Charge do Pelicano para o Bom Dia SP

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Construção civil faz as primeiras vítimas da crise

Desde setembro até a última sexta-feira, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) já homologou 3.796 demissões sem justa causa. O número é 30% maior do que a média do primeiro semestre. Até aqui, a construção civil surge como a ponta mais visível – e sensível – do desemprego no País. A situação do setor, que viveu os dois últimos anos em estado de euforia, já preocupa o governo.

O setor no qual o emprego mais cresceu até outubro, atingindo quase 1 milhão de trabalhadores, é o mesmo que faz as primeiras vítimas da crise. “A construção civil é muito importante para o emprego. É um dos mais sensíveis à queda de confiança do consumidor”, afirma o economista José Pastore, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O vaso trincou. E creio que a restauração da confiança será um processo lento, mesmo com injeção de crédito em janeiro e fevereiro. O consumidor só vai comprar imóvel quando tiver certeza de emprego. Mas ele ainda não tem certeza suficiente.”

Com a fuga dos consumidores dos estandes de vendas e a limitação de crédito para o setor, as construtoras e incorporadoras foram obrigadas a rever seus ambiciosos planos de lançamento. A maior delas, a Cyrela, suspendeu projetos, cortou crédito e anunciou demissões. “Foi uma freada brusca. As empresas estavam a 180 quilômetros por hora numa estrada onde o limite era 120. Veio a chuva e elas tiveram de recuar para 60”, compara o diretor de marketing do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Fábio Rossi. “Mas acredito que depois vão voltar a 120 por hora.”

Na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local. A Matec, responsável pela obra, nega todas as acusações e diz estar em dia com as empreiteiras. “Eu me surpreendi com a manifestação, porque até então não havia recebido nenhuma reclamação dos trabalhadores”, rebate o presidente da companhia, Luiz Augusto Milano.

EFEITO PROGRESSIVO

Os economistas têm dificuldade de prever o reflexo da crise do crédito no mercado de trabalho porque as estatísticas ainda são inconclusivas. Em outubro, a taxa de desemprego no País foi de 7,5%, estável em relação a setembro e menor do que no mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, os números mais recentes do Ministério do Trabalho dão algumas pistas do comportamento das empresas diante desse novo cenário. No mês passado, foram criados 61.401 postos de trabalho, enquanto em setembro foram abertas 282.841 vagas.

Os dados revelam cautela das empresas. Tradicionalmente, em situações de incerteza, elas não partem direto para os cortes. Por precaução ou necessidade, o primeiro passo é contratar menos. Setores de alta rotatividade, como o comércio, deixam de repor as baixas. “Depois é que dão férias coletivas, antecipam aposentadoria, fazem programas de demissão voluntária e, só por fim, demitem. Até porque, para demitir, é preciso ter caixa, o que muitas não têm agora”, diz Pastore.

Embora as estatísticas ainda não revelem com clareza os contornos da crise, é possível ver fortes sinais de reação em alguns setores da indústria. Só nas montadoras 75 mil trabalhadores estão ou vão entrar em férias coletivas. A Peugeot Citroën, de Porto Real (RJ), vai deixar 700 operários parados por quatro meses. As empresas de autopeças já demitiram 700 pessoas até outubro. “A julgar por experiências anteriores, as famílias cortam o que não é necessidade básica”, diz o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, Roberto Macedo. “É um fenômeno ligado à crise do crédito. Com a proliferação das notícias negativas, o consumidor se retrai. O retrovisor está meio embaçado, mas é provável que a taxa de desemprego suba.”

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Lauro Ramos, aposta numa alta do desemprego com efeito progressivo. “Não esperaria que a taxa saia de 7,5% para 9,5% de uma vez. Em dezembro, com fatores sazonais jogando a favor, imagino que caia para 6%”, diz Ramos. “Em janeiro e fevereiro, meses em que a economia está anestesiada, vejo ajustes mais fortes de mão-de-obra. Em março, esperaria taxas comparáveis às de 2008, rompendo um ciclo de queda.”

O drama na construção e na indústria automotiva produz reflexos diretos da indústria de transformação, que inclui metalurgia, mineração, siderurgia e cimento, entre outros. Se ainda não fizeram demissões em massa, as empresas desses setores pelo menos já começaram a dar férias coletivas mais longas para seus funcionários.

