Mulher suspeita de canibalismo detida na Sibéria

MOSCOU, Rússia, 16 Mar 2009 (AFP) – Uma mulher suspeita de ter assassinado uma de suas amigas e de ter consumido partes de sua carne, na região de Irkoutsk (Sibéria), foi detida pela polícia, informou um dirigente do comitê de investigação russo.

“A polícia dispõe de informações segundo as quais esta mulher cozinhou pedaços da amiga e os consumiu”, declarou Vladimir Salovarov, chefe desse comitê, citado pela agência russa Interfax.

As duas amigas chegaram a beber muito durante um encontro. A mulher assassina já admitiu a culpa. Contou que usou de um machado para esquartejar a outra, tendo jogado algumas partes no lixo.

Semana passada, em outro episódio semelhante, o Ministério Público da República de Udmurtia (Rússia) abriu investigações sobre um homem suspeito de canibalismo, depois da descoberta do corpo mutilado de uma mulher, segundo o site da procuradoria.

Globo

Rizzolo: É incrível como o canibalismo, que remonta aos primórdios da civilização, continua sendo objeto de registro. Casos como os do japonês Issei Sagawa, do estadunidense Jeffrey L. Dahmer, do russo Andrej Tschikatilo e dos alemães Karl Denke e Fritz Haarmann, só para citar os mais eloqüentes das duas últimas décadas, tiveram repercussão global. Na verdade o caso acima descrito, tem na minha opinião, íntima relação com o alcoolismo tão comum na Rússia.

De qualquer modo, tal como ocorre no Brasil, não é o canibalismo considerado crime na Rússia. Revela sim profundo desvio de personalidade, mas não é crime em si. Tudo o que acaba de ser narrado constitui motivo para muita reflexão, além de repugnância.

O Código Penal brasileiro tem um artigo especial para esses casos. O canibalismo não é crime em situações extremas de sobrevivência – chama-se “estado de necessidade”. A lei diz que, se existe a ameaça da perda de um bem próprio, é legal o sacrifício do bem alheio.

O exemplo clássico é de dois náufragos sobre uma tábua. Se um deles empurrar o outro para o mar, não é crime. Ele agiu movido pelo “estado de necessidade”. Mas não é o caso da notícia acima, aí entendo ser “bebedeira e loucura mesmo”, e principalmente falta de Deus, de uma religião que conduza as pessoas ao bem.

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