Entendendo os infortúnios

Existiria uma causa para os infortúnios da vida? Essa é uma das perguntas mais antigas da humanidade, e as respostas variam de acordo com a visão de cada um. Mas além das respostas, algumas plausíveis, outras por vezes lamentáveis, existe sempre algo dentro de nós, que como uma centelha gera um ” trigger”, ou seja, um disparo que acaba contribuindo para o evento. Na Bíblia a palavra ” Como” e não ” por que ” é utilizada para enfrentar a catástrofe ou o mal.

Na verdade, a origem do mal e das desgraças que ocorrem nas nossas vidas, jamais a saberemos com exatidão; dessa forma, se adotarmos uma visão mais investigativa, de como o mal surgiu, poderá isso contribuir para que possamos evitá-lo numa próxima vez. Uma vez estabelecido o mal, nada mais nos resta a fazer, não ser conceber os esforços devidos em combatê-lo de forma eficaz. Nessa análise complexa, existem dois componentes variáveis muito semelhantes à essência da vida.

Podemos visualizar o ser humano como inserido num contexto material, cujas ações dependem da atuação nosso arbítrio, e outra num contexto da condição espiritual, da qual nos encontramos naquela fase da vida. É bem verdade, de que nada adianta desafiarmos o contexto material, nos expondo a riscos já preconizados como perigosos e proibitivos pela Lei de Deus. Da mesma forma, o afastamento espiritual nos induz a uma maior tolerância a esta mesma exposição, tornando nos presas fáceis dos infortúnios.

O equilíbrio entre essas forças, poderão nos levar a evitar tais situações tristes. Mas ainda insistiria no fato, de que não devemos encarar com lágrimas as desgraças e lamentar: ” Por que isto aconteceu comigo?”. Como já disse, é possível que jamais o saibamos. O importante sim, é investigar o mal. Saber “como” ocorreu, como as coisas se deterioraram gradativamente até o estágio atual, pode ajudar a encontrar a resposta para a pergunta ” por que ” aconteceram da maneira que aconteceram.

No tocante à afirmação de que ” jamais saibamos “a causa, a resposta poderá estar em sabermos aceitar a lógica divina, que é inexplicável e inacessível à nossa lógica humana, e que de forma sublime nos exorta apenas ao amor incondicional a Deus; passivamente, com um olhar conformado, quieto e obediente, como quem fala o kadish lembrando um ente querido.

Fernando Rizzolo

Tenha um sábado de paz, sem passeatas no Palácio do Bandeirantes, e uma semana feliz !

Uma resposta to “Entendendo os infortúnios”

  1. Marcos Says:

    Muito bom cara, parabêns pelo belo texto.
    E continue com essa inspiração que só traz conhecimento para os que leêm.


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