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Construção civil faz as primeiras vítimas da crise

Desde setembro até a última sexta-feira, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) já homologou 3.796 demissões sem justa causa. O número é 30% maior do que a média do primeiro semestre. Até aqui, a construção civil surge como a ponta mais visível – e sensível – do desemprego no País. A situação do setor, que viveu os dois últimos anos em estado de euforia, já preocupa o governo.

O setor no qual o emprego mais cresceu até outubro, atingindo quase 1 milhão de trabalhadores, é o mesmo que faz as primeiras vítimas da crise. “A construção civil é muito importante para o emprego. É um dos mais sensíveis à queda de confiança do consumidor”, afirma o economista José Pastore, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O vaso trincou. E creio que a restauração da confiança será um processo lento, mesmo com injeção de crédito em janeiro e fevereiro. O consumidor só vai comprar imóvel quando tiver certeza de emprego. Mas ele ainda não tem certeza suficiente.”

Com a fuga dos consumidores dos estandes de vendas e a limitação de crédito para o setor, as construtoras e incorporadoras foram obrigadas a rever seus ambiciosos planos de lançamento. A maior delas, a Cyrela, suspendeu projetos, cortou crédito e anunciou demissões. “Foi uma freada brusca. As empresas estavam a 180 quilômetros por hora numa estrada onde o limite era 120. Veio a chuva e elas tiveram de recuar para 60”, compara o diretor de marketing do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Fábio Rossi. “Mas acredito que depois vão voltar a 120 por hora.”

Na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local. A Matec, responsável pela obra, nega todas as acusações e diz estar em dia com as empreiteiras. “Eu me surpreendi com a manifestação, porque até então não havia recebido nenhuma reclamação dos trabalhadores”, rebate o presidente da companhia, Luiz Augusto Milano.

EFEITO PROGRESSIVO

Os economistas têm dificuldade de prever o reflexo da crise do crédito no mercado de trabalho porque as estatísticas ainda são inconclusivas. Em outubro, a taxa de desemprego no País foi de 7,5%, estável em relação a setembro e menor do que no mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, os números mais recentes do Ministério do Trabalho dão algumas pistas do comportamento das empresas diante desse novo cenário. No mês passado, foram criados 61.401 postos de trabalho, enquanto em setembro foram abertas 282.841 vagas.

Os dados revelam cautela das empresas. Tradicionalmente, em situações de incerteza, elas não partem direto para os cortes. Por precaução ou necessidade, o primeiro passo é contratar menos. Setores de alta rotatividade, como o comércio, deixam de repor as baixas. “Depois é que dão férias coletivas, antecipam aposentadoria, fazem programas de demissão voluntária e, só por fim, demitem. Até porque, para demitir, é preciso ter caixa, o que muitas não têm agora”, diz Pastore.

Embora as estatísticas ainda não revelem com clareza os contornos da crise, é possível ver fortes sinais de reação em alguns setores da indústria. Só nas montadoras 75 mil trabalhadores estão ou vão entrar em férias coletivas. A Peugeot Citroën, de Porto Real (RJ), vai deixar 700 operários parados por quatro meses. As empresas de autopeças já demitiram 700 pessoas até outubro. “A julgar por experiências anteriores, as famílias cortam o que não é necessidade básica”, diz o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, Roberto Macedo. “É um fenômeno ligado à crise do crédito. Com a proliferação das notícias negativas, o consumidor se retrai. O retrovisor está meio embaçado, mas é provável que a taxa de desemprego suba.”

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Lauro Ramos, aposta numa alta do desemprego com efeito progressivo. “Não esperaria que a taxa saia de 7,5% para 9,5% de uma vez. Em dezembro, com fatores sazonais jogando a favor, imagino que caia para 6%”, diz Ramos. “Em janeiro e fevereiro, meses em que a economia está anestesiada, vejo ajustes mais fortes de mão-de-obra. Em março, esperaria taxas comparáveis às de 2008, rompendo um ciclo de queda.”

O drama na construção e na indústria automotiva produz reflexos diretos da indústria de transformação, que inclui metalurgia, mineração, siderurgia e cimento, entre outros. Se ainda não fizeram demissões em massa, as empresas desses setores pelo menos já começaram a dar férias coletivas mais longas para seus funcionários.

Grandes empregadores como Vale, Gerdau e Usiminas anunciaram recentemente redução ou suspensão de produção para se adequar à demanda mais fraca tanto no mercado doméstico quanto no exterior. Mineração e siderurgia estão na primeira ponta da cadeia produtiva. Por isso, são os primeiros a sentir o impacto da desaceleração do consumo de bens duráveis.

A reportagem é de Patrícia Cançado e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 30-11-2008.

Rizzolo: O mercado imobiliário brasileiro é um dos segmentos mais afetados pela crise. Muito embora tenha diferentes aspectos da crise dos “subprimes” dos EUA, o reflexo no Brasil se dá por conta da falta de liquidez de algumas grandes construtoras, e pelo crédito escasso e caro. Com efeito, se grandes construtoras sofrem o impacto da crise, o que se pode dizer das pequenas e médias. Face a estes fatos, o consumidor de bom senso, se afastou dos estandes, e com razão procrastina seu investimento em imóvel por tempo indeterminado. Além dos problemas financeiros que atingem as construtoras, existe o fator real do investimento em imóvel, cuja liquidez é baixíssima, tornando-o a última opção na aplicação dos recursos do consumidor.

O Brasil no mercado imobiliário já foi palco de inúmeros problemas no tocante à quebra de construtoras, como no caso da Incol e outras, trazendo ao pobre consumidor inúmeros problemas, e granatrimonial. O notícia de que na semana passada, durante dois dias, 1.100 operários que trabalham na construção do complexo residencial de luxo Parque Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, fizeram uma paralisação para protestar contra o atraso nos salários e a falta de concessões de benefícios como vale-transporte e cestas básicas, em 21 das 85 empreiteiras que trabalham no local, muito embora negada por responsáveis pela obra, é extremamente preocupante e grave, e o melhor que o investidor tem a fazer no momento, é ficar longe dos investimentos em imóveis, até porque, ninguém quer reviver o drama da Incol, desta feita em maior proporção. Guarde seu dinheiro.

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