A oração funciona, sim

Os sábios ensinam que as preces diárias substituem o Serviço Divino do Templo. Segue um resumo básico do efeito das orações.

Sem dúvida a prece se constitui numa mitsvá; mas como funciona? Se é vontade de D’us que alguém fique doente, será que a oração pode mudar Sua opinião? Ou um pedido pode fazer com que D’us conceda algo ao suplicante quando, sem a prece, não teria sido atendido? É possível que a vontade Divina esteja sujeita a mudanças, devido à intervenção do ser humano?

O resultado da oração está, em muitos aspectos, além da compreensão humana. Uma das explicações é que orar não muda a decisão do Altíssimo, mas, sim, o caráter ou a atitude de quem pede.

Antes de tudo, a oração nos ajuda a aceitar a vontade de D’us. Mais ainda, a prece estimula o seguinte pensamento numa pessoa sincera: “Como mereço ser atendida?” Ela faz uma auto-análise que, por sua vez, gera mudanças construtivas de caráter, tornando-a mais receptiva à bondade Divina — uma bondade que está sempre emanando, mas que nem sempre o ser humano está em condições de receber. Este é o papel da oração sincera.

Quando rezamos em benefício de alguém, com muito mais razão, a oração produz resultado imediato. Por exemplo, se por qualquer motivo, o julgamento Divino decretar certa dose de preocupações para determinada pessoa (A), e outra (B) participa deste sofrimento a ponto de rezar e sentir pela primeira, então D’us aliviará sua dor (a de A), porque a justiça Divina não permitirá que quem está orando e se preocupando (B) tenha um sofrimento que não lhe foi ordenado. Assim sendo, ao participar das dificuldades de nossos semelhantes, temos condições de aliviá-los.

Que possamos realmente entender o valor e o poder das orações. Desta maneira, certamente serão feitas com mais atenção. Por sua vez, as preces trarão respostas rápidas e positivas, traduzidas em bênçãos de saúde, alegrias e paz.

Por Rabino Shabsi Alpern
Fonte: Site do Beit Chabad

Tenha uma sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Serra acusa o Copom de desconhecer a economia

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra, criticou duramente hoje a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juro em 13,75% ao ano na última quarta-feira. Serra questionou a capacidade técnica e o conhecimento econômico dos diretores do Copom e acusou o colegiado de manter a Selic apenas para demonstrar força diante das pressões que teria recebido dentro do governo, da sociedade e de empresários para reduzir a taxa. “Eu quero aqui publicamente lamentar como governador de São Paulo, e em nome do Estado, a decisão do BC de não baixar o juro”, afirmou Serra, em discurso aplaudido por uma platéia formada por empresários. “Esse recurso de não mexer nos juros não tem cabimento econômico e revela mais desconhecimento de como funciona a economia do que qualquer outra coisa. Não é malícia não, é desconhecimento, para dizer uma palavra suave”, acrescentou.

Serra disse que a redução da Selic seria uma sinalização importante do BC para mostrar que existe confiança no País diante dos temores sobre os efeitos da crise do crédito. “Temos a maior taxa de juros do mundo. Disparadamente a maior. É uma coisa folclórica, que aliás é responsável, em parte, pelos dissabores que tivemos com a hipervalorização do câmbio”, afirmou.

Sugerindo que a decisão tenha sido tomada pelos temores a respeito da volta da inflação, o governador disse que os modelos utilizados pelo BC “não se aplicam à realidade e partem de premissas equivocadas”. “Quem sabe matemática entende este tipo de coisa. É um exercício de lógica que parte de premissas e as premissas são equivocadas. Portanto, trata-se de mau trabalho de economistas”, desdenhou Serra.

Em seguida, o governador sugeriu que a última decisão do Copom foi adotada para mostrar que é autônomo e não se submete a pressões, o que, em sua avaliação, é “completamente absurdo” em um contexto de crise, inclusive institucionalmente. “Não se elegeu nenhum poder independente no Brasil formado por diretores de uma instituição que a população, inclusive, nem o nome sabe”, disse. “O preço é pago pela nossa economia em matéria de confiança e, inclusive, em matéria fiscal. De fato, ainda estão faltando medidas de corte de custeio na área fiscal”, declarou.

O governador considerou positivas as medidas adotadas ontem pelo governo federal para manter a economia aquecida diante da crise. Porém observou que o refinanciamento das empresas em dólar já poderia ter sido adotado anteriormente.