Grandes empregadores como Vale, Gerdau e Usiminas anunciaram recentemente redução ou suspensão de produção para se adequar à demanda mais fraca tanto no mercado doméstico quanto no exterior. Mineração e siderurgia estão na primeira ponta da cadeia produtiva. Por isso, são os primeiros a sentir o impacto da desaceleração do consumo de bens duráveis.

A reportagem é de Patrícia Cançado e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 30-11-2008.

Rizzolo: O mercado imobiliário brasileiro é um dos segmentos mais afetados pela crise. Muito embora tenha diferentes aspectos da crise dos “subprimes” dos EUA, o reflexo no Brasil se dá por conta da falta de liquidez de algumas grandes construtoras, e pelo crédito escasso e caro. Com efeito, se grandes construtoras sofrem o impacto da crise, o que se pode dizer das pequenas e médias. Face a estes fatos, o consumidor de bom senso, se afastou dos estandes, e com razão procrastina seu investimento em imóvel por tempo indeterminado. Além dos problemas financeiros que atingem as construtoras, existe o fator real do investimento em imóvel, cuja liquidez é baixíssima, tornando-o a última opção na aplicação dos recursos do consumidor.

O Brasil no mercado imobiliário já foi palco de inúmeros problemas no tocante à quebra de construtoras, como no caso da Incol e outras, trazendo ao pobre consumidor inúmeros problemas, e granatrimonial. O notícia de que na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local, muito embora negada por responsáveis pela obra, é extremamente preocupante e grave, e o melhor que o investidor tem a fazer no momento, é ficar longe dos investimentos em imóveis, até porque, ninguém quer reviver o drama da Incol, desta feita em maior proporção. Guarde seu dinheiro.

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Descobrindo o lado bom das pessoas

A sala estava repleta de pessoas, uns eram testemunhas, outros réus, e ainda havia alguns que eu não conseguia identificar o que faziam naquele recinto. Mas lá estavam todos, uns andando de um lado para outro, outros sentados e calados, alguns de pé. Olhava atentamente as expressões daqueles, que algemados, esperavam ser interrogados. Ao lado dos policiais de olhar sombrio, os réus enfileirados, permaneciam olhando resignadamente para o chão. O piso de taco de madeira, já antigo, dava um certo aspecto pesado no antigo Fórum Mário Guimarães no centro de São Paulo. Era eu ainda muito jovem, e aquela era minha primeira audiência criminal como advogado.

Meu cliente, um pobre rapaz da periferia, era acusado de juntos com amigos furtar peças de automóvel. Ao chegar com sua mãe, uma senhora de olhar sofrido, ele logo me reconheceu e disse: ” Mãe, este é o Dr. Fernando, meu advogado ” -, fiz um leve gesto com a cabeça como que a cumprimentasse de forma cordial, e perguntei ao réu, ” Como está?”, mais que depressa sua mãe dirigiu-se a mim e disse, ” Doutor, meu filho é inocente, sempre foi um bom rapaz, um bom filho, só tenho ele neste mundo “, como que a princípio concordasse com ela, pedi para conversar com o réu por alguns minutos a sós.

A medida que eu conhecia melhor sua personalidade, podia observar que por trás daquele acusado, existia uma boa pessoa, um bom filho. Contou-me que realmente não teve participação no crime, e que sua maior riqueza, era estar ao lado da família, dos irmãos, da mãe que o criou sozinha após seu pai ter abandonado a família. Me perguntava como eu, um Advogado, poderia estar vendo o lado bom daquele réu. Internamente tecia uma forte auto crítica ao julgar minha forma de entender uma questão criminal. O ilícito penal e o processo penal é de certa forma, algo técnico na forma que se apresenta. Minha auto censura, estava no componente de ingenuidade da minha parte, ao iniciar um processo de credibilidade sobre a real idoneidade do réu, após tê-lo conhecido melhor.

