Esquadra russa fará manobras conjuntas com Venezuela

MOSCOU – Uma esquadra naval russa deverá chegar amanhã à Venezuela para a realização de manobras militares conjuntas com a Marinha local, informou hoje em Moscou um porta-voz das forças navais da Rússia. As manobras coincidem com a presença do presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, na região. Entre os navios enviados à Venezuela encontra-se o cruzador movido a energia nuclear Pedro, o Grande.

“Em 25 de novembro começará a visita de um destacamento na Frota do Norte a (o porto venezuelano de) La Guaira”, disse Igor Dygalo, porta-voz da Marinha russa. “Em 1º de dezembro, os navios russos realizarão manobras navais em conjunto com a Marinha da Venezuela.”

De acordo com ele, as manobras militares incluirão treinamentos de planejamento operacional, de ajuda a embarcações em perigo e de abastecimento de navios em movimento.

A decisão russa de realizar manobras militares em conjunto com a Venezuela no Mar do Caribe é vista por analistas como uma mensagem de desafio aos Estados Unidos.

Medvedev deverá visitar a Venezuela esta semana como parte de um giro pela América Latina. Ele se reunirá com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O presidente russo, que esta semana também visitará o Brasil, chegará à Venezuela na quarta-feira e encerrará seu giro pela região com uma viagem a Cuba. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado

Rizzolo: É claro que essas manobras têm endereço certo: os EUA. Os russos pretendem dar uma resposta em relação ao acordo com a Polônia que prevê a instalação de antimísseis por parte dos EUA naquele País Na verdade os russos não aceitam a presença americana na Europa Oriental, a afirmam que os antimísseis são na realidade contra a Rússia, e não contra o Irã. Face a este ótimo pretexto, e com a ajuda do fanfarrão Chavez, e de outros na América Latina, a Rússia provoca os EUA no mar do Caribe, ao mesmo tempo em que a esquerda boba latino americana bate palmas as manobras.

Seria o caso de nos perguntarmos: O que os países da América Latina ganham com a presença russa no nosso continente ? A resposta é nada, a não ser uma inspiração pouco democrata que ainda permeiam as idéias de Putin e Dmitry Medvedev. O governo brasileiro gritou quando a Quarta Frota surgiu, mas o silêncio em relação às manobras russas não nos deixam dúvidas: A Rússia pode, os EUA não. Não é ? Nem satisfação o governo brasileiro pede aos russos, já em relação aos EUA a indignação foi total, afinal de contas na cabeça da esquerda latino americana os EUA são os ” imperialistas”, não é verdade ? Ah ! Quanto atraso, hein !!!.

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Lula diz que mundo se curvará ao biocombustível

SÃO PAULO – É necessário apostar numa nova matriz energética e o mundo se curvará ao biocombustível, afirmou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Sabemos que o mundo precisa produzir mais biocombustível, que é preciso diminuir a emissão de gases de efeito estufa e que, para isso, não podemos usar a mesma quantidade de petróleo que estamos utilizando”, explicou, durante o programa semanal de rádio “Café com o Presidente”. Na semana passada o presidente participou da 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo, com a presença de quase cem delegações estrangeiras.

Lula lembrou que em dezembro o Brasil comemora a produção de 7 milhões de carros flex, veículos capazes de funcionar tanto com álcool quanto com gasolina. Ele listou as vantagens do biocombustível, destacando o fato de ser menos poluente. “E já estamos trabalhando na produção de etanol de segunda geração, o que é mais importante, porque vamos produzir etanol de cavaco de madeira e de bagaço de cana.”

O presidente voltou a desvincular a alta nos preços dos alimentos da produção de biocombustíveis, explicando que o aumento dos alimentos está ligado à especulação no mercado futuro. “Eu acho que as pessoas se convenceram de que o Brasil tem terra e o mundo tem terra, tem água, tem sol para produzir biocombustível e para produzir alimento para sustentar o mundo.”

Agência Estado

Rizzolo: O presidente Lula está coberto de razão, em todo o mundo as tentativas de utilização do biocombustível estão sendo realizadas. O Brasil possui tecnologia para tal, e os programas do governo federal devem ser implementados de forma a fazer com que o mundo se convença do ponto de vista ecológico, e passe a utilizar os novos combustíveis fazendo com que haja diminuição na emissão de gases de efeito estufa. É claro que precisamos regulamentar a produção de álcool, mas como afirmou Lula o Brasil tem terra suficiente para alimentos e biocombustíveis, o difícil é vencer o lobby na Europa e nos EUA contra as novos formas de energia.

Charge do Pelicano para o Bom Dia (SP)

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Obama espera “plano viável” para salvar montadoras

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, espera que as “Três Grandes de Detroit” (General Motors, Ford e Chrysler) apresentem um plano viável para a sobrevivência do setor automobilístico, afirmou hoje assessor de alta categoria, David Axelrod.

Como disse (Obama) no início deste mês, o que não podemos fazer é dar um cheque em branco a uma indústria que não está pronta para se reformar, se racionalizar e se modernizar para os mercados de hoje e amanhã”, disse Axelrod em uma entrevista à emissora “Fox”.

“Espero que eles retornem a Washington no início de dezembro em vôos comerciais com um plano, ou com o princípio de um plano, que alcance tudo isso, porque os contribuintes americanos não vão lhes entregar um cheque em branco para que continuem fazendo” o de sempre, ressaltou.

Axelrod reagiu assim às exigências feitas na quinta-feira pela hierarquia democrata do Congresso aos máximos executivos da GM, da Ford e da Chrysler, de apresentar um plano de viabilidade o mais tardar em 2 de dezembro, antes de estudar possíveis ajudas para que essas empresas enfrentem sua crise de liquidez.

A hierarquia democrata do Congresso lhes enviou na sexta-feira uma carta na qual detalhou os elementos que, segundo sua opinião, o plano de viabilidade e reestruturação deve incluir.

Só então é que o Congresso analisará uma possível votação de um plano de ajuda.

Para Axelrod, parte da precária situação na qual se encontram as três principais fabricantes de automóveis dos EUA se deve a algumas das práticas dos últimos 20 a 25 anos, e o governo não vai “encorajá-los a seguir pelo mesmo caminho”.

Ele afirmou que tanto os executivos quanto os sindicatos e demais partes interessadas têm que contribuir para as discussões sobre como resolver a crise que afeta o setor.

“É urgente que o façamos. Há milhões de empregos que dependem dessa indústria”, ressaltou Axelrod, em suas primeiras declarações a respeito perante o adiamento do voto de uma medida no Congresso que concederia empréstimos de US$ 25 bilhões ao setor.

Calcula-se que o colapso do setor automobilístico poderia desencadear a demissão de 2,5 milhões de empregados.

Por sua vez, em declarações à “Fox”, a governadora democrata de Michigan, Jennifer Granholm, defendeu essas empresas – fonte vital de empregos em seu estado -, ao afirmar que elas iniciaram um exaustivo plano de reestruturação.

