Charge do Zé Dassilva foi feita para o Diário Catarinense

auto_zedassilva

Divulgue o Blog do Rizzolo, nossa mídia é você !

Lula critica viagens de Serra em reunião da base aliada

BRASÍLIA – Um dia depois de pedir paz à oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do bombardeio dos adversários e pôs na berlinda as viagens do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Na primeira reunião do ano com o Conselho Político – formado por representantes de 14 partidos da base aliada -, Lula questionou a ida de Serra a Cascavel (PR), na última sexta-feira, onde o tucano participou de um show rural. A oposição critica Dilma porque ela vai a inaugurações de obras. E o que Serra estava fazendo em Cascavel? Que obra o Estado de São Paulo tem lá??, perguntou o presidente, com uma pitada de ironia. Dilma é pré-candidata do PT à sucessão de Lula e deve enfrentar Serra, que pleiteia a indicação do PSDB.

Lula tirou o caráter eleitoral das viagens e afirmou que Dilma, por ser a coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem a obrigação de verificar o andamento das obras. Ao negar que o governo esteja antecipando a campanha de 2010, ele garantiu que o Planalto não se intimidará com as queixas do PSDB e do DEM. Contrariado com as críticas, Lula afirmou que não vai deixar de governar nem de levar Dilma a tiracolo nas viagens por causa da eleição de 2010. Foi nesse momento que citou Serra.

Na sexta-feira, questionada sobre os ataques da oposição, que a acusa de pôr o PAC no palanque, a ministra mostrou que tem recebido treinamento político para escapar das polêmicas. Fui para a cozinha fazer o prato e é natural que esteja presente na hora de servir, reagiu a chefe da Casa Civil. Estou no palanque desde o dia em que lancei o PAC, em janeiro de 2007, pois minha atividade no palanque é intrínseca à minha função. Este governo tem a mania de falar com o povo. Tem gente que não gosta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: A verdade é que a campanha para 2010 já começou, tanto o PT quanto o PSDB – este ainda tímido já se articulam e vendem as imagens dos candidatos. O problema é que o PT já tem candidato definido, e o PSDB como sempre, ainda vive a ” síndrome da divisão interna”, aliás parece que existes dois ” PSDBs”, o do Serra e o do Aécio.

Os argumentos Lula são válidos, ou seja, questões de “cunho interpretativo”. Já o governador de São Paulo, José Serra, informou aos dois principais dirigentes do PSDB que aceita medir forças com o governador de Minas, Aécio Neves, numa eleição prévia para 2010. É bom resolver logo isso, Dilma já está na frente, pelo menos na campanha.

Serra: governo Lula faz menos do que mostra propaganda

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse hoje que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) investe menos no País do que faz parecer nas propagandas. Em discurso para anunciar o repasse de R$ 13,4 milhões para reforma de postos de saúde no Estado, Serra fez questão de alfinetar o PT. E foi aplaudido pela plateia de mais de 450 prefeitos e secretários de saúde paulistas.

“Setenta por cento dos investimentos do Brasil não são feitos pelo governo federal, mas pelos Estados e municípios”, disse o governador. “Às vezes, com toda essa propaganda, pode se pensar o contrário.” Logo depois, em entrevista, disse que o Poder Federal tem usado de sutilezas para divulgar seus investimentos. “A propaganda não diz que o governo federal faz. Fica implícito.”

O governador tentou se posicionar como o oposto do governo federal nesse quesito, ao afirmar que dava ênfase a programas que “não dão mídia”. “Nada disso (evento com secretários de saúde) é para fazer mídia. É uma reunião de trabalho”, disse. “Não dá notícia, mas melhora muito o atendimento às pessoas.”

Serra fez questão de dizer ainda aos prefeitos e secretários que a verba para reforma de unidades de saúde iria para todos os municípios com menos de 50 mil habitantes no Estado, independentemente da “coloração partidária” de seus dirigentes. “Exatamente ao contrário do que o PT faria”, completou, ponderando nessa crítica, que esse é o comportamento dos petistas no Estado de São Paulo. “Na esfera federal não tem tido esse tipo de problema.”

agencia estado

Rizzolo: A crítica de Serra é procedente, ou seja, setenta por cento dos investimentos do Brasil não são feitos pelo governo federal, mas pelos Estados e municípios, contudo ao olhar do povo, em função à propaganda federal tudo se parace como “vindo do Lula”.

Realmente é difícil a demonstração do que é de quem. Serra está investindo pesado na saúde, aliás o fez muito bem quando como Ministro da Saúde, como a adoção dos medicamentos genéricos e a diminuição de impostos sobre medicamentos de uso continuado, ambas destinadas a reduzir o preço dos medicamentos.

Além disso, foi Serra foi quem revolucionou a campanha contra a Aids, considerada modelo em todo o mundo, e o aumento de equipes dos programas de agentes comunitários de saúde e de saúde da família.

