Discussão da reforma política tenta mudar agenda de escândalos que tomou Congresso

O debate sobre a reforma política no plenário da Câmara tem dois objetivos mais visíveis e um terceiro mais oculto. A razão mais evidente para o tema voltar ao plenário é tirar o foco dos escândalos que dominam o Legislativo.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), tomou posse em fevereiro e gastou quase todo o seu tempo respondendo sobre casos de desvios de passagens aéreas, contratação de empregadas domésticas em gabinetes ou pagamento de horas extras para funcionários nas férias.

A segunda razão é o interesse pela criação de uma brecha legal para a troca de legenda. Hoje o entendimento da Justiça é que nenhum detentor de mandato pode trocar de sigla, sob pena de perda de mandato.

O termo usado ontem foi “setembro negro” –uma alusão a setembro próximo, quando faltará um ano para a eleição. Nesse mês seria criada a “janela da infidelidade” para que políticos trocassem de partido. “A janela é a proposta que mais tem chance de passar aqui”, afirma Ciro Gomes (PSB-CE).

A razão oculta de a reforma política voltar à pauta é a incerteza sobre a pré-candidatura de Dilma Rousseff a presidente. Ela está se tratando de um câncer linfático. A Folha ouviu de muitos deputados que a tese de um terceiro mandato para Lula voltou a ser aventada: o debate sobre a reforma serve para manter a base alerta para a necessidade de ressuscitar alguma proposta de emenda.

folha online

Rizzolo: Não resta a menor dúvida que o debate sobre a reforma política tem um ” ganho secundário”. O Congresso desmoralizado, tenta desviar as atenções para o tema polêmico. Com certeza essa manobra diversionista tem como objetivo tentar abrir um debate visando o interesse dos grandes partidos, e retirando a possibilidade do eleitor votar no nome que entender ser de sua confiança. É mais uma manobra mal intencionada, e deve ser repudiada por toda a sociedade brasileira. Quando observamos que quase a maioria dos parlamentares não possuem valores éticos, o medo da resposta popular nas urnas, os fazem engendrar manobras que poderão já sutir seus efeitos a seus favores no pleito de 2010.

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