Inadimplência dos consumidores atinge maior nível desde 2003

BRASÍLIA – A inadimplência dos consumidores chegou a 7,8% em novembro, o maior nível desde agosto de 2003, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira, 23. A taxa entre as pessoas jurídicas foi de 1,7% no mesmo período, resultando em uma inadimplência total do crédito livre estável em 4,2% no mês.

Em entrevista para comentar os dados, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, ressaltou a importância da inadimplência para pessoas físicas. “Este é um dado que tem que se observar porque vem aumentando”, afirmou. Em 12 meses, a inadimplência teve recuo de 0,3 ponto porcentual.

Cenário para 2009

O aumento da taxa de inadimplência prevista para 2009 não preocupa a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, a manutenção do crescimento da economia brasileira no próximo ano, mesmo que em proporção menor do que a registrada em anos anterior, fará com que o indicador apresente expansão menos abrupta do que poderia ocorrer em cenários de forte queda na atividade industrial. A Febraban prevê que a taxa de inadimplência em 2009 atingirá 4,88%, acima da marca de 4,2% registrada este ano.

“Haverá um salto, mas é importante destacar que essa variação levará o indicador para nível próximo do visto em 2007, de 4,71%”, afirmou o executivo, durante apresentação realizada na sede da entidade, em São Paulo.

Para Sardenberg, o cenário para 2009 pode ser considerado positivo. “O número (de inadimplência) está dentro da expectativa e acho que não compromete a saúde do sistema”, destaca.

Na visão da Febraban, o aumento da taxa de inadimplência deverá refletir os prazos menores das operações de créditos disponíveis no mercado. Outro fator determinante para esse indicador, segundo Sardenberg, é o cenário de emprego e renda no País.

Agência Estado

Rizzolo: O pior nesse cenário de aumento na inadimplência, é o apregoamento por parte do governo no consumo. Com isso poderemos criar um contingente de inadimplentes no próximo ano. Acredito que a cautela nesse cenário crítico da economia, é primordial; incitar a população a consumir mais, à primeira vista, pode parecer bom, mas se capacidade de renda cai com o desemprego, nos veremos numa inadimplência terrível. Entendo esta política um pouco perigosa face ao processo econômico em que passamos. Enfim tudo em nome da popularidade, não é ?

Alta do gás vai provocar demissões, afirma Fiesp

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirma que o reajuste extraordinário de até 19,55% do preço do gás canalizado no Estado vai provocar demissões e inflação de preços em setores dependentes desse insumo para o processo de produção, como a indústria cerâmica, do vidro, de fertilizantes e têxtil.

Conforme a Folha antecipou no domingo, a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) anunciou ontem reajuste no preço do gás natural canalizado distribuído pela Gás Natural São Paulo Sul e pela Comgás, a maior distribuidora do país.

Os reajustes passaram a vigorar desde o dia 20. As companhias alegavam desequilíbrio econômico-financeiro do contrato devido à disparada do dólar e ao custo de aquisição do gás natural junto à Petrobras.

A Fiesp agora cobra compensações: “Com a queda no preço do barril de petróleo de US$ 150 para menos de US$ 40, deveria haver boa vontade da Petrobrás, criando condições que evitassem a necessidade de aumento neste momento tão inoportuno. É lamentável. Agora precisamos de medidas compensatórias”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Segundo Antônio Carlos Cavalcante, diretor de infra-estrutura da federação, a Fiesp quer agora medidas compensatórias para os setores atingidos pelo aumento, como linhas de crédito em condições diferenciadas da Nossa Caixa (enquanto não for repassada ao Banco do Brasil), alongamento de prazo para o pagamento do ICMS e uma ampla negociação para indústrias com problemas de pagamento do gás.

‘Esse ainda não é um problema generalizado, mas já existem, mesmo antes do reajuste, indústrias com dificuldades para pagar a conta do gás. Imagine o que poderá acontecer agora com esse aumento’, disse Cavalcante. Ele explicou que esses pedidos já foram apresentados verbalmente ao governo de São Paulo.

A idéia, disse ele, é que isso seja feito formalmente no início de janeiro. Ele voltou a dizer que o reajuste poderia ter sido evitado se houvesse uma postura menos intransigente da Petrobras. Procurada pela Folha, a direção de gás e energia da estatal preferiu não comentar a acusação.