Enfim, era minha primeira audiência, e a primeira audiência, a ” gente nunca esquece”. O movimento do Fórum, os rostos aflitos das testemunhas, os guardas, o elevador, o promotor, o juiz, as algemas, tudo era muito novo e aterrorizante. Com insistência ainda me indagava: Estaria sendo um bom advogado acreditando na boa-fé do réu? Ou estaria sendo por demais ingênuo? Todas essas questões, me passavam pela mente. Por fim, ao ser chamado, com passos firmes e postura decidida, entrei na sala de audiência, e fora dado início aos trabalhos. Após uma hora, a decisão surgia: o réu havia sido inocentado por falta de provas. Sua mãe chorou ao receber a notícia, o réu com os olhos marejados, a abraçava colocando seu rosto no ombro; o clima era de alívio e emoção.

Ao sair me despedi, e ele apenas me disse. ” Doutor, obrigado por tudo” . Logo ao atravessar a rua, sem que eles me vissem, acompanhei os passos dele e da sua mãe, que abraçados em soluços, entraram na Catedral da Sé. Logo ao entrarem pude constatar de longe, que o réu, num gesto fraterno, ajudava um velho senhor a subir as escadas da Igreja, como um verdadeiro bom filho. Com um olhar perdido, continuei a caminhar pensando e refletindo, quantos filhos e rapazes bem criados, não possuem este gesto; e como um filme, lembrei-me do olhar de sua mãe ao afirmar sua inocência.

A partir daquele dia, descobri a grandeza do trabalho de Yitschac cavando poços, descrito na Torá, que significava extrair águas que existem no interior da terra. Na verdade o chão e as pedras que as ocultavam apenas precisavam ser retirados para revelar a riqueza lá contida. Todo ser humano sempre tem seu lado bom, basta procurar, extraindo o chão e as pedras, dessa forma, com certeza sempre encontraremos uma riqueza ali escondida, talvez nunca revelada pela nossa pouca capacidade de descobrir o lado bom de cada um.

Depois da minha primeira audiência, passaram-se mais de 800, mas sempre me lembro de Yitschac cavando poços, do meu primeiro cliente, e de que devemos sempre ver o lado bom das pessoas. Afinal como dizia o Rebe, ao procurarmos sempre ver o lado bom dos outros, Deus nos imitará e fará o mesmo conosco: sempre verá com bons olhos o nosso lado bom, e enxergará com misericórdia os nosso defeitos.

Tenha um sábado de paz e uma semana feliz !

Fernando Rizzolo

Forças indianas mantêm cerco em hotel e centro judaico

Após dois dias de operações em Mumbai, as forças de segurança indianas ainda vasculham nesta sexta-feira um hotel e um centro judaico da cidade que foram alvo de ataques de extremistas.

No centro judaico Casa Chabad, a situação permanece confusa, depois que as forças de segurança invadiram o lugar nesta sexta-feira. Pelo menos três grandes explosões foram registradas no local e não está claro quantos atiradores permanecem lá escondidos.

Em entrevista a uma emissora de televisão de Israel, o diplomata israelense Haim Choshen, que acompanha a operação de resgate, disse que foram encontrados os corpos de cinco reféns mortos no centro judaico.

Mais cedo, imagens da televisão indiana mostraram soldados descendo por meio de cordas de um helicóptero que sobrevoava o local e outros se aproximando por terra do escritório do centro.

Segundo o correspondente da BBC David Loyn, os soldados inicialmente atiraram bombas de fumaça para confundir os extremistas.

Horas antes, uma mulher e uma criança saíram do local, mas ainda não está claro se elas foram libertadas pelos militantes ou se conseguiram escapar.

A criança foi identificada como o filho de dois anos de idade do rabino Gavriel Noach Holzberg, líder da comunidade.

Hotel de luxo

No hotel de luxo Taj Mahal Palace, onde as forças indianas acreditam que pelo menos um homem armado permanece escondido com dois ou mais reféns, fortes explosões e tiros foram ouvidos.

Forças de elite estariam vasculhando o hotel quarto a quarto desde a quinta-feira em busca de extremistas, e já encontraram pelo menos 30 corpos de vítimas em um salão. Reforços foram enviados para dar suporte à operação.

Os ataques coordenados em Mumbai, realizados em sete locais diferentes, já deixaram pelo menos 140 mortos e mais de 300 feridos, mas a expectativa é de que o número aumente à medida que os trabalhos de busca avançarem.