No entanto, ela reconheceu que os executivos da GM, da Ford e da Chrysler não apresentaram um argumento convincente perante o Congresso na semana passada sobre quanto necessitam e como pensam em utilizar este dinheiro.

“Estamos muito agradecidos em Michigan que o Congresso lhes tenha dado outra oportunidade” para justificar um plano de resgate, afirmou Granholm, cujo estado já perdeu 400 mil empregos desde 2000 devido à reestruturação do setor.

Granholm insistiu em que as “Três Grandes de Detroit” estão apenas “pedindo um empréstimo que lhes sirva de ponte”.

Os EUA importam muitos componentes para a fabricação e o uso de automóveis, como baterias da Ásia e o petróleo do Oriente Médio e, segundo Granholm, o país tem que reduzir essa dependência e “buscar soluções em casa”.

A GM, que foi objeto de críticas dos congressistas porque seus executivos viajaram para pedir ajuda a Washington em jatos privados, anunciou na sexta-feira que encerrará o uso de dois de seus aviões fretados.

Já a Ford pensa em vender seus cinco aviões corporativos, segundo seu porta-voz, Mark Truby.

Até agora, a equipe de Obama tinha se mantido à margem das azedas disputas entre o Congresso e a Casa Branca sobre como ajudar a indústria automobilística, em momentos de grande incerteza econômica.

Os democratas querem que o dinheiro saia do plano de resgate financeiro de Wall Street aprovado no mês passado, mas a Casa Branca replica que já existe um fundo, aprovado em setembro e a cargo do Departamento de Energia, que incentiva a produção de veículos mais eficientes e ecológicos.

Folha online

Rizzolo: O povo americano questiona a ajuda às montadoras, e de forma uníssona, o Congresso americano exige do setor uma planificação ou uma estratégia clara de aplicação dos recursos. Agora o que Obama propõe no seu governo cujo partido é democrata, nada mais é do que uma política de partido trabalhista, de concepção ideológica como o partido trabalhista inglês. Na realidade o discurso populista de Obama de democrata nada tem, muito menos de republicano, é claro, mas o que se comenta nos EUA é essa guinada ideológica trabalhista. Criar milhares de empregos, reformular a infra estrutura nada mais é do que a conversa do PAC e isso todos conhecemos; Obama vai ter que entregar o que vendeu, muita ilusão.

Os Anjos não Deixam Pegadas

Por mais santificados que sejam os anjos, eles o são por terem sido criados desta forma. Sua santidade não é fruto de suas próprias ações. Os anjos não conseguem aperfeiçoar-se. Não se podem tornar ainda mais santificados do que quando foram criados; são estacionários, nem progridem nem retrocedem.

Os seres humanos, por outro lado, não são criados com santidade. Pelo contrário, são criados com um corpo físico que tem fortes impulsos e desejos de agir em total contraste com a santidade. Quando os homens exercem controle sobre suas urgências físicas e agem de acordo com a moral e a ética, tornam-se espirituais e santificados por obra de seu próprio empenho e mérito.

Contrapondo-se aos anjos que são estacionários, os seres humanos caminham, podendo, portanto, progredir. É por esta razão que os ensinamentos de nossa Torá nos dizem que os homens são superiores aos anjos. Quando as pessoas progridem espiritualmente, elas causam forte impacto ao ambiente que as rodeia. Sua família, seus amigos e sua comunidade são influenciados por sua espiritualidade. Eles assim possibilitam que outros sigam seus passos, suas pegadas. Daí o título de meu trabalho, “Os anjos não deixam pegadas”. As pessoas, sim, deixam sua marca.

Uma pessoa pode minimizar o efeito de seus atos. “O que eu fizer não mudará o mundo”. Isto é um grave erro. Se agirmos moralmente e espiritualmente, estaremos elevando o mundo; se nos comportarmos de forma imoral, faremos com que o mundo se degenere.

Nossa responsabilidade, enquanto povo que recebeu a Torá, é a obra de Tikun Haolam, a retificação do mundo. Trata-se de uma assombrosa responsabilidade, mas uma responsabilidade à qual não ousamos nos furtar.

De modo semelhante a outros seres vivos, o homem, por natureza, busca o prazer. Em nome do comportamento ético e moral, com freqüência temos que nos privar de certos prazeres. Nossa mente tem enorme capacidade de racionalização.

O Rei Salomão, em seus Provérbios, diz: “Os caminhos do homem são justos a seus próprios olhos”. Ou seja, conseguimos encontrar justificativa para o que quer que seja de nossa vontade, para o que desejarmos.

Se usarmos nosso intelecto apenas para encontrar formas de aumentar o nosso prazer e justificar nossos atos, seremos exatamente aquilo pelo qual a ciência nos identifica: homo sapiens, animais inteligentes.

A perspectiva da Torá é muito diferente. Estamos aqui para ser criaturas espirituais, cujo comportamento é determinado pelo que é certo ou errado – e não por aquilo que desejamos. Não devemos satisfazer-nos com aquilo que somos. Devemos empenhar-nos em ser aquilo que podemos vir a ser.

Dr. A Twerski
Fonte Beit Chabad

Tenha um sábado de muita paz, e uma semana feliz.

Domingo voltarei ao Brasil, hoje passarei o Shabat na Grande Synagogue de la Victoire em Paris !!

Shabat Shalom !

Fernando Rizzolo

Brasil e China ‘emergem como modelos de estabilidade’, diz jornal

O Brasil e a China emergem como modelos de estabilidade, “neste momento de crise econômica global”, diz artigo publicado na edição desta sexta-feira do jornal britânico The Daily Telegraph.

O jornal compara os dois países, considerados “mercados emergentes”, à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos, chamados de “mercados desenvolvidos” e diz que “esta grande divisão foi erodida” com a crise.

“O status de alguns mercados emergentes deve ser elevado, mesmo que em termos relativos”, afirma o artigo, explicando que “alguns (países), como o Brasil, atualmente parecem representar menor risco (…) do que alguns (países) desenvolvidos como a Grã-Bretanha”.

“Em termos de superávit comercial, endividamento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e tamanho de suas reservas cambiais, o Brasil derrota a Grã-Bretanha sem esforço”, disse o jornal. “Sua economia (do Brasil) ainda deverá crescer 3% no próximo ano, enquanto a da Grã-Bretanha está encolhendo. E, embora a inflação brasileira esteja aumentando, ela parece estar sob controle.”

‘Responsabilidade fiscal’

O artigo contesta o próprio termo “mercado emergente”, dizendo que ele foi “inventado pelo Banco Mundial há 30 anos e é definido com base em renda per capita baixa”.

“Na época, partia-se do princípio de que estas economias eram instáveis e em processo de reforma econômica e de mercado. Só governos mais sábios, dos Estados Unidos e da Europa, poderiam demonstrar responsabilidade fiscal, acreditava-se – e este era geralmente o caso”, diz The Daily Telegraph.