O aumento

Os mercados mais afetado pela decisão da Arsesp foram o industrial, o comercial e o veicular. A agência informou, em nota, que o aumento atingirá 10 mil consumidores comerciais e mais 1,3 mil indústrias abastecidos pelas duas concessionárias. A Arsesp afirmou que os consumidores residenciais foram poupados da medida devido à pouca participação no desequilíbrio do contrato das concessionárias, motivo do repasse extraordinário.

Os clientes industriais da Comgás receberão repasses de 10,25% a 17,56%, dependendo do volume consumido. Entre os consumidores comerciais, a alta irá variar entre 6,29% a 7,76%. O repasse aos postos de GNV será de 22,17%, o que deve representar aumento de 14% a 15% na bomba.

Na região atendida pela Gás Natural São Paulo Sul, a indústria pagará entre 11,36% a 19,55% de reajuste, conforme o consumo. O gás para o mercado comercial sofrerá alta de 7,35% e 8,42%. O aumento para os postos de GNV será de 24,8%, o que deve significar alta de 16% a 17% na bomba.

Folha online

Rizzolo: Realmente é um absurdo numa época de contenção, a Petrobras aumentar substancialmente o preço do gás. Essa medida atingirá 10 mil consumidores comerciais e mais 1,3 mil indústrias abastecidos pelas duas concessionárias. É impressionante a falta de sensibilidade da empresa. Justa é a crítica de Paulo Skaf em relação a essa questão, e procedente é pedido de medidas compensatórias.

Lula aposta em crescimento de 4% do PIB para 2009

Apesar da crise econômica mundial, o governo vai trabalhar para que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 4% em 2009, disse nesta segunda-feira (22) no Rio de Janeiro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso para empresários europeus e brasileiros, durante o Seminário Empresarial Parcerias Brasil-União Européia: Desafios e Oportunidades para os Próximos Anos.

Ele voltou a cobrar regras que limitem a especulação no sistema financeiro mundial e reafirmou que o Brasil está preparado para enfrentar a crise. “O país não vai entrar em recessão e vai continuar crescendo. Certamente, não crescerá os 6% ou 7% que gostaria que crescesse, mas poderá crescer 4% e vamos trabalhar por isso”, disse Lula. “Apesar de gente dizer que o Brasil vai crescer 2,8% ou 3%, quero que os empresários saibam que no governo e na equipe econômica vamos trabalhar com a perspectiva de 4% [de crescimento econômico]. Não haverá um único projeto do governo que será paralisado por conta da crise”, acrescentou.

Lula defendeu uma ampla reforma do sistema financeiro internacional para evitar que novas crises ocorram e disse que os atuais problemas econômicos são resultado de uma “especulação financeira desavergonhada”.

“Precisamos reforçar os mecanismos de controle, a transparência e representatividade de decisões que afetam toda a humanidade. Muitos não podem continuar pagando pela irresponsabilidade de poucos”.

De acordo com o presidente, a resposta do país à crise tem sido “apostar no investimento, na expansão do consumo, na defesa dos empregos e no apoio às indústrias”.

De improviso, voltou a afirmar que continua otimista e que apenas com a manutenção do consumo o país poderá reverter os efeitos negativos da crise econômica. “Sou o maior estimulador da retomada do crescimento. Vou para a televisão todo dia pedir para comprar, exportar e importar porque isso é que roda a roda da economia”.

Fonte: Agência Brasil

Rizzolo: A grande diferença será a necessidade do aumento do mercado interno para vencer os aspectos negativos da crise. Para tanto precisamos rever as taxas de juros, e coloca-las num patamar aceitável para que o crédito possa fluir e minimizar os efeitos da desaceleração da economia. O Brasil tem uma economia vigorosa, muito embora dependente também da economia chinesa, até mais do que a dos EUA, e a economia chinesa entra em declive. A recessão americana, principalmente, está reduzindo os pedidos de importação da China. E como as indústrias chinesas vinham num ritmo muito forte, elas estavam bastante estocadas. Agora precisam reduzir fortemente a produção para se adequarem à nova realidade. Para se ter uma idéia do tamanho da freada, já há projeções de que o crescimento chinês no primeiro semestre de 2009 ficará em torno de 5%. Menos da metade do crescimento de 11,9% registrado no mesmo período de 2007. As projeções de Lula poderão se concretizar caso o fator juros venha a contribuir.