Agência Estado

Rizzolo: Estava na hora do governador Serra se manifestar em relação aos assuntos que estão na ordem do dia. Sinto que existe um certo constrangimento da oposição no tocante ao debate com o governo federal. Provavelmente pelo fato da popularidade de Lula e pela aprovação das políticas econômicas como um todo. Contudo a crise avança, e é claro medidas como esta refratária em diminuir a taxa de juro sem uma justificativa plausível, merece o grito da oposição. De nada adianta implementar medidas paliativas, se o cerne da questão está nas taxas proibitivas de juros. Além do crédito escasso, o Banco Central com a medida, orgulhoso de sua autonomia, joga o consumo para baixo, e os reflexos teremos no primeiro trimestre de 2009. Quanto a oposição, nunca a vi tão timida, estranho, não ?

FGV: empresas estão receosas com impactos da crise

RIO – As empresas brasileiras estão temerosas com o impacto da atual crise financeira em seus negócios. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feito com base nos dados da Sondagem da Indústria da Transformação, mostrou que, das 1.112 companhias pesquisadas, 97% das empresas acham que serão afetadas de alguma forma pela crise internacional.

Em comunicado, o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloisio Campelo, comentou ainda que maioria das companhias (62%) acredita que será afetada de forma moderada; 21% das empresas pesquisas acreditam em impacto de forma intensa; e 14%, de forma suave.

Ainda segundo o levantamento, entre os segmentos com perspectivas negativas está o de papel e celulose, no qual 34% das empresas esperam ser afetadas de forma intensa; e 14% de forma suave. Em segundo lugar, em termos de perspectiva negativa, está o de material de transporte, com 23% das companhias pesquisadas aguardando impacto intenso, e 6%, impacto suave. Em terceiro lugar, entre os mais pessimistas, está a indústria mecânica, com 22% das empresas pesquisadas esperando impacto forte, e 5%, impacto suave; seguido por indústria metalurgia (18% das empresas estimam impacto intenso, e 2% uma influência suave).

Ainda segundo o mesmo levantamento, no caso da indústria de produtos alimentares, há uma incidência superior de empresas que prevêem impacto intenso da crise internacional sobre os negócios (38%) em comparação com a média do total de empresas. Mas também há um número considerável de empresas, nesse setor, que projetam impacto suave da crise internacional (21%). “Neste caso, as mais pessimistas são aquelas que produzem commodities (matérias-primas) agrícolas e exportam boa parte do que produzem. Os produtores de alimentos destinados prioritariamente ao mercado interno são os menos preocupados com os efeitos da crise”, acrescentou a fundação, em comunicado.
Agência Estado

Rizzolo: A preocupação procede, do ponto de vista do povo brasileiro a medidas favorecem um pouco o contribuinte pessoa física, com um pequeno alívio no pagamento do imposto de renda, e algumas quedas de imposto na compra do carro popular. Mas quem vai ganhar mesmo são as grandes empresas, as que se endividaram em dólar nos últimos anos e serão socorridas pelo governo com nada menos que as reservas cambiais conseguidas com muito esforço do país. E tem mais, esse pacote põe em risco nossas reservas, é só imaginar se as grandes empresas resolvem não mais pagar o “empréstimo”, o Banco Central iria executar uma grande empresa nacional? É para ficar preocupado mesmo.

Cuba ‘celebrou’ dia dos Direitos Humanos com prisões, diz ONG

NOVA YORK – Autoridades cubanas prenderam mais de 30 pessoas nesta semana, quando foi comemorado o Dia Internacional os Direitos Humanos, disse na quinta-feira a entidade nova-iorquina Human Rights Watch, citando relatos da imprensa e de grupos cubanos.

A entidade afirmou que vários dos presos estavam se dirigindo a Havana para participar de passeatas na quarta-feira, quando foi comemorado o 60o aniversário da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“O governo cubano deveria libertar de forma imediata e incondicional os dissidentes que foram arbitrariamente detidos nos últimos dias”, disse a HRW em nota.

O governo cubano não se manifestou, mas costuma chamar os dissidentes de “mercenários” a soldo dos EUA.

A nota da HRW diz que alguns dos presos já foram liberados, mas não se sabe quantos permanecem detidos. Entidades do setor dizem que em outras ocasiões o regime cubano já deteve pessoas para impedir sua participação em protestos.

Cerca de 30 parentes e seguidores de dissidentes presos desde 2003 fizeram uma passeata em Havana na quarta-feira para marcar o Dia dos Direitos Humanos. Outro protesto marcado para a capital foi cancelado, por razões desconhecidas.

Recentemente, Cuba assinou dois acordos da ONU sobre direitos civis e políticos, e a União Européia em junho decidiu suspender as sanções que havia imposto a Cuba em 2003 por causa da prisão de 75 dissidentes — dos quais cerca de 50 permanecem encarcerados.