O artigo afirma, contudo, que embora esta suposição persista, “o governo brasileiro nos últimos anos seguiu cuidadosamente regras defendidas por economistas ocidentais, enquanto Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros as desprezaram”.

Sobre a China, o artigo do jornal britânico diz que “há muitas evidências que sugerem que a recessão que atingiu Estados Unidos e Europa não é meramente uma baixa cíclica, mas marca uma passagem do poder econômico no longo-prazo para a China e outros mercados emergentes grandes”.

“Não pode mais haver uma reunião com credibilidade de G-alguma coisa (numa referência a G-8 e G-20) para tentar coordenar política monetária e fiscal sem incluir a China”, afirma The Daily Telegraph. BBC Brasil -e Folha online

Rizzolo: O jornal tem parcial razão, fica evidente que o impacto da crise atinge mais os países desenvolvidos por uma simples razão lógica: o maior aporte de investimentos. Muito há que fazer no Brasil e na China em termos de infra- estrutura, englobando transporte público, saneamento, e malha ferroviária; meio de transporte já cristalizado na Europa. O presidente Lula na sua premissa de não restringir os investimentos no PAC, o faz com muito bom senso, contudo, difícil será manter o ritmo dos investimentos face à diminuição da arrecadação prevista para 2009. A afirmativa de que os emergentes são ” modelos de estabilidade”, entendo um pouco exagerada em função de algumas particularidades dos emergentes, no Brasil o problema cambial, e na China a dificuldade do mercado interno absorver a produção destinada à exportação, que ora cai tendo em vista a crise financeira.

Jobim diz a jornal que advertiu EUA contra intromissão

O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, afirma em entrevista publicada nesta quinta-feira no jornal argentino La Nación que advertiu os Estados Unidos de que o sistema defensivo sul-americano é um assunto “dos países da região”.

Segundo o jornal, Jobim contou que transmitiu essa mensagem no mês passado, em reunião, em Washington, com os secretários americanos da Defesa, Robert Gates, e de Estado, Condoleezza Rice.

“Perguntaram-me sobre o Conselho (de Defesa Sul-Americano) e eu lhes disse que o sistema de defesa sul-americano é um assunto nosso, dos países da região. Não é um tema que caiba aos americanos”, disse Jobim ao repórter do La Nación. “Eles insistiram que eu lhes desse alguma mensagem, alguma sugestão do que transmitir a seu presidente (George W. Bush), e simplesmente respondi a eles que não se metessem nisto.”

O jornal diz que o ministro da Defesa brasileiro é, “acima de tudo, um grande diplomata”.

“Um notável orador capaz de convencer seus vizinhos da necessidade de criar o primeiro órgão de defesa da América do Sul.”

Jobim é ainda qualificado pelo La Nación como “um jurista experiente, capaz também de dizer na cara dos Estados Unidos que a partir de agora terão que se manter à margem dos assuntos defensivos da região”.

Vizinhos

O repórter Cesar Gonzalez-Calero escreve que “o Brasil se destaca como potência regional a passos gigantescos”.

“Não só economicamente como militarmente. Jobim não acredita que isto (…) deva preocupar os seus vizinhos”, diz o texto do La Nación.

O ministro brasileiro afirmou, segundo o jornal, que “a Colômbia se opôs, no princípio, a entrar no Conselho (de Defesa Sul-Americano), por seus problemas com a Venezuela e com o Equador, mas depois pudemos convencer o presidente Álvaro Uribe a se integrar, e eles farão isso.”

Nelson Jobim disse ainda: “Nós (…) pensamos no continente em seu conjunto. Brasil e Argentina não devem falar com vozes diferentes nos fóruns internacionais. A América do Sul deve falar com uma só voz.”

França

O La Nación fala ainda do Plano Estratégico de Defesa, como “uma estrela entre as reformas do segundo mandato de (Luiz Inácio) Lula (da Silva)”.

E que a França, “surgiu como o grande sócio estratégico do Brasil” e deve colaborar com “a renovação da indústria militar” do país.

“O velho sonho de um submarino nuclear, que (o Brasil) já acalentava no fim dos anos 70, se tornará realidade agora com o objetivo de proteger os depósitos de petróleo descobertos recentemente no litoral”, diz La Nación.

“Em dezembro, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, viajará para o Brasil para firmar com (o presidente Luiz Inácio) Lula (da Silva) um protocolo de intenções que dá luz verde ao projeto.”

“Jobim insiste na idéia de uma voz comum para a região”, diz La Nación. “A Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e o Conselho de Defesa Sul-Americano já são dois exemplos dessa estratégia. Dois organismos multilaterais, mas com patente brasileira.” BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Agência Estado

Rizzolo: Pessoalmente como já afirmei em outros comentários, acho este Conselho de Defesa Sul Americano uma iniciativa sem sentido, de cunho chavista, e que serve apenas aqueles que querem vender armas, vendendo a “ilusão” de que o Brasil comprará além de armas, transferência de tecnologia. É claro que o governo francês quer vender equipamento bélico, e isso aqui em Paris todos sabem, tenho conversado com muitos franceses, intelectuais, jornalistas e todos dizem que a França vê o Brasil como um excelente cliente comprador de armas de tecnologia francesa, e este Conselho, atende aos interesses franceses na América Latina, prova disso é a visita de Sarkozy em dezembro ao Brasil.

Com todo o respeito ao ministro Jobim, esta atitude de justificar este conselho ” bravateando” e menosprezando do ponto de vista diplomático os EUA, não é politicamente correto. Os EUA ainda são uma potência militar, e a indisposição quer seja diplomática ou comercial, não é o melhor caminho ao Brasil. O mais interessante é que aqui na França, o povo de uma forma geral e histórica, aprecia e respeita os EUA. Ao contrário do que muitos pensam, os franceses tem sim uma gratidão aos EUA e não se vê bravatas, ou manifestações hostis contra a política norte americana como se observa nos países da América Latina, onde o “chic” é malhar os EUA.

Isso é uma herança da esquerda boba brasileira, ainda do tempo em que os EUA eram chamados de imperialistas. Enfim esse Conselho de Defesa Sul-Americano, em minha opinião é uma bobagem sem tamanho, e a ilusão de que a França irá transferir tecnologia é de uma ingenuidade brutal. Lamento a postura brasileira em relação ao EUA.

Eleição de Obama entra no debate sobre preconceito racial no Brasil e no mundo

O Dia da Consciência Negra é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Mas este ano, o feriado nacional ganhou um elemento internacional para a discussão sobre a discriminação racial: a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos.

Segundo José Vicente, reitor da Unipalmares, a primeira instituição de ensino superior voltada ao negro no país, a eleição do democrata coloca o Brasil no divã. “Precisaremos de muitas sessões para entender como um país racista elegeu um negro para presidente, enquanto nós, com nossa democracia racial, não conseguimos eleger negros sequer para vereador”.

