Natal triste poderá sensibilizar Meirelles

Nem tudo na vida e na economia ocorrem com a devida lógica. Para o povo brasileiro, e para aqueles que apontam o absurdo das altas taxas de juros aplicadas no Brasil ao olhar insensível do Banco Central, existe uma esperança: o Natal. Com efeito, um Natal de vendas fracas no final deste ano, poderá ser um fator decisivo para que o Banco Central inicie uma incursão a baixar a Selic, atualmente em 13,75%.

A lógica natalina, época em que os mais duros corações se tornam tenros, está no fato de que se as vendas forem boas, e o Natal alegre, o comércio ficará praticamente sem estoques no início do ano. Assim sendo, conseqüentemente, novas encomendas serão feitas à indústria, o que estimulará o crescimento do PIB. Por outro lado, face ao dólar alto podemos também ter inflação, e Banco Central terá então uma boa desculpa para impedir a queda dos juros, alegando o componente inflacionário da alta do dólar, e os manterá nas alturas.

Mas observem que se as vendas de Natal forem fracas, e o povo vivenciar um natal triste, sem muitos presentes, o efeito do repasse do dólar para os preços não será uma potencial ameaça, e poderá fazer então, com que o Banco Central ou Meirelles, num gesto de sensibilidade, se consternem enfim, e cortem os juros atendendo aos empresários da Fiesp e a todos aqueles de bom senso.

É claro que um Natal ruim, poderá ser desestimulante à produção industrial e ao PIB, contudo poderemos ter enfim um tão sonhado presente de Natal do Banco Central, presente muito mais devido a um Natal ruim, do que devido a todas manifestações dos empresários, da Fiesp, e do povo brasileiro. Nada como um Natal triste para sensibilizar os mais duros corações. Que a lógica natalina faça o Banco Central presentear o povo brasileiro, mesmo num Natal bom, afinal todos são filhos de papai-noel. Ou não são?

Fernando Rizzolo

Charge do Clayton para o O Povo

clayton

Divulgue o Blog do Rizzolo, nossa mídia é você : http://www.blogdorizzolo.com.br

Novo fator previdenciário não é o ideal, diz relator

BRASÍLIA – O deputado Pepe Vargas (PT-RS) considerou que a nova alternativa para o fator previdenciário apresentada pelo governo melhora um pouco o atual sistema, mas disse que não está seguro de que o modelo seja o ideal. “É melhor. Não é tão draconiana”, afirmou. O deputado é o relator na Câmara do projeto que acaba com o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e está recolhendo sugestões para elaborar seu relatório.

O fator previdenciário é o mecanismo que, para definir o valor das aposentadorias, leva em conta a idade e o tempo de contribuição do trabalhador e a expectativa de vida do segurado.

A proposta do governo do novo fator previdenciário apresentada hoje aos representantes das centrais sindicais é semelhante às regras usadas para a aposentadoria dos servidores públicos. Pela fórmula, a soma do tempo de contribuição e da idade do trabalhador teria de chegar a 95, no caso de homens, e a 85, no caso das mulheres, para que o contribuinte tenha 100% do benefício.

“Essa fórmula melhora a tabela do fator previdenciário. Mas não tenho posição definida. Esta é uma proposta que o governo apresenta como uma das hipóteses”, afirmou Vargas. O relator e o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), se reuniram hoje com representantes das centrais sindicais. Vargas contou que os sindicalistas querem o fim do fator previdenciário sem sua substituição por uma regra que dificulte a aposentadoria do trabalhador.

O relator se diz convencido de que o fator previdenciário não atingiu seu objetivo. “O fator previdenciário foi criado para desestimular as aposentadorias precoces, o que não aconteceu. É ineficiente para a proposta para a qual foi criado, e há que se questionar se está trazendo economia para a Previdência”, criticou Vargas.

Com a proximidade do recesso – o Congresso suspende os trabalhos em 23 de dezembro e retoma as atividades apenas em fevereiro – o relator só deverá apresentar o seu parecer no próximo ano.

O novo fator previdenciário em estudo pode ser trabalhado por projeto de lei, ao contrário da definição de uma idade mínima, também abordada pelo governo, que só pode ser alterada por proposta de emenda constitucional.

Agência Estado

Rizzolo: Se alguns ainda tinham dúvidas em relação a este governo, em não respeitar os aposentados, com esta atitude clara de definitivamente substituir o fator previdenciário por ” algum cálculo” do tipo ” seis por meia dúzia”; agora podem ter a certeza. O governo petista está mais interessado em Bolsa Família, Pré Sal, popularidade, ajudar as Centrais, gastar as reservas com o dólar, do que prover remuneração justa aos aposentados. Querem de qualquer forma ” trocar seis por meia dúzia”, e essa conversa de que o deputado Pepe Vargas (PT-RS) ” achou a proposta deste cálculo maluco melhorzinha”, serve apenas para adiar as discussões e dar mais um ” tapa” na cara daqueles que ainda acreditavam que o PT acabaria definitivamente com o fator previdenciário. Uma vergonha para o Brasil, um desrespeito aos aposentados e ao povo brasileiro, e uma revolta sem tamanha face à insensibilidade petista. Queremos o fim do fator previdenciário sem trocar seis por meia dúzia. Dinheiro? Criem vergonha, e virem-se, dinheiro tem de sobra para todos, até para ex-guerrilheiros, menos para aqueles que já deram seu quinhão.

Nossa luta continua, divulguem o Blog do Rizzolo, ” Não ao fator previdenciário ! Não ao seis por meia dúzia !”