Democratas e republicanos alcançam acordo para plano de resgate financeiro

Washington, 25 set (EFE) – Os líderes democratas e republicanos do Congresso dos Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que chegaram a um acordo sobre os princípios básicos do plano de resgate solicitado pelo governo americano para combater a crise financeira.

“Tenho confiança de que podemos agir rapidamente” para ratificar o programa, avaliado em US$ 700 bilhões, disse em entrevista coletiva o presidente do Comitê dos Bancos do Senado, Christopher Dodd.

A proposta do acordo será enviada com detalhes para o secretário do Tesouro, Henry Paulson. A votação está marcada para amanhã (dia 26).

O mesmo otimismo foi manifestado pelo senador republicano Robert Bennett. “Prevejo que teremos um plano que possa ser aprovado pela Câmara Baixa e o Senado, e ser assinado pelo presidente e que traga um sentimento de certeza a esta crise”, afirmou.

Os legisladores chegaram ao acordo de princípios após negociações hoje no Capitólio das quais participaram os membros mais importantes dos comitês que supervisionam assuntos financeiros nas duas Câmaras.

Folha online

Rizzolo: O Plano proposto ao Congresso dos EUA engloba, a criação de fundo de até US$ 700 bilhões para comprar hipotecas residenciais e comerciais e títulos garantidos por essas hipotecas, a compra de hipotecas por um prazo de 2 anos, contudo, o governo poderá decidir como adquirir, administrar e utilizar as hipotecas e os títulos, incluindo criação de um fundo e nomeação de instituições financeiras privadas para fazer essa administração, esses ativos devem ter sido originados ou emitidos antes de 17 de setembro de 2008, essas hipotecas e os títulos serão mantidos até o mercado se normalizar ou até seu vencimento. Nenhum tribunal ou agência governamental poderá examinar as decisões do secretário do Tesouro, que prestará contas periodicamente ao Congresso.

Na realidade essas medidas visam a balizar como um mecanismo de supervisão do dinheiro do contribuinte americano e estabelecer, um limite aos salários dos executivos das empresas que se beneficiem da ajuda. A verdade é que não há outra saída para esta crise, desencadeada pela irresponsabilidade de alguns que já são alvo de investigações por parte do FBI e pela falta de uma regulamentação por parte do governo americano no mercado financeiro, apregoa-se a não interferência do Estado nos lucros e a participação do mesmo nos prejuízos. Quem acompanha este Blog sabe que eu me refiro a isso desde o início.

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Rússia emprestará US$ 1 bilhão para Venezuela comprar armas

MOSCOU – A Rússia emprestará US$ 1 bilhão à Venezuela, para que o país latino compre armas russas. A informação foi divulgada pelo Kremlin nesta quinta-feira, 25, primeiro dos dois dias da visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao país.

“A Rússia tomou a decisão de liberar um crédito de US$ 1 bilhão para implementar programas no campo da cooperação técnico-militar”, apontou um comunicado, utilizando um jargão para a venda de armas. Segundo a mídia russa, a Venezuela havia solicitado o empréstimo meses atrás. O Kremlin informou que o governo Chávez firmou 12 contratos de venda de armas com a Rússia desde 2005, com valores totais de US$ 4,4 bilhões.

A Venezuela já comprou caças de combate, tanques e rifles russos. O país também quer adquirir sistemas de defesa aérea, outros modelos de tanques e mais equipamento de combate, informou o jornal Kommersant. Chávez deve se encontrar com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ainda nesta quinta-feira. Na sexta-feira, ele se reúne com o presidente Dmitry Medvedev, em Orenburg, cidade na região dos Urais. É a terceira visita do líder venezuelano ao país desde junho de 2007.

No início da semana, vavios russos partiram paraa manobras no Caribe, programadas para sinalizar aos Estados Unidos o ressurgimento da Rússia como potência militar e política global. O exercício, resultado de uma sólida aliança com o presidente antiamericano Hugo Chávez, será atentamente acompanhado pelas Marinhas ocidentais, por ser a primeira mobilização russa desse tipo – tão próxima da costa dos EUA – desde o fim da Guerra Fria.

O cruzador nuclear “Pedro, o Grande” encabeça a frota russa que deixou o país. O envio é a maior mostra do poderia militar russo na região do continente americano desde o fim da Guerra Fria. O Kremlin intensificou recentemente seus contatos com Venezuela, Cuba e outros países latino-americanos, ao mesmo tempo em que aumentam as tensões entre o país e os Estados Unidos. Washington criticou em vários momentos o comportamento russo durante a guerra com a Geórgia, no mês passado.
Agência Estado

Rizzolo: Com uma notícia desta é inacreditável que alguns esquerdistas ainda se preocupam coma presença da Quarta Frota, ou ainda, atribuem a presença da Frota como uma “manobra para açambarcar nosso petróleo”. Ora, aqueles que alegam que sou ingênuo, ou que estou a serviço do ” império americano” deveriam sim ter a percepção de que: estamos desarmados, com as fronteiras abertas, com uma esquerda combatente, rodeados de países de cunho esquerdista, com as Farc observando nossas fronteiras, e uma política externa benevolente à Chavez, a Correa, a Morales. Precisamos investir nas nossas Forças Armadas e contar com o apoio americano.

Não é possível não se ter a percepção militar ou política de que a Venezuela está sendo armada pela Rússia, China, Irã, e a Coréia do Norte, com intenções desconhecidas, e que nós, bem nós estamos ” exigindo explicações dos EUA”. Todos sabem que a esquerda brasileira, no fundo aplaude esses empréstimos e numa manobra diversionista, alega que a Quarta Frota é mal intencionada, que tal a presença ” é o imperialismo”, e outras bobagens. Imaginem se os EUA estão preocupados com um petróleo que nem sequer ainda existe à tona; muito menos em assaltar as nossas reservas militarmente, algo que jamais fizeram anteriormente em relação a outros países.

O que eles não querem, e este é o real motivo da Frota, é ver a Rússia, o Irã, a China atuando militarmente por aqui via Chavez, o que eles não querem é ver a América Latina ameaçada por este pessoal. Isso sim é um perigo para a democracia da América Latina. E como se não bastasse tenho notícias que o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse que está aberto a uma cooperação nuclear com a Venezuela, depois de se encontrar com o presidente do país, Hugo Chávez, na quinta-feira, em sua residência nas proximidades de Moscou. “Estamos todos prontos para considerar a possibilidade de operar na esfera da energia atômica pacífica”, disse Putin. Atômica pacífica ? Não é para ficarmos preocupados ?