Outros países também colocam a mesma questão. O Reino Unido, por exemplo, já se pergunta quando irá eleger o primeiro primeiro-ministro negro da história. “A eleição de Obama foi muito inspiradora. Imigrantes de países do leste europeu se perguntam quando irão eleger um líder na Europa ocidental. Pessoas se perguntam quando um turco vai se tornar chanceler na Alemanha”, diz Ibrahim Sundiata, especialista em estudos afro-americanos e professor da Brandeis University, em Massachusetts, EUA. “A eleição significou uma grande quebra de barreiras. A barreira racial não será mais tão alta”, acrescenta.

Racismo no mundo
Os EUA, a África do Sul e o Reino Unido são os países que mais se destacam na luta pelos direitos civis, segundo Sundiata. No Reino Unido, por exemplo, existem comissões do governo para discutir o tema da discriminação racial.

Na África do Sul, há o esforço político e o aparato jurídico que garantem a igualdade de condições entre brancos e negros. Porém, ainda prevalece uma cultura discriminatória. “O preconceito ainda existe na relação interpessoal. As pessoas não aceitam o negro em uma empresa ou numa fábrica, por exemplo. A maioria dos negros acaba se dedicando apenas a trabalhos domésticos”, diz Leslie Hadfield, especialista em História e pesquisadora da Steve Biko Foundation, uma instituição da África do Sul que defende a igualdade racial e dirigida por Nkosinathi Biko, filho do ativista negro sul-africano que dá nome à fundação.

A situação é similar nos EUA. Os negros norte-americanos conseguiram conquistas legais importantes como, por exemplo, a integração entre negros e brancos nas escolas, permitida a partir de 1954. Porém, as escolas ainda hoje são segregadoras. “A maioria dos negros freqüenta escolas de bairro, majoritariamente negras. Isso é segregação residencial. Os serviços nos bairros pobres são ruins e a qualidade das residências também. Há muito mais crimes. É o verdadeiro problema americano”, diz Sundiata.

A passagem do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, também contribuiu para expor o racismo no país, verificável pela quantidade de pessoas, na maioria negras, que ficou sem transporte ou moradia após o desastre.

Diferenças no Brasil
O Brasil, por sua vez, possui algumas características diferentes no que se refere ao racismo. Pelo menos essa é a visão dos analistas estrangeiros entrevistados pelo UOL. Para Hadfield, a questão racial não é tão forte quanto a discriminação social enfrentada pela população brasileira, apesar do passado escravagista do país.

Sundiata, por sua vez, vê um cenário mais complexo. “Não é um problema binário, como na Bolívia, que sofre com o conflito entre índios e brancos. Além disso, há ainda muitas outras diferenças, como, por exemplo, entre o Nordeste e o Sudeste, entre o Piauí e São Paulo”, diz o professor, que deu aulas na Universidade Federal da Bahia.

“No Brasil, a diferença está no fato de não reconhecermos as graves conseqüências da discriminação racial contra os negros, assim como confundirmos discriminação social com a racial, o que nos impede de produzir políticas específicas para combater esse mal”, diz Vicente. “Porém, o grau de privação e exclusão decorrente do preconceito racial é o mesmo em qualquer país. Nesse sentido, os números não são muito diferentes dos nossos. Apenas falamos mais dos EUA porque acabaram de eleger um presidente negro”, conclui.

Folha online

Rizzolo: Realmente hoje é um dia para nos atermos as reflexões sobre a questão e o papel do negro no Brasil. O que tenho observado no Brasil, é que existe sim uma discriminação racial e não só social com afirma Leslie Hadfield. A cultura escravagista no Brasil, fez com que o negro ou o pardo, fossem relegados a uma esfera social restrita. Talvez até porque sempre houve uma distância maior entre os ricos e os pobres, os negros no Brasil, em sua maioria pobre, sofrem de dois estigmas, um porque é negro, e outro de caráter estigmativo e até justificativo na medida em que a elite tenta justificar a pobreza dos negros no Brasil face á sua raça.

Esse absurdo cultural inserido num caldeirão racial, faz com que os negros no Brasil não ascendam politicamente e profissionalmente. É o que costumo chamar de “ “travamento racial”, ou seja, a imagem do negro vinculada a não prosperidade intelectual face a uma argumentação de cunho racista justificatória.

A eleição de Obama nos provoca reflexões não só no Brasil como aqui na França, onde a população negra é relativamente grande. Pode-se observar no metrô, que a periferia de Paris está repleta de negros muitos vindos das antigas colônias francesas, e a pobreza está estampada nos seus rostos. Obama será posto à prova quando aceitar as condições a que está sendo imposto a seu governo, a premissa de que um negro no governo dos EUA será dócil, bom, e submisso principalmente aos inimigos dos EUA. Vamos pensar no papel do negro neste dia e fazer do Brasil um País justo do ponto de vista racial e de oportunidades.

Charge do Erasmo para o Jornal de Piracicaba

erasmo

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Ganho de empresas de capital aberto cai 60% no 3º trimestre

SÃO PAULO – Os lucros recordes das empresas de capital aberto nos últimos anos deram lugar a uma seqüência de resultados negativos no terceiro trimestre por causa da crise financeira. Levantamento feito pela Economática mostra que o ganho médio dessas companhias despencou 60,2% entre julho e setembro comparado a igual período de 2007. Do total de 254 empresas analisadas, 85 delas registraram prejuízo no trimestre e 44 inverteram resultado (de lucro para prejuízo). As empresas que conseguiram se manter em terreno positivo tiveram ganhos menores.

A deterioração do resultado trimestral é reflexo da valorização de quase 20% do dólar ante o real, explica o presidente da Economática, Fernando Exel. No início de julho, o dólar estava cotado em R$ 1,597 e saltou para R$ 1,902, em 30 de setembro. Isso teve impacto direto na dívida das empresas em moeda estrangeira e elevou a despesa financeira de R$ 1,3 bilhão, em setembro de 2007, para R$ 19,5 bilhões este ano.

Na Braskem, por exemplo, essas despesas subiram de R$ 39,5 milhões para R$ 1,9 bilhão, segundo dados da Economática. A empresa teve prejuízo de 849,2 milhões no período. “Essas companhias precisam marcar a dívida a mercado a cada período fechado para balanço”, afirma o analista da Spinelli Corretora, Jaime Alves. Ele lembra ainda que o dólar provocou perdas milionárias para empresas, como Sadia e Aracruz, que apostaram nos chamados derivativos “tóxicos”.

Agência Estado

Rizzolo: Essa notícia já era por se esperar, face à valorização de quase 20% do dólar ante o real, já em relação ao mercado acionário, existe agora um componente maior: à confiabilidade. A aversão ao risco com os países emergentes está jogando abaixo as ações de Vale do Rio Doce, Petrobras, siderurgia e bancos. O que está levando à aversão ao risco dessa vez é a situação de Equador e Argentina. Neste cenário sombrio da queda dos ganhos de empresas de capital aberto, há a possibilidade de que o Brasil possa entrar em recessão no 1º trimestre de 2009. Não restam dúvidas que há riscos de retração no último trimestre deste ano e no primeiro do ano que vem, o que configuraria uma recessão clássica também no país, a exemplo do que já aconteceu com Alemanha, Japão, Itália e Zona do Euro. Ou seja, um cenário ruim para 2009, principalmente para alguns setores como o da construção e o imobiliário cujos investidores desapareceram no último trimestre.

