Nazistas ‘planejaram Holocausto antes do que se pensava’

A descoberta de uma série de diagramas de construção mostrando o campo de concentração de Auschwitz pode indicar que o plano nazista de exterminar em massa os judeus pode ter sido concebido antes do que se imaginava.

O campo de Auschwitz, construído na Polônia, foi o maior campo de concentração nazista. Nesses locais, milhares de judeus e membros de outras minorias foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial.

As plantas, descobertas por um jornalista em Berlim, mostram câmaras de gás e um grande crematório e são datadas de outubro de 1941.

Segundo o repórter da BBC Greg Morsbach, a maioria dos historiadores concorda que a primeira vez que os nazistas criaram um plano sistemático de assassinato em massa de judeus foi em janeiro de 1942.

Naquele ano, os nomes mais importantes do nazismo se reuniram nos arredores de Berlim para planejar a chamada “solução final”, que resultou na morte de milhões de pessoas.

Legítimos

Para David Silberklein, historiador do memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, as plantas são uma prova concreta de que os nazistas planejavam exterminar os judeus antes do que se pensava.

“Aqui você tem uma prova concreta e detalhada do início do plano de expansão, do que viria a ser a solução final, e muitos historiadores agora acreditam que a transição de ‘muitos assassinatos’ para um plano sistemático para assassinar judeus ocorreu naquela época, outubro de 1941”, disse.

O Arquivo Nacional da Alemanha afirmou que os desenhos, divulgados pelo tablóide alemão Bildzeitung, são verdadeiros.

Ralf Georg Reuth, o jornalista responsável pela descoberta, afirmou que conseguiu as plantas com uma fonte na capital alemã.

“Alguns destes documentos são tão insignificantes que não faria sentido falsificá-los”, disse.

“Pesquisamos e analisamos o que existe. Alguns dos documentos que estão disponíveis estão na Rússia e conseguimos fazer a comparação. Isto nos permite ter certeza de que estes (documentos) são autênticos.”

Os mais céticos afirmam que os projetos de Auschwitz descobertos pelo jornalista não significam que a história precisa ser reescrita ou que será alterada a compreensão do Holocausto.

A maioria dos historiadores diz que estes documentos dão a eles apenas uma forma mais precisa de datar o processo de planejamento que levou ao extermínio de judeus.
BBC Brasil- Folha online

Rizzolo: Essa notícia impressiona e denota a crueldade do regime nazista em relação aos judeus e as minorias. Nada é planejado de última hora, e com certeza a clareza e as informações nos novos documentos, mostram que mesmo antes de 1942 já pensava na ” solução judaica”. Ontem estive na casa de uns amigos num bairro judaico de Paris chamado Marais, é impressionante observar que algumas residências, nos antigos prédios, pode-se observar placas em homenagens aqueles que um dia ali residiam, e que foram retirados de suas casas pela Gestapo quando da tomada da França por Hitler; foram adultos e crianças enviados à Auschwitz.

Por outro lado, neste mesmo bairro, vive-se hoje uma cultura judaica intensa, lojas, casas com produtos casher, venda de falafel, sinagogas, museu judaico, enfim o judaísmo ainda é muito forte na França, principalmente Paris. A França conta atualmente com uma população judaica de 750.000 pessoas, perdendo apenas para os EUA e Israel. À noite quando saí de Marais, caminhando pela Rue des Rosiers, percebi algo triste no ar, as placas, o ar frio no meu rosto, as lembranças do passado, enfim, me fizeram refletir sobre o que é o racismo e a intolerância na Europa. Só não sabia que hoje essa nova notícia sobre as atrocidades nazistas, iria me trazer de volta estas tristes lembranças.

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