O chanceler Felipe Pérez Roque disse na quarta-feira que Cuba se submeterá no começo de 2009 a uma revisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A Comissão Cubana para os Direitos Humanos, entidade ilegal mas tolerada pelo governo de Cuba, estima que haja cerca de 200 presos políticos na ilha. O grupo disse na quarta-feira que cerca de 50 pessoas foram detidas nesta semana para não participar de atividades em Havana.
Agência Estado

Rizzolo: A vocação pouco democrática do governo cubano é algo impressionante. Mais impressionante ainda, é como a esquerda da América Latina aplaude um governo como este. A verdade é que, Chavez, Morales, Correa, e outros, irmanados, aplaudem as atitudes de Cuba de forma silenciosa, ao mesmo tempo em que cortejam a política expansionista da Rússia e Irã. Cenário triste esse não?

Charge do Sinfrônio foi feita para o Diário do Nordeste

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Lula diz que Brasil terá submarino nuclear em breve

BRASÍLIA – Durante cerimônia em homenagem ao Dia do Marinheiro e de entrega da Medalha do Mérito Tamandaré, durante a manhã desta quinta-feira, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, por meio de mensagem, que o Brasil terá um submarino nuclear em breve. “Os acordos para a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear estão se tornando a cada dia mais concretos. Em alguns anos, o Brasil fará parte do seleto grupo de nações que possuem esse fator”, afirma o presidente.

Na mensagem Lula destacou, ainda, que uma das prioridades do Programa de Reaparelhamento da Marinha são os navios-patrulha que irão operar nas imediações das plataformas petrolíferas.

O vice-presidente da República, José Alencar, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente do Senado, Garibaldi Alves, participaram da cerimônia. “Esta homenagem recompõe as tradições da marinha e faz parte daquilo que chamamos de integração das Forças Armadas com a sociedade brasileira”, destacou Jobim ao sair do evento.

Agência Estado

Rizzolo: Precisamos dar prioridade não só no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, mas também aos submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Alem disso, temos também que dar ênfase ao desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria bélica, não basta sermos uma super poderosa força de combate de 45.000.000 (quarenta e cinco milhões) de homens, temos que ir além, na defesa de nossa soberania.

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Crise: construção civil cancela R$ 7 bi em projetos

O mercado imobiliário deixará de injetar na economia nacional, até o final deste ano, cerca de R$ 7 bilhões em novos negócios com imóveis residenciais, cujos lançamentos foram suspensos ou adiados. Somente entre as doze principais empresas do setor de construção civil de capital aberto, com ações em bolsa, houve uma revisão na previsão de lançamentos com redução de R$ 3,23 bilhões, de acordo com o levantamento feito pela Fator Corretora.

Isso representa uma redução de 12% nos planos inicialmente anunciado para o ano, informa Eduardo Silveira, analista do setor de construção civil da Fator Corretora. A euforia do início do ano, que prometia volumes recordes de vendas e lançamentos no mercado imobiliário, foi apagada em parte pela chegada da crise financeira à economia real e em parte pela estratégia, algumas vezes equivocada, adotada pelas empresas em seus planejamentos de 2008.

“Em alguns casos, as previsões iniciais eram inatingíveis”, declara Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos, empresa de gestão de recursos financeiros. A maioria das empresas que fizeram IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) investiu em terrenos caros, contando que ainda poderiam voltar ao mercado para uma nova capitalização ou apostando que as vendas dos lançamentos se dariam em uma velocidade rápida, avalia Medina.

“Eram planos ousados e quando o mercado deu uma parada, ficou tudo comprometido. Não conseguiram realizar os lançamentos que imaginavam e as vendas não aconteceram na mesma rapidez que as empresas previam”, diz.

Na cidade de São Paulo, que diminuiu sua representatividade no volume de lançamentos imobiliários dentro da Região Metropolitana de São Paulo, o número de casas e apartamentos lançados no ano poderá terminar com uma queda de 10% sobre 2007, segundo estimativa de Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

De acordo com ele, a curva de lançamentos na capital vinha ascendente até agosto e começou a cair em setembro. Ainda assim, a performance do setor nos doze meses findos em outubro ficou 10% acima de igual período anterior.Petrucci destaca que o próprio Secovi-SP só tem acesso aos planos das empresas que publicam seus relatórios, em torno de 20, mas estima que a atitude de revisão de metas é geral no mercado, que envolve cerca de 300 empresas só na capital.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o cenário ainda é sustentado pelas incorporadoras que apostaram em projetos fora da capital. Mesmo com a retração do mercado, o ano ainda poderá superar os resultados de 2007, de acordo com Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). De janeiro a outubro foram lançados 427 empreendimentos com 53.725 unidades residenciais (casas e apartamentos), um volume 36% maior que as 39.370 unidades lançadas em igual período do ano passado em 421 projetos.