Negro recebe metade do que ganham outros paulistanos

SÃO PAULO – Os profissionais não-negros ganham quase o dobro em relação ao rendimento dos negros na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com o boletim “Os negros no mercado de trabalho”, realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade, em 2007, o rendimento médio por hora entre negros correspondia a R$ 4,36, enquanto o de não-negros era de R$ 7,98. Isso representa uma diferença de 83%.

Além disso, do total de desempregados da capital no período analisado, 42,9% eram negros, sendo que a população economicamente ativa negra era de 3,678 milhões de pessoas em 2007, o que representa 36,1% da força de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo no período. A coordenadora do estudo, Patrícia Lino Costa, destaca que a inserção dos negros no mercado de trabalho é desfavorável. Segundo ela, a distribuição da massa de rendimentos sintetiza esse quadro: os negros apropriam-se de 23,1% do total da massa e os não-negros, de 76,9%, na época analisada.

A presença dos negros é predominante nos segmentos produtivos que oferecem postos de trabalho com menores exigências de qualificação profissional, menores remunerações e, com freqüência, condições de trabalho mais desfavoráveis. Em 2007, a construção civil, setor tipicamente masculino, absorvia 13,6% dos homens negros ocupados e 6,5% dos não-negros. Já o de serviços domésticos, tipicamente feminino, empregava 26,4% das ocupadas negras e 11,9% das não-negras.

Os negros estão mais presentes nas tarefas de execução semiqualificadas e, principalmente, não qualificadas. Do total de não-negros ocupados, 18,2% fazem parte dos cargos de direção, gerência e planejamento, enquanto apenas 4,8% dos negros estão empregados nesse setor.

No que diz respeito à jornada de trabalho, em 2007, os negros cumpriam carga horária maior. Os assalariados negros trabalhavam, em média, 44 horas semanais, duas a mais do que os não-negros. As assalariadas negras exerciam jornada semanal de 41 horas, uma a mais do que as não-negras.

Escolaridade

Na avaliação de Patrícia, o nível de escolaridade alcançado por negros e não-negros explica a diferença dos índices de ocupação e rendimento. Nas faixas que incluem as pessoas não-alfabetizadas até as que possuem o ensino médio incompleto estavam classificados 58,5% dos ocupados negros e 37,6% dos não-negros. Já nas que consideram do ensino médio completo até o superior completo, estavam 41,5% dos ocupados negros e 62,4% dos não-negros. Ela também destaca que os negros entram no mercado de trabalho mais cedo.

Agência Estado

Rizzolo: Há muito tempo este Blog tem se manifestado contra a exclusão dos negros na sociedade brasileira. Quem acompanha os comentários, sabe da observação de que ainda há muito que se fazer à população negra brasileira no tocante à integração e a inclusão social. À medida que os cargos se tornam mais qualificados, os negros perdem espaço para a população não negra; uma prova disso é o papel do negro no judiciário que ainda é muito pequeno, há muito poucos juízes negros no Brasil. O governo brasileiro deve continuar atuando para que os negros sejam cada vez mais incluídos, implementando programas específicos nesse sentido. A verdade é que há poucos médicos negros, poucos juízes negros, poucos ministros negros. Por outro lado o Brasil possui uma população negra imensa.

Aqui na França, uma nova consciência negra está surgindo, tardiamente acelerada, entre outros motivos, pela vitória de Barack Obama. Um artigo no jornal francês Le Monde, há alguns dias, descreveu como Obama está “provocando novas esperanças” entre os negros da França. Todo palavra “negro” nos jornais franceses era, até há pouco tempo, motivo de espanto. Ao mesmo tempo, há seis meses, 60 carros foram queimados e 50 jovens entraram em confronto com a polícia e o corpo de bombeiros, deixando muitos feridos, no subúrbio de Vitry-le-François, na cidade de Marne, norte da França.

Os americanos, que debatem as relações inter-raciais desde o surgimento da república, provavelmente encontram dificuldades em entender que as diferenças raciais, como a religião, ainda são assuntos tabus aqui na França. A França sempre se considerou mais esclarecida sobre as questões raciais que os EUA, no entanto, o país se encontra em uma situação que desmente essa crença. Incidentes como os ocorridos há seis meses, trazem à mente os protestos que explodiram na França três anos atrás. Desde a abolição da escravidão há 160 anos, o País declarou oficialmente que não mais haveria diferenciação entre as raças – mas vendo Obama, uma nova geração de negros franceses está argumentando que chegou a hora de ter o tipo de discussão franca que precedeu a vitória do Democrata nos EUA.

Charge do Sinfrônio para o Diário do Nordeste

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Isto é o PT !!

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TRF-3 mantém juiz Fausto De Sanctis em processo contra Dantas

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região manteve nesta segunda-feira (17) o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, à frente do processo em que o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, é acusado de corrupção.

De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, a maioria dos desembargadores da 5ª Turma do tribunal, dois contra um, votou para que ele continue como juiz do caso.

Os advogados de Dantas questionavam a imparcialidade do magistrado e afirmaram que ele trabalhou junto ao delegado Protógenes Queiroz, afastado pela Polícia Federal por supostos abusos na Operação Satiagraha. A operação, deflagrada na madrugada de 8 de julho, resultou na prisão do banqueiro, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito Celso Pitta.

A desembargadora Ramza Tartuce, relatora do caso, já se posicionara a favor da permanência do juiz, e foi seguida nesta segunda pelo desembargador André Custódio Nekatschalow. O único que votou pelo afastamento do magistrado foi o desembargador Otávio Peixoto Junior.

Em palestra na semana passada no Rio, o magistrado disse confiar em sua permanência como juiz do processo.

O caso
Dantas responde a processo por supostamente ter oferecido propina de US$ 1 milhão a um delegado da PF para que o nome dele fosse retirado do caso.

No dia 6, o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou habeas corpus concedido a Dantas pelo presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes. Os ministros criticaram De Sanctis que, dois dias após a concessão da liberdade, voltou a decretar a prisão do banqueiro. Dantas foi preso duas vezes por determinação do juiz.

A PF investiga o vazamento de dados sigilosos da operação. O delegado Protógenes Queiroz pode ser indiciado por cinco crimes relacionados à operação: quebra de sigilo funcional, desobediência, usurpação de função pública, prevaricação, grampos e filmagens clandestinas. Ele ainda é acusado de utilizar arapongas da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na operação.

O novo relatório da Satiagraha está com Fausto de Sanctis desde a sexta-feira (7) e, segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, é “desapaixonado”. A peça parcial tem 240 páginas e 15 apensos e foi entregue pelo delegado Ricardo Saadi, que assumiu após o afastamento de Protógenes, ao procurador da República Rodrigo de Grandis.

