Lula nega crise entre Executivo e Judiciário

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a existência de uma crise institucional entre Executivo e Judiciário motivada pelas críticas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, à onda de invasões dos sem-terra no carnaval. Mendes disse que o repasse de recursos públicos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) era um ato ilegal e afirmou que as autoridades poderiam ser acionadas por responsabilidade. “Primeiro que não tem nenhuma possibilidade de crise institucional, os sem-terra são um movimento que existe no Brasil desde a década de 1980, já atingiu maioridade e, portanto, sabe o que é legal e o que é ilegal”, afirmou, após reunir-se com o primeiro-ministro dos Países Baixos, Jan Peter Balkenende, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Lula disse que todos os brasileiros “sabem que têm de pagar o preço quando cometem alguma ilegalidade”. Ele avaliou como “inaceitável” a justificativa de legítima defesa feita pelos sem-terra sobre o assassinato de quatro seguranças da Fazenda Consulta, em São Joaquim do Monte (PE), no último dia 21 de fevereiro. “É inaceitável a desculpa de legítima defesa para matarem quatro pessoas. É inaceitável e, portanto, a justiça terá de ser feita para apurar a verdadeira responsabilidade”, destacou.

A partir daí, o presidente abordou as declarações de Gilmar Mendes. “Eu quero crer que o presidente Gilmar tenha dado opinião enquanto cidadão brasileiro. Quando houver um processo, certamente ele se manifestará como presidente e dará o seu voto”, avaliou. Lula disse que 43 milhões de hectares foram desapropriados durante seu governo, “53% de tudo que já foi desapropriado no Brasil”. Segundo ele, 520 mil famílias foram assentadas. A prioridade agora é melhorar a qualidade dos assentamentos, afirmou ele.

agência estado

Rizzolo: Claro que crise entre os poderes não existe por hora, mas as declarações do ministro Gilmar Mendes nos remete a uma reflexão sobre até que ponto o dinheiro público pode financiar atos ilícitos promovidos pelo movimento. Legitimar o MST sem levar em consideração sua atuação como movimento, e seus meios, é um absurdo. O MST tem sim atuado na operalização de seus ideais como um movimento que faz uso do ilícito jurídico, e o povo brasileiro tem o direito de refletir sobre sua condição de contribuinte nas verbas destinadas a este movimento.

Uma resposta to “Lula nega crise entre Executivo e Judiciário”

  1. Leonardo Veira Ramos Says:

    Pois é, a coisa está tomando uma dimensão muito grande. Foi assim que muitos regimes cairam na europa, atos e fatos de natureza ilegal abalaram todo o sistema político europeu na época dos regicídios.CUIDADO REPÚBLICA, ou Você toma uma posição ou continuará em direção a uma revolta armada sem precedentes…


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