Olha, a mim pouco importa a opinião da esquerda ou daqueles que batem palmas para as ” trapolias” de Chavez. O presidente Lula havia dito que – semana passada- interpelaria Chavez em relação às manobras russas: não vi nada até agora. Será que a esquerda o deixará fazê-lo? Eu ingênuo? Você ficaria tranquilo vendo seus vizinhos se armando, desenvolvendo armas nucleares, e “falando grosso” como no caso da Oderbrecht ? Eu não, viu !

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Charge do Frank para A Notícia

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Etanol deve criar 12 milhões de empregos até 2030, diz OIT

GENEBRA – O etanol deve criar cerca de 12 milhões de novos empregos no mundo até 2030. Mas no Brasil, milhares de pessoas que atuam no setor ainda sofrem com salários e condições degradantes. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que alerta para as péssimas condições de trabalho que os cortadores de cana do Brasil enfrentam todos os dias e a renda estagnada. A entidade prevê uma consolidação do setor do etanol no Brasil nos próximos anos e o surgimento de sete grandes grupos no setor no País.

Os dados fazem parte de um relatório que a OIT divulgou nesta quarta-feira, 24, sobre o impacto das novas tecnologias ambientais para o emprego. Energias renováveis, entre elas o etanol, vão gerar 20 milhões de novos empregos até 2030 no mundo.

Na avaliação da OIT, a atual crise financeira deverá gerar uma desacelaração da economia mundial. Mas aposta que governos terão de buscar novos investimentos, para incentivar a retomada da economia e setor ambiental será um dos mais relevantes nesse processo.

As estimativas indicam que US$ 630 bilhões em projetos serão investidos no setor da energia renovável até 2030. Isso geraria também 2,1 milhões de postos e trabalho no setor da energia eólica e outros 6,3 milhões de empregos na energia solar.

Hoje, o Brasil é o país com o maior número de pessoas trabalhando no setor do etanol. Segundo a OIT, são 500 mil pessoas que dependem diretamente do produto. Nos Estados Unidos, são 312 mil, contra 266 mil na China. O biodiesel na Alemanha gera outros 95 mil empregos, contra outros 10 mil na Espanha.

Em 20 anos, o número de pessoas empregadas será multiplicada por dez e o Brasil continuará sendo um dos líderes. Mas a OIT quer garantir que esses novos empregos respeitem direitos trabalhistas e não sejam degradantes. Uma das preocupações com a expansão do etanol é o uso de trabalho semi-escravo nos canaviais. O próprio ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em viagem por Genebra, admitiu que o uso de trabalho degradante existe no setor do etanol.

Agência Estado

Rizzolo: Na verdade o problema dos trabalhadores no corte da cana-de-açúcar no Brasil é extremamente sério. Aliás esse problema já existia antes do ” boom” do etanol. Além de melhorar as condições de trabalho desses cortadores de cana, temos que prepará-los do ponto de vista da formação técnica, até porque a mecanização avança, e esses trabalhadores precisam se especializar, se aprimorar. Por hora existe o problema da sobrevivência desses trabalhadores, que vivem em condições subumanas de trabalho. Já tive oportunidade de escrever vários artigos sobre esse assunto, artigos até já publicados nos EUA, sobre essa questão crucial dos trabalhadores cortadores de cana no Brasil. A medida que o processo de produção do etanol aumenta, precisamos de uma regulamentação do setor, um tipo de uma Etanolbrás, algo regulador que envolveria desde a área do plantio até as condições da mão-de-obra utilizada no setor. A coisa é séria.

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Idosos arcam com maior parte das despesas em 53% dos lares

De acordo com estudo do IBGE, essa situação é mais expressiva no Nordeste, onde os idosos são responsáveis por mais da metade da despesa familiar em 63,5% dos domicílios.

As pessoas com 60 anos ou mais de idade arcam com pelo menos metade da despesa da família em 53% dos lares brasileiros. Foi o que pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constataram após análise de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007.

Os dados foram divulgados hoje (24) e são parte da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. De acordo com o estudo, essa situação é ainda mais expressiva no Nordeste, onde os idosos são responsáveis por mais da metade da despesa familiar em 63,5% dos domicílios.

Segundo a pesquisadora do IBGE Lúcia Maria Cunha, os dados refletem a importância da contribuição dos idosos no conjunto do orçamento familiar. Ela ressaltou que na área rural essa ajuda é ainda mais importante, sobretudo, nas regiões mais carentes. Nas áreas rurais do Nordeste, por exemplo, o índice chega a 73% dos domicílios.

Outra constatação do estudo é que o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas permitiu uma maior possibilidade de convívio, em uma mesma família, de duas ou até três gerações diferentes.

Em 2007, de acordo com os dados da Pnad, 45% dos idosos viviam com seus filhos na condição de chefe de domicílio, sendo que nas Regiões Norte e Nordeste os percentuais chegaram a 50%.

Agência Brasil

Rizzolo: Como sempre afirmo, a previdência social é um poderoso instrumento de transferência de renda, e o fator previdenciário é um redutor perverso e injusto, principalmente aos pobres cuja expectativa de vida é inferior aos ricos que possuem um padrão de vida melhor, e contam ainda com uma medicina privada. Ao contrário do que alguns pensam, as pessoas quando se aposentam acabam sim utilizando os recursos da aposentaria, na maioria das vezes, para suprir as necessidades dos filhos desempregados ou até dos netos. Por tal razão não consigo conceber que o governo ainda tenha dúvidas em relação se mantém ou não o fator previdenciário, não consigo conceber como deputados da Câmara ainda não se sensibilizaram com esse absurdo. Lula afirmou que se aprovado na Câmara não vetará.

Só um parlamentar insensível, seria capaz de votar pela manutenção dessa aberração legal. Agora, eu não vejo ninguém da esquerda, defendendo o pobre aposentado, eu não vejo sequer uma notícia nesses sites esquerdistas, sobre esse fator perverso, eu só vejo discurso bonito, falam muito nos pobres, nos excluídos, mas nos velhos, nada. Ah! Os velhos que se danem não é? Não votam, e se votam logo não mais votarão, não é ? Essa é a política dos aproveitadores e daqueles que desrespeitam os trabalhadores de ontem e pensam no voto de amanhã!