Desaceleração da indústria dos EUA é a pior desde 1983

WASHINGTON – A produção industrial dos EUA caiu 1,8% em janeiro, enquanto a taxa de utilização da capacidade instalada diminuiu 1,3 ponto porcentual em janeiro ante dezembro, para 72,0%, o menor nível desde fevereiro de 1983. A previsão média de analistas consultados pela Dow Jones era de queda de 1,7% da produção industrial e utilização da capacidade em 72,3%. Além deste , a economia norte-americana sofre com outro dado ruim: o início de construção de casas nos Estados Unidos caiu 16,8% em janeiro, devido à queda da atividade em todo o país, informou o Departamento de Comércio americano.

Os dados de dezembro foram revisados para pior. A queda da produção industrial foi de 2,4% e não de 2,0%, como divulgado originalmente, enquanto a utilização da capacidade foi revisada de 73,6% para 73,3%.

No período de 12 meses terminado em janeiro, a produção industrial norte-americana caiu 10%.

A produção da indústria de manufatura caiu 2,5% em janeiro, depois de ceder 2,9% em dezembro; a de veículos automotores e autopeças diminuiu 23,4% em janeiro ante dezembro. As informações são da Dow Jones.

Construção de casas

O número de construção de novas casas foi menor do que os analistas esperavam, já que ficou em 466 mil unidades, enquanto as previsões indicavam uma queda de 530 mil unidades.

O número, no entanto, é o mais baixo desde que o Departamento de Comércio começou a fazer os registros, em 1959, e se compara com as 560 mil unidades iniciadas em dezembro.

As solicitações de permissões de construção, considerado um termômetro da atividade futura, também caíram 4,8%, para 521 mil unidades, levemente abaixo das expectativas dos economistas.

Com estes dados como cenário de fundo, o presidente dos EUA,Barack Obama, anunciará hoje em Phoenix (Arizona) seu plano contra as execuções hipotecárias, que contará com pelo menos US$ 50 bilhões.

agência estado

Rizzolo: A cada dia observamos que a crise americana se agrava, a queda da produção industrial, o menor nível desde fevereiro de 1983 realmente assusta. A construção de moradias caiu 16,8%, para a taxa anualizada de 466 mil unidades, menor patamar desde o início da série, em 1959. É a maior queda percentual desde janeiro de 1994. Analistas previam um número maior, de 530 mil unidades em janeiro. Comparada com o mesmo período de 2008, a construção de moradias desabou 56,2% em janeiro. Enfim, é mais um dia de divulgação de indicadores ruins da economia americana, e o pior já estamos nos acostumando.

D’Urso considera fundamental apoio de Sarney ao projeto que criminaliza a violação das prerrogativas dos advogados

O presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, oficiou ao senador José Sarney, novo presidente do Senado, cumprimentando-o pela eleição e pedindo apoio ao projeto da OAB SP que criminaliza a violação das prerrogativas profissionais dos advogados, proposto por D’Urso em 2004, durante a Reunião do Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB, aprovado por unanimidade e que constou do documento oficial do evento, a “Carta de Curitiba”.

José Sarney manifestou-se a favor do projeto que criminaliza a violação das prerrogativas profissionais dos advogados, em visita ao Conselho Federal da OAB, no dia 9/2. O apoio formal do presidente do Senado, segundo D’Urso, é muito importante para que o projeto se torne lei. Sarney deixou registrado seu apoio: “Quero manifestar aqui meu apoio a essa iniciativa e afirmar que, na Presidência do Senado, farei de tudo para que essa lei que criminaliza quem viola as prerrogativas da advocacia seja aprovada o mais rapidamente possível”.

Na visão do novo presidente do Senado, “todo ato de violação às prerrogativas do advogado é crime”. Ele é favorável à criminalização, porque “o advogado significa a defesa do direito, ele faz parte da Justiça, como estabeleceu a Constituição”.

A iniciativa de um projeto para criminalizar a violação das prerrogativas profissionais dos advogados foi compromisso de campanha de D’Urso à presidência da OAB/SP. Em 2004/2005, vários deputados apresentaram projetos com base na proposta da OAB/SP, que tramitou na Câmara Federal e foi aprovado na CCJ e no Plenário daquela Casa, no primeiro semestre do ano passado.

Para D’Urso, a luta continua agora no Senado e a OAB/SP , que realiza uma grande mobilização com a Campanha “Advogado Sua Assinatura Pode Virar Lei” e abaixo-assinado pela aprovação do projeto, cujas primeiras 50 mil assinaturas foram entregues no ano passado ao então presidente do Senado, Garibaldi Alves, no Dia do Advogado, sendo que ele também manifestou apoio ao projeto.

Em visita à OAB/SP no ano passado, o senador Romeu Tuma – PT/SP, também endossou o projeto de iniciativa da OAB/SP; assim como outros senadores. “Agora, o trabalho é junto ao relator, senador Demóstenes Torres – DEM/GO, para que apresente um parecer favorável e que o projeto seja aprovado e vá à sanção presidencial”, ressalta D’Urso.

Para o presidente da OAB/SP, quando a violação às prerrogativas profissionais dos advogados for crime, haverá um tempo de respeito às prerrogativas do advogado face ao efeito pedagógico que a lei trará. “Não queremos que o violador de nossas prerrogativas vá para a cadeia, mas quando o processado criminalmente tiver de contratar advogado para se defender. Aí, talvez, entenderá a importância das prerrogativas de defesa”, assevera D’Urso.