Lula quer melhorar Exército para defender Amazônia e petróleo

SÃO PAULO – A indústria de defesa no Brasil está totalmente desmontada, afirmou nesta segunda-feira, 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente. Lula destacou a necessidade de reorganizar e reestruturar as Forças Armadas, além do próprio Ministério da Defesa. “Um país que tem a dimensão que tem o Brasil, que acaba de descobrir reservas imensas de petróleo em águas profundas, que tem a Amazônia para defender, tem que montar uma estratégia de defesa, não pensando em guerra, mas pensando em garantir o seu patrimônio”, avaliou.

Na semana passada, Lula anunciou o plano de Estratégia Nacional de Defesa, desenvolvido pelos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), com o objetivo é definir de forma mais clara o papel das Forças Armadas. O presidente também elogiou a aproximação entre os representantes dos 33 países que participaram da Primeira Cúpula da América Latina, que ocorreu na semana passada na Costa do Sauípe, Bahia. “Nessa crise econômica, as pessoas perceberam que nós não podemos ficar dependendo de um ou de outro”, disse.

Nesta segunda-feira, o presidente Lula encontrará o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que está em sua última viagem oficial como líder da União Européia. O francês terá no Brasil uma agenda repleta de anúncios positivos, mas precisará lidar com alguns assuntos delicados na relação bilateral, como a imigração. Do lado positivo da agenda, o destaque são os acordos na área de defesa. Um deles prevê a construção, no Brasil, de 50 helicópteros com tecnologia francesa que serão usados pela Força Aérea Brasileira.

Chico Mendes

Lula comentou ainda a importância histórica do líder ambientalista Chico Mendes, que conheceu na década de 80 e com quem, segundo o presidente, teve uma relação política muito forte. “Quando o Chico Mendes foi assassinado é que o Brasil tomou consciência de que tinha uma liderança extremamente importante. Eu acho que aos poucos nós estamos conseguindo que a sociedade brasileira compreenda a valorização do tipo de gente como o Chico Mendes”, comentou. Hoje completam-se 20 anos da morte do líder dos seringueiros do Acre.

Agência Estado

Rizzolo: O presidente Lula tem razão quando aponta que precisamos ter nossa indústria de defesa reconstruída. Na realidade não podemos conceber um País como o Brasil, com a nossa dimensão territorial, sem termos uma Força Armada equipada, e acima de tudo com um indústria nacional bélica capaz de supri-la em boa parte. A defesa da Amazônia é essencial, assim como nossas reservas minerais.

Pesquisa traz hospitais mais citados por especialistas

O Hospital Israelita Albert Einstein foi considerado a instituição brasileira que se destaca no maior número de especialidades médicas diferentes – 44, no total. As posições seguintes do ranking também foram ocupadas por instituições paulistanas: o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (com destaque em 43 especialidades) e os Hospitais Oswaldo Cruz e Sírio-Libanês (ambos com 42).

Veja a lista dos hospitais e médicos mais citados

O levantamento foi realizado pela Análise Editorial e será apresentado no anuário Análise Saúde 2009, publicação com os perfis dos médicos e hospitais mais respeitados do País. Foram entrevistados 1.553 profissionais de reconhecido prestígio na área de saúde. Eles escolheram quem merecia aparecer no anuário.

A lista apresenta 2.349 nomes de médicos e 214 hospitais admirados de todo o País. Cerca de 53% dos profissionais selecionados trabalham na cidade de São Paulo. No Estado, são quase 63%.

O presidente do Einstein, Claudio Luiz Lottenberg, afirma que a instituição investe não só nos médicos, mas na criação de uma atmosfera integrada de atenção aos pacientes. Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina da USP, destaca o papel da universidade na formação dos profissionais que trabalham na cidade.