Segundo Pompéia, outro dado importante a ser avaliado é o volume de lançamentos que chegam a ser anunciados na mídia mas que não são efetivamente colocados no mercado. O levantamento da Embraesp, que acompanha as propagandas feitas em mídia impressa, mostra que, aproximadamente, 120 anúncios feitos entre janeiro e outubro, com chamada de “Breve Lançamento”, não foram de fato efetivados. Isso representa cerca de 28% dos 427 empreendimentos lançados no período. Essa é uma estratégia usada pelas incorporadoras apenas para sentir a receptividade do mercado.

Para 2009, as incorporadoras também estão trabalhando com um novo cenário e fazendo planejamentos com cautela. “O mercado está agora em compasso de espera em função da crise. A euforia de 2007 com os IPOs, as vendas e lançamentos, a disponibilidade de crédito, estava tudo um pouco exagerado, teria mesmo que passar por um período de ajuste em algum momento. A crise só antecipou o processo e aumentou o nível de stress”, declara Pierre Antoine Prelorentzou, superintendente da regional São Paulo da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, incorporadora e construtora de capital fechado.

Prelorentzou acredita que a crise deve durar de seis meses a um ano e que o mercado não vai sair dela com a mesma força que tinha em 2007 mas que estará ainda em crescimento porque, para todos os perfis de produtos do mercado imobiliário, existe demanda reprimida para os próximos 10 anos. A Queiroz Galvão suspendeu alguns lançamentos programados para o segundo semestre deste ano e passou para o início de 2009. “O que não deu para segurar nós lançamos, e os que foi possível postergar, deixamos para o ano que vem”, diz.

Medina, da M2 Investimentos, diz que a tendência do setor é buscar, cada vez mais, a consolidação através de fusões e aquisições para as empresas ganharem musculatura. Entretanto, as possíveis compradoras estão evitando porque “parece que soa mal”.

“Neste momento parece que o mercado está punindo tanto as empresas compradoras quanto as compráveis. As compradoras estão com medo de comprometer seus caixas, mesmo que seja para a compra de uma empresa barata. Quando a Cyrela anunciou a compra da Agra (negócio que foi posteriormente desfeito) as ações caíram e as empresas têm medo de uma queda maior ainda em suas ações, têm medo que o mercado possa puni-las mais ainda.”

Gazeta Mercantil

Rizzolo: O setor imobiliário continua a sentir o impacto da crise. A falta de crédito, e a falta de confiança do investidor na solidez das construtoras, derrubaram o segmento. Hoje poucos são os dispostos a investir em imóveis temendo o ” efeito Incol” nas construtoras. O que observamos é que as maiores do segmento, já sofrem problemas financeiros, e as menores não sabemos, mas podemos imaginar. Nem as próprias grandes imobiliárias querem investir no setor. A crise econômica desfez uma das maiores negociações do setor imobiliário no País: a venda da imobiliária Patrimóvel, do Rio, para a maior empresa do setor, a Lopes, de São Paulo, por R$ 210 milhões. O melhor por hora é ficar longe desse mercado que tende a piorar. Guarde seu dinheiro, e durma tranquilo.

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Obama vai oferecer ‘guarda-chuva nuclear’ a Israel, diz jornal

JERUSALÉM – O presidente-eleito dos EUA, Barack Obama, pretende oferecer a Israel um pacto estratégico destinado a impedir um eventual ataque nuclear do Irã contra o Estado judeu, disse um jornal israelense nesta quinta-feira.

Citando uma fonte norte-americana próxima a Obama não-identificada, o diário Haaretz informou que o futuro governo dos EUA se comprometeria, sob um proposto “guarda-chuva nuclear”, a responder à altura a um eventual bombardeio nuclear do Irã contra Israel.

O Irã nega estar desenvolvendo armas nucleares, mas sua agressiva retórica contra Israel desperta temores de que o Estado judeu, supostamente dono do único arsenal atômico do Oriente Médio, poderia atacar preventivamente o país islâmico, seu arqui-inimigo.

A extensão de uma eventual ação unilateral de Israel também poderia ser limitada pelo “guarda-chuva nuclear” dos EUA.

Tratados semelhantes na Guerra Fria — por exemplo com o Japão e com a Europa, por intermédio da Otan — defendiam os aliados, mas os obrigavam a buscar aval de Washington antes de movimentações militares.

As especulações sobre um pacto estratégico EUA-Israel já haviam ganhado força há dois anos, quando o presidente George W. Bush disse à Reuters que seu país iria “se erguer em defesa de Israel” contra as ameaças iranianas.

