Sarney se irrita com pedidos de esclarecimentos de Suplicy

BRASÍLIA – Em aparte ao discurso de José Sarney (PMDB-AP) que deveria marcar o retorno à normalidade no Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cobrou nesta segunda-feira, 24, explicações do presidente da Casa sobre o teor das representações movidas contra ele no Conselho de Ética, arquivadas na semana passada.

“A situação no Senado não está tranquila, não está resolvida”, afirmou ele, acrescentando que “as pessoas cobram maiores esclarecimentos sobre as representações apresentadas conta Sarney”.

O presidente do Senado reagiu com irritação ao aparte de Suplicy. “Vossa Excelência feriu uma regra que eu acho que não é do seu feitio”, disse Sarney, antes de encerrar o discurso.

Sarney fazia um discurso em homenagem ao ex-presidente Getúlio Vargas e ao escritor Euclides da Cunha. Para os governistas, o arquivamento das representações no Conselho de Ética contra Sarney, na quarta-feira passada, 19, marcou o fim da crise interna na Casa. Segundo líderes dos partidos do governo, a estratégia seria iniciar a votação de projetos e emendas que estão parados.

No entanto, a oposição e parte dos senadores do PT não concordam com o desfecho dado pelo governo. “O arquivamento (das ações contra Sarney) não significou que tenhamos resolvido os problemas do Senado. Não tivemos a solução suficientemente resolvida”, disse Suplicy.

Suplicy acrescentou que tem ouvido cobranças. “Esta é a voz que ouço de toda a parte. As coisas não podem ficar como estão”, afirmou.

Suplicy lembrou o fato de o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), ter recomendado a Sarney que se afastasse da Presidência do Senado até que fossem esclarecidas todas as denúncias contidas nas representações.

“Nossa voz acabou não sendo ouvida, por uma ação da presidência do PT, do Palácio do Planalto, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, comentou, lembrando que os senadores do PT arquivaram as representações contra Sarney.

Ele repetiu frase citada por Mercadante em seu discurso de sexta-feira: “O erro dos homens pode ser porta-voz de novas descobertas. Esta casa errou, meu governo errou, meu partido errou, nós erramos, eu errei, porque essa não é a solução que o Brasil precisa.”

Irritação

José Sarney ficou irritado com a intervenção de Eduardo Suplicy, e disse que o senador foi indelicado ao levantar o debate sobre a crise política no momento em que ele fazia uma homenagem ao escritor Euclides da Cunha.

“Vossa Excelência feriu uma regra que eu acho que não é do seu feitio. Vossa excelência podia ter feito o seu discurso, como estava planejando fazer, mas este gesto que não é da personalidade de vossa excelência, a não ser que o senhor esteja tomado de uma paixão política que não é da sua personalidade”, disse Sarney, que encerrou o discurso logo em seguida.

O senador Gim Argello (PTB-SP) declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a crise não está mais no Senado. “Ela se deslocou, passou pelo Palácio do Planalto (se referindo às acusações de Lina Vieira, de que ela teria se encontrado com a ministra Dilma Rousseff) e agora se encontra dentro do PT, com Mercadante, em São Paulo”, disse o petebista ao estadão.com.br.

Como reação ao arquivamento dos processos contra Sarney, os senadores da oposição se reúnem nesta terça-feira, 25, para discutir se permanecem no Conselho de Ética ou renunciam às suas vagas no colegiado. Cinco das quinze cadeiras do conselho são ocupadas pelos oposicionistas. Líder do DEM, o senador José Agripino (RN) chega a Brasília no início da noite e reúne a bancada na terça, em um almoço, para discutir se desistem ou não das três vagas a que tem direito no colegiado.

O PSDB vive o mesmo dilema. Na semana passada, o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do partido, enviou ofício à Mesa Diretora pedindo para ser retirado da composição do conselho. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) também está com um ofício pronto para renunciar à cadeira. Ela só tomará uma decisão, entretanto, após reunião da bancada, na terça, na hora do almoço, no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Sérgio Guerra e o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), só chegarão a Brasília no final desta segunda.

Já o líder do PT, Aloizio Mercadante(PT-SP) – que, depois de ter anunciado sua renúncia ao cargo em caráter irrevogável, voltou atrás e anunciou a permanência no cargo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, está em São Paulo e passará o dia sem compromissos oficiais. O senador deve chegar a Brasília na terça-feira.
agencia estado

Rizzolo: Olha sinceramente esse papel do Suplicy para mim não passa de encenação, quando Lula determinava o apoio explícito à Sarney, ele se portava quieto, cantando musicas do Bob Dylan e conivente, agora que Sarney já fora absolvido, demonstra indignação e faz o gênero de “incompreendido” e excêntrico. Esse país do ponto de vista político está arrasado, e a culpa disso tudo é um partido chamado PT e a oposição corrupta, tudo farinha do mesmo saco. Governo e oposição todos unidos em corrupção! É claro que poucos se salvam, é verdade, mas o povo brasileiro precisa ter a sesibilidade de descobri-los nos seus mínimos gestos.

Protógenes anuncia filiação partidária até 1 de setembro

SÃO PAULO – O ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz anunciará até 1º de setembro a qual partido político vai se filiar, com vistas às eleições de 2010, segundo texto publicado em seu blog. Desde que deixou a polícia, após fazer denúncias contra o banqueiro Daniel Dantas, ele tem sido cortejado pelo PT, PDT, PV e PSOL. Protógenes escreveu hoje em seu blog na internet, no endereço http://www.blogdoprotogenes.com.br, um texto com críticas ao cenário político nacional.

“Faltam apenas oito dias para começarmos a nossa ”satiagraha brasileira” contra a corrupção, quando anunciarei para o Brasil a minha filiação político partidária”, escreveu o ex-delegado, em referência ao nome da operação da PF que o tornou conhecido nacionalmente. “A transformação social se passa no campo político.”

Na postagem, Protógenes cita desde o imperador romano Julio Cesar até o pensador Platão. E cita como exemplo de protagonistas de “espetáculos vexatórios” no Congresso os senadores Fernando Collor (PTB), Renan Calheiros (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

Protógenes faz ainda uma convocação aos eleitores para que tirem do poder os responsáveis pela crise no Congresso Federal, em uma referência ao pleito do próximo ano. “Precisamos mudar esse quadro. Nossos políticos atuais envolvidos em possíveis falcatruas não perdem por esperar”, escreveu. “Convoco a maioria de homens e mulheres honestos a assumirem seus papéis para tirar os corruptos das nossas administrações públicas.”

agência estado

Rizzolo: Deixando a questão do profissional delegado Protógenes, em termos pessoais, de patriotismo, de honestidade, acredito que Protógenes seja bem-intencionado. A convocação de tirar os corruptos das nossas administrações é algo que tem sido alvo da maioria dos meus textos, e acredito não não há mais como votar nos mesmos nomes, naqueles que há tempos compactuam com a imundice no Congresso Nacional. Precisamos de novos nomes, pessoas de bem e que acima de tudo não sejam profissionais da política como a maioria parlamentar. O grande problema de Protógenes são os partidos que o cercam PT, PDT etc. tudo base aliada, tudo farinha