IBGE: 18,5% usam planos privados de saúde no país

O número de beneficiários dos planos privados de assistência médica chegou a 18,5% da população do país em 2005, indica pesquisa divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – cujo objetivo é verificar como está estruturado o setor de saúde no País -, revelando dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

De acordo com os números, em junho de 2005 existiam cerca de 34 milhões de vínculos de beneficiários a planos privados de assistência médica e 6 milhões de vínculos a planos exclusivamente odontológicos. Entre junho de 2000 e junho de 2005, o número de beneficiários no segmento de planos de assistência médica cresceu 11%.

A maior taxa de cobertura foi registrada em São Paulo, com 35,7% de sua população coberta por planos privados de saúde; e a menor em Roraima, com 2,3%. Entre 2000 e 2005, a receita dessas operadoras privadas médico-hospitalares, apurada pela ANS, passou de R$ 21,8 bilhões para R$ 36,4 bilhões. A pesquisa mostrou ainda que a saúde pública é a principal despesa de consumo final das administrações públicas, passando de 2,4% a 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto) entre 2000 e 2005.

O estudo traz também dados sobre importações de bens e serviços relacionados à saúde, que chegaram a R$ 10 bilhões em 2005, ou o equivalente a 4% do total das importações brasileiras. Já as exportações de bens e serviços de saúde atingiram R$ 1,9 bilhão, ou 0,6% do total das exportações brasileiras em 2005.

Segundo o IBGE, a participação das importações na oferta total de bens e serviços de saúde é “especialmente alta” para os produtos farmoquímicos, ou insumos usados na produção de medicamentos. Em 2003, 93,9% da oferta de farmoquímicos no mercado brasileiro era de produtos importados, proporção que caiu para 83,2% em 2005.
Folha online

Rizzolo: Esta aí um assunto que eu gosto. Várias vezes eu debati este tema neste Blog, certas ocasiões motivado pela indignação, outras motivado pela reflexão sobre o que levou o povo brasileiro se transformar em reféns dos planos privados. Ao analisarmos de forma perfunctória, podemos observar que o aumento do lucro se deve a uma participação maior de brasileiros inseridos; mas o mais intrigante, é na sua origem, refletirmos porque o Brasil ou o povo brasileiro foi compelido a pagar por algo que na Europa, por exemplo, é totalmente gratuito. Não me venham dizer e dar exemplos como os EUA; nenhum Blog nesse País defende mais os EUA do que este, chegam a insinuar que estou a serviço dos EUA, face aos meus textos, mas se há algo nos EUA que eu conheço e desaprovo é a saúde pública.

A saúde é sim um dever do Estado, e ponto final. Precisamos enxergar a questão da saúde como um dever do Poder Público e molda-la nos termos da Inglaterra, França, Itália. Quem quiser pagar um plano de saúde particular, ótimo, mas o Estado tem que investir de forma maciça. É claro que tudo foi sucateado de propósito, é claro que hoje quem pode, até por segurança, prefere pagar um plano de saúde. Mas isso é correto? Não. As pessoas são compelidas porque o Estado brasileiro não oferece outra opção. Além de brasileiro, sou cidadão europeu, e conheço hospitais públicos ingleses e franceses. Vai você falar em plano de saúde para um inglês, um francês, para ver o que te acontece. Privatizem, ganhem dinheiro, mas não tornem a saúde, um bem de comércio, o povo brasileiro não merece.

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