Usando armas automáticas e granadas, os extremistas atacaram, além do hotel e do centro judaico, um outro hotel, a principal estação ferroviária da cidade, um hospital, um restaurante freqüentado por turistas e um condomínio.

Nesta sexta-feira, as forças indianas anunciaram ter tomado o controle do hotel Oberoi Trident, onde até o dia anterior os extremistas ainda mantinham reféns.

O chefe de segurança do país, J.K. Ditt., disse que forças especiais invadiram o hotel e mataram dois militantes. A polícia encontrou 24 corpos no hotel, pouco depois de libertar 93 pessoas lá detidas, entre hóspedes e funcionários.

Vítimas

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, entre os mortos está um cidadão britânico. Informações dão conta de que entre os estrangeiros mortos nos ataques estariam também um alemão, um japonês e um italiano.

Não há informações sobre a presença de brasileiros entre as vítimas ou entre as pessoas mantidas reféns nos hotéis, segundo o vice-cônsul do Brasil em Mumbai, Chateaubriand Chapot Neto.

“Entramos em contato com as administrações dos dois hotéis e eles afirmaram que não havia nenhum brasileiro registrado lá no dia dos ataques. Também não recebemos notícias de que brasileiros possam estar entre as vítimas ou reféns”, disse Chapot à BBC Brasil nas primeiras horas desta sexta-feira.

Conexão islâmica

Além do Brasil, vários governos estrangeiros lamentaram os ataques e manifestaram disposição em ajudar o governo indiano.

Relatos de testemunhas sugerem que os homens armados estavam buscando hóspedes dos hotéis com passaportes britânico ou americano.

O analista da BBC para assuntos de segurança, Frank Gardner, diz que, se esses relatos se confirmarem, pode haver uma conexão islâmica nos ataques.

Um grupo previamente desconhecido, que se apresentou como Mujahideen do Deccan, reivindicou a autoria dos ataques.

Gardner afirma que um outro grupo pode ter se apresentado com esse nome ou que a reivindicação da autoria pode ser um truque.

Nos últimos meses, diversas cidades indianas foram alvo de ataques a bomba que deixaram dezenas de mortos. A polícia relacionou a maioria dos ataques a militantes islâmicos, mas extremistas hindus também foram presos.

Paquistão

O governo paquistanês decidiu nesta sexta-feira enviar a Mumbai o chefe do serviço de inteligência do país para ajudar nas investigações sobre os atentados, em meio à suspeita na Índia de que os agressores tenham ligação com o Paquistão.

A Marinha indiana estaria realizando buscas em navios da costa oeste do país, pois acredita-se que os autores dos ataques chegaram a Mumbai por barco. Dois barcos paquistaneses teriam sido apreendidos e a tripulação, interrogada.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, prometeu adotar “quaisquer medidas que sejam necessárias” para encontrar os responsáveis pelos ataques em Mumbai.

O primeiro-ministro afirmou ainda que os responsáveis são “de fora do país” e foram à Índia “com a determinação de criar caos na capital comercial do país”.

Ele também alertou que a Índia não irá tolerar que extremistas usem países vizinhos como base para lançar ataques contra alvos indianos. BBC Brasil
Agência Estado

Rizzolo: Quem acompanha este Blog, participa das discussões aqui neste espaço democrático, sabe que por muitas vezes questionei a postura do democrata Barack Obama em relação ao seu discurso populista e da sua docilidade em relação às questões que envolvem o terrorismo internacional, haja vista sua postura no tocante as tropas americanas no Iraque. Sem de forma alguma, lançar um juízo precipitado das ações políticas de Obama, até porque não observamos nenhuma ” novidade ou grande mudança” no seu secretariado, gostaria de refletir sobre o papel dos EUA no combate ao terrorismo. Ainda de forma distante, tampouco chancelando as atitudes belicistas de Bush, esse episódio nos leva a pensar que ainda temos que lidar com o ” olho por olho, dente por dente “, e que na verdade o terrorismo se combate com firmeza determinação e coragem. Bem diferente daquilo que Obama romanticamente apregoou a milhões de pessoas.