E tem mais, a desculpa pela falta de recursos é uma balela, se há recursos para o funcionalismo, para o Bolsa Família, e para gastos exorbitantes do governo, há sim para os idosos. Que procurem recursos até no Pré -Sal, mas não deixem os trabalhadores sem o que é de seu direito ! Pelo fim do fator previdenciário, a maior prova é o texto acima !! Vamos nos mobilizar, divulgue o Blog do Rizzolo, pelo menos tenho ética e penso de verdade nos idosos e nos pobres do nosso Brasil !

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Após recorde em 2007, investimentos podem desabar com crise

GENEBRA – Depois de atingir um recorde histórico em 2007, os investimentos podem desabar no mundo diante da crise financeira em 2008 e multinacionais já refazem seus planos. As projeções indicam que os países emergentes sofrerão menos, mas não devem ficar imunes ao choque. Um relatório divulgado nesta quarta-feira, 24, pela ONU aponta que os investimentos no mundo devem cair em pelo menos US$ 200 bilhões em 2008, em comparação aos dados de 2007. O Brasil é, para as maiores multinacionais, o quinto destino preferido de seus investimentos até 2010 e voltou a ser o maior receptor da América Latina.

A avaliação foi feita antes da crise que eclodiu na semana passada e, para os especialistas, tudo indica que o cenário deva ser ainda mais negativo diante das falências. A projeção inicial era de que os investimentos no mundo seriam cortados em 10%, “Acho que a queda será bem maior”, afirmou o secretário-geral da Conferência da ONU para o Desenvolvimento e Comércio, Supachai Panitchpakdi.

Antes da semana negra, a previsão era de que o Brasil poderia repetir e até superar o volume de investimentos de 2007, quando atingiu US$ 35 bilhões. A América do Sul foi ainda a região que registrou o maior incremento de investimentos em um só ano. A alta foi de 66% entre 2006 e 2007, puxada pelo Brasil. Para a ONU, a região se mostrou resistente aos choques e à desaceleração já apresentada na economia americana em 2007.

Por isso, há ainda uma certa esperança de que a queda em 2008 não seja tão pronunciada na região e no Brasil. Até agosto deste ano, o ritmo de crescimento dos investimentos era acelerado e o País já havia recebido US$ 25 bilhões.

A previsão falava de um novo recorde para o País e para a América Latina. Mas, com a turbulência, ninguém ousa por enquanto dizer qual será o novo volume de investimentos no País. O certo, segundo uma pesquisa com 300 multinacionais, é que os temores de uma desaceleração da economia já estavam fazendo os executivos repensar seus investimentos. A pesquisa mostra que o número de empresa que irá rever os planos aumentou de forma significativa.

Mesmo assim, o Brasil aparece como o quinto destino preferido entre as empresas pesquisadas. Em 2007, 12% dos executivos colocaram o Brasil como um dos destinos. Neste ano, 22% indicaram o País. Graças ao fluxo do primeiro semestre, o ano fechará com uma alta nos investimentos em relação a 2006, quando o fluxo atingiu US$ 19 bilhões. Para 2009, a ONU admite que o cenário pode ser pior.

O levantamento também confirma o interesse das multinacionais pelos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) que ocupam quatro das cinco primeiras posições. A liderança da China, porém, é ampla e o Brasil é apenas o último entre os quatro países do bloco.

Recorde

2007 ainda registrou um volume recorde de investimentos no mundo, chegando a US$ 1,8 trilhão. O volume foi 30% superior ao de 2006 e US$ 400 bilhões superior ao recorde anterior, registrado no ano 2000. Com isso, os estoques de investimento no mundo chegaram a US$ 15 trilhões.

Os países ricos ficaram com grande parte dos fluxos, cerca de US$ 1,2 trilhão, 33% acima do ano anterior. Até o ano passado, os americanos eram os líderes em termos de destino, com US$ 232 bilhões, seguido pelo Reino Unido e França. Os americanos também foram os maiores investidores do mundo no ano passado, com US$ 313 bilhões. Os fluxos para a Europa totalizaram US$ 804 bilhões em 2007, 43% acima do valor do ano anterior. Mas o volume para os emergentes atingiu seu recorde também em 2007, com US$ 500 bilhões. Metade desses recursos foi para a Ásia.

Cenário

Para 2008, a melhor das hipóteses é uma queda de 10% no total dos investimentos. Mas a própria ONU admite que a queda será bem maior. Apenas no primeiro semestre, o número de aquisições no mercado mundial despencou em 29%. “Está claro que haverá uma queda diante da crise”, afirmou o secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi.

O impacto mais pronunciado será nos países ricos e a resistência dos países emergentes pode ajudar. Mas os economistas admitem que, na melhor das hipóteses, o crescimento dos fluxos de investimento para os países emergentes ficará estagnado. “Obviamente que se a crise continuar, os emergentes também serão afetados”, afirmou Panitchpakdi.

Para ele, não é de hoje que a ONU pede que o mundo debata um novo marco regulatório para o setor financeiro. “Precisa haver transparência. É inevitável que o estado tenha de voltar a ter um papel mais pronunciado nesse setor”, disse.
Agência Estado

Rizzolo: Particularmente eu acredito que vai haver uma retração nos investimentos de uma forma geral, contudo, no que diz respeito ao Brasil, acredito que um maior impacto surgiria se a economia da China sofresse um maior abalo, vez que nossas exportações de produtos primários constantes nas commodities, estão muito vinculadas aos países emergentes, e em especial à China.

Com efeito a melhor saída é ainda o fortalecimento do mercado interno, a vinculação dos recursos públicos nos financiamentos em substituição aos empréstimos no exterior, e desenvolvermos a indústria de manufaturados. Hoje as nossas exportações estão muito concentradas nos produtos primários, e urge a necessidade de desenvolvermos os manufaturados, agregando dessa forma valor aos nossos produtos. Além disso não podemos deixar de investir na infra-estrutura, a base de sustentação para o crescimento.

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Apenas 4% dos negros ou pardos terminam o ensino superior

RIO – As desigualdades raciais no Brasil prosseguem muito elevadas, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais 2007, divulgada na manhã desta quarta-feira, 24, pelo IBGE. Apesar da exigência, por lei, de reserva de vagas no ensino superior para “grupos sociais desfavorecidos”, as taxas de freqüência a curso universitário para estudantes entre 18 anos e 25 anos de idade mostram que em todas as idades a população branca apresenta níveis mais elevados que a de negros e pardos. Além disso, apenas 4% dos negros ou pardos concluem o ensino universitário.