Jornal do Commercio

Rizzolo: O presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, tem se dedicado a esta luta pela criminalização a violação das prerrogativas profissionais dos advogados. Não podemos aceitar que as prerrogativas sejam violadas de forma sistemática como são atualmente.

O apoio formal do senador José Sarney é de suma importância, para que finalmente se materialize esse anseio, e que de uma vez por todas, uma vez estabelecida em Lei, as prerrogativas dos Advogados sejam respeitadas. Infelizmente no Brasil as coisas são dessa forma, só mesmo criminalizando. Parabéns ao D´Urso pelo empenho a favor da tão sofrida classe dos Advogados do Brasil.

Charge do Duke para o Tempo

duke

Divulgue o Blog do Rizzolo nossa mídia é você !

Príncipe Charles quer discutir Amazônia em visita ao Brasil

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, quer usar sua viagem ao Brasil em março para promover a discussão sobre a preservação da Floresta Amazônica, de acordo com a assessoria de imprensa da família real.

Durante a visita de quatro dias, Charles deverá se reunir com líderes empresariais para discutir ações contra o aquecimento global.

No ano passado, uma reunião semelhante no Japão resultou na formação de um fórum permanente de empresários locais.

Charles virá acompanhado de sua mulher, Camilla Parker Bowles, e o casal também deverá visitar comunidades auto-sustentáveis na Amazônia.

Além da questão ambiental, o Príncipe de Gales deverá anunciar uma parceria de sua instituição Youth Business International – que ajuda jovens a entrar no mercado de trabalho em 37 países – com a ONG Conexão, no Rio de Janeiro.

Charles também fará uma palestra sobre mudanças climáticas e ainda participará de um evento com líderes políticos em Brasília.

Essa será a quarta visita do príncipe de Gales e a primeira de Parker Bowles ao Brasil.

Além do Brasil, Charles vai visitar o Chile e o Equador pela primeira vez.

O casal vai começar a visita pelo Chile, em 8 de março, e depois seguirá para o Brasil e o Equador.

Charles e Camilla também vão visitar o arquipélago de Galápagos, no Equador, como parte das comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin.

Agência Estado

Rizzolo: Olha essa visita do príncipe Charles, preocupado com a Amazônia, promovendo discussão sobre a preservação da Floresta Amazônica, não me soa nada bem. Muito embora tenhamos problemas na região, e estamos tentando resolve-los, fica patente o interesse internacional cada vez maior no nosso território. “Discutir a Amazônia”, realmente é algo que, no meu entender, diz respeito ao governo brasileiro, não deveríamos “dar espaço” ou prestigiar essa iniciativa.

Certa ocasião, ao falar dos esforços empreendidos pelo Brasil e outros países para reduzir o desmatamento, Sua Alteza disse: “Nenhum desses países pode resolver sozinho o problema do desmatamento pois, frequentemente, ele é causado pela demanda de países em desenvolvimento por óleo de palma, carne e soja. O ponto aqui é que todos nós – o mundo todo – estamos juntos nisso e é por isso que, juntos, precisamos garantir que todas as medidas necessárias (para conter o desmatamento) sejam empregadas”.

Cuidado, hein! O interesse internacional salta aos olhos…. Não é patriotismo bobo, é questão de segurança, um dia ainda teremos uma surpresa !!

Lucro da WEG cai 29% no 4º trimestre, para 97,7 milhões

SÃO PAULO – A fabricante de equipamentos e motores elétricos WEG encerrou o quarto trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 97,7 milhões, resultado 29% menor que os R$ 138 milhões observados em igual período de 2007. As vendas cresceram forte, mas maiores despesas financeiras, reflexo da variação cambial, prejudicaram a companhia.

A receita bruta da WEG subiu 25% no comparativo anual, totalizando R$ 1,551 bilhão, sendo R$ 917 milhões provenientes do mercado interno e outros R$ 634 milhões das vendas externas, que avançaram 54,7% ante o quarto trimestre do ano passado.

Já a receita líquida teve expansão de 27%, somando R$ 1,29 bilhão. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) atingiu R$ 269 milhões, elevação de 16% no comparativo anual, com margem de 20,8%.

O custo dos produtos vendidos (CPV) ficou em R$ 875 milhões no trimestre, aumento de 32,1% no comparativo anual. A companhia não se beneficiou da queda de preços de algumas matérias-primas, como o cobre, em razão do consumo de estoques e das condições comerciais estabelecidas previamente. E sofreu com o aumento de custos em reais, decorrente da desvalorização cambial.

A perda de valor do real também teve impacto na conta financeira da companhia. Apesar do expressivo crescimento da receitas financeiras, que mais que dobraram para R$ 193 milhões, as despesas aumentaram mais ainda, quase quatro vezes, para R$ 269 milhões. Com isso, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 76 milhões.

A WEG lembra que os efeitos desta desvalorização sobre o endividamento em moeda estrangeira são imediatos, enquanto os efeitos positivos, de elevação das receitas de vendas ao mercado externo, são realizados ao longo do tempo.

