A Voz de Deus e o Terceiro Mandato

Lula disse na semana passada, durante a inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Complexo de Manguinhos, que a “voz do povo é a voz de Deus’. Confirmando a profecia, os jornais noticiaram neste domingo, que a Pesquisa Datafolha feita entre a terça-feira (26) e a quinta-feira (28) passadas revela que uma emenda constitucional para permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorresse a um terceiro mandato receberia hoje o apoio de 47% dos brasileiros e seria reprovada por 49% deputados.

Coincidentemente, na semana passada, a PEC (proposta de emenda constitucional) que abre a possibilidade para um terceiro mandato do presidente Lula, após uma manobra política, foi devolvida pela secretaria da Câmara para o seu autor, deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), pois contou apenas com 170 nomes, o que tornou a sua tramitação inviável. Tais fatos forçosamente nos levam a uma reflexão sobre a democracia que vivemos, a voz do povo brasileiro, e os atuais representantes no Congresso. Senão vejamos :

Não há como deixar de reconhecer que hoje no Brasil, os desvios de recursos e financiamento irregular de campanhas beneficiaram e beneficiam grande maioria dos parlamentares no Congresso, que por conseqüência, pouco interessados estão em ouvir a voz do povo, tampouco representa-los em seus interesses e seus desejos políticos, que é em última instância a nobre essência da democracia.

Não se trata com certeza aqui, da defesa, tampouco da apologia de um terceiro mandato propriamente, mas de uma análise aprofundada dos mecanismos da nossa democracia representativa brasileira, em contraponto à democracia participativa popular, esta tão ameaçadora e amaldiçoada por aqueles que alegam “tutelar” “os reais interesses do nosso povo”.

Não podemos compactuar com a idéia, de que o povo brasileiro seja subjugado nos seus interesses políticos, por um Congresso eleito através dos atuais mecanismos que envolvem o poder econômico, se alçando em função do cargo, como um “juízo de admissibilidade” aos anseios populares.

É o momento para repensarmos até que ponto o cerceamento do jogo participativo democrático e popular, esta sendo vedado pelos interesses oriundos de uma legislação eleitoral inadequada, onde a voz de uma maioria é calada por uma minoria ideologicamente pouco comprometida com os desejos do povo brasileiro.

Negar a voz do povo, impedi-lo de expressar seus desejos na urna, chancelar qualquer iniciativa política como sendo golpe – seja ela elaborada por parte do governo ou da oposição-, é sepultar e arrancar do povo brasileiro o debate político saudável, a luz da esperança da participação política; fazendo com que a representatividade da democracia deixe efetivamente de ser a voz do povo, amordaçando por completo a voz de Deus.

Fernando Rizzolo

EUA responderão se a Coreia do Norte ameaçar país ou aliados, diz secretário

Robert Gates prevê ‘futuro negro’ caso ações não sejam tomadas.
EUA ainda não planejam aumentar forças no Japão ou na Coreia do Sul.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse neste sábado (30) que os Estados Unidos responderão “rapidamente” se as ambições nucleares da Coreia do Norte forem uma ameaça à América ou aos seus aliados na Ásia.

“Não ficaremos parados enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição nesses alvos”, disse Gates em discurso em Cingapura, onde participa da conferência asiática sobre segurança.

Ele indicou que o programa atômico da Coreia do Norte ainda não representa uma ameaça militar direta para os EUA ou seus parceiros, mas “prevê um futuro muito negro” e disse que é preciso fazer algo antes que seja tarde demais.

O secretário advertiu, qualquer transferência de armas nucleares ou material atômico por parte da Coreia do Norte será vista como uma “grave ameaça” contra os Estados Unidos e seus aliados.

“A transferência de armas e material nuclear da Coreia do Norte para países ou entidades não-estatais seria considerada uma grave ameaça aos Estados Unidos e nossos aliados”, declarou o secretário.

“E nós responsabilizaríamos a Coreia do Norte pelas consequências de uma ação como esta”, acrescentou.