Enquanto 20,6% dos brancos de 19 anos de idade freqüentavam o ensino superior em 2007, apenas 6% dos negros e pardos estavam na mesma situação no período. Enquanto 13,4% dos brancos tinham completado o ensino superior no ano passado, apenas 4% dos negros e pardos tinham feito a mesma conquista.

Além disso, em números absolutos, em 2007, dos pouco mais de 14 milhões de analfabetos brasileiros, quase 9 milhões são negros e pardos. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo da população branca é de 6,1% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo que estas mesmas taxas para negros e pardos superam 14%, ou seja, mais que o dobro que a de brancos.

Outro indicador educacional que sublinha a desigualdade racial mostra que a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade continua a apresentar uma vantagem em torno de dois anos para brancos, com 8,1 anos de estudo, em relação a pretos e pardos, com 6,3 anos de estudo.

Segundo observam os técnicos do IBGE no texto da pesquisa, “as conseqüências destas desigualdades se refletem nas diferenças dos rendimentos médios percebidos por negros e pardos em relação aos dos brancos, se apresentando sempre menores (em torno de 50%)”.

Agência Estado

Rizzolo: Há muito que se fazer no Brasil em relação aos negros. Historicamente a população negra ou parda sempre foi preterida no tocante a empregos, oportunidades e mesmo em cargos públicos. Este é um sentimento que tenho como Advogado em inferir que no próprio Judiciário pouca participação dos negros existe. As políticas de inclusão são sim necessárias e precisam cada vez mais serem implementadas.

As cotas aos negros são um dos mecanismos de acesso a uma melhora no nível intelectual da grande maioria dessa etnia que formou a base da civilização brasileira com seus costumes, crenças, e cultura. Temos sim uma dívida social com os negros e pardos e aqueles que não admitem, ou não aceitam esse tratamento diferencial é porque nunca souberam o que é ser negro no Brasil ou qualquer lugar do mundo. A discriminação é a pior das maldades, e vai por mim porque de discriminação os judeus entendem. Sinceramente, penso muito nos negros do Brasil.

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” Chega de corrupção e rolo, para deputado federal Fernando Rizzolo- PMN 3318″

Crise com Odebrecht será resolvida em dias, diz Amorim

NOVA YORK – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira, 23, que a ocupação militar de uma usina hidrelétrica construída pela Odebrecht no Equador e a proibição de que seus diretores deixem o país não afetou, “até o momento”, as relações diplomáticas entre os governos equatoriano e brasileiro. Ele acrescentou que espera ver resolvidas nos próximos dias as divergências entre a construtora brasileira e o governo do Equador.

Amorim, que está em Nova York acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não quis entrar no mérito das acusações do governo equatoriano contra a Odebrecht e suas sócias na construção da usina San Francisco. “Não podemos prejulgar as reclamações do Equador. Sabemos que a Odebrecht fez uma oferta razoável (para chegar a um acordo). Mas ela é parte de um consórcio. Não pode resolver sozinha”, disse o chanceler. “Estamos dando acompanhamento à empresa, estamos dando toda proteção adequada a uma empresa brasileira de renome e que tem grandes realizações em vários países”, acrescentou.

Amorim disse ter sido informado pelo embaixador brasileiro em Quito que dois diretores da Odebrecht já deixaram o Equador e outros dois estão abrigados na embaixada. Eles estão impedidos de sair do país pelo decreto assinado na terça-feira pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, o mesmo que determinou a ocupação da hidrelétrica. Segundo o chanceler, eles não sofreram ameaça física, nem estão sob ordem de prisão.

O governo equatoriano responsabiliza a Odebrecht e seus sócios por falhas detectadas na usina. Correa chegou ainda a acusá-las de corromper funcionários equatorianos. Celso Amorim disse que as ações do governo equatoriano, que classificou de “preventivas”, não configuram confisco de bens de uma empresa brasileira, uma vez que a hidrelétrica de San Francisco é de propriedade da equatoriana Hidropastaza.
Agência Estado

Rizzolo: A atitude passiva e conformista do chanceler face ao autoritarismo bolivariano de Correa salta aos olhos. Até quando tudo o que Chavez, Rafael Correa, e o índio Morales fazem, em termos de autoritarismo, será chancelado pelo Brasil? Em outras palavras. Deter os diretores então é algo normal? Ora, pelo amor de Deus, até a China já quer distância de Chavez, e nós ainda estamos flertando com o bolivarianos. Ainda vão dizer que o Rizzolo está defendendo a Oderbrecht porque conhece os donos. Não os conheço, e não foi por falta de oportunidade.

Agora um pouco de bom senso não faz mal a ninguém, entender como normal as” ações de caráter preventivo com detenção” e afirmar que ” não podemos prejulgar as reclamações do Equador ” é demais, não e? Não é cabível o Brasil aceitar tudo que vem da esquerda passivamente. Depois dizem que eu falo o que o povo pensa, ou que eu ” mando a boca”, temos que nos impor, de forma firme. Se fosse o Brasil que impedisse Venezuelanos, ou Equatorianos de sair do Brasil vocês veriam a reação do amigo Chavez. Ah! Mas aqui o pensamento é outro, não é ? ” Não podemos magoa-los “..

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Charge do Sponholz para o Jornal da Manhã

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EUA são a verdadeira ameaça mundial, diz Ahmadinejad

NAÇÕES UNIDAS – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou hoje os Estados Unidos de cercarem o seu país e afirmou que Washington é a verdadeira ameaça à estabilidade mundial. Pouco antes de discursar na 63ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente do Irã defendeu sua postura de confronto com o Ocidente e com Israel. “Eu gostaria de perguntar a vocês: O (exército) iraniano que está ao redor do seu país, ou são as tropas americanas que estão ao nosso redor?”, disse em entrevista à Rádio Pública Nacional dos EUA.

“São as tropas americanas que estão ao redor das nossas fronteiras. Não são as nossas que estão ao redor das fronteiras americanas. Então, o que exatamente os americanos fazem lá?”, questionou Ahmadinejad. Ao se referir à crise financeira nos Estados Unidos, Ahmadinejad afirmou ao jornal Los Angeles Times que “a economia mundial não suporta mais o déficit orçamentário e as pressões financeiras (dos EUA)”.

Apesar de três rodadas de sanções do Conselho de Segurança (CS) da ONU contra o Irã, o governo de Teerã continua a desafiar os pedidos dos EUA e do Ocidente para suspender o seu programa de enriquecimento de urânio, que Israel e os EUA acusam de estar sendo usado para produzir no futuro armas nucleares. O Irã alega que tem apenas objetivos pacíficos.

