O passado condena – Coluna Carlos Brickmann

Coluna de quarta-feira, 5 de agosto

Vejamos a coisa pelo lado positivo: pelo menos, de agora em diante, as sessões do Senado serão movimentadas, animadas, e com tanta baixaria que não vão mais dar sono. E é divertido lembrar, também, que os cinco personagens principais do tiroteio – o presidente Lula, o senador Renan Calheiros, o senador Pedro Simon, o senador Fernando Collor, o presidente do Senado, José Sarney – foram alternadamente amigos e inimigos ao longo dos anos. Não, não lhes faça a injustiça de presumir que, diante de diferentes cenários políticos, tomaram posições diferentes (como a do inglês Winston Churchill, anticomunista convicto, que se aliou aos comunistas soviéticos para enfrentar o inimigo maior, o nazismo): as posições, aqui no Brasil, só variam por interesses pessoais.

Quando Sarney era presidente, Pedro Simon foi seu ministro da Agricultura e todos os outros eram oposicionistas radicais. Lula chamou Sarney de ladrão. Collor insultou até seus ministros (incluindo o chefe do SNI, a quem se referiu como “generaleco”) e acusou Lula de querer abortar a filha. Renan, principal aliado de Collor, não conseguiu seu apoio para se candidatar ao Governo de Alagoas e rompeu com ele. Mais tarde, apoiou-o, facilitando sua volta ao Senado.

Finalmente – como o amor é lindo! – todos se reuniram e são hoje amigos de infância. Houve época em que pelo menos Sarney e Lula gostavam de Pedro Simon. Hoje ninguém gosta. Para paladares do Planalto, é chato: honesto demais.

O futuro condena

E a situação não deve melhorar, não. Se Sarney continuar na presidência do Senado, não terá grande controle sobre a situação: PSDB, DEM e parte do PT dizem claramente que não mais aceitam seu comando. Se Sarney deixar a presidência, por qualquer motivo, boa parte do PMDB rejeitará o novo presidente – e acalmar os ânimos custará muito caro. Há uma CPI da Petrobras no forno. A Petrobras e suas fornecedoras têm um poder extraordinário, mas o lucro político de uma denúncia bem formulada pode fazer com que uma ala do plenário vá para o enfrentamento. O mais curioso é que políticos conciliadores, como Sarney e Lula, tenham ido à frente de combate sem a possibilidade de esboçar um acordo.

E o nosso está condenado

É claro que falamos de políticos experimentados, hábeis, sujeitos a surtos de amnésia seletiva. Podem esquecer que fizeram ameaças a Simon e a Arthur Virgílio, da mesma forma como os oposicionistas podem perfeitamente deixar a CPI em fogo brando. Mas, se houver acordo, o caro leitor é que vai pagá-lo.

Roteiro ensaiado

A primeira reunião do Conselho de Ética do Senado deve ocorrer hoje à tarde, com transmissão pela TV Senado. O presidente do Conselho, senador Paulo Duque, do PMDB fluminense, recebe as denúncias contra Sarney, Virgílio e outros e não se manifesta: pedirá prazo para estudá-las. Daí, na semana que vem, conforme a temperatura política, rejeita todas as denúncias, ou rejeita apenas as referentes a Sarney (e deixa Arthur Virgílio no fogo), ou aceita algumas, para que o Conselho de Ética possa se reunir algumas vezes, com TV, antes de rejeitá-las.

Petrobras em foco

E continua a enxurrada de emoções: amanhã, está marcada a primeira reunião da CPI da Petrobras. O relator da CPI é o senador Romero Jucá, líder do Governo no Senado (e que, coincidentemente, foi também o líder no Senado do Governo Fernando Henrique). CPI, como futebol, é uma caixinha de surpresas. Mas com um juiz ligado simultaneamente aos dois times, a coisa flui mais fácil.

O sacrifício da política

Ah, as eleições! O governador paulista José Serra, quando resolveu se dedicar à política, precisou dizer que gostava de futebol, teve de escolher um time e dizer-se torcedor desde criancinha (contam que, ao tomar um táxi para sua primeira partida como torcedor, disse ao motorista: “Vamos para o estádio!” E o motorista: “Qual deles?” Serra: “ué, tem mais de um?”) Agora, como candidato à Presidência, passou a gostar de Luiz Gonzaga, de baião e de forró desde que era menino (teve até de decorar a letra do Baião nº 1, para cantá-lo em dueto com Dominguinhos). E precisará lidar com mais uma novidade: na segunda, vai à Bahia para consolidar a aliança entre PSDB e DEM. Justo ele, de conciliador!

