Quando diversificar significa minimizar

Uma das grandes mudanças que ocorreu no Brasil, foi sem dúvida a diversificação dos destinos de exportações. Foi na procura de novos mercados, e por fim não mais depender dos países desenvolvidos com seu protecionismo exacerbado, que o País decidiu ” ousar” novos orientes se dedicando na melhora das relações comerciais com os chamados emergentes, fazendo desta forma, o caminho contrário de países como o México, que dirige 90% das vendas externas para o mercado norte-americano.

O que não poderíamos imaginar, seria que os emergentes saltariam em consumo fazendo com que os nossos produtos primários contidos no escopo das commodities, alavancassem nossas exportações. Com efeito isso acabou induzindo o Brasil a exportar pouco pelo seu porte e faze-lo dependente em excesso de commodities, exportadas aos emergentes, o que de certa forma, por outro lado, minimizou os efeitos da crise no Brasil.

Na corrida a uma significativa diversificação de destinos das exportações, temos hoje um cenário em que apenas 15% se destinam aos EUA, enquanto 25% vão para a Europa, 20% para a América Latina e 15% para a Ásia, destacando os principais. Contudo, ingenuidade seria pensar que os países emergentes não sofreriam de alguma maneira o impacto da crise; e em conseqüência disso, podemos prever, que nossas exportações de produtos primários estariam também, de certa forma, comprometidas.

Outro componente a ser analisado, e importante a salientar, é que até para viabilizar a produção dos produtos primários consoantes das commodities, é necessário a viabilização de crédito no mercado interno, e externo. O que aos indicadores, isso será também alvo de forte restrições de oferta no mercado internacional. Ao se tornar o crédito mais escasso, as exportações serão afetadas pela queda da demanda e dos preços internacionais das commodities.

Nos restaria portanto, propagar uma política macroeconômica de aumento gradual compensatório do mercado interno, que logicamente não dispomos de instrumentos monetários desejáveis na sua aplicabilidade, face à política ortodoxa implantada pelo BC. A saída para a crise, na verdade, está também muito atrelada a nossa capacidade de revermos as questões internas como a das altas taxas de juros, bem como a da reforma fiscal; onde a coerência tributária precipitaria uma otimização da economia, facilitando também a viabilização dos investimentos, que não podem ser interrompidos.

Fernando Rizzolo

Obs: Leitores agora temos domínio próprio: http://www.blogdorizzolo.com.br

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