A companhia também apontou que as variações cambiais sobre os investimentos no exterior deixaram de ser contabilizadas ao resultado do exercício e passaram a ser lançadas ao Patrimônio Líquido. No trimestre, estas variações foram de R$ 74,9 milhões, acumulando R$ 89,8 milhões em 2008.

Último Segundo

Rizzolo: Na realidade, a crise internacional atingiu algumas empresas que estavam muito preparadas do ponto de vista mercadológico, mas desprevenidas dentro de uma visão financeira no âmbito do mercado internacional. A Weg como tantas outras empresas nacionais, cresceu rapidamente, e este resultado agora apresentado, demonstra a fragilidade na estratégia financeira adotada, que algumas empresas nacionais ainda possuem diante do mercado internacional.

Não há dúvida que num mercado globalizado e vulnerável do ponto de vista econômico, não basta as empresas terem apenas uma visão de novos mercados, mas também estarem de certa forma preparadas para as eventuais turbulências internacionais. Temos um grande mercado interno, e as empresas nacionais devem se voltar o para o nosso imenso potencial de consumo.

Serra propõe reajuste de 12,2% para o salário mínimo paulista

O governador José Serra propôs elevação de 12,22% no salário mínimo estadual. O projeto foi encaminhado à Assembleia Legislativa e, caso seja aprovado, o mínimo no Estado passa de R$ 450,00 para R$ 505,00. O aumento é ligeiramente superior à elevação concedida pelo governo federal ao piso nacional. Com aumento de 12,05% desde fevereiro, o mínimo federal atual é de R$ 465,00. A ideia é que o novo valor estadual entre em vigor em 2 de abril. A medida precisa passar pela Assembleia.

O governo estima que os reajustes vão beneficiar cerca de 1 milhão de trabalhadores do setor privado. Os pisos são aplicados aos trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Serra propõe reajuste para três faixas salariais. Além do piso de R$ 450,00 que deve passar a R$ 505,00, também haverá elevação em outras duas faixas de piso, mas com nível de reajuste menor. Pela proposta de Serra, também terão aumento as faixas com pisos atuais de R$ 475,00 e R$ 505,00. O projeto eleva os valores para R$ 530,00 e R$ 545,00, com reajustes de 11,58% e 7,92%, respectivamente. Os novos valores foram propostos com base na lei que permite o salário mínimo regional.

Cada uma das três faixas que deverão ter reajuste estabelece o piso para diferentes ocupações. A faixa de maior reajuste será a que passará a R$ 505,00 e que é aplicada para trabalhadores domésticos, de serviços de limpeza e conservação, auxiliares de serviços gerais de escritório, empregados não-especializados do comércio e da indústria e ” motoboys ” , entre outros. A estimativa do governo é que boa parte dos beneficiados esteja nessa faixa

Na segunda faixa, que deverá ter novo piso de R$ 530,00, estão várias ocupações da indústria, como operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, entre outros.

Valor online

Rizzolo: Muito boa esta iniciativa do governador Serra. Na realidade existe um contingente de trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. A medida é extrema importância pois vai atingir 1 milhão dos 12 milhões de trabalhadores paulistas, alem disso, representa uma injeção de 40 milhões de reais por mês na economia de São Paulo. A medida foi bem recebida no meio sindical, basta agora saber qual será o impacto no empresariado se o projeto for aprovado; espero que isso não sirva em momentos de crise como pretexto de demissão, até porque o valor é irrisório.

Argentina rechaça ”made in Brazil”

Industriais argentinos pediram ao governo da presidente Cristina Kirchner que “não se deixe pressionar” pelo empresariado brasileiro e continue adotando medidas protecionistas para restringir a entrada no país de produtos “made in Brazil”. Sintomática e estrategicamente, o pedido foi realizado antes da partida de um grupo de ministros argentinos, que chega hoje a Brasília para se reunir com representantes do governo brasileiro.

O Brasil pretende oferecer linhas de financiamento para as exportações argentinas para tentar desarmar a onda protecionista do país vizinho. Na semana passada, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu ao governo que adote “retaliações” para compensar o protecionismo do governo argentino.

Hoje, no Itamaraty, a Argentina estará representada pelos ministros Jorge Taiana, das Relações Exteriores, Carlos Fernández, da Economia, e Débora Giorgi, da Produção. Do lado brasileiro, os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, Guido Mantega, da Fazenda, e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior . Ontem, na véspera da viagem do grupo, o ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil, Roberto Mangabeira Unger, iniciava em Buenos Aires uma visita de dois dias com a missão de debater com o governo argentino, empresários e sindicalistas como os dois países vão enfrentar a crise global.

Ao longo de janeiro, a Argentina aplicou licenças não automáticas para a entrada de pneus e multiprocessadores de alimentos. Além disso, aplicou preço mínimo para a entrada de 50 tipos de tubos de aço e ferro e, desde a semana passada, entrou em vigor mais uma série de restrições para 800 novos produtos provenientes de todo o mundo, atingindo as vendas brasileiras de têxteis, especialmente as de denim, toalhas, lençóis e moletons.