Símbolos de religião

O Ministério Público Federal iniciou ação civil pública, com pedido de liminar, para obrigar a União a retirar todos os símbolos religiosos de locais de ampla visibilidade e de atendimento ao público em repartições públicas federais em São Paulo. Na opinião dos promotores, as pessoas que se dirigem aos prédios da União têm sua liberdade de crença (ou de não ter crença) ofendida com a presença de símbolos religiosos não relacionados à sua fé; o Brasil, como Estado laico, sem vinculação entre Poder Público e religião, não pode optar por uma crença.

É uma questão complicada: a mesma Constituição cujo artigo 5º garante a liberdade religiosa (ou de não ter fé) se inicia com a frase “sob a proteção de Deus”. O dinheiro do país traz a inscrição “Deus seja louvado”. E quem aceitaria tirar do Rio o Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do mundo moderno?

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

PT não assinará nota da oposição contra Sarney

BRASÍLIA – O PT reforçou nesta terça-feira, 4, o apoio para a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa ao manter a posição pela licença temporária e não aceitar um convite de outros quatro partidos (DEM, PSDB, PDT e PSB) para pedir a renúncia do senador ao cargo.

A decisão do PT acabou fortalecendo Sarney e deixando isolados os senadores que defendiam a renúncia – ao final do dia, todos os partidos optaram por manter apenas o pedido de afastamento de Sarney.

Se o PT tivesse concordado com a renúncia, os demais partidos fariam o mesmo, tornando inviável a permanência de Sarney no comando do Senado. Em um plenário de 81 senadores, os cinco partidos juntos somam 46 votos – 14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, cinco do PDT e dois do PSB.

Em uma demonstração clara de que sua renúncia ficou mais longe, Sarney fez questão ontem de presidir a sessão do Senado por mais de duas horas e depois desfilou com desenvoltura pelo plenário do Senado cumprimentando aliados e até “inimigos”, como os tucanos e os democratas.

Inicialmente, os cinco partidos haviam cogitado fazer uma nota conjunta pedindo o afastamento de Sarney da presidência do Senado, mas acabaram desistindo, reforçando a permanência do peemedebista no comando da Casa.

“Ato de grandeza”

A terça-feira começou com os partidos de oposição tentando articular uma reação à tropa de choque do PMDB para que fosse elaborado documento favorável à renúncia do comando do Senado por Sarney.

Numa reunião a portas fechadas, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmaram que a ideia era evoluir da posição de licença/afastamento para a renúncia de Sarney. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), descartou imediatamente essa possibilidade.

“O mandato que tenho da bancada é com o pedido de licença temporária como ato de grandeza de Sarney. Não tenho mais nada além disso”, afirmou Mercadante, segundo participantes do encontro.

Para evitar acirrar os ânimos com o Palácio do Planalto, Mercadante desmarcou reunião da bancada para se posicionar sobre a crise no Senado e a permanência de Sarney no cargo. Ele alegou que a posição da bancada de 12 senadores permanecia a mesma da semana passada e, por isso, não era necessária uma nova reunião.

Há dez dias, Mercadante foi enquadrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mandou desautorizar sua nota defendendo a licença de Sarney da presidência do Senado.

Diante da posição petista, o líder Agripino Maia foi reunir-se com a sua bancada que decidiu também defender apenas o afastamento de Sarney e não mais a renúncia. Apesar de Agripino defender a renúncia, a tese do afastamento temporário de Sarney do cargo foi a vitoriosa dentro da bancada. Os

Os democratas também recuaram da decisão de entrar com representação no Conselho de Ética contra Sarney – eles vão apoiar algumas das denúncias que já estão no Conselho.

“Defender algo cuja solução está com o acusado tem efeito espuma”, justificou Agripino. A renúncia depende apenas de um gesto unilateral do senador Sarney. Já o afastamento poderá ser votado no Conselho de Ética do Senado. Sarney tem, no entanto, maioria folgada no Conselho – são dez votos a seu favor contra apenas cinco.

Os tucanos também amenizaram o discurso. “A posição que tomamos foi a de pedir o afastamento do Sarney por dois meses”, disse Sérgio Guerra. “Nunca pedimos sua renúncia. Isso é coisa do DEM”, ironizou o presidente do PSDB.

O PDT e o PSB também foram pelo mesmo caminho, refutando o pedido de renúncia de Sarney. “Concordamos com o pedido de licença do presidente Sarney. Se a gente pedir a renúncia, nós vamos estar pré-julgando”, argumentou o líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR).
agência estado

Rizzolo: Podemos observar de forma resignada, que infelizmente a quase totalidade dos políticos apregoam uma medida superficial, inócuo, balsâmica, pois receiam que a tropa de Sarney comece a enumerar as falcatruas do outro lado. Agora eu pergunto: Que espécie de democracia é esta que exercemos? Será que a máxima de que o brasileiro não está preparado para votar é verdadeira? Ou será que sem uma reforma partidária os mesmos sempre estarão a apunhalar a democracia, a ética e a probidade administrativa? O Pior, estamos falando de corrupção, atos secretos, e ainda aqueles que lá estão para supostamente defender os interesses do povo, defendem os interesses da ilicitude. Tenho pena daqueles que por pouca lesão patrimonial, cumprem pena nas cadeias fétidas, quando o exemplo de cima não existe, os lideram se vendem, e a vergonha passa a ser uma coisa menor.