Ahmadinejad culpa os EUA pelas tensões mundiais e descreveu o Estado de Israel como “um avião que perdeu a sua turbina”. Ahmadinejad, que no passado pediu a destruição de Israel, disse hoje que o país aliado aos EUA deveria ser transformado em um Estado unificado com judeus e palestinos, incluídos refugiados palestinos regressados, que superariam de longe em número a população judaica majoritária. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado

Rizzolo: Esse cidadão de nome complicado, não cumpre as exigências do do Conselho de Segurança (CS) da ONU e ainda se acha no direito de afrontar os EUA, a maior potência militar democrática do Ocidente. É claro que por hora o exército iraniano não está por perto dos EUA, muito embora o maior de desejo de Mahmoud Ahmadinejad é um dia estar por perto não só dos EUA mas o pior: por perto de nós. Aliás se depender de Chavez, não só o Irã, mas a China, a Coréia do Norte e a Rússia estarão por aqui, e enfim aqueles que maldizem a Quarta Frota, gritarão em socorro por ela. Acreditar que o Irã tem fins pacíficos em seu programa de enriquecimento de urânio, é o mesmo que acreditar em Papai Noel.

Concordo com Bush quando afirma que o Irã apóia as milícias do Hisbolá que tentam enfraquecer o Governo democrático do Líbano, financia grupos terroristas como o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, desestabiliza os territórios palestinos e envia armas aos talibãs no Afeganistão “que podem ser usadas para atacar americanos e as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ah! Mas o Rizzolo fala isso porque defende Israel. Olha, o Irã não é um problema real para Israel, um País armado, e aliado dos EUA, é sim um problema para outros desarmados como o nosso.

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Se aprovado pela Câmara Lula admite sancionar fim do fator previdenciário

Presidente Lula admite o fim do fator previdenciário e o reajuste dos benefícios pelo mesmo índice do salário mínimo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta quarta-feira (17), que pode não vetar as mudanças previstas no projeto de lei que extingue o fator previdenciário e altera a forma de correção dos benefícios previdenciários.

O projeto, já aprovado pelo Senado está em discussão na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, torna obrigatória a vinculação de aumentos no valor de aposentadorias e pensões ao reajuste anual do salário mínimo.

A sinalização foi feita pelo presidente durante entrevista à TV Brasil, órgão do Governo federal. “Se for aprovado no Congresso o acordo entre os líderes, certamente que eu não vetarei”, afirmou.

Por outro lado, ele fez ponderações de que uma eventual aprovação da matéria terá efeito negativo nas contas públicas porque deverá aprofundar o desequilíbrio nas contas da Previdência. Lula disse que o Ministério da Fazenda está discutindo os efeitos do projeto na Câmara dos Deputados, na tentativa de evitar a aprovação das mudanças.

“O Governo não quer dar mais ou menos, o Governo quer fazer aquilo que é possível fazer. Se temos uma arrecadação para a Previdência e você aprova uma coisa que significa aumentar o custo, você tem que se perguntar sempre de onde vai sair o dinheiro para pagar. Essa é uma pergunta que todo mundo tem que fazer, os deputados, os senadores”, acrescentou.

Ao responder à questão, o presidente expôs a dificuldade em dizer não e barrar uma medida que irá beneficiar aposentados e pensionistas, mas que irá dificultar a gestão do orçamento. Neste ano, o déficit da Previdência é estimado em R$ 43 bilhões.

Rizzolo: Não é possível que um governo que se diz socialmente justo, compactue com esse fator que na realidade é um desrespeito ao trabalhador brasileiro. A previdência como já afirmei várias vezes, é um instrumento de distribuição de renda no Brasil, e não há como conceber que o governo petista vire as costas para os trabalhadores e conspire na contra mão dos interesses dessa minoria pobre.

Acredito que o presidente, ao contrário do que muitos afirmam, não mandará recado à Câmara, tampouco o vetará. Agora alegar que não tem dinheiro para os aposentados, é o mesmo que alegar que dinheiro não mais existe à Bolsa Família, até porque não há maior desrespeito de uma Nação ao negar a aposentaria ” ad integrum” àqueles que tantos anos contribuíram com seu suor.

O Fator previdenciário é extremamente perverso aos pobres. Imagine a seguinte situação: a pessoa é empregada doméstica e vai se aposentar aos 55 anos. Está trabalhando desde os 20 anos de idade. Se aposenta e perde 1/3 da aposentadoria, por que a expectativa de vida entra no cálculo da sua aposentadoria. Só que a expectativa de vida no País vem aumentando apenas aos mais ricos, aos que tem os famosos ” Planos de Sáude”, enquanto os pobres morrem nos corredores frios dos hospitais públicos. Espero que a Câmara tenha o bom senso e o presidente a devida sensibilidade com os que já deram seu quinhão à sociedade. Vamos nos mobilizar, divulgue o Blog do Rizzolo !

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VEJAM HOJE DIA 28 DE NOVEMBRO DE 2008 NO BLOG DO RIZZOLO SOBRE A NOVA SAFADEZA NA QUESTÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

Lula acusa ricos de ‘nacionalismo populista’

Enviado especial da BBC Brasil a Nova York – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países ricos estão praticando um ”nacionalismo populista”, durante o seu discurso na abertura da Assembléia Geral da ONU, nesta terça-feira.

Os comentários do presidente foram uma menção às supostas exigências por parte dos países ricos para que as nações em desenvolvimento abram seus mercados, ao mesmo tempo em que dificultam o acesso dos emergentes aos seus próprios mercados e criam barreiras para a entrada de imigrantes de países pobres.

”Muitos dos que pregam a livre circulação de mercadorias e capitais são os mesmos que impedem a livre circulação de homens e mulheres, com argumentos nacionalistas – e até racistas – que nos fazem evocar – temerosos – tempos que pensávamos superados”, disse Lula.

O líder brasileiro voltou a lançar críticas contra os países ricos, ao falar da atual crise financeira que atinge os mercados globais.

”É inadmissível – dizia o grande economista Celso Furtado – que os lucros dos especuladores sejam sempre privatizados e suas perdas invariavelmente socializadas”, afirmou, acrescentando que o ”ônus da cobiça desenfreada de alguns não pode recair impunemente sobre os ombros de todos”.

Para Lula, ”a euforia dos especuladores transformou-se em angústia dos povos, após a sucessão de naufrágios financeiros que ameaçam a economia mundial”.