Israel foi criado em parte como refúgio para sobreviventes do Holocausto nazista, com a promessa de que os judeus ficariam encarregados da sua própria defesa.

A submissão formal à proteção estrangeira poderia gerar uma grave crise de credibilidade para o governo israelense, interinamente ocupado até fevereiro por Ehud Olmert, que decidiu deixar o cargo de premiê devido a suspeitas de corrupção.

Obama toma possa no lugar de Bush em 20 de janeiro. Um porta-voz da embaixada dos EUA em Tel Aviv disse que não pode falar “sobre as políticas de uma nova administração”.
Agência Estado

Rizzolo: Muito embora a notícia ainda não está confirmada, Barack Obama sabe do perigo que representa o Irã a humanidade. Os EUA continuarão a combater os países que desenvolvem armas nucleares com propósitos estranhos como o Irã.

O guarda-chuva nuclear a Israel vem de encontro à defesa do Estado Judeu que de forma contínua tem sido ameaçado pelo atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Infelizmente, o Brasil insiste em se aproximar do Irã, assim como Chavez e outros líderes da América Latina. É uma pena, estamos ficando como sempre do lado errado.

Decisão do Copom frustra empresários e trabalhadores

SÃO PAULO E BRASÍLIA – Embora esperada pelo mercado, a manutenção pelo Banco Central da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano recebeu críticas do empresariado e de sindicalistas, que ainda tinham esperanças de que a redução poderia ter início neste mês, para diminuir os impactos da crise internacional. A decisão, na visão deles, frustra as expectativas de mudança do cenário para o início de 2009.

Para Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a crise seria amenizada se o Copom tivesse optado por um corte na taxa de juros em vez de mantê-la inalterada. ” perda de intensidade da atividade econômica, em virtude dos efeitos da crise financeira internacional e das dificuldades do mercado de crédito, justificaria plenamente uma ação nesse sentido.”

Na opinião do dirigente, um corte na taxa de juros “acompanharia inclusive a política monetária de diversos países nesse momento de necessidade de ações coordenadas em escala internacional”. Para o presidente da CNI, um juro menor amenizaria os efeitos da crise global sobre o nível de atividade e emprego domésticos, sem prejuízo do controle inflacionário. Além disso, daria consistência aos esforços de preservar as condições de liquidez e de acesso das empresas ao crédito.

O presidente da Ford, Marcos de Oliveira, gostaria que os juros tivessem diminuído, mas acredita que em janeiro isso deve ocorrer. “Se não cair, será um erro estratégico do Banco Central que pode ter impacto no crescimento da economia em 2009. No mundo inteiro as taxas estão caindo. No Brasil, a preocupação com a inflação não existe mais, diante da retração do mercado.”

Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) considerou a decisão como ?dissociada da realidade econômica mundial?. Em sua avaliação, mesmo parada, a Selic subiu até 2% nos últimos meses, na comparação com os juros cobrados nos EUA e na Europa. “Enquanto isso, o nosso BC ignora o risco do contágio pela recessão mundial e se preocupa com o perigo mais imaginário do que real da inflação.”

“O Brasil perdeu uma oportunidade de dar uma injeção de ânimo e de sinalizar que está preocupado com a desaceleração da economia”, afirmou o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida. “O BC contempla a economia no padrão do terceiro trimestre, de um glorioso 6,8%. Mas a economia já transitou para a desaceleração e está beirando a recessão.”

Na opinião de Almeida, com a manutenção da taxa de juros, o governo terá de tentar estimular a economia com mais gastos públicos. “O Brasil vai ter de fazer política fiscal e tomara que faça gastos de melhor qualidade, que é o investimento.”

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, chamou de desastrosa a decisão do Copom. “Lamentamos a decisão, que só serve para impedir o acesso ao crédito, permitir que os bancos continuem alimentando-se de taxas abusivas, aumentando seus lucros, enquanto a produção segue com o freio de mão puxado diante das incertezas geradas por uma política econômica distante da realidade e das necessidades do País.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: Realmente é frustrante a decisão do Copom, e não existe uma lógica econômica plausível para a manutenção da taxa de juros neste patamar. Com efeito, esta decisão vem na contramão das medidas econômicas adotadas pela maioria dos países. O corte nas taxas de juros, é medida de protocolo no manejo das conseqüências da crise que se aproxima com maior rigor no próximo ano. Bem verdade é o fato, de que a brusca desvalorização do real, teria um efeito no componente inflacionário, contudo isso é compensado pela escassez de crédito e pela diminuição dos preços das commodities.