O governo também criou uma mesa de controle para a entrada de produtos da cadeia de alumínio – dos US$ 262 milhões em produtos de alumínio importados pela Argentina em 2008, US$ 112 milhões foram importados do Brasil. O subsecretário de Integração Econômica, Eduardo Sigal, afirmou que as medidas “são legais e legítimas, de acordo com as especificações da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.

Em janeiro houve queda abrupta no comércio entre os dois maiores sócios do Mercosul – as exportações brasileiras para a Argentina caíram 51% ante janeiro de 2008. As vendas argentinas para o Brasil caíram 46,1%. Segundo Pedro Bergaglio, líder da fundação Pro-Tejer, o principal lobby empresarial do setor têxtil, o Brasil acumulou nos últimos cinco anos um superávit têxtil de US$ 1,69 bilhão. “O risco para os postos de trabalho justifica categoricamente as medidas de controle aplicadas”, disse Bergaglio.

Agência estado

Rizzolo:Numa época em que o protecionismo ocorre por toda parte, muito embora disfarçado em alguns países, não há como o Brasil não resgatar um protecionismo seletivo, sem exageros, na medida certa, afetando alguns produtos ” sensíveis”. Todos sabemos que o protecionismo é uma medida inadequada, e que o melhor seria, investirmos na infra-estrutura, nos incentivos às exportações, e na desburocratização, mas tudo isso leva tempo, e em épocas de crise situações emergenciais nos levam a adotar medidas de salvaguarda. Uma reposta de ressalva de mercado light, seria um argumento que os argentinos respeitariam, aliás acho que seria o único argumento.

Charge do Amarildo para o Gazeta online

amarildo

Divulgue o Blog do Rizzolo nosso mídia é você !!

EUA felicitam Venezuela por ‘espírito cívico’ de referendo

WASHINGTON – Os Estados Unidos felicitaram a Venezuela pelo “espírito cívico” demonstrado no referendo no qual foi aprovada a emenda que permite ao presidente Hugo Chávez concorrer à reeleição ilimitada, e fizeram um apelo pelo fortalecimento da democracia. Em entrevista, um porta-voz do departamento de Estado, Noel Clay, destacou “o espírito cívico e participativo de milhões de venezuelanos que exerceram seu direito democrático a voto”.

Clay expressou que o importante agora é que o Executivo venezuelano “governe democraticamente e se dedique aos temas que preocupam o povo venezuelano”. Neste sentido, estimulou a sociedade venezuelana a “respeitar a diversidade de voto, que é a força de uma democracia pluralista”.

O Governo argentino também parabenizou a Venezuela pela “jornada cívica” vivida no domingo, 15, e pelo triunfo do “sim” no referendo constitucional, informaram fontes oficiais. A felicitação foi transmitida em uma ligação telefônica do chanceler argentino, Jorge Taiana, a seu colega venezuelano, Nicolás Maduro. De acordo com a Chancelaria argentina, os dois ministros conversaram por cerca de 20 minutos.

Oposição

A oposição venezuelana em Miami afirmou que a vitória do presidente Hugo Chávez no referendo de domingo não significa o fim da luta para derrotá-lo eleitoralmente. Luis Prieto, integrante do comando político da campanha “Não é Não”, disse que a batalha contra o governante venezuelano aumentará depois da vitória do “sim” à emenda constitucional para a reeleição ilimitada, que permitirá a Chávez ser candidato nas eleições de 2012. “Aumentaremos ainda mais nossa luta por liberdade, democracia, e para derrotar Chávez”, previu o ativista.

Agência Estado

Rizzolo: O que eu acho interessante, é que no Brasil muitos agora são mais radicais que os EUA. Os EUA mudaram e agora respeitam a democracia na Venezuela, mas muitos no Brasil ainda não compreendem como os EUA gostaram do espírito cívico de referendo, vivem ainda na era Bush, e quando afirmei, muito antes do resultado, que aprovava o referendo na Venezuela, só não fui excomungado porque não sou cristão. Na verdade por trás disso tudo está o medo de que apareça um referendo no Brasil, nos termos propostos, e olha que não seria má idéia, se assim fosse a vontade do povo.

Centrais sindicais discutem com relator o fator previdenciário

Brasília – As centrais sindicais discutiram nesta segunda-feira (16) em São Paulo alterações no projeto de lei do Senado que visa mudar os critérios do fator previdenciário, utilizado para basear os benefícios da Previdência Social. A proposta será apreciada na Câmara dos Deputados, uma vez que sofreu alterações no Senado.

As centrais se reuniram com o relator da proposta na Câmara, deputado Pepe Vargas (PT-RS), que sugeriu a adoção da “Fórmula 95” pela qual o trabalhador teria direito a aposentadoria integral se a soma do tempo de contribuição com a idade atingisse 95 anos para os homens e 85 anos para as mulheres.

As centrais concordam que a aposentadoria seja concedida ao trabalhador quando for atingida a soma de 60 anos entre contribuição e idade e prometeram travar discussões com o governo sobre essa alternativa.