Ação da ONU

O líder brasileiro também clamou por uma ação mais efetiva da ONU para combater diferentes crises.

”Das Nações Unidas, máximo cenário multilateral, deve partir a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças que pesam sobre nós”, afirmou.

”Mas há outras questões igualmente graves no mundo de hoje. É o caso da crise alimentar, que ameaça mais de 1 bilhão de seres humanos. Da crise energética, que se aprofunda a cada dia. Dos riscos para o comércio mundial, se não chegarmos a um acordo na Rodada de Doha. E da avassaladora degradação ambiental, que está na origem de tantas calamidades naturais, golpeando sobretudo os mais pobres.”

Ainda sobre o meio ambiente, Lula afirmou que o Brasil ”não tem fugido a suas responsabilidades. Nossa matriz energética é crescentemente limpa”, afirmando, em seguida, que ”a tentativa de associar a alta dos alimentos à difusão dos biocombustíveis não resiste à análise objetiva da realidade”.

Reforma

Como em pronunciamentos passados, o presidente também defendeu uma reforma da estrutura da ONU e lançou uma indireta contra a suposta postura unilateralista do governo americano em detrimento aos interesses da instituição.

”A força dos valores deve prevalecer sobre o valor da força. É preciso que haja instrumentos legítimos e eficazes de garantia de segurança coletiva. As Nações Unidas discutem há quinze anos a reforma do Conselho de Segurança.”

”A estrutura vigente, congelada há seis décadas, responde cada vez menos aos desafios do mundo contemporâneo. Sua representação distorcida é um obstáculo ao mundo multilateral que almejamos”, acrescentou.
BBC, Agência Estado

Rizzolo: Lula tem razão em todos os pontos abordados em seu discurso. Mas a realidade do mercado, dos interesses, nem sempre são tão viáveis de se conciliar com o ritmo da ética e do interesse de todos. Países desenvolvidos, até por uma questão de se manterem em pleno vigor suas economias pensam de forma unilateral no tocante a seus interesses. O protecionismo ainda existe em função das pressões internas, e da política de proteção à mão de obra local, como é o caso das restrições à entrada de imigrantes.

Quando falamos sobre o que justo e injusto, quer em termos macroeconômicos, posturas internacionais, ou justiça sociais, esbarramos sempre nos interesses dos atores principais da questão. Assim o é também no Brasil, na postura do governo em prevalecer a financeirização da economia ao consentir e chancelar os enormes lucros dos bancos.

Ora, todos sabem que existe no Brasil, a condição econômica que prestigia o lucro dos bancos, lucros esses maiores que bancos internacionais, e isso se dá num País pobre como o nosso. É um protecionismo interno do segmento financeiro do País, este tão ruim ou pior que os exercidos pelos países ricos em relação aos pobres; a analogia econômica procede a bem da reflexão, quando insistimos naquilo que é justo em termos de ricos e pobres, tema este preferido pelo presidente.

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Quando diversificar significa minimizar

Uma das grandes mudanças que ocorreu no Brasil, foi sem dúvida a diversificação dos destinos de exportações. Foi na procura de novos mercados, e por fim não mais depender dos países desenvolvidos com seu protecionismo exacerbado, que o País decidiu ” ousar” novos orientes se dedicando na melhora das relações comerciais com os chamados emergentes, fazendo desta forma, o caminho contrário de países como o México, que dirige 90% das vendas externas para o mercado norte-americano.

O que não poderíamos imaginar, seria que os emergentes saltariam em consumo fazendo com que os nossos produtos primários contidos no escopo das commodities, alavancassem nossas exportações. Com efeito isso acabou induzindo o Brasil a exportar pouco pelo seu porte e faze-lo dependente em excesso de commodities, exportadas aos emergentes, o que de certa forma, por outro lado, minimizou os efeitos da crise no Brasil.

Na corrida a uma significativa diversificação de destinos das exportações, temos hoje um cenário em que apenas 15% se destinam aos EUA, enquanto 25% vão para a Europa, 20% para a América Latina e 15% para a Ásia, destacando os principais. Contudo, ingenuidade seria pensar que os países emergentes não sofreriam de alguma maneira o impacto da crise; e em conseqüência disso, podemos prever, que nossas exportações de produtos primários estariam também, de certa forma, comprometidas.

Outro componente a ser analisado, e importante a salientar, é que até para viabilizar a produção dos produtos primários consoantes das commodities, é necessário a viabilização de crédito no mercado interno, e externo. O que aos indicadores, isso será também alvo de forte restrições de oferta no mercado internacional. Ao se tornar o crédito mais escasso, as exportações serão afetadas pela queda da demanda e dos preços internacionais das commodities.

Nos restaria portanto, propagar uma política macroeconômica de aumento gradual compensatório do mercado interno, que logicamente não dispomos de instrumentos monetários desejáveis na sua aplicabilidade, face à política ortodoxa implantada pelo BC. A saída para a crise, na verdade, está também muito atrelada a nossa capacidade de revermos as questões internas como a das altas taxas de juros, bem como a da reforma fiscal; onde a coerência tributária precipitaria uma otimização da economia, facilitando também a viabilização dos investimentos, que não podem ser interrompidos.

Fernando Rizzolo

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Charge do Novaes para o JB online

Mais de 13 milhões de brasileiros subiram de faixa social na década, diz Ipea

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta segunda-feira indica que 13,8 milhões de brasileiros subiram de faixa social entre 2001 e 2007. Os dados foram definidos a partir dos números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007, divulgada na semana passada.

Desse total, 74%, ou 10,2 milhões, saíram da classe de renda baixa (até R$ 545,66 de renda familiar), e 3,6 milhões de pessoas passaram da classe intermediária (de R$ 545,66 a R$ 1.350,82) para a classe de renda mais alta (renda familiar superior a R$ 1.350.82).

Pesquisador do Ipea, Ricardo Amorim considera que a população emergente que estava na classe mais baixa tem baixa escolaridade –57,1% têm até a 4ª série do ensino fundamental e 1% têm nível superior– e está concentrada nas regiões Nordeste e Sudeste. Moram em centros urbanos 82% dessa população, sendo que 62,5% dos emergentes da classe mais baixa para a intermediária são considerados não brancos (pretos, pardos, indígenas e amarelos).

“O que mais chamou a atenção foi a movimentação de pessoas do nível mais baixo para estratos mais elevados. A movimentação deles superou o crescimento da economia e passou a ter mobilidade social ascendente que não se via desde os anos 80”, afirmou.