Charge do Willy para a Tribuna da Imprensa

willy

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Governo negocia mudança no cálculo da aposentadoria

BRASÍLIA – Acuado pelos projetos que beneficiam aposentados, mas aumentam o rombo da Previdência Social, o governo admite, pela primeira vez, negociar o fim do fator previdenciário em troca da exigência de idade mínima nas aposentadorias. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), informou ao Estado que, além disso, outra proposta está sendo costurada: a de substituir os projetos que reajustam valores das aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por um programa de recuperação dos benefícios de valor mais baixo.

O assunto será discutido entre o ministro da Previdência, José Pimentel, e representantes das centrais sindicais em 4 de dezembro. A data foi marcada na quarta-feira em jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com sindicalistas, na Granja do Torto, em Brasília.

“Estamos caminhando para o fim do fator previdenciário e vamos trabalhar pelo limite de idade”, disse Jucá. “Vamos construir uma solução, um programa de recuperação (dos benefícios) da Previdência até dois, três salários mínimos.”

Para o líder do governo, as alternativas analisadas mostram que nem ele nem ninguém do governo se opõem ao mérito dos três projetos do senador Paulo Paim (PT-RS). Há, no entanto, preocupação com o impacto nas contas da Previdência. Já aprovados no Senado e aguardando votação na Câmara, os textos provocaram duas reações: a oposição de técnicos da equipe econômica e a mobilização de aposentados e pensionistas a favor dos projetos.

Segundo as projeções dos técnicos do Ministério da Previdência, somente a proposta de Paim, que reajusta os benefícios pela indexação ao número de salários mínimos a que eles equivaliam no momento da concessão, custaria R$ 76,6 bilhões por ano aos cofres do INSS. Outro projeto estende a todos os benefícios o reajuste de 9,2% dado este ano ao salário mínimo. As aposentadorias e pensões de valor superior a um mínimo tiveram 5% de reajuste (inflação acumulada pelo INPC). Isso resultaria num impacto anual de R$ 9 bilhões.

A declaração de Jucá sinalizando o fim do fator previdenciário mostra que o governo vai negociar para evitar o pior. “A grande contribuição é a gente se debruçar para construir uma alternativa. Isso é possível.”

O fator previdenciário foi criado em 1999 para controlar o crescimento das despesas previdenciárias em conseqüência do aumento da expectativa de vida da população. A fixação de uma idade mínima para aposentadoria também funciona como freio às aposentadorias precoces.

Para a área técnica do governo, entretanto, o fim do fator só é aceitável se ocorrer gradualmente, porque a fixação de uma idade mínima, além da necessidade do tempo mínimo de contribuição ao INSS (35 anos para homens e 30 anos para as mulheres), só pode ocorrer por meio de emenda constitucional que, para valer, tem de receber pelo menos três quintos de votos favoráveis no Congresso.

Segundo Jucá, o governo quer condicionar a negociação ao que chama de “limite da capacidade da Previdência no sistema futuro”. Ou seja, adotar uma idade limite compatível com a expectativa de vida do brasileiro, que está crescendo, e se reflete nas contas da Previdência.
Agência Estado

Rizzolo
: Vergonhosa e “safada” essa proposta do governo petista. Acabar com o fator previdenciário, e criar e aumentar o limite de idade, é a mesma coisa ou pior que a permanência do fator. Aumentar o limite de idade para aposentar aqueles que mais cedo começaram a suar com seu trabalho, adoçando a boca destes com a ilusão do fim do fator previdenciário, é trocar “seis por meia dúzia”, e os aposentados não podem se sujeitar ao desprezo do governo com uma proposta desaforada como esta que poderá ser chancelada pelas Centrais que já estão com a boca ” adoçadas pelo PT”.

Como já disse anteriormente em outros comentários: virem-se !! Arrumem dinheiro do Pré Sal, diminuam os gastos com as aposentadorias especiais, acabem com os privilégios das aposentadorias do Congresso ou do Judiciário, parem de subsidiar os gastos da Petrobras com empréstimos da Caixa Econômica Federal, diminuam os gastos com pessoal, controlem os gastso públicos, enfim mais uma vez virem-se, e respeitem os aposentados, de que adianta termos US$ 206 bilhões em reservas eo governo petista diz não aos aposentados, barganhando de forma amoral o fim do fator com o aumento da idade mínima !

