Barack Obama e a questão da inclusão no Brasil

Uma das virtudes da democracia, é a possibilidade de que os grupos ou minorias, quando organizados e dispostos a reivindicar direitos e espaços numa sociedade, geralmente o fazem com sucesso. A vitória de Barack Obama, nos leva a uma reflexão sobre o papel dos negros nos EUA, e a ainda frágil participação do negro na nossa sociedade. Por certo, os efeitos do conceito étnico assistencialista do papel do negro na sociedade brasileira, ainda sob uma percepção escravagista persistem, na medida em que poucos são os negros que se sobressaem na sociedade brasileira.

Os EUA, na sua tratativa com as minorias, sempre foi mais complacente, e isso, evidentemente acirrou o espírito racista de parte da população branca americana, o que fez surgir grupos de cunho racistas, que combatidos pelo Estado de forma eficaz, seus efeitos de foram memorizados. A igualdade de oportunidade aos negros americanos, inspirou e deve continuar a arejar, outros países como o Brasil, ainda num processo de integração e de maior participação do negro na sociedade brasileira.

A verdade é que no Brasil, os negros ainda tem um longo caminho a percorrer na conquista de seus espaços. O processo de integração deve ser cada vez mais propalado nos moldes da sua aplicabilidade como nos EUA. Não podemos levar a discussões exaustivas, experiências de inclusão já comprovadamente eficientes nos EUA, mas tentarmos vivenciar essas experiências, no nosso ambiente social, com nossas particularidades, ajustando-as.

A vitória de Barack Obama, primeiro presidente negros dos EUA, nos leva a uma profunda reflexão no sentido de nos questionarmos, quais são os elementos de inclusão e eficiência, dos quais dispomos hoje no Brasil para que enfim o negro brasileiro possa ter seu lugar não só na política, mas em outros segmentos da sociedade como no Judiciário brasileiro.

Barack Obama passou a ser um referencial de tolerância que o povo americano nos indicou como fruto da real democracia, e de uma forma prática, nos remete a uma frase de John Kennedy, presidente dos EUA entre 1961 a 1963, ” Se não podemos encerrar nossas diferenças, pelo menos podemos ajudar a tornar o mundo seguro para a diversidade “. O mais bonito é que diversidade lembra felicidade e isso é o que o mundo espera nessa nova era.

Fernando Rizzolo

2 Respostas to “Barack Obama e a questão da inclusão no Brasil”

  1. Ulrico A. Reale Says:

    Interesante. Muchas gracias desde Washington DC

    Ulrico A. Reale

  2. Ulrico A. Reale Says:

    Intersting. Keep me advised Ulrico A. Reale


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