Amorim explicou que o crescimento da economia e os programas de transferência de renda fomentaram a emersão das pessoas das classes mais baixas, Ele ressaltou, no entanto, que isso indica uma “qualidade mais baixa” no crescimento de nível econômico dessa parcela da população.

Já entre os emergentes da classe intermediária, a escolaridade foi um pouco superior –39% têm até a 4ª série do ensino fundamental e 4% têm nível superior. Quase a totalidade — 90% — dos brasileiros que passaram para a classe considerada mais alta moram em centros urbanos, e 56% dessa população é branca.

“Para o bloco mais alto, a qualidade é melhor. O crescimento econômico do mercado de trabalho os alcançou e eles estão conseguindo se inserir de maneira produtiva e duradoura. Ou seja, se esse crescimento econômico for mantido, esse pessoal não volta mais para a situação anterior”, observou.

A classe mais baixa passou a representar 27,4% da população, ou 49,7 milhões de brasileiros. No chamado grupo intermediário, estão 66,5 milhões, e a chamada classe de renda mais alta soma 64,9 milhões de pessoas.

No Nordeste, as pessoas com renda familiar de até R$ 545,66 representam 49,2% da população. Em 2001, significavam 57,3% dos habitantes.

No Sul e no Sudeste, a parcela com renda mais baixa representava 21,4% da população em 2001. Seis anos depois, significavam 15% no Sul e 16,9% no Sudeste.

Ainda no Sudeste, a população com renda familiar superior a R$ 1.350,82 era correspondente a 43,8% do total em 2001, e pelos dados atuais, já chegam a 45,5%. Já no Nordeste, os que estão enquadrados na classe mais alta representam 16,7% do total. Em 2001, respondiam por 14,5.

Folha online

Rizzolo: Realmente a condição social ascendeu para a maioria das classes, muito em face à melhora da economia no cenário internacional, e claro aos programas de transferência de renda no que diz respeito as classes mais baixas. Contudo a melhora se deve em maior parte aos recursos advindos das exportações, dos produtos primários referentes a commodities. Em verdade a Ásia é a responsável pela demanda dos produtos primários elencados nas commodities, e que com a crise das ” subprimes”, poderá sim comprometer a nossa economia afetando esses resultados no futuro. Não há dúvida que nas faixas mais elevadas, onde a melhora social se deu em função à oferta de emprego ao setor de mão-de-obra especializada, será sim menos vulnerável às crises. Precisamos investir na formação da mão-de-obra especializada, para que com isso se cristalize a renda social, e que de qualquer forma o trabalhador especializado manterá seu lugar no mercado de trabalho.

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Apesar de aprovação recorde, Lula não transfere votos a Dilma

SÃO PAULO – A aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou quase dez pontos, segundo a pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, 22. Lula passou de 69,3% para 77,7%, e voltou ao patamar do primeiro ano de governo, em 2003. A avaliação do governo também subiu de 57,5% para 68,8%. Esse é o melhor resultado da série histórica da Sensus, iniciada em julho de 1998. Mesmo batendo recordes de popularidade, Lula não consegue transferir votos para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a favorita para sucedê-lo, nem para outros candidatos do PT, que aparecem em último lugar em simulações na disputa de 2010, revela levantamento.

Em todas as simulações para as eleições presidenciais em 2010, os candidatos do PT estão em último lugar. Na primeira simulação, na disputa com o governador de São Paulo, o tucano José Serra, Dilma Rousseff teria 8,4% dos votos, contra 38,1% de Serra. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ficaria em segundo lugar, com 17,4% e Heloísa Helena, presidente do PSOL, com 9,9%. Embora em último lugar, Dilma mostrou uma ligeira melhora em relação à pesquisa de abril, quando ficou com 6,2% dos votos na disputa com esses três candidatos.

Numa segunda simulação, na qual Serra é substituído pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, Ciro Gomes lideraria o primeiro turno, com 24,9%, seguido por Aécio, com 18,2%. Heloisa Helena teria 13,4% e Dilma, 8,6%.

Num outro cenário, no qual o candidato do PT seria a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, José Serra lideraria com 37,9%, Ciro Gomes viria em segundo lugar, com 18,9% e Marta ficaria com 5,9%. Numa quarta simulação, o candidato do PT seria o ministro de Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, que ficaria com 2,7% dos votos. Nesse cenário, Serra teria 38,5%, Ciro Gomes, 19,6% e Heloisa Helena, 10,6%.

Segundo turno

A CNT/Sensus mostra que nas simulações para o segundo turno das eleições presidenciais em 2010 os candidatos tucanos sairiam vitoriosos. Em um cenário em que a disputa seria entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), Serra venceria com 51,4% dos votos, enquanto Dilma teria 15,7%. Embora continue muito atrás, Dilma apresentou uma melhora em relação à pesquisa de abril, quando Serra teria 53,2% dos votos e ela, 13,6% dos votos.

Numa segunda simulação, em que a disputa seria por Aécio Nevers (PSDB), Dilma ficaria com 18,4% dos votos e o candidato tucano venceria com 34%. Num terceiro cenário, no qual disputariam José Serra e Patrus Ananias (PT), o tucano venceria com 55,1% dos votos e o candidato do PT teria 7,7%. Num último cenário, no qual Serra disputaria com Ciro Gomes (PSB), Serra venceria com 47,1% dos votos e Ciro Gomes ficaria com 22,5% dos votos. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada de 15 a 19 de setembro e ouviu duas mil pessoas em 24 Estados. A margem de erro é de 3 pontos, para baixo ou para cima.

O diretor da Sensus, Ricardo Guedes, avaliou que ainda não há transferência de votos do presidente Lula para os candidatos do PT, mas lembrou que a ministra Dilma Rousseff, tem subido paulatinamente nas pesquisas e que, por não serem nomes que estão no cenário político, os candidatos do PT ainda têm chances de crescer com o início da campanha eleitoral. “São nomes mais recentes, que precisam ser feitos”, disse Guedes.

Segundo ele, nomes que deixaram de participar do cenário político, como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, por serem mais conhecidos da população, teriam mais chances de melhor colocação nesse momento nas pesquisas. Guedes lembrou que, em Minas Gerais, o candidato a prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, apoiado por Aécio Neves, do PSDB e por Fernando Pimentel, do PT, começou a campanha com 3% dos votos e deve chegar ao segundo turno.

