. Foram 1,959 milhão de vagas abertas. Os números de Caged consideram a diferença entre contratações e demissões em um mesmo período.

Serviços

O setor de serviços foi o que mais abriu vagas neste ano. Foram 490.105 novos postos de trabalho, 4,29%, resultado também recorde. Em seguida, fica a indústria de transformação, com 355.396 novos postos, o que representa saldo 5,07% maior.

Em termos percentuais, os destaques positivos foram a agricultura, com 18,14%, e a construção civil, registrando 15,18%.

Regionalmente, os destaque na geração de vagas são o número absoluto no Sudeste, com 1,027 milhão, e o crescimento no Centro-Oeste, com 7,54%, ambos recordes.

Bolha

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o fato de todos os setores registrarem crescimento recorde neste ano mostra que o crescimento do emprego é uma tendência generalizada.

“Estão contratando mais trabalhadores porque estão precisando produzir mais. Há um crescimento generalizado em toda a economia e há investimentos sendo feitos em setores estratégicos. Não é só uma bolha de crescimento. São todos os setores da economia”, afirma.

Lupi manteve a previsão de que sejam geradas 2 milhões de vagas neste ano. “Nós tivemos um começo de ano muito forte. Acho que o mercado vai continuar muito aquecido, principalmente por causa do aumento do poder de compra do brasileiro. Vamos com tranqüilidade chegar aos 2 milhões”.
Folha online

Rizzolo: Esse dado representa uma ótima notícia, e observem que estamos vivendo uma política de alta de juros que nos induz a uma não expansão do nível de emprego. Isso demonstra de forma cabal que estamos fortalecendo nosso mercado interno, com políticas de inclusão, com segmentos do mercado beneficiados pela dinâmica da economia Asiática, e pela confirmação da confiança dos investidores no Brasil. O nosso problema é no âmbito político, na corrupção, na falta de ética no trato das coisas públicas, no populismo, na impunidade, no Congresso Nacional, no esquerdismo “à la Chaves”, e no revanchismo. Para mantermos esse nível de empregabilidade formal, precisamos rever nossa política de juros, vez que a desculpa inflacionária está se tornando cada vez mais inviável. Ótima notícia.

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