O chefe do Pentágono não detalhou como seria essa resposta, e insistiu em que os Estados Unidos não contemplam neste momento aumentar suas forças na Coreia do Sul ou Japão.

Míssil de longo alcance

Fotos de satélite revelaram movimento de veículos em um local de lançamento de mísseis da Coreia do Norte nesta sexta-feira, segundo fontes do Pentágono. Isso significa que os norte-coreanos podem estar se preparando para lançar um míssil de longo alcance, segundo funcionários ouvidos pela France Presse e pela Associated Press.

O movimento é similar ao que ocorreu durante os trabalhos prévios ao lançamento de um foguete de longo alcance no mês passado.

Mais cedo, a Coreia do Norte realizou mais um lançamento de um míssil de curto alcance nas águas da costa leste, informou a agência sul-coreana ‘Yonhap’. Esse é o terceiro dia em que o país comunista lança mísseis, depois do teste nuclear feito na última segunda-feira e que provocou alerta na comunidade internacional.

O país de Kim Jong-il anunciou que agirá por ‘legítima defesa’ se for provocado pelo Conselho de Segurança da ONU. O grupo de países está considerando atuar com sanções ao regime comunista por causa do teste.

globo

Rizzolo: A questão principal das investidas destes países ditatoriais, como a Coréia do Norte e Irã, está na essência da fraqueza dos EUA de Obama, presidente este que todos já se deram conta que é fraco para liderar uma potência como a América. Quem assume um pouco de rigor é o antigo “staff” republicano que ainda pressiona e faz parte do governo de Obama. Tudo que os países de conduta delinqüente queriam é um presidente dos EUA dócil e temente aos conflitos armados. Fica difícil manter uma superpotência com esta mentalidade, para tudo na vida existe um preço, e se os EUA quiserem se manter na liderança mundial que enfrentem a realidade do mundo. Vide Israel.

O pacto

*Rabino Chefe da inglaterra, Professor Jonathan Sacks

Pessoas gordas teriam de fazer dieta se quisessem consultar o médico, li em uma reportagem no jornal. A proposta sendo lançada era a de que pacientes teriam de assinar contratos com seus médicos, comprometendo-se a perder peso, ou parar de fumar, ou fazer mais exercícios, e aqueles que deixassem de fazê-lo perderiam o direito a tratamento grátis. Xiii… pensei eu, lembrando minha batalha perdida contra alguns kilos a menos. Que idéia maluca – perder os serviços de seu médico quando você mais precisa deles.

Mas então lembrei-me de Maimônides, o notável rabino da Idade Média, e um dos mais destacados médicos de seu tempo. E o mais fascinante é que ele fez a mesma sugestão há mais de 800 anos. Ele escreveu uma obra pioneira de medicina preventiva – com conselhos fortes e corretos sobre dieta, exercício, higiene e sono. E o estranho é que ele não fez isso como um manual da boa forma, mas como parte de seu clássico código da lei judaica. O corpo é um presente de D’us, e portanto ele afirmava que temos o dever religioso de cuidar dele. Um dos erros mais comuns que cometemos, dizia ele, é levar uma vida não saudável e depois culpar D’us quando ficamos doentes.

Em breve estaremos celebrando a Festa de Shavuot – quando nos lembramos da entrega dos Dez Mandamentos a Moshê e aos judeus, o ponto culminante da jornada de sete semanas do Egito ao Monte Sinai, da escravidão ao grande momento da revelação – a jornada dos direitos às responsabilidades da liberdade. Ao outorgar aos israelitas um conjunto de leis, foi como se D’us estivesse dizendo: “Eu os protegerei, mas vocês precisam fazer sua parte. Eu os ajudarei, mas vocês têm de me ajudar a ajudar vocês.”

A Torá tem um nome para este tipo de parceria. Chama-se pacto, significando que ambas as partes se comprometem mutuamente, cada qual concordando em manter seu lado do acordo. E eu sempre senti que pacto é um modelo não apenas para nosso relacionamento com D’us, mas para os relacionamentos em geral – com nosso parceiro no casamento com quem partilhamos a vida, com os professores que cuidam de nossos filhos, e com os médicos que cuidam de nossa saúde.