Qualidade de vida e Lula

A avaliação regular do governo caiu de 29,6% para 23,2%, enquanto que a avaliação negativa teve uma redução de 11,3% para 6,8%. A desaprovação do presidente Lula caiu de 26,1% em abril para 16,6% em setembro.

A pesquisa revela ainda que 61,5% dos entrevistados acham que a qualidade de vida melhorou nos últimos quatro anos, enquanto que 11,6% consideram que houve uma piora, e 25,8% acham que está igual. Segundo o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, a avaliação sobre a qualidade de vida é um bom referencial sobre a possibilidade de o presidente Lula fazer seu sucessor. Segundo ele, esse indicador é utilizado nas eleições dos EUA e mostra que candidatos com índice acima de 50% tendem a fazer seu sucessor.
Agência Estado

Rizzolo: A pesquisa demonstra, o quase todo mundo já desconfiava. Os votos de Lula são de cunho personalíssimo, ademais o presidente já há tempos se desvinculou do PT, dos partidos, dos amigos, sendo então figura única popular e incapaz de transferir votos. O que o povo demonstra com isso ? Demonstra que a população quer é Lula, pode lá talvez a pedido dele transferir alguns votos, mas a massa quer Lula. É o mesmo que um grande cantor de música sertaneja pedir para que a população goste de outro cantor amigo dele. Não vão gostar, ainda mais se for de saia e se chamar Roussef.

Nada contra a ministra Dilma, mas venhamos, falta muito, viu. Alem disso, o passado não ajuda. Dilma não teve um passado de política e sim de agitadora, por mais que ela queira demonstrar ” ternura” é de caráter marrudo, e o povo não gosta disso. E mais, tem mais chance a Marta em ser popular do que Dilma. Já disse isso em várias ocasiões, e acreditem é uma opinião pessoal, imparcial, de bom senso. Entre o PT do bem e PT do mal sempre fico com os primeiros, com todo o respeito a ministra Dilma Roussef. Olha, sinceramente para mim acho uma boa notícia, nada de transferência; não adianta; o povo quer o cantor principal. Canta Lula, canta….

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Marinha tem como meta obter submarino nuclear

RIO – Mais do que dobrar a atual frota de 27 navios-patrulha, a prioridade da Marinha para alcançar condições efetivas de segurança nas áreas de prospecção de petróleo na costa brasileira, como as recém-descobertas reservas na camada pré-sal, é a construção de pelo menos quatro novos submarinos até 2018. A meta principal é o aguardado submarino nuclear, que colocaria o controle da costa em outro patamar. No entanto, os oficiais não contam com ele antes de 2020.

O diferencial da estratégia submarina protagonizou na semana passada os primeiros movimentos da Operação Atlântico. Em ação no litoral do Rio, São Paulo e Espírito Santo há dez dias, 10.215 homens da Marinha, Exército e Aeronáutica medem, até dia 26, os desafios para manter o controle da imensidão formada pelo mar territorial e a zona exclusiva de exploração econômica, a Amazônia Azul. A área abriga a maior riqueza natural do País e se estende a mais de 390 quilômetros do continente. O pré-sal está nesse limites.

Embora a Marinha trate a reativação da Quarta Frota dos Estados Unidos – divisão responsável por operações no Atlântico Sul, criada em 1943, desmobilizada em 1950 e restabelecida em abril – como mera reorganização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse incomodado. “Os homens já estão aí com a Quarta Frota quase em cima do pré-sal”, afirmou, no batismo da plataforma P-53, no Rio Grande do Sul, na semana passada. Os EUA dizem reforçar o combate ao narcotráfico e treinamentos bilaterais.

A Operação Atlântico é uma resposta discreta à iniciativa americana, com a exibição de alguma capacidade de mobilização militar, ainda que limitada. Na filosofia militar da dissuasão em tempos de paz, o objetivo não é investir em uma máquina de guerra imbatível – o que seria muito difícil diante da capacidade de intervenção americana -, mas fazer potenciais inimigos ou grupos terroristas pensarem duas vezes antes de se aventurar em uma área estratégica para o Brasil.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: No vai e vem das declarações, o presidente Lula ora tem um posicionamento, e em determinado momento outro. Assim foi com Chavez, concordava com tudo, abraçava-o, unia-se num ideal de América Latina unida, agora é contra e se sente irritado com as manobras russas e as intenções militares chavistas E o faz com muita razão. No tocante a Quarta Frota é o mesmo, ao se irritar com as manobras russas, agrada e vai de encontro à política dos EUA que rechaça a Rússia e Chavez em conluio militar no Caribe; mas já num discurso no batismo da plataforma P-53 afirma que ” os homens já estão aí”. Ora já esta mais do que provado que a Quarta Frota esta mais preocupada com aquilo que ” irrita ” Lula, ou seja, as manobras Russas.

Não é política dos EUA açambarcar à força reservas de petróleo, haja vista, inúmeros países dentre eles a Arabia Saudita. Da onde veio essa idéia? Ah! Da esquerda, dos petistas do mal, dos amigos de Chavez, daqueles que discutem política ao som de Mercedes Sosa. Na verdade, o submarino nuclear é essencial para a defesa da nossa costa, face a sua autonomia. Temos que desenvolver a área nuclear no Brasil, até porque temos a sexta maior reserva de urânio, e este enriquecimento tem sim que ser feito aqui, não no Canadá. Só para concluir os EUA participam com as Forças Armadas brasileiras de manobras, alem disso os militares não enxergam a Quarta Frota uma ameaça, agora perguntem em relação a Rússia e a Venezuela.

Sempre defendi essa lógica da presença da Quarta Frota não com uma visão intervencionista, mas de preocupação dos EUA com a atuação na América Latina dessa turma, Irã, Rússia, China, e muito antes de Chavez aparecer atuando em manobras com esses “seus aliados”. Se um dia a Rússia e seus aliados tentarem se aproximar do Pré Sal quem vai nos defender? Fala aí? Me responde? Nossas Forças Armadas sucateadas? Não, teremos enfim que chamar os ” homens que estão quase em cima no Pré Sal “, que já participam de manobras com a nossas Forças Armadas para dar nos uma mãozinha, não é? Olha, o Brasil ainda tem um anti americanismo muito bobo. E eu já falei para o pessoal da esquerda, que ninguém é obrigado a ler minhas idéias ou adentrar neste Blog. Entram porque querem e acabam ficando ” irritados”. Ora, não entrem..aqui é um espaço para quem pensa não para quem obedece “cartilhas”.

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Charge do Pelicano para o Bom Dia SP