O relator afirmou que o governo não concorda com o estabelecimento de média das 36 últimas contribuições para basear o cálculo da aposentadoria, como aprovado pelo Senado, porque ela traria prejuízo ao trabalhador assalariado. Enquanto esse tipo de trabalhador fica com a contribuição condicionada ao salário que recebe, contribuintes individuais, como profissionais liberais, poderiam deixar para pagar a contribuição máxima ao INSS nos três últimos anos, e ficar com remuneração no teto máximo do INSS, reajustado na semana passada para R$ 3.218,00.

Pepe Vargas lembrou que o governo não aceita o puro e simples fim do fator previdenciário, mas concorda que sejam criadas melhoras das condições de remuneração para os futuros pensionistas e aposentados da Previdência Social.

O relator pretende realizar três audiências públicas sobre o projeto tão logo sejam definidas as presidências das Comissões permanentes da Câmara, em março próximo. Serão chamados para discutir o projeto antes do envio ao plenário da Câmara, representantes dos trabalhadores, de empresários e do governo.

Agência Brasil

Rizzolo: Observem que o governo faz de tudo para que, de uma forma ou de outra, mantenha o fator previdenciário nem que seja com outro nome, uma nova embalagem. A alternativa da aposentadoria ser concedida ao trabalhador quando for atingida a soma de 60 anos, entre contribuição e idade, é contestável na medida em que aqueles que já estão para se aposentar, devem sofrer uma transição sem prejuízo. Sinceramente, o que se vê, na verdade, é má vontade por parte do governo, um desprezo com aqueles que já deram seu quinhão, e mais vergonhosa ainda é a “Formula 95”, defendida por Pepe Vargas . É o petismo golpeando os aposentados.

Publicado em últimas notícias, Brasil, comportamento, cotidiano, economia, fator previdenciario 16/02/2009, fator previdenciário, FHC deveria se arrepender fator previdenciário, FHC e o fator previdenciário, geral, News, notícias, OAB pede fim do fator previdenciário, Paim e o fator previdenciário, Paulo Paim, Política, Previdência Social, Principal, projeto Paulo Paim, Senador Paulo Paim. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 19 Comments »

‘Lula tem sido conivente com a corrupção’, diz Jarbas

BRASÍLIA – Depois de atacar seu próprio partido, o senador peemedebista Jarbas Vasconcelos (PE) mirou o Planalto. Ele acusou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser conivente com a corrupção que, segundo ele, está impregnada em todos os partidos, “sobretudo no PMDB”. “Não é de hoje que o PMDB tem sido corrupto. Mas o Lula tem sido conivente com a corrupção. Lula e o PT não inventaram a corrupção, mas ela tem sido a marca do governo dele. É o governo do toma-lá-dá-cá”, disse.

Ao reforçar os ataques a seu partido, Jarbas afirmou que a corrupção aumentou no PMDB na última década. “O descaminho do PMDB é de dez anos para cá. O que tem motivado o gigantismo do PMDB é o fisiologismo”, afirmou. Apesar de insistir nas denúncias, Jarbas se recusou a apontar nomes de peemedebistas que praticam atos de irregularidade. “Todo mundo sabe da corrupção do PMDB. Estou combatendo práticas, e não vou ficar puxando listas. Seria muito volumoso. Para que isso seja investigado deve haver uma pressão. Não sou eu quem vai comandar esse processo, eu apenas abri o debate dando o pontapé inicial”, disse.

Jarbas procurou desvincular sua atitude com a eventual candidatura como vice-presidente na chapa do tucano José Serra (SP), governador de São Paulo, na eleição para o Planalto em 2010. “Meu candidato é Serra, mas não quero ser vice. Não tenho condições, mesmo porque não vou sair do PMDB”, afirmou. Jarbas não acredita que o PMDB vá lançar candidato próprio à sucessão de Lula. “O PMDB é uma confederação de interesses regionais. Não tem uma liderança nacional para disputar, não tem um líder para empolgar o partido.”

Agência Estado

Rizzolo: É muito simples, se o PMDB é um partido corrupto o senador peemedebista Jarbas Vasconcelos (PE) deveria no mínimo dar ” nomes aos bois” e num rompante de ética, sair do partido. No Brasil tão comum quanto a corrupção, são as alegações sem as devidas provas.

Na verdade entendo que Jarbas quer mesmo aparecer, se o PMDB não presta, se o PT não presta , se Lula é conivente segundo ele, e após todas as alegações ele se declara apoiar Serra, tudo não passa de jogo político, sem a menor importância, não vale a pena nem perder tempo, aliás, dar ouvidos a quem considera o Bolsa Família um ” compra de votos”, é ouvir quem não sabe o que passar fome, e faz apenas o jogo político e o da pior espécie.

Charge do Amorim para o Correio do Povo

auto_amorim

Publicado em Política. 1 Comment »

‘Chávez poderá se reeleger, não foi reeleito’, diz Garcia

SÃO PAULO – Para o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, a vitória de Chávez no referendo que garantiu sua reeleição ilimitada não significa que ele tenha sido reeleito, mas que ele apenas obteve a possibilidade de se candidatar novamente. “Chávez terá uma eleição em 2012, onde seguramente a oposição vai ter seu candidato e poderá eventualmente derrotá-lo. Então, acho que a questão essencial vai ser efetivamente se ele terá capacidade de convencimento em 2012 de obter o voto dos venezuelanos”, afirmou Garcia durante entrevista à Eldorado.

