Lucro da WEG cai 29% no 4º trimestre, para 97,7 milhões

SÃO PAULO – A fabricante de equipamentos e motores elétricos WEG encerrou o quarto trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 97,7 milhões, resultado 29% menor que os R$ 138 milhões observados em igual período de 2007. As vendas cresceram forte, mas maiores despesas financeiras, reflexo da variação cambial, prejudicaram a companhia.

A receita bruta da WEG subiu 25% no comparativo anual, totalizando R$ 1,551 bilhão, sendo R$ 917 milhões provenientes do mercado interno e outros R$ 634 milhões das vendas externas, que avançaram 54,7% ante o quarto trimestre do ano passado.

Já a receita líquida teve expansão de 27%, somando R$ 1,29 bilhão. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) atingiu R$ 269 milhões, elevação de 16% no comparativo anual, com margem de 20,8%.

O custo dos produtos vendidos (CPV) ficou em R$ 875 milhões no trimestre, aumento de 32,1% no comparativo anual. A companhia não se beneficiou da queda de preços de algumas matérias-primas, como o cobre, em razão do consumo de estoques e das condições comerciais estabelecidas previamente. E sofreu com o aumento de custos em reais, decorrente da desvalorização cambial.

A perda de valor do real também teve impacto na conta financeira da companhia. Apesar do expressivo crescimento da receitas financeiras, que mais que dobraram para R$ 193 milhões, as despesas aumentaram mais ainda, quase quatro vezes, para R$ 269 milhões. Com isso, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 76 milhões.

A WEG lembra que os efeitos desta desvalorização sobre o endividamento em moeda estrangeira são imediatos, enquanto os efeitos positivos, de elevação das receitas de vendas ao mercado externo, são realizados ao longo do tempo.

A companhia também apontou que as variações cambiais sobre os investimentos no exterior deixaram de ser contabilizadas ao resultado do exercício e passaram a ser lançadas ao Patrimônio Líquido. No trimestre, estas variações foram de R$ 74,9 milhões, acumulando R$ 89,8 milhões em 2008.

Último Segundo

Rizzolo: Na realidade, a crise internacional atingiu algumas empresas que estavam muito preparadas do ponto de vista mercadológico, mas desprevenidas dentro de uma visão financeira no âmbito do mercado internacional. A Weg como tantas outras empresas nacionais, cresceu rapidamente, e este resultado agora apresentado, demonstra a fragilidade na estratégia financeira adotada, que algumas empresas nacionais ainda possuem diante do mercado internacional.

Não há dúvida que num mercado globalizado e vulnerável do ponto de vista econômico, não basta as empresas terem apenas uma visão de novos mercados, mas também estarem de certa forma preparadas para as eventuais turbulências internacionais. Temos um grande mercado interno, e as empresas nacionais devem se voltar o para o nosso imenso potencial de consumo.

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