Agência Estado

Rizzolo: A lista é uma ótima referência, e destaca os melhores especialistas em cada área, segundos dados, foi elaborada por médicos apontaram os médicos a quem recorreriam caso necessitassem de atendimento para eles próprios ou para seus familiares, em uma lista de especialidades determinada pela editora e, também, os hospitais em que mais confiam . Contudo, é claro, isto não significa, que médicos não constantes na lista, não sejam bons profissionais. De qualquer forma é importante destacar que o Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, continua sendo a melhor referência em todas especialidades.

O antídoto para o ódio

A respeito de julgar ou condenar os erros e falhas aparentes dos outros, nossos Sábios disseram: “Não julgue seu próximo até que você se coloque em seu lugar” (Ética dos Pais 2:4).

A Chassidut explica que, como jamais alguém pode realmente se colocar no “lugar” de outro, jamais entendendo por completo as motivações por trás de seu comportamento, é incapaz de julgá-lo (Sefat Emet).

Todavia, “até que você tenha se colocado no lugar dele” implica que deve-se tentar entender o próximo da melhor maneira que puder, chegar tão perto quanto possível do “lugar” do próximo, procurando entendê-lo (tanto intelectual quanto emocionalmente) com a maior e mais profunda expressão de amor.

Conforme a pessoa se aproxima de alguém, sua perspectiva para com ele principia a mudar. Começa a vê-lo sob uma luz mais favorável, e até mesmo a reconhecer que as aparentes falhas que observou nele são na verdade reflexo das falhas, idênticas porém menos aparentes, de si mesmo. Ele é agora capaz de realizar o ditado complementar de nossos Sábios “Julgue todos os homens favoravelmente” (Ética dos Pais 1:6), e a aplicar o ensinamento do Báal Shem Tov no versículo: “Você certamente admoestará seu próximo.” Primeiro alguém deve repreender a si mesmo (a respeito da mesma falha que enxerga no próximo), e somente então será capaz de admoestar construtivamente outra pessoa.

O ensinamento do Báal Shem Tov prossegue e confere uma percepção adicional ao conselho dado por Resh Lakish: “Primeiro retifique a si mesmo, e então retifique os outros” (Talmud, Bava Batra 60b). A palavra utilizada aqui para “retificar” (keshot) literalmente significa “adornar.” Como “adornar” alude ao relacionamento de marido e mulher, deduzimos que o ensinamento geral, “Primeiro retifique a si mesmo e depois retifique os outros” aplica-se mais especificamente aos parceiros do casamento.

Quando a pessoa percebe que a retificação de outro depende da retificação de si mesmo, aprende a ser paciente com os outros. A paciência é o antídoto para a raiva. Somente quando se dirige à própria má inclinação da pessoa a raiva é justificada, como ensinam nossos Sábios: “A pessoa deve sempre provocar a fúria de sua boa inclinação contra sua má inclinação” (Talmud, Berachot 5a). A respeito dos outros em geral, e do próprio cônjuge em particular, a pessoa deve se esforçar para assumir o atributo Divino da “infinita paciência.”

A infinita paciência é a consciência – o espaço infinitamente grande da mente – que favorece a capacidade da pessoa de esperar para que o conflito se resolva por si mesmo, de suspender o julgamento, de conferir continuamente e controlar sua tendência inata de relacionar-se impulsivamente com os outros. Esta é a chave para evitar o dano que a pessoa inflige sobre si mesma e sobre os outros, quando é incapaz de controlar as reações de sua “natureza primária” às situações da vida. Todos os grandes pecados, arquetípicos da Torá, resultaram de uma básica falta de paciência.

O pecado primordial foi comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se Adão e Eva tivessem esperado umas meras três horas até o início do Shabat antes de comerem o fruto, teriam herdado as bênção do Éden para toda a eternidade. Foi a falta de paciência que provocou a queda daquela sublime realidade inicial, a sentença de morte para a humanidade e o prolongado exílio do paraíso para o homem.

Ao receber a Torá no Monte Sinai, o povo de Israel como um todo retornou ao estado Edênico, livres do Anjo da Morte. Eles perderam este estado com o pecado do bezerro de ouro, o ídolo que visava substituir seu líder, Moshê, por terem eles deixado de esperar para que ele descesse a montanha. Nossos Sábios referem-se a este pecado como o pecado público arquetípico (Talmud, Avodá Zará 4b).

