*Um Plano de Inclusão Moral

Um estudo feito pelo Laboratório de Análise da Violência da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em parceria com o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e com o Observatório de Favelas, constatou um dado alarmante: pelo menos um em cada 500 adolescentes brasileiros será morto antes de completar 19 anos. Ainda segundo o estudo, a estimativa é de que o número de jovens mortos chegará a 33.504 até 2012 – a projeção tomava como base inicial, o ano de 2006 -, sendo que metade desses crimes acontecerá nas capitais.

Vivemos num momento em que economia brasileira se vê, de certa forma, privilegiada diante da crise internacional, o que significa dizer que existe uma estrutura econômica que segue um curso de desenvolvimento favorável à inclusão social, ao maior acesso à cultura, a uma tendenciosa curva na diminuição das desigualdades sociais. A grande questão que nos leva a uma reflexão sobre estes dados, é o motivo pelo qual esta mortalidade se dá e quais os fatores preponderantes no desencadeamento deste processo de violência.

Há muito se sabe que há uma relação entre desenvolvimento econômico, viabilidade de oportunidades e estrutura familiar que contribuem para a diminuição destes fatores de exposição, mas também sabemos que o Brasil tem caminhado de forma eficiente na ruptura das condições de pobreza, através de programas de inclusão social e racial que são de suma importância.

Talvez, a grande lacuna na nossa sociedade não seja apenas a questão econômica, ou de oportunidades aos jovens da periferia, mas algo que não se encontra permeado de forma devida na essência dos valores da cidadania que é a manifestação do pobre exemplo moral da política brasileira, da percepção pelo jovem de que, qualquer delito, seja ele qual for, passa pela permissividade social quando comparado ao desapego moral na prática da corrupção pública no nosso país.

Na verdade, este trabalho de conscientização do jovem no seguimento dos valores morais e sociais, nos últimos anos, tem sido subsidiado muito mais por parte daqueles que professam uma religião e suas restrições de ordem moral, do que pelo Estado, na lacuna de seu mau exemplo, onde a rés pública é pouco respeitada, o que promove uma degeneração do espírito moral e patriota dos nossos jovens.

Quem sabe, não é a hora de propormos algumas medidas como: voltarmos a instituir a antiga matéria “Educação Moral e Cívica” dos anos 70, combatermos o mau exemplo das telenovelas, iniciarmos uma campanha de patriotismo ao Brasil e por último, renovarmos todo quadro de parlamentares do Congresso Nacional.

Essas ações poderão surtir, no início, pouco efeito, mas em termos de exemplos cívicos e bons costumes, nossos jovens serão alvo de uma verdadeira inclusão moral e, com certeza, um número menor estará inclinado à prática de crimes e muitos não serão mortos antes dos 19 anos, assim como, estarão menos propensos a eleger políticos corruptos.

Fernando Rizzolo

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Uma resposta to “*Um Plano de Inclusão Moral”

  1. Eliseu Says:

    “Os destinos da humanidade escaparam ao controle do ser humano” – Palavras de Vsa. Excelencia Sr. Presidente da República brasileira Lula da Silva.
    Uma estorinha interessante:
    Ontem eu estava numa lanchonete com alguns amigos e comentei com alguns deles que a primeira vez que vi uma tv, (aos 6/7 anos de idade – em SP) passava uma propaganda do Jack In the Box (Uma lanchonete estilo Mc Donalds-por sinal bem melhor!!, que foi arrematada pela Nestlé e falidas em efeito dominó logo em seguida da reforma cor-de-rosa), comentei também com meus amigos que eu vi a propaganda aos 7 anos de idade e só vim saber do que se tratava aquela propaganda de um rapaz saltando de dentro de uma lanchonete com alguns pacotes nas mãos e de patins in-line (roller) aos 18 anos, apenas 2 anos após eu ter mudado drasticamente de “classe”, da baixa para a média alta (não ganhei na loteira não viu), apenas comecei a viver com uma família rica. Então, diante desse fato , eu tentei fazer uma associação socio-política ao fato e logo percebi como deve ser revoltante ser pobre, e na minha opinião, não ha nenhum fato revoltoso que não gere de alguma forma a violencia.
    Com vasta experiencia no assunto “violencia” e encaixado e acoplado totalmente ao assunto do post, eu digo o seguinte: Somente a religiosidade, princípios edificados na estrutura familiar sólida, muita disciplina e comida na mesa são os poucos de muitos os fatores que podem reduzir significativamente violencia.
    A exclusão social é o maior gerador de violencia, agora basta ver o que é que todos entendem por exclusão social.
    A minha opinião sobre exclusão social não se refere apenas aos pobres. Uma turminha de amigos de mesma classe fazem uma festa e por algum motivo, deixam de convidar um deles assim como este mesmo foi rejeitado para fazer aquele trabalho de ciencias em grupo. Eis um exemplo de exclusão social. Isso gera violencia também, até mais do que a “exclusão social” referente as classes menos favorecidas.
    Muitos traumas de infancia também geram violencia, uma criança que tem uma vida satisfatoriamente feliz e boa educação tem pouca probabilidade de se tornar um serial killer.


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