Crise impulsiona alta nas taxas para financiamento imobiliário no Brasil

Os consumidores que buscaram crédito imobiliário em outubro sentiram no orçamento o peso da crise financeira internacional. Pelo menos três grandes bancos brasileiros aumentaram a taxa para o financiamento da casa própria.

O Bradesco mudou de 9% para 10,5% ao ano a taxa de juros para imóveis até R$ 120 mil. O Banco Itaú reajustou de 9% para 12% o teto dos juros; e o Unibanco, de 11% para 12%.
Na maior variação, a prestação de um imóvel no valor de R$ 100 mil, num financiamento de 180 meses, passa de R$ 1.380 para R$ 1.630, ou seja, mais R$ 250 por mês.

Além disso, no setor de construção civil, começa a faltar crédito para novas obras e alguns bancos já aumentaram as exigências para liberar o financiamento.

Em outubro do ano passado, eram dois lançamentos por dia na cidade de São Paulo. Com prazos mais flexíveis e fartura de linhas de financiamento, o mercado prosperou e as construtoras esperavam fechar 2008 com crescimento de cerca de 30%.

Mas a crise de crédito no mercado internacional obriga o setor de construção e os compradores a refazerem os cálculos e adaptarem os projetos à nova realidade do sistema financeiro. Pegar dinheiro emprestado ficou mais difícil e caro.

“Nós acreditamos no mercado que vai sofrer certa retração. Ou seja, quem está lançando vai parar para pensar para ver a disponibilidade financeira da empresa suporta a construção sem recursos externos”, afirma o especialista em direito imobiliário Márcio Bueno.

Para José Augusto Vianna, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), esse aumento da taxa é uma medida de proteção dos bancos contra um possível aumento da inadimplência.

“O banco está sendo mais seletivo na escolha de seus clientes. Ao contrário de endurecer a análise de crédito das pessoas, preferiram pegar o atalho, o caminho mais fácil, que é aumentar os juros”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Vianna.

A radialista Luciana Di Pilla fechou contrato do apartamento novo em abril. Tinha tudo planejado dentro do orçamento, mas com a variação dos juros, mudou de estratégia.

“Adiantar o maior valor que eu puder pagar até a entrega do imóvel para não me preocupar no momento da entrega do imóvel, que é o momento do financiamento. Agora, com todos esses acontecimentos, é lógico que a gente se preocupa”, comenta a radialista.

Para quem está pensando em comprar um imóvel na planta, os especialistas recomendam: visite alguns canteiros de obra da mesma empresa e converse com outros proprietários. Tudo para ter certeza de que a saúde financeira da empresa vai bem.

“Infelizmente as pessoas que compraram na planta vão ter uma surpresa na hora de assinar o contrato. Evidentemente o valor da prestação não vai ser aquele mesmo do projetado no início, porque as taxas de juros estando mais altas, evidentemente as prestações serão mais altas”, acrescenta o presidente do Creci-SP, José Augusto Vianna.

Outro lado

Em nota, o Bradesco disse que realizou ajuste nas taxas acompanhando a alta da taxa do mercado e que mantém todas as linhas, inclusive a prefixada, abertas. O Banco Itaú disse não ter representante para falar sobre assunto. E o Unibanco não respondeu à solicitação de entrevista.

Globo
Rizzolo : Diante da crise, a compra de imóvel novo ou usado, face a sua pouca liquidez não é de forma alguma um bom investimento. Existe já uma preocupação por parte dos empresários do setor, com a escassez de crédito as empresas terão que construir com recursos próprios e isso não nada bom, o que poderá levar muitas empresas e enfrentar problemas. As empresas que pretendem lançar novos empreendimentos, vão parar e analisar a real a disponibilidade financeira, ou seja, se suportam a construção sem recursos externos; o que é passivo de erros??

Neste momento o melhor é fugir do mercado imobiliário, até porque aqueles que já compraram na planta vão ter uma surpresa na hora de assinar o contrato. O que assusta os empresários, são os financiamentos mais caros, referente a imóveis de maior valor, aqueles feitos diretamente com o incorporador, estes financiados por IGPM mais 12%, e como o IGPM subiu muito fala-se em 25% ao ano, e isso irá trazer problemas com certeza num cenário recessivo.

2 Respostas to “Crise impulsiona alta nas taxas para financiamento imobiliário no Brasil”

  1. Luciano Says:

    Realmente a hora é de pensar. No meu caso, estava me preparando para comprar um imóvel residêncial, porem, diante deste quadro, parei todas as minhas negociações. Sugiro a quem estiver pensando em comprar aguardar mais um pouco, pois, a alta dos juros no Brasil não passa de uma especulação por parte dos banqueiros, que pegaram carona na crise dos EUA. SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER.

  2. Elber Says:

    Acredito que hoje, meses depois desta noticia, estamos num melhor momento. Encontrei desconto de 10% no imovel e encontrei taxa de juros efetivas por banco parceiro do empreendiemtno de 10,5% a.a. Ainda assim acredito que na entrega das chaves em janeiro de 2010 teremos uma taxa um pouco melhor.


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