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Bate-boca no Senado é de ‘envergonhar’, diz FHC

SÃO PAULO – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse estar envergonhado pelo bate-boca ocorrido ontem no Senado entre aliados e opositores do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). “Os diálogos são de arrepiar, de envergonhar”, disse, após participar de um evento da revista Seleções na capital paulista. “Para a população fica como uma troca de desaforos e dá a sensação de que todos são iguais, todos são ruins”.

FHC apontou como responsáveis para dar um fim à crise os líderes partidários e o próprio presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. “Alguém tem de ter uma postura separada do dia a dia e apontar o caminho da solução.” Apesar disso, Fernando Henrique condenou as interferências feitas até aqui por Lula no Congresso. “Ele que faça como queira, eu não interferiria dessa maneira. Acho errado.”

O ex-presidente evitou tomar posição contra ou a favor da renúncia de Sarney, que vem sendo pedida pelos líderes do PSDB no Senado. “Não vou entrar nessa questão, pois é um problema que eles precisam resolver”, disse. “É preciso um esforço para acabar com essa crise. Se isso for a custa de renúncia, as pessoas devem entender.”
agência estado

Rizzolo: Só não entendi porque FHC não foi mais conclusivo em relação à renúncia de Sarney. Ser reticente a esta questão demonstra o quanto este país não tem oposição. O bate boca com direito ao espetáculo de ” caras e bocas” de Collor, não impressiona mais ninguém ao revés, nos leva a uma maior indignação em relação à classe política brasileira. Tanta luta pela democracia, para termos isso ?

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Lula ‘quer distância’ de Sarney, diz Wall Street Journal

Uma reportagem do jornal americano Wall Street Journal desta terça-feira afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “quer distância” do presidente do Senado, José Sarney.

No texto intitulado “Líder brasileiro quer distância de aliado”, o correspondente do jornal em São Paulo, John Lyons, afirma que Lula “enfrenta um possível revés em meio a alegações de corrupção que colocaram pressão para que um importante aliado renuncie do comando do Senado”.

O jornal diz que inicialmente Lula defendeu Sarney das acusações, mas que na semana passada, em uma entrevista coletiva, o presidente brasileiro “indicou que cortou seus laços, sugerindo que não vai mais defender Sarney”.

“Uma aliança com Sarney ajudou a garantir maiorias para Lula e seu partido de esquerda, o PT, nos últimos anos.”

Popularidade ‘medíocre’ de Dilma

O jornal enumera algumas ações de Sarney e diz que o presidente do Senado tem falado que não vai renunciar ao cargo.

“Sarney pode enfrentar a tempestade. Mesmo se ele renunciar como presidente do Senado, ele provavelmente continuará sendo senador, dizem muitos analistas”, afirma a reportagem.

“Ainda assim, uma renúncia sacudiria Sarney justo quando o presidente Lula precisa dele para liderar uma investigação no Congresso sobre práticas contábeis na estatal do petróleo [Petrobras].”

O repórter também afirma que Sarney é importante para agregar votos a Dilma Rousseff, a candidata escolhida por Lula para as eleições presidenciais de 2010.

“Depois de dois mandatos no poder, Lula não pode se reeleger, e os índices medíocres de popularidade de Rousseff sugerem que ela vai precisar de uma coalizão multipartidária para vencer.”

folha online

Rizzolo: Bem pessoalmente não acredito que Lula queira distância de Sarney, a não ser que seja para ” inglês ver”, ou melhor ” americano ver”. A política brasileira está deteriorada, ao vermos ontem o Sr. Collor com aquele estilo de “caras e bocas” imitando Jânio Quadros, utlizando palavras extraídas de dicionário com o simples propósito de se passar como ” autoridade”, defendo a podridão do Senado, nos damos conta da pobreza da nossa democracia.

Por bem melhor seria, fazer uso desse ato cênico, para defender causas nobres em nome do povo brasileiro, e não o indefensável senador Sarney. Que tipo arranjo Collor,Renan e Lula fizeram para defender alguém que na situação de Sarney, que hoje representa a desmoralização do Senado. Agora, sinceramente, aquele gênero do Collor está fora de moda e lembra apenas o confisco da poupança de Zélia, aqueles velhos tempos que com certeza, a nação brasileira quer enterrar de vez na memória .

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