Garcia lembrou ainda que o presidente Chávez foi derrotado há pouco tempo num referendo onde várias outras questões foram colocadas além dessa específica da reeleição e que o resultado do referendo mostra como o país está dividido. “A oposição teve um excelente resultado e isso demonstra que, pelo menos no que diz respeito à personalidade do presidente Chávez, que como todos nós sabemos é muito polêmica, o país se encontra obviamente dividido.

Com 94,20% das urnas apuradas, o “sim” estava vencendo por 54,36%, enquanto o “não” tinha 45,63%, segundo o primeiro boletim do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), divulgado às 21h35 locais (23h05 em Brasília). A abstenção foi de 32,95%, considerada baixa para os padrões da Venezuela.

Para Garcia, o tema da reeleição indefinida é um tema evidentemente polêmico, mas o assessor da Presidência lembrou que existem países em que essa questão evidentemente existe. “Na França isso existe, nos EUA existiram um certo momento. Roosevelt foi eleito quatro vezes, depois é que se introduziu [o limite]. No caso brasileiro não, nós temos um mecanismo pelo qual a reeleição é permitida uma só vez de forma consecutiva. Há ainda outros países que possuem um perfil ideológico muito diferente da Venezuela, estou pensando no caso da Colômbia, onde o tema de um terceiro mandato de Álvaro Uribe está sendo colocado na ordem do dia”.

Sobre a entrada da Venezuela no Mercosul, Garcia ressaltou que não se trata de Hugo Chávez no bloco, mas de “um país com o qual nós temos hoje relações econômicas extremamente dinâmicas”. Segundo ele O Brasil tem hoje com a Venezuela o maior saldo comercial do país e está empenhado no processo de industrialização e transformação da economia venezuelana, acabando com a dependência do petróleo na renda do país. “Insistimos muito nos diálogos com Chávez nos últimos anos, de que é fundamental que a Venezuela escape daquilo que muitos chamam de ‘maldição do petróleo’, isto é, ficar concentrado em um só produto e ficar na dependência de importação de tudo, de alface até leite, ovos, frango… Participamos ativamente no processo de criação da indústria de alimentos e isso tem significado excelentes negócios para os empresários brasileiros”.

Agência Estado

Rizzolo: Eu não sei porque de tanta polêmica em relação ao referendo, no qual Chavez venceu. Não há absolutamente nada de errado nisso. Senão vejamos: quem decidiu sobre a possibilidade do presidente concorrer a outros mandatos sem um limite foi o povo através de um referendo a uma emenda constitucional. Até aí é democrático. Porque no Brasil existe tanta polêmica a esta possibilidade? Medo da popularidade de Lula? Ora, se o povo quiser Lula concorrendo mais vezes, qual o problema?

E vou mais longe, no Brasil ainda existe um medo de consultar o povo, e isso é errado.Tenho minhas restrições a Lula e Chavez, todos sabem, mas em relação a esta questão não vejo nada de mais a não ser excesso de democracia, o que não faz mal a ninguém. Aqueles que insinuam ou tentam criar semelhança desvalidando o voto popular venezuelano, comparando-o à Alemanha de Hitler, usam este argumento para desvalidar a democracia, e isso é perigoso.

Políticos dão máscaras de Dilma em ensaio de carnaval

RIO – Cabos eleitorais assumidos de Dilma Rousseff para 2010, o prefeito de Nova Iguaçu (PT-RJ), Lindberg Farias, e o deputado federal Carlos Santana (PT-RJ) distribuíram hoje máscaras da ministra-chefe da Casa Civil no ensaio de um bloco carnavalesco da zona oeste do Rio. Decididos a aproveitar a folia para ajudar a popularizar Dilma, os dois dizem ter dividido a conta da encomenda de 2 mil máscaras numa fábrica de São Gonçalo (Grande Rio), ao custo de R$ 2 cada. Hoje, pelo menos 600 delas foram distribuídas no ensaio do bloco “Tamo Junto”, em Padre Miguel, patrocinado por Santana e frequentado por petistas.

“Se é antes ou depois da plástica eu não sei”, brincou Lindberg sobre a máscara de material emborrachado que retrata a ministra com maquiagem forte, incluindo batom reforçado. “É depois da plástica porque não tem óculos”, definiu Santana. Conscientes de que serão acusados pela oposição de campanha antecipada, eles invocam a tradicional mistura de política com carnaval. “Não é campanha, é algo espontâneo de militante. Eles podem fazer a máscara do (José) Serra também. Não vou entrar nessa discussão”, disse Santana.

“É só uma homenagem à mãe do PAC com a licença poética do carnaval. Não tem lei eleitoral proibindo máscara no bloco”, disse Lindberg, reconhecendo seu empenho em promover a ministra desde já. Embora o prefeito tenha interpretado a boa aceitação das máscaras como um termômetro do potencial eleitoral de Dilma, muitos foliões não sabiam de quem elas se tratavam.