Muito se tem falado na estranha lógica macroeconômica das decisões do Copom, mas acredito que à parte as ilações de conteúdo ideológico, que com certeza não deixam de ter suas argumentações acolhidas, havia espaço para um corte nas taxas, até porque o efeito da medida é lento e surtiria seus efeitos só nos próximos meses, que poderão ser tenebrosos.

O interessante a observar na reunião de ontem, foi a demora do comitê para a divulgação do resultado, sinalizando que houve muita discussão apesar da decisão unânime. É uma pena que o BC acolha sempre os interesses dos especuladores e banqueiros de plantão, aliás são eles que na sua maioria compõem e influenciam as decisões do Copom. Já o presidente Lula, como sempre terá a desculpa da autonomia do BC. E assim caminhamos..

Charge do Clayton para O Povo (CE)

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Ano Novo, novo formato do Blog, melhor navegabilidade para você !
A neve continuará caindo enfeitando o Blog até o final do ano !!

Declaração Universal dos Direitos Humanos e a América Latina

É interessante observar o significado da Declaração Universal dos Direitos Humanos após seus 60 anos na América Latina. Governos ditatoriais, foram substituídos por eleitos por via democrática, e que na sua maioria, tiveram como esteio argumentativo discursos de justiça social, maior destribuição de renda, e uma maior participação do Estado como instrumento dessa justiça social.

Avanços houveram, pelo menos nas boas intenções. A participação popular através da democracia, consagrou na América Latina presidentes, em sua maioria, com discursos populares que se assemelharam aos ideais da maioria da população, no seu modo de ser, e no seu modo de pensar.

Contudo, por ironia ideológica, tais discursos sempre foram banhados de aspectos ideológicos socialistas, como os ideais de justiça, liberdade, utlizando como argumento, referência e paradigma, países cuja aplicação desses mesmos Direitos Humanos, sempre foram banidos ou suprimidos, estando longe de tê-los como exemplo, países que jamais respeitaram os Direitos Humanos na sua mais ampla concepção.

Assim o fez Hugo Chavez, e muitos outros, ao enaltecer a política interna e externa de Cuba, também foram cortejadas as posturas ideológicas da China e antiga União Soviética, países onde também os Direitos Humanos, assim como a liberdade de expressão, foram extirpados em nome de um pretenso controle do Estado.

As investidas populistas, os discursos populares emotivos, a retórica da luta de classes, os exemplos dos países socialistas, e o sentimento anti americano, tudo sempre serviu como fumaça balsâmica, para chancelar a popularidade, e a permanência no poder através de manobras pouco democráticas, onde o povo passa a ser peça manipulada, do discurso temperado no caldeirão populista autoritário.

A esquerda da América Latina, sempre encontrou uma forma de enaltecer os avanços dos Direitos Humanos, dando como referência, ainda que indireta, os países que laçaram mão desse discurso humanitário apenas com o propósito de tomar o poder, e após conseguirem seu desiderato, como num golpe mágico, calaram as manifestações populares e os anseios daqueles que de forma ingênua, acreditaram em suas propostas. É a velha fórmula que ainda parece funcionar, um sentimento anti americano com pitadas de populismo e demagogia partidária.

Enquanto isso, pouca coisa mudou, os negros continuam sendo segregados na América Latina, uma imensa maioria de origem indígena se vê manipulada pelo índio Morales, na Venezuela Chavez insiste em se perpetuar no poder, e restringir a liberdade de expressão, e mais, os amigos do presidente Lula na América Latina, se unem irmanamente como que numa confraria, na determinação em conspirar um imenso calote no Brasil.

Concretizamos avanços, é claro, o melhor deles com certeza, é podermos expressar a indignação de forma livre e solta, ainda que intelectualizada, sobre os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a forma pela qual, de certa forma, serviu também de instrumento ideológico para eleger aqueles que apreciam arrebatar corações no palanque, e se perpetuar no poder na nossa América Latina.

Fernando Rizzolo

Governo de SP apóia decisão e OAB é contra

A aprovação do projeto de lei que institui a videoconferência no País provocou reações contraditórias entre governo, especialistas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Enquanto os dois primeiros comemoraram a decisão dos parlamentares, ressaltando a maior segurança e celeridade do processo, a entidade voltou a criticar a idéia. “O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu decisões sobre a inconstitucionalidade da proposta”, assinalou o presidente da seccional paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D´Urso. “Vou encaminhar ofício ao Ministério da Justiça e ao presidente Lula, pedindo que não sancione o projeto.”

O assunto voltou a esquentar em setembro, depois que o STF mandou soltar nove integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que estavam presos em flagrante há anos anos sem que fossem julgados. Só não foram colocados em liberdade porque o Tribunal de Justiça paulista intercedeu.