David e Batsheva estavam destinados um para o outro, desde o início dos tempos. Eles deveriam ser a retificação consumada do casal primordial, Adão e Eva. David tomou Batsheva prematuramente (Talmud, San’hedrin 107a; Zôhar 3:78b; Talmud, Shabat 55b), nas palavras de nossos Sábios: “Ele tomou dela antes que ela amadurecesse.” Esta impaciência impulsiva foi a essência do “pecado”.

Com a paciência, vem a capacidade de transcender o caráter mortal inato da pessoa, e cumprir o mandamento de imitar a D’us: “Assim como Ele é misericordioso, seja também misericordioso… Assim como Ele é infinitamente paciente, seja também infinitamente paciente” (Talmud, Shabat 133b; Mishnê Torá, Deot 1:6). Assim era o temperamento de Moshê, como foi dito: “E o homem Moshê era muito humilde” (Bamidbar 12:3), que Rashi explica como “humilde e paciente.”

Os parceiros do casamento precisam estar sempre vigilantes no cultivo da paciência. A paciência depende de fé e confiança em D’us: se queremos algo e não recebemos, é porque ainda não o merecemos. Quando os cônjuges percebem isso, tornam-se muito mais pacientes um com o outro. Ao invés de exigir que seu parceiro seja mais perfeito que si mesmo, concentram-se em retificar primeiro seu próprio caráter, com a ajuda de D’us.

Rabino Yitzchak Ginsburgh é um renomado cabalista, autor e compositor. É o fundador do Instituto Gal Einai em Israel.
Fonte: site do Beit Chabad

Tenha um sábado de muita paz !
Fernando Rizzolo

Lula diz que ‘não se deixa seduzir’ por popularidade

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, durante café da manhã com jornalistas, que é “sensível”, mas que “não se deixa seduzir” pelos índices de popularidade que conquistou, segundo recentes pesquisas de opinião pública, que demonstram aprovação popular de mais de 70% ao seu governo. “Sou uma pessoa sensível, mas não me deixo seduzir, porque quem sobe pode cair. Como não posso passar de 100%, a tendência será de cair. Mas eu não deixo o ego subir. Porque se eu deixar subir, quando cair pode bater o desespero”, disse.

Questionado sobre em quem jogaria os sapatos, numa referência ao episódio em que um jornalista iraquiano atirou seus sapatos contra o presidente norte-americano, George W. Bush, Lula disse que “não daria sapatada em ninguém.” Ele acredita, porém, que a partir de agora haverá mais dificuldades para os repórteres, com a possível colocação de vidros entre os jornalistas e os entrevistados. Os seguranças, brincou, deverão exigir também sapatos mais “cheirosos e leves”, para não machucar ninguém. Lula brincou também ao dizer que acha que os entrevistados “têm direito de dar sapatada, também, em quem fizer pergunta tola.”

Obama

Lula afirmou que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deve agir em três frentes rapidamente, “para não ser engolido pela máquina.” A primeira delas seria ajudar os países da América Latina, porque “se eles crescerem haverá mais emprego e com isso diminuirá a migração para os Estados Unidos.” Outra frente seria mudar a política com o Oriente Médio. Para o presidente, “do jeito que está, nunca haverá paz”. Isto porque, segundo ele, “o Hamas não senta na mesa de negociações, e por isso nunca vai obedecer o que for acordado.” A terceira frente seria apoiar o crescimento no mundo. Para Lula, os Estados Unidos deveriam ajudar todos a crescerem, “porque assim diminuirá a pressão contra eles.”

Agência Estado

Rizzolo: O presidente Lula como sempre afirmei, é um grande estadista. Tenho lá minhas críticas muito mais ao PT do que a ele, mas na realidade a vivência de vida fez do presidente Lula um homem sensível que deixará lembranças após o término de seu mandato. Não se deixar seduzir pela popularidade, é na verdade uma visão judaica de vida. “Quando estamos lá em cima, devemos ao subir, tratar bem e respeitar aos que superamos, porque quando cairmos eles nos apoiarão e nos sustentarão na queda”. Parabéns ao presidente! Ah! Vão dizer, o Rizzolo focou louco, é um post de sabath. Não é apenas a sinceridade em reconhecer uma atitude nobre.