Não é possível que as Centrais Sindicais entendam que retirar o fom do fator previdenciário e aumentar a idade mínima seja uma coisa justa. É sim do ponto de vista previdenciário pior! Pois pune aquele que teve o infortúnio de ter começado a trabalhar mais cedo. É o tapa na cara dos aposentados, e um eventual conchavo com as Centrais, que o PT articula para prejudicar os aposentados. Vamos à nossa luta! Não ao aumento do limite de idade, fim ao fator previdenciário! Dinheiro tem de sobra, o que falta é respeito e boa vontade do governo petista ! Vamos ficar de olho nestas Centrais !!!!!!

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Igreja critica Lula e diz que petista entregará país em situação precária a sucessor

Documento da Igreja Católica intitulado “Análise da Conjuntura”, divulgado ontem durante congresso internacional em Indaiatuba (SP), critica a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente à crise econômica e diz que “Lula entregará ao seu sucessor ou sucessora um país em situação tão precária quanto a que recebeu”.

Ao tratar do tema “A política econômica do Brasil frente à crise”, a análise aponta que “o presidente continua dando força ao agronegócio e à mineração, sem atentar para os danos ambientais”, e que isso gerará “a crise ecológica” no país.

“Tudo se passa como se o aumento da produção para a exportação fosse uma solução e não um paliativo que adia a crise econômica, mas antecipa a crise ecológica, que é muito mais grave e que prejudicará mais os mais pobres do que os ricos”, diz um trecho do texto.

O documento tem dez páginas e é assinado por padres e teólogos que são assessores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A “Análise de Conjuntura” foi feita a pedido da CNBB para orientar os bispos sobre temas atuais. Apesar disso, há uma aviso no início do texto que diz que “este não é um documento oficial da CNBB”.

A análise foi divulgada durante congresso internacional “Cultura da vida e cultura da morte”, promovido pela CNBB e pela Pontifícia Academia Pro Vita, um centro de estudos do Vaticano. O evento começou anteontem e termina amanhã. Entre os temas discutidos por especialistas estão aborto, eutanásia e bioética.

Lula

Ainda no tópico que trata da crise econômica, os religiosos indicam que a política industrial do governo federal “vai no sentido de favorecer a indústria automobilística, como se ela tivesse futuro”.

“Fazendo de conta que a crise é apenas financeira e que o capitalismo encontrará uma solução tecnológica para os problemas de energia e de meio-ambiente, Lula entregará a seu sucessor (a) um país em situação tão precária quanto a que recebeu, com o agravante de um contexto mundial em recessão e não em crescimento”, diz trecho do documento.

Em outro tópico, denominado “A crise humanitária numa África ensangüentada”, a igreja aponta que a crise econômica “parece querer ofuscar que sua gravidade reside menos na quantidade de dólar que perdem o seu valor, do que na sua conjunção com outras crises menos visíveis: crise ecológica, energética e humanitária”.

Ao tratar da chamada “crise humanitária”, o texto descreve conflitos atuais no Congo e faz críticas à mídia. “O conflito na África não mobiliza a mídia, pois trata-se de populações pobres, cujas vidas parecem não ter o mesmo valor que a das populações ricas.”
Agência Estado

Rizzolo: O texto elaborado pela Igreja é um pouco romântico, mas o suficiente para gerar uma polêmica em relação à atuação do presidente Lula. Com efeito, o PT poderá entregar o País em situação precária, mais em face ao problema da crise mundial. Muito mais é claro, do que em razão das questões “ecológicas, capitalistas ou o Agronegócio” como afirma a Igreja.

Todos sabem que este Blog tem muitas restrições ao governo Lula, mas as pontuações, as críticas, sempre são levadas em conta o aspecto real econômico, ou seja, procura-se na análise crítica, argumentações plausíveis. Contudo, neste documento, ao que parece, a condição ideológica da Igreja assume um papel romântico de pouco lastro argumentativo, o que a torna incipiente e inócua.

A Igreja já teve em outras épocas, argumentos mais alinhados com a realidade política e econômica do que os de agora. É uma pena. Já estou até prevendo o que vão dizer. ” O Rizzolo bate no Lula todo dia, mas o defende dos ataques da Igreja ” Digam o que quiser, mas saibam que para convencer, os argumentos devem ser robustos, sólidos, e cristalinos. Desta vez, a Igreja perdeu-se na mesmice ideológica.