A OAB concorda com a necessidade de modificar o método de interrogatório, mas propõe que o juiz se desloque até os presídios. “É mais barato, seguro e, principalmente, respeita a lei”, argumenta D?Urso. “O juiz que faz isso – e são poucos – consegue realizar, numa manhã, 8, 10, 12 interrogatórios.”

A entidade de classe é uma das poucas vozes dissonantes quando o assunto é videoconferência. “Essa é uma medida muito importante, traz mais segurança à sociedade e celeridade à prestação jurisdicional, sem que haja prejuízo à defesa. A presença física do réu não é necessária, pois o juiz julga pela prova e não pela emoção”, afirma o secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto.

Segundo ele, “a sociedade convive com o risco de resgate de presos perigosos” toda vez que são transportados do presídio para um fórum. Para o secretário, “milhares de escoltas deixarão de ser feitas”. Os cerca de 1.500 policiais mobilizados para esse trabalho poderão ser empregados no combate à criminalidade. “A rapidez dos processos aumentará.”

O juiz aposentado Wálter Maierovitch, presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, lembrou uma frase dita pelo ex-procurador nacional Antimáfia da Itália Pierluigi Vigna. “Ele dizia que só a videoconferência é capaz de acabar com o turismo judiciário. Toda vez que eu vejo o Fernandinho Beira-Mar andando de avião, policiais em escolta sendo arrebatados em estradas e as diárias pagas pelo Estado, eu me lembro dessa expressão”, comentou.

Em São Paulo, a videoconferência começou a ser utilizada em 2005. Até agosto deste ano, a 18ª Vara Criminal da Barra Funda era a líder do ranking, com 954 videoconferências. Das 3.533 realizadas no período, 950 envolviam presos de Presidente Venceslau e Bernardes, onde estão os encarcerados mais perigosos.

Agência Estado

Rizzolo: Concordo plenamente com o presidente da OAB Secção São Paulo, Luiz Flávio Borges D´Urso, é necessário sim encontrarmos forma mais seguras e céleres, contudo a melhor opção, a de bom senso, e que não afronte a Constituição, é o deslocamento dos juízes até o presidio. Porque não ? Qual é o problema alegado? Além disso como bem assinalou o presidente da seccional, ” “O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu decisões sobre a inconstitucionalidade da proposta”. A videoconferência limita o direito de defesa, porque impede que o acusado se coloque diante de seu julgador. O que me parece, é existir uma tendência a informatizar questões das quais, de forma simples, poderiam ser solucionadas sem afronta à Constituição. Entender que a videoconferência é a solução, nada mais é do que se recusar a discutir a opção mais racional, mais barata, e mais certa do ponto de vista da segurança jurídica. Será que é tão difícil convercer os juízes a se locomover? Afinal se o processos não andam, fariam bem os juízes se locomoverem, e resolver esta questão.

Charge do Zé Dassilva para o Diário Catarinense

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Tenho certeza que vou fazer meu sucessor, diz Lula

COLINAS, Tocantins – Ao fechar um evento em que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já havia sido elogiada até pelo ex-presidente José Sarney, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou: “tenho certeza que vou fazer a minha sucessão”. Lula fez essa categórica previsão dirigindo-se a Sarney que, pouco antes, havia dito que desejava que Lula fizesse seu sucessor. “Queremos a continuidade da sua obra e que o senhor faça o seu sucessor; que ele pense como Vossa Excelência, que trabalhe como Vossa Excelência e que ande como Vossa Excelência”, disse Sarney em discurso antes de Lula.

Sarney, que foi o presidente idealizador da ferrovia Norte-Sul, participou nesta terça-feira, 9, junto com Lula e Dilma Rousseff, de cerimônia, em Colinas (TO), da inauguração de mais um trecho da obra. Ele fez diversos elogios a Dilma, tida nos bastidores como a favorita de Lula para sucedê-lo. “Ela é uma sacerdotisa do serviço público”, disse ele ao acrescentar: “Estive em praticamente todos os cargos da República e poucas vezes vi alguém tão dedicado à causa pública, tão estudioso dos problemas do Brasil quanto Dilma. Ela tem prestado bons serviços e vai prestar muitos mais”.

Na última segunda, pesquisa Datafolha apontou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), como líder nas intenções de voto para a sucessão presidencial de 2010. Os porcentuais variam de 36% a 47%, de acordo com o cenário. Em outubro, o tucano apoiou o prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM) nas eleições municipais da capital paulista. Já a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, subiu cinco pontos porcentuais na comparação com a outra pesquisa e varia de 7% a 12%.

