Empresário vindo dos EUA é a terceira pessoa com suspeita de gripe suína em Minas

Um empresário que recentemente viajou aos Estados Unidos é a terceira pessoa a ser internada em Belo Horizonte (MG) com suspeita de gripe suína. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde, que informou nesta segunda-feira que todos os casos estão sendo investigados.

De acordo com a assessoria do órgão, o homem –morador de Belo Horizonte– voltou no último dia 17 ao Brasil de uma viagem a Boston. Nesta segunda-feira, por volta das 16h30, o empresário procurou uma unidade médica na cidade, após passar cerca de uma semana com os sintomas da doença.

Mais cedo, um casal de brasileiros que passou a lua de mel em Cancún, no México, chegou ao aeroporto Tancredo Neves, em Belo Horizonte, com os sintomas da gripe suína.

O empresário e o casal foram internados em uma área de isolamento no Hospital das Clínicas, mas nenhum dos três casos ainda foi confirmado. A unidade é a única no Estado que tem isolamento respiratório. A área tem filtragem do ar e fica completamente isolada do restante do hospital, além de ser totalmente fechada. Uma equipe pequena atende os pacientes, com roupas especiais.

Antes de retornar ao Brasil, o casal fez conexão no Panamá porque não há voos diretos do México para o aeroporto Tancredo Neves, segundo a Infraero.

Uma coleta de secreções dos três pacientes foi feita e será enviada para a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) ainda nesta segunda-feira para a análise e identificação da doença. O instituto, que fica no Rio, será responsável pela análise de todo o material relativo à suspeita de gripe suína.

Hoje, a secretaria instituiu um comitê integrado por órgãos como a Subsecretaria de Vigilância em Saúde; o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA); o Ministério da Agricultura; a Fundação Ezequiel Dias (FUNED) e Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de planejar e a execução imediata das ações de prevenção e acompanhamento da situação da gripe suína no Estado.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

folha online

Rizzolo: Em termos de infectologia todo cuidado é pouco, contudo não há motivos para pânico, até porque, o próprio diretor de Portos e Aeroportos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), José Agenor, disse nesta segunda-feira que não há motivo para alarme para a população brasileira em relação à doença. O governo brasileiro só foi alertado da pandemia pela OMS (Organização Mundial de Saúde) na sexta-feira à noite e que, a partir daí, tomou todas as providências. Segundo o diretor, foram enviados 20 mil folders para o aeroporto de Guarulhos (SP), 20 mil para o Galeão (RJ) e outros 20 mil para Cofins (MG) e 20 mil para Salvador. Vamos acompanhar de perto.

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