Agora, a Polícia Federal tenta desvendar a combinação de dois HDs de computadores de Dantas apreendidos pela Satiagraha. O trabalho seria o mais difícil de toda a operação e teria arrancado de autoridades ligadas ao caso a palavra “indevassável”.

O uso de arapongas da Abin está entre os argumentos das defesas dos acusados para pedir a anulação de toda a investigação. Ao UOL, Celso Pitta classificou a operação de “confusa”.

Com o inquérito concluído, o Ministério Público Federal pode apresentar nova denúncia contra o banqueiro por crimes como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, prática de crimes financeiros e falsidade ideológica.

Também na sexta (7), o governo decidiu manter por mais 60 dias o afastamento do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, que está fora do cargo desde o início das investigações da PF sobre as supostas escutas clandestinas. No mesmo dia, a PF cumpriu mandados nas casas de Protógenes.

Folha online

Rizzolo: O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região , decidiu com o costumeiro acerto, o Juiz Fausto De Sanctis, o qual o conheço pessoalmente, é pessoa extremamente competente, honesto, e acima de tudo um patriota. Não é possível no Brasil, um juiz ser pressionado por questões políticas, e ser afastado de sua função. Em determinados tipos de crime compactou da idéia que é necessário o uso de grampos telefônicos. Nos EUA e em outros países da Europa o combate ao crime organizado usa de todas as formas para debelar organizações poderosas.

Agora, no Brasil, as pessoas, alguns do mundo jurídico, acreditam que ” intervenções mais invasivas” são ilegítimas, afrontam o Estado de Direito. Ora, não há como combater o crime organizado, com seus tentáculos, sem provas substanciosas. A escuta, com a devida chancela do provimento jurisdicional, não há o menor inconveniente, isso existe em todo mundo civilizado, não sei por que tanta polêmica em relação ao “grampo responsável” no Brasil. Soa como falta de vontade política no combate ao crime organizado. Parabéns ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, pela decisão. Temos que ter compromisso com o combate efetivo do crime organizado e não nos perdermos em discursos românticos.

Skaf diz a Meirelles que bancos estão catalisando crise

SÃO PAULO – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que as instituições financeiras estão catalisando a crise no Brasil por conta das altas taxas que vêm cobrando dos tomadores de empréstimo. Ele relatou o episódio a jornalistas após almoço com Meirelles e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, na sede da Fiesp, em São Paulo. “Vocês acham que eu ia perder a oportunidade?”, perguntou aos jornalistas. “Estes juros que estão sendo cobrados são um catalisador para a crise”, afirmou.

Na avaliação de Skaf, o BC tomou medidas corretas para assegurar a saúde do sistema financeiro, como a liberação de compulsório e criação de linhas para bancos que devem ser direcionadas às exportações. Para ele, estas linhas serviram para irrigar o mercado e já houve melhora nesse sentido, mas, de acordo com o presidente da Fiesp, o custo ainda segue alto. “Não adianta a empresa tomar e quebrar. Ou não tem o recurso ou, quando tem, está com um custo que é melhor não tomar. Isso é jogar um catalisador da crise no Brasil”, argumentou. “O setor financeiro está brincando com coisa séria. Está jogando um catalisador na crise brasileira”, reforçou.

Skaf explicou que estas reclamações foram feitas diretamente a Meirelles. “Disse que o Banco Central precisa conversar com estes bancos, inclusive com o Banco do Brasil”, afirmou, acrescentando que o banco estatal, neste momento de turbulência, tem mais obrigações com o País. De acordo com Skaf, Meirelles deu razão à reclamação. Após discurso mais cedo, durante o IV Congresso de Jovens Empreendedores, na própria federação, Meirelles almoçou no local, mas não conversou com os profissionais da imprensa.

As reclamações de Skaf, segundo ele mesmo, não ficaram restritas aos bancos. O presidente da Fiesp comentou que “precisava ser feita alguma coisa em relação aos juros”, independente da Selic. Ele citou que a inflação na Coréia será de 4,% a 5% este ano e que os juros básicos daquele país estão em 2,4% ao ano. No Brasil, a inflação será de 6,00%, segundo o presidente da Fiesp, e a taxa básica está em 13,75%. “Não há dúvidas de que é preciso baixar a Selic. No mundo inteiro os juros caem”, comparou.

Para o presidente da Fiesp, no entanto, o ponto crucial do momento diz respeito ao spread bancário. Ele apresentou um levantamento semanal, realizado pelo próprio Banco Central, especificamente dos dias 29 de outubro a 4 de novembro. Nesse período, de acordo com o levantamento, o Banco Real cobrava para adiantamento de contrato de câmbio (ACC) variação cambial mais 18,2% ao ano. “Isso é altíssimo”, avaliou. No mesmo período, o Banco Itaú cobrava variação cambial mais 21,6% ao ano, enquanto o Unibanco mais 12,5% e o Banco do Brasil, 8,7%. Já o Bradesco cobrava 6,3% mais variação e o Santander, 7,1%. “A origem do funding é a mesma. A pergunta que faço é a seguinte: por que um banco pode cobrar 6,3% e o outro tem que cobrar 21,6%”, questionou.

Perguntado se essa reclamação não era improcedente, já que os bancos atuam no livre mercado, assim como a indústria, e, portanto, o tomador poderia buscar o menor custo para obter financiamento, Skaf argumentou que é difícil para uma empresa alterar o banco com o qual trabalha de uma hora para outra. “Para uma empresa, mudar de banco é complicado.” Ao final da entrevista, o presidente da Fiesp disse que a reclamação também será feita individualmente a cada instituição financeira.
Agência Estado

Rizzolo: É impressionante como o governo brasileiro privilegia o setor bancário financeiro. A explanação de Skaf é realmente clara e precisa; de nada adianta o empresariado tomar um empréstimo a uma taxa inviável. Como ele mesmo afirmou, é melhor não contrair o empréstimo, do que tomá-lo e não ter condição de honrá-lo. A situação piora quando os bancos estatais, como o Banco do Brasil, que deveria ter uma postura não mercenária do ponto de vista do lucro, se porta como um banco privado.

O governo do PT é realmente “sui generis”, tem um discurso socialista mas tem como base de sustentação os banqueiros, que até hoje foram os que mais se beneficiaram das políticas de altas taxas de juros implementadas pelo BC. E não venham me dizer que o governo nada pode fazer porque o BC é autônomo, essa é a velha desculpa utilizada por aqueles que querem sufocar o pobre empresário brasileiro, refém dos bancos e agora da crise. Agora será que o Meirelles não conhece as taxas de juros cobradas no exterior em relação às taxas no Brasil ? Precisa o Skaf informá-lo ?

