Pacotes nos EUA fracassam em estimular negócios e Bolsas europeias caem

As Bolsas europeias operam em baixa nesta quarta-feira. A aprovação do pacote de estímulo à economia dos EUA no Senado e o anúncio de um novo programa para resgatar o setor bancário americano fracassaram em trazer otimismo para os mercados financeiros.

Às 10h38 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em baixa de 0,39% no índice FTSE 100, indo para 4.196,75 pontos; a Bolsa de Paris caía 0,67% no índice CAC 40, indo para 3.000,57 pontos; a Bolsa de Frankfurt tinha baixa de 0,13% no índice DAX, operando com 4.499,90 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha baixa de 0,19% no índice AEX General, que estava com 250,88 pontos; a Bolsa de Zurique, estava em baixa de 0,65%, com 5.111,14 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha baixa de 0,78% no índice MIBTel, que ia para 14.418 pontos.

Na Ásia, as medidas também não animaram os investidores. A Bolsa de Hong Kong recuou 2,46%; a de Xangai caiu 0,19%; a de Sydney (Austrália) perdeu 0,41%; e a de Seul (Coreia do Sul) caiu 0,72%. A Bolsa de Tóquio (Japão) não abriu devido a um feriado. Nos EUA, as duas ações do governo pouco adiantaram para impedir as quedas nos principais indicadores do mercado financeiro americano. O índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), teve queda de 4,62%.

Geithner anunciou ontem um plano conjunto do Departamento do Tesouro, do Federal Reserve (Fed, o BC americano) e do setor privado para resgatar os bancos que tiverem problemas com títulos “podres” (de alto risco de calote). O programa pode movimentar mais de US$ 1,5 trilhão.

A falta de detalhes sobre como funcionará exatamente o plano de resgate dos bancos foi apontado como o fator que causou o desânimo dos investidores. “Não estamos impressionados e o mercado também parece não ter se impressionado”, disse o estrategista Ryan Larson, da Voyageur Asset Management, ao diário “International Herald Tribune”.

“O que estamos vendo (…) é que não há otimismo suficiente no horizonte para uma alta significativa no curto prazo”, disse ao diário, por sua vez, o analista Christoph Riniker, da corretora Julius Baer, em Zurique (Suíça). “Os ganhos que vimos até agora sugerem que 2009 será um ano fraco na maioria dos setores. Ainda há muita incerteza.”

Recessão

Também afeta o humor do mercado financeiro europeu o anúncio, feito pelo Banco da Inglaterra (BC britânico) hoje, de que o Reino Unido está em uma “profunda recessão”. “As projeções mostram que um relaxamento maior da política monetária pode ser necessário. Isso provavelmente vai incluir ações destinadas a aumentar a oferta de dinheiro a fim de estimular a normalização de gastos”, disse o presidente do BC britânico, Mervyn King.

O Reino Unido não deve voltar a apresentar crescimento econômico até o fim deste ano, segundo as projeções do banco. Até lá, a queda nos juros, o aumento da oferta de dinheiro, a queda da libra em relação a outras moedas, os recuos já registrados nos preços das commodities e os esforços combinados no mundo todo para descongelar os mercados de crédito devem começar a dar frutos, segundo o BC britânico.

No mês passado, o ONS (Escritório Nacional de Estatísticas) informou que, no quarto trimestre do ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) britânico registrou uma contração de 1,5% em comparação com o trimestre anterior, período também marcado por um índice negativo. Trata-se da primeira vez desde 1991, depois que a economia do país registrou forte desaceleração nos últimos dois trimestres de 2008, arrastada pela crise financeira global.

O ONS informou hoje que a taxa de desemprego no Reino Unido chegou a 6,3% da população ativa no último trimestre de 2008, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira. Trata-se da pior taxa desde 1998. O número de pessoas desempregadas no período aumentou em 146 mil em relação ao trimestre anterior e chegou a 1,97 milhão.
Folha on line

Rizzolo: A forma pela qual a explicação de Geithner foi interpretada causou uma confusão total. O plano é mal redigido e confuso, o que levou o mercado a interpretá-lo como pouco transparente. A intenção de fazer com que os bancos passem por um teste de estresse, para ver se estão com saúde financeira para receber uma injeção de capital público, é complicada, até porque o que poderia ocorrer se tal não passasse no teste? O problema é a total falta de transparência num governo em que prometeu ser claro e cristalino. Só conversa, viu!

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