Portanto, talvez a idéia de um pacto entre médicos e pacientes não seja tão maluca, afinal. Eles nos ajudam, mas temos de ajudá-los a nos ajudar. Então, apesar do fato de que as Festas Judaicas geralmente envolvem uma boa quantidade de comida, este ano vou optar por um pouco menos de alimento para o corpo e um pouco mais para a alma – na esperança de que meu médico continuará a me atender, ou melhor ainda, de que não precisarei vê-lo.

fonte: site do Beit Chabad

Tenha um ótimo sábado e uma semana feliz !

Fernando Rizzolo

Suzane Richthofen acusa promotor de assédio

Corregedoria Geral do Ministério Público investiga caso.
Promotor negou todas as acusações feitas pela presa.

A Corregedoria Geral do Ministério Público Estadual (MPE) investiga a veracidade de um depoimento de Suzane von Richthofen, de 25 anos, prestado à juíza da Vara de Execuções da Comarca de Taubaté, no Vale do Paraíba (SP). Condenada pelo assassinato da mãe e do pai, em outubro de 2002, Suzane declarou que o promotor de Justiça Eliseu José Berardo Gonçalves se apaixonou por ela e a levou duas vezes para seu gabinete quando esteve presa na Penitenciária de Ribeirão Preto. O promotor nega todas as acusações.

Em depoimento, Suzane afirmou que o promotor, da Vara das Execuções Criminais de Ribeirão Preto, esteve na unidade prisional para tirar algumas fotos da cela onde ela convivia com outras presas. Suzane disse que dias depois ela foi conduzida ao gabinete do promotor, em local fora da prisão, e permaneceu a sós com ele por várias horas.

O promotor teria feito indagações sobre a vida pessoal dela. Após 10 dias, ela disse que foi novamente levada ao gabinete dele, de ambulância e sem algemas. O promotor teria providenciado música ambiente, com CDs românticos, e disse que havia se apaixonado por ela.

O promotor Eliseu José Berardo Gonçalves negou as acusações feitas por Suzane. Ele disse que ela terá de provar na Justiça tudo o que declarou. Gonçalves afirmou ainda que o depoimento dela foi há uns dois anos e que a Corregedoria-Geral do MPE investiga o caso.

“A Corregedoria é um órgão sério e isento. Estou tranquilo. Tenho consciência do que fiz”, argumentou. O promotor admitiu ter ido à cela de Suzane e tirado fotos, pois, segundo ele, havia denúncia de supostos privilégios às presas. Gonçalves também confirmou que Suzane foi duas vezes a seu gabinete para ser ouvida sobre as supostas regalias.
Globo

Rizzolo: Essa denúncia tem que ser investigada. Acho improvável, porem é uma denúncia e não importa se vem da ré. A corregedoria desempenha o papel da investigação do fato de forma isenta. Agora, seria capaz um promotor se apaixonar por Reichtofen? Bem todos sabem que afetividade não é o forte de Suzane, porém amar não é crime. Acho improvável essa versão, mas vale ser investigada. Neste caso, muito embora sabemos que o amor é cego, investigar é fato imperioso e a Corregedoria Geral do Ministério Público Estadual (MPE) vai apurar com rigor.

Charge do Nani para o Charge Online

nani

Lula aproveita cerimônia com professores para criticar Serra

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso na cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Formação de Professores para cutucar o governador de São Paulo, José Serra, um de seus principais opositores. Enquanto elogiava as ações federais na educação, Lula lembrou dois problemas recentes da educação em São Paulo. A distribuição de uma apostila de geografia em que constavam dois Paraguais e, mais recente, um livro destinado a crianças de 3ª série com termos chulos e palavrões.

“Vocês nunca mais vão ver um mapa com dois Paraguais ou um livro de formação sexual como se tentou fazer”, disse o presidente para uma plateia de reitores e educadores, sem citar São Paulo ou o governador diretamente.

