Cuba ‘celebrou’ dia dos Direitos Humanos com prisões, diz ONG

NOVA YORK – Autoridades cubanas prenderam mais de 30 pessoas nesta semana, quando foi comemorado o Dia Internacional os Direitos Humanos, disse na quinta-feira a entidade nova-iorquina Human Rights Watch, citando relatos da imprensa e de grupos cubanos.

A entidade afirmou que vários dos presos estavam se dirigindo a Havana para participar de passeatas na quarta-feira, quando foi comemorado o 60o aniversário da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“O governo cubano deveria libertar de forma imediata e incondicional os dissidentes que foram arbitrariamente detidos nos últimos dias”, disse a HRW em nota.

O governo cubano não se manifestou, mas costuma chamar os dissidentes de “mercenários” a soldo dos EUA.

A nota da HRW diz que alguns dos presos já foram liberados, mas não se sabe quantos permanecem detidos. Entidades do setor dizem que em outras ocasiões o regime cubano já deteve pessoas para impedir sua participação em protestos.

Cerca de 30 parentes e seguidores de dissidentes presos desde 2003 fizeram uma passeata em Havana na quarta-feira para marcar o Dia dos Direitos Humanos. Outro protesto marcado para a capital foi cancelado, por razões desconhecidas.

Recentemente, Cuba assinou dois acordos da ONU sobre direitos civis e políticos, e a União Européia em junho decidiu suspender as sanções que havia imposto a Cuba em 2003 por causa da prisão de 75 dissidentes — dos quais cerca de 50 permanecem encarcerados.

O chanceler Felipe Pérez Roque disse na quarta-feira que Cuba se submeterá no começo de 2009 a uma revisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A Comissão Cubana para os Direitos Humanos, entidade ilegal mas tolerada pelo governo de Cuba, estima que haja cerca de 200 presos políticos na ilha. O grupo disse na quarta-feira que cerca de 50 pessoas foram detidas nesta semana para não participar de atividades em Havana.
Agência Estado

Rizzolo: A vocação pouco democrática do governo cubano é algo impressionante. Mais impressionante ainda, é como a esquerda da América Latina aplaude um governo como este. A verdade é que, Chavez, Morales, Correa, e outros, irmanados, aplaudem as atitudes de Cuba de forma silenciosa, ao mesmo tempo em que cortejam a política expansionista da Rússia e Irã. Cenário triste esse não?

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