Charge do Ique para o JB online

ique

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Quartier des Batignolles e os aposentados no Brasil

Alguns podem estar estranhando o fato de ontem eu nada ter escrito em relação ao Shabat. Na verdade não escrevi por falta de tempo, alem disso, no momento em que estava disponível, já era shabat, de forma que já não poderia mais escrever. Paris é uma cidade fantástica, e o que me encanta são as coisas simples que vejo pelo meu caminho, nas calçadas, nas esquinas, no metrô.

Do Quartier des Batignolles, onde fico, até a Sinagoga Chabad, na Avenue des Champs- Élysées, a distância não é longe, costumo ir a pé ao Shabat, e a cada quarteirão sinto um pouco do que é o 17º arrondissement de Paris, sua história, seu passado, seus personagens. Nesse mesmo bairro, existe um parque onde os velhos e as crianças passam seu tempo. Ao olhar o rosto dos velhos de Paris, lembro-me do desespero do saber estar envelhecendo no Brasil, o descaso do governo com os aposentados, e o empenho daqueles que ao invés de estarem se dedicando a pensar nas necessidades dos idosos, se prestam a lutar politicamente pela perpetuação do fator previdenciário, numa conduta reprovável em relação aos velhos e doentes que necessitam do amparo do Estado, sob uma “argumentação financiaresca”, que chega às raias da amoralidade social.

Ontem não escrevi, apenas orei, pensei nas notícias que li sobre a intenção do governo petista em manter esse mecanismo perverso, que retira do aposentado um direito assegurado pela Lei, pelo bom senso e pelo respeito. O olhar calmo dos velhos de Paris me induziu a uma reflexão do quanto de abandono os aposentados brasileiros padecem sob a insensibilidade do governo petista.

O olhar calmo e sereno dos velhos de Paris, me desafia a cada vez mais sentir que o exemplo de luta dos franceses, é o melhor caminho para se estabelecer a dignidade aos mais idosos; até porque se depender do governo brasileiro, e do Ministro da Previdência sob as ordens do PT, o golpe de misericórdia aos aposentados será dado, mantendo esse fator vergonhoso.

Fico triste pelo que vejo aqui e observo aí, e nas esquinas e parques do Quartier des Batignolles, senti que algo ficou para trás, afinal o desrespeito aos velhos não é algo novo no Brasil. O olhar dos idosos de Paris me fez ontem apenas caminhar, sem o direito de escrever ao voltar, apenas rezei, caminhei, tomei um copo de vinho e dormi, sonhando um dia com um Brasil mais justo, bondoso, e acima de tudo com o devido respeito aos que já deram seu quinhão de trabalho e suor.

Bom domingo

Fernando Rizzolo

Lula pede ação de países ricos contra a crise e fim do G-8

WASHINGTON – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, 15, na reunião do G-20, convocada para tentar encontrar saídas para a crise financeira que se espalhou pelo mundo, que a melhor solução para evitar que a crise se alastre, são os países ricos resolverem seus problemas. “É a primeira vez que os problemas estão nos países ricos e não nos pobres. Não adianta ficar procurando medidas paliativas se não resolver o problema crônico da política americana e da política econômica européia”, afirmou Lula. O presidente disse ainda que o G-8 “não tem mais razão de ser” e defendeu maior participação dos emergentes.

Pouco antes de seguir para reunião na Casa Branca, o presidente explicou a necessidade de o G-20 ter uma “regulação séria” e se transformar em um verdadeiro foro político. “O G-8 não tem mais razão de ser porque é preciso levar em conta as economias emergentes no mundo globalizado”, comentou Lula, acrescentando que, “se todos os presidentes estiverem de acordo com isso, a crise será debelada com mais rapidez”.

Para Lula, se medidas não forem tomadas, como o nosso país está tomando, “a crise pode se aprofundar ainda mais e chegar a todos os países”, inclusive no Brasil. Ele salientou ainda que é preciso que os países ricos “tratem de fazer” com que os recursos que já injetaram na economia, “cheguem na ponta para que o mercado financeiro volte a funcionar com uma certa normalidade”, porque “do US$ 1,5 trilhão que os Estados Unidos injetaram na economia, apenas US$ 250 bilhões foram repassados”.

Lula reconheceu que a situação norte-americana “é delicadíssima”, até porque o momento é de transição, mas insistiu que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anfitrião do encontro, “tem de assumir a responsabilidade de que ele é o presidente até dia 20 de janeiro e que não pode ter vacilações nesta questão do tratamento da crise”. Bush, em entrevista na sexta-feira, insistiu na sua resistência de regular o mercado.

Brasil

O presidente lembrou que “todas as medidas que o BC e o Ministério da Fazenda têm tomado são no sentido de fazer com que o mercado interno supra parte desta deficiência que vai ter no mercado externo, como a crise nos Estados Unidos e na União Européia”.

Ele lembrou ainda a necessidade de restabelecer a representatividade e a legitimidade das instituições financeiras multilaterais. “Precisamos de mais produção, mais emprego e mais inclusão social”, pregou Lula, diante de uma platéia de presidentes na Casa Branca, em Washington, depois de salientar que o Brasil não vai abdicar de crescer e, para isso, manterá os investimentos previstos no PAC.

Lula, que insistiu no discurso da necessidade de regulamentação dos mercados, disse ainda que é essencial a reativação dos setores produtivos, para que se mantenham os empregos e a economia em movimento. O presidente lembrou ainda que a receita brasileira para combater a crise internamente é expandir o mercado interno.

O presidente comentou também, que, no jantar de sexta-feira com todos os países do G-20, na Casa Branca, ao falar com Bush sobre a necessidade de regulamentação do mercado, insistiu que não é possível que se ganhe dinheiro, sem trabalho. “Eu disse ao Bush que, quando eu era metalúrgico, para conseguir comprar uma TV, eu tinha de fazer 40 ou 60 horas extras por mês. Eu tinha de me matar de trabalhar. Não é justo que alguém fique bilionário, sem produzir uma única folha de papel, um único emprego, sem pagar um único salário”, narrou Lula.

Emergentes ‘farão sua parte’

Ao salientar que os países emergentes vão continuar a fazer a sua parte, crescendo e gerando os empregos, Lula acrescentou que “o que pode acontecer de pior é que uma crise que começou por conta da especulação, venha causar problemas sérios no setor de produção dos países que tanto precisem crescer”.

O presidente observou que a economia poderá não mais crescer nos patamares que o governo desejava, mas está adotando políticas para que o crescimento não pare.

“No Brasil, depois do sacrifício que fizemos, para manter a economia estável, não vamos abdicar de fazer o Brasil crescer”, declarou Lula. “Todas as medidas que o BC e o Ministério da Fazenda tem tomado são no sentido de fazer com que o mercado interno supra parte desta deficiência que vai ter no mercado externo”, disse.

De acordo com Lula, o PAC tem um papel fundamental nesse processo. “Nos poderemos facilitar que o povo brasileiro tenha acesso a esses bens que ele não tem. Por isso nos vamos manter todo o investimento do PAC e trabalhando para facilitar a irrigação do sistema financeiro”, comentou. E emendou: “nos temos muito que fazer no Brasil e nós não vamos parar de fazer os investimentos previstos porque a economia brasileira não pode deixar de crescer”.