Agência Estado

Rizzolo: Bem a certeza que o presidente Lula tem, muito se deve a experiência ao apoiar Marta Suplicy, ao que parece, o presidente ainda acredita nessa ilusão. A verdade é que na hora do voto é outra coisa. Sarney tenta se aproximar de Dilma e já se posiciona politicamente em relação a 2010. Não acredito que Lula faça seu sucessor; já está mais que provado que ele não transfere votos, e Dilma não tem dnsidade eleitoral. O resto é perfumaria, e discurso. Por falar nisso, pode ser impressão minha, mas sinto que o povo já não se empolga com tanta gesticulação e o modo Lula de discursar, parece que esta forma de discurso já está um pouco desgastada. Pode ser impressão minha, mas o povo vibrava mais, inclusive eu.

Mantega admite que crise já mexe com arrecadação do governo

Rizzolo: É para quem incentiva os gastos, e não tem o devido controle com os gastos públicos, agora está chegando a vez de repensar sua próprias contas. Nada melhor do que a falta de dinheiro para disciplinar a turma da gastança. Agora achar que a alta dólar da forma em que se deu foi boa, é demais, hein! ! Leia mais na Agência Estado.

Brasil tenta novamente comprar notebook educacional

Rizzolo: O Brasil precisa fazer a inclusão digital de forma a proporcionar o acesso a todos os estudantes. Se não promovermos agora a inclusão dos pobres ao acesso à Internet, teremos milhões de ” analfabetos digitais” daqui alguns anos . Leia mais na Agência Estado

Alencar apela a empresários para que não demitam

SÃO PAULO – O vice-presidente da República, José Alencar, fez ontem um apelo para que os empresários façam um esforço para atravessar a crise financeira internacional sem que haja necessidade de demitir funcionários. ?A crise se revela mais cruel no desemprego. O apelo que faço é de que vamos nos ajustar, vamos fazer tudo o que pudermos fazer, sacrificar preços, sem colocar na rua um pai de família?, solicitou, durante discurso na cerimônia de premiação pela revista IstoÉ.

Para o vice-presidente, é possível que o Brasil não passe por uma crise de fato, já que ela tem se revelado mais um problema de falta de confiança. ? Confiança no sistema bancário, nos Estados Unidos, que acabaram abusando e realizando um trabalho que acabou levando o mundo inteiro a esta situação de desconfiança?, avaliou. Isso fez, de acordo com ele, com que a liquidez afetasse também o Brasil.

Alencar se referiu ao movimento das grandes empresas, que deixaram de se financiar no exterior e se voltaram para o mercado interno, que não estava preparado de pronto para atender a todos. Alencar disse que o governo está disposto a fortalecer os estabelecimentos de financiamento de setor público e ajudar também os bancos do setor privado e citou a redução da alíquota do recolhimento compulsório. ?Todo esse trabalho, ao lado da disposição dos empresários, antes de mandar para rua qualquer pai de família, será para que a crise dure pouco entre nós?, disse.

Agência Estado

Rizzolo: O apelo de Alencar, está diretamente ligado à popularidade do presidente Lula. Fora a questão moral do desemprego, o problema é que as demissões poderão manchar a imagem de Lula e com isso haverá um desgaste no PT. Nada mais lógico do que apelar aos empresários para que segurem as demissões, até porque o governo continuará gastando e mantendo o nível com pessoal nas alturas, não é?

Economia brasileira cresce 1,8% no 3o tri, acima do esperado

RIO DE JANEIRO – A economia brasileira cresceu mais que o esperado no terceiro trimestre, período que antecedeu a piora da crise financeira global.

O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,8 por cento no terceiro trimestre em relação ao segundo e 6,8 por cento ante igual período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam expansão de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) na leitura trimestral e alta de 5,6 por cento na comparação anual.

O consumo das famílias cresceu 2,8 por cento no terceiro trimestre ante o segundo. A formação bruta de capital fixo –uma medida dos investimentos– avançou 6,7 por cento.

A indústria cresceu 2,6 por cento sobre o segundo trimestre; o setor agropecuário expandiu-se 1,5 por cento e o setor de serviços teve alta de 1,4 por cento.

Agência Estado

Rizzolo: Não há dúvida que o Brasil vinha num ritmo de crescimento acelerado até setembro, período anterior ao agravamento da crise financeira mundial, que começou a impactar aqui em outubro. Resta saber como essa base de comparação mais alta vai influenciar as expectativas para o PIB do 4º trimestre deste ano e do 1º tri do ano que vem. Os dados ainda constam de uma época em que a economia brasileira vivia a possibilidade de uma ” marolinha”.