Agência Estado

Rizzolo: É uma forma de divulgar a imagem de Dilma, aliás é uma boa ” sacada”, Dilma Roussef sempre teve um rosto ligado a luta armada, uma coisa feia, que o povo reprova. Essa suavizada em em seu rosto , foi boa, tornou-a mais ” meiga”, menos briguenta, mas falta muito ainda. A verdade, é que o povo quer mesmo é Lula, leia : Lula um cantor pronto para cantar um bis

Chávez diz que referendo definirá seu ‘futuro político’

De Caracas para a BBC Brasil – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a afirmar que seu futuro político será decido nas urnas deste domingo, quando os venezuelanos participam de um referendo em que deverão aprovar, ou não, o fim do limite à reeleição para os cargos públicos.

“Venho consciente de que aqui hoje, entre outras coisas importantes, hoje se está decidindo meu destino político e para mim como soldado desta luta, para mim é algo importante”, afirmou Chávez, logo depois de votar, acompanhado das filhas e dos netos no bairro periférico de 23 de Enero, bastião chavista no oeste de Caracas.

O líder venezuelano, que neste mês completou uma década no poder, disse que reconhecerá o resultado “seja ele qual for”.

“Independentemente dos resultados, é a voz da nação que está se expressando”, acrescentou Chávez.

O mandatário venezuelano ressaltou que essa é a primeira vez na história do país que se modifica a Constituição a partir de uma consulta popular.

“Aqui antes, foram feiras emendas, reformas (constitucionais) nas costas da opinião pública, nas costas do povo”, afirmou.

“Isso se acabou aqui na Venezuela (…) aqui não se pode mudar nem um ponto ou uma vírgula se não se aprova em referendo”, acrescentou.

Trata-se da 15 eleição em que os venezuelanos participam desde que Chávez assumiu o poder.

Chávez voltou a chamar seus opositores a reconhecerem os resultados das urnas e advertiu que seu governo está “pronto” para “neutralizar” atos de violência. “Será pior para quem tentar”, afirmou.

Questionado se abriria “pontes” de diálogo com os dirigentes opositores a partir de agora, o presidente venezuelano disse ser um “lança-pontes”, mas condicionou o diálogo ao respeito à Constituição e ” a vontade do povo”.

De acordo com o governo, até o meio-dia, 40% dos eleitores inscritos já haviam votado.

Tanto oficialistas como opositores têm reiterado o pedido para que os mais de 16 milhões de venezuelanos inscritos no registro eleitoral participem da consulta popular.

As últimas pesquisas de intenção de voto apontam que a emenda poderia ser aprovada por uma margem estreita de votos. O principal desafio neste pleito, tanto para o governo, como para a oposição, será diminuir o percentual de abstenções.

A disputa tende a ser apertada. De acordo com o instituto de pesquisa Datanalisis, cerca de 10% do eleitorado se declarou indeciso nas vésperas do referendo, uma tendência imprevisível, mas que pode definir o resultado final.

Do lado de fora, minutos antes da chegada de Chávez, o ex-prefeito chavista da grande Caracas, Juan Barreto, apareceu no centro de votação e foi duramente criticado pelo eleitores simpatizantes ao governo. “Fora ladrão, aqui não é seu lugar, você não fez o trabalho”, gritou um homem. Em coro as pessoas gritavam “Sem vergonha, sem vergonha”.

Governistas apontam que a má administração de Barreto quando prefeito, aliado a denúncias de corrupção durante seu governo, teriam ocasionado a derrota do chavismo na capital, um dos polos mais importantes do país, permitindo a ascensão do político opositor Antonio Ledezma nas eleições regionais do ano passado.

Durante a semana, Josefina Hernandez, uma ativista oficialista responsável por mobilizar os eleitores neste domingo, afirmou que Barreto deveria ir à prisão. “Por gente como este senhor que a revolução não avança, os danos que ele causou ao processo foram piores do que de um opositor”, afirmou Josefina à BBC Brasil.

De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, 1,6 mil observadores nacionais e 98 internacionais, provenientes de 25 países, acompanham o pleito deste domingo.

O primeiro boletim com resultados “irreversíveis” será divulgado pelo CNE três horas depois do fechamento das urnas, previsto para ocorrer às 18h (hora local, 19h30 em Brasília). BBC Brasil – Todos os direitos reservados.

Agência Estado

Rizzolo: Realmente, não podemos considerar a forma com que Chavez conduz o referendo de antidemocrático. É claro que dentro de espectro de sua atuação, o governo tenta miniminar os efeitos da oposição que conta com toda a mídia. Cada um no seu papel, é o jogo democrático, a oposição com seus aliados poderosos, e o governo disputando os votos do eleitor, com o que tem em mãos. Nada de errado.

Não gosto da forma como Chavez se porta como presidente, é autoritário, incita a população contra minorias, manipula as pessoas, mas no tocante à consulta popular, como esta que ocorre neste domingo, não vejo nada de errado, acho até saudável. É como sempre eu digo quem decide é povo, e se fosse aqui todos teriam que respeitar tal atitude. Os incomodados que se debatam. Pelo menos tenho a coragem de dizer, se o povo quisesse Lula, e se houvesse um referendo de uma emenda constitucional, todos teriam que aceitar. Só para terminar, o problema não são os chavistas de lá, são os daqui, acreditem..