Recepção

Na chegada para a cúpula, presidente foi saudado por um sonoro “Lula” pelo presidente dos Estados Unidos ao ser recepcionado para a fotografia do aperto de mãos na chegada para o encontro sobre mercados financeiros e economia mundial. Outro presidente saudado por Bush por apelido ou primeiro nome foi o francês Nicolas Sarkozy, a quem o presidente norte-americano chamou de “Nick”.

O presidente brasileiro foi o último líder a ser recepcionado para a cúpula. Além de chefes de Estado e de governo, estão presentes os dirigentes de organizações multilaterais: o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

Os participantes da cúpula integram duas sessões plenárias que são fechadas para a imprensa. A expectativa é que o presidente Lula faça duas intervenções, uma em cada sessão, com duração de no máximo cinco minutos cada.

Agência Estado

Rizzolo: Bem uma coisa é o presidente Lula sugerir o fim do G8, outra são os países ricos aceitarem esta proposta um pouco absurdo no meu ponto de vista. Os países ricos jamais irão abdicar de serem os condutores das políticas econômicas internacionais, e os emergentes, enquanto não forem classificados como ricos e economicamente de peso, ficarão neste ” conselho consultivo” que nada resolvem e apenas discutem o “sexo dos anjos”.

Sinceramente acho que o presidente Lula faz uso do marketing político para lançar mão dessas propostas já sabidamente inviáveis e inaceitáveis. A verdade é que os ricos determinam os rumos da economia, e cabe aos emergentes ter capacidade econômica para acompanhar os ” desbalanceamentos financeiros” causados pelos agentes financeiros pouco regulados. A recessão já chegou ao Brasil e cabe a nós enfrentarmos de frente fora da esfera da vaidade política.

Projetos para Previdência podem custar até 25% do PIB

BRASÍLIA – A equipe econômica está perdendo o sono com as idéias de um único senador. E ele é da base aliada e do partido do presidente da República. Três propostas do senador Paulo Paim (PT-RS), que ele chama de “pacote de valorização dos aposentados”, são vistos no Planalto e no Ministério da Fazenda como a “tragédia das contas públicas”. Os projetos já passaram em definitivo pelo Senado e estão liberados para votação na Câmara – um deles, porém, ainda pode ser submetido ao plenário do Senado. Paim quer o fim do fator previdenciário e que todos os benefícios pagos pela Previdência sejam corrigidos e os aposentados recuperem a quantidade original de salários mínimos com que se aposentaram. Por último, ele propõe a criação do Índice de Correção Previdenciária (ICP), um mecanismo para manter o poder de compra das aposentadorias e pensões.

Pelos cálculos da Previdência, segundo o ministro José Pimentel, a entrada em vigor das propostas de Paim, a partir de 2009, faria a despesa previdenciária pular dos atuais 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para algo em torno de 25% do PIB em 2050. O fator previdenciário foi criado em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), para desestimular e penalizar as aposentadorias precoces – quanto mais cedo o trabalhador passar à inatividade, menor o benefício. Segundo o ministério, o fator previdenciário representou uma poupança de R$ 10 bilhões, considerando as aposentadorias por tempo de contribuição concedidas entre janeiro de 2000 e dezembro de 2007.

No caso das correções acima da inflação para os benefícios superiores ao salário mínimo, haveria um gasto anual a mais estimado em R$ 9 bilhões. E para 2009, há uma preocupação adicional para as contas previdenciárias: o reajuste do salário mínimo poderá girar um pouco acima de 10% (soma de 5,4% de crescimento econômico de 2007 mais a inflação acumulada em 2008) e ainda terá que ser concedido (antecipadamente) em 1º de fevereiro, com impacto na folha de março. No caso do ICP, Pimentel disse ontem que o impacto do índice na folha de outubro seria de R$ 5,8 bilhões. Ao longo de um ano, contabilizando também o 13º salário, o ICP custaria aos cofres da Previdência R$ 76,6 bilhões.

O ministro Pimentel tem feito verdadeiras romarias pelos gabinetes da Câmara e do Senado, falando com deputados e senadores até nos corredores, para tentar derrubar as propostas de Paim – no Senado ele perdeu todas as batalhas. Pimentel, que também é deputado federal, pelo PT do Ceará, tem alertado os colegas parlamentares para o fato de que não há previsão orçamentária nem para arcar com os custos do fim do fator previdenciário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: Olha é o que é o governo petista. Paim que é do PT e tem bom senso, porque é do PT do bem , enfrenta Pimentel que como diz o texto “é deputado federal, pelo PT do Ceará, tem alertado os colegas parlamentares para o fato de que não há previsão orçamentária nem para arcar com os custos do fim do fator previdenciário”. Parece estarmos lendo um absurdo, mas é a realidade do PT, que disponibiliza Pimentel para ” fazer verdadeiras romarias pelos gabinetes da Câmara e do Senado, falando com deputados e senadores até nos corredores, para tentar derrubar as propostas de Paim .

Ora, isso é uma vergonha, quem lê este Blog sabe do respeito que tenho pelos aposentados, e a luta que travo com a ajuda de todos os leitores numa corrente para que este fator previdenciário perverso acabe de uma vez. E mais, não tenho apoio de ninguém, de nenhuma mídia. Jamais recebi um email de ninguém do PT dizendo ” olha sua luta é válida “nada. Estou aqui na França e vejo o que é uma previdência social de verdade.

Quando comento por aqui sobre o fator previdenciário, os franceses estremecem me dizem. Mas Lula ? Isso no governo Lula ? Não é possível dizem eles ! Mas é a realidade, o aposentado é desrespeitado pelo petismo do mal. Ora se vai ter um impacto de 25% do PIB, que arrumem dinheiro do Pré Sal, ou tirem sei lá da onde for, mas jamais deixem de respeitar os aposentados, aqueles que já deram seu quinhão.

O PT precisa vir aqui na França e ver o que é Previdência, a “sécurité sociale” e parar de uma vez por todas, de desrespeitar o pobre aposentado do Brasil. Desculpem , mas receber uma notícia desta vindo do Brasil e vivenciando a realidade da previdência francesa é algo revoltante, mais pela passividade dos brasileiros e pelo pouco respeito do governo em atender os necessitados.

Depois dizem . “Ah! Mas o Rizzolo, é um judeu que tem passaporte europeu, fica em Paris em outra realidade, tomando vinho na Saint German de Prés, e malhando o PT.” E eu pergunto : Não é para malhar esse pessoal petista do mal ? Ou será que o ministro Pimentel não sabe que muitos aposentados ajudam e completam o rendimentos dos filhos desempregados ? Não sabe que numa crise como esta, quem segura a comida na mesa é o salário do aposentado ? Não tem dinheiro ? Arrumem !!! Que parem de financiar banqueiros !!

Divulguem o Blog do Rizzolo minha mídia é você, e a minha voz é a nossa indignação !!!