Um dos casos mencionados por Lula aconteceu com uma apostila de geografia para 6ª série. No mapa da América Latina, o Paraguai aparecia na sua posição normal, mas também no lugar do Uruguai, que não estava em lugar algum. Também não havia linha de fronteira entre Paraguai e Bolívia. As apostilas foram recolhidas.

O segundo caso, mais recente, foi a distribuição de um livro com 11 histórias em quadrinhos para alunos da 3ª série do ensino fundamental com expressões chulas e palavrões usados para se referir a relações sexuais. O livro deveria ser usado para aulas de educação sexual e, de acordo com a secretaria de educação, foi distribuído aos alunos por engano.

Críticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ainda governos anteriores ao dizer que, em sete anos, está fazendo pela educação o que não foi feito em 30 ou 40 anos. Lula disse que “Deus queira” que quem vier depois dele “seja um bicho bem competente” para fazer mais 300 escolas técnicas no país e 100 campus de universidades federais, porque ele, “que era um metalúrgico considerado desqualificado”, fez isso tudo que está aí.

O presidente voltou a agradecer os parlamentares que, segundo ele, aprovam no Congresso 99% do que é enviado para lá, muitas vezes melhorando o que foi remetido. “Pela imprensa, parece que vivemos em guerra todo o dia com o Congresso”, disse, desafiando em seguida: “analisem o que perdemos, acho que nada (perdeu em votação no Congresso)”.

Lula afirmou ainda que o Brasil viveu, no passado, momento de atrofiamento em muitas áreas. Segundo ele, fizeram uma “máquina de criar dificuldades e as pessoas desaprenderam a fazer as coisas” porque foi construída “uma máquina poderosa para impedir o funcionamento e uma máquina merreca para fazer”.
agência estado

Rizzolo:Bem é óbvio que este problema do mapa foi um engano, e julgar o governo Serra por estas questões que já foram apuradas não é bom alvitre. O próprio governo admitiu o erro ao distribuir a publicação e diz que o montante de 1.216 exemplares compõem apenas 0,067% dos 1,79 milhão de exemplares distribuídos aos alunos da rede. A secretaria também informou ainda que a obra é só uma entre as 818 escolhidas. Agora em termos de educação Serra tem sido excelente e isso pode ser comprovado pela iniciativa das Etcs. Criticar o governo Serra é o papel do governo, mas em termos de educação e formação o governo do Estado de São Paulo tem sido competente.

Peemedebista deve protocolar hoje proposta de 3º mandato

BRASÍLIA – O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) deve protocolar na tarde desta quinta-feira, 28, na Mesa da Câmara, a proposta de emenda constitucional que permite o terceiro mandato para o presidente da República. No entanto, o PT já antecipou que é contrário à proposta. O líder do partido, Candido Vaccarezza (SP), disse que vai orientar os deputados de sua bancada a votar contra o terceiro mandato. Ele ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está trabalhando para superar a crise e que a candidata do PT à Presidência, em 2010, é a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), também declarou que o governo é contra a proposta. “Somos contra um terceiro mandato. Essa é a posição do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”Segundo ele, o governo não quer repetir o erro do PSDB, que alterou as regras do jogo para permitir a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Para ser aprovada, a proposta de emenda à Constituição (PEC) precisa de três quintos dos votos, em votação em dois turnos, na Câmara e no Senado. E para vigorar já na próxima eleição, todo o processo tem de ser concluído um ano antes das eleições, ou seja, até outubro deste ano. Na Câmara, a emenda terá que ser aprovada, primeiramente, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois seguir para uma comissão especial, que tem 40 dias para analisar a proposta.
agência estado

Rizzolo: Sinceramente ao contrário daqueles que dizem ser esta proposta um ” golpe” ou um retrocesso, entendo que nada mais justo e democrático ser levada à apreciação e , se assim aprovada, proceda-se à uma emenda constitucional permitindo o terceiro mandato ao presidente da República. É claro que a a alternância no poder é algo saudável, mas longe de se caraterizar isso uma forma de perpetuação no poder. Na verdade, essa emenda poderia vir ao encontro dos anseios do povo brasileiro, e nada melhor do que satisfazer os desejos do povo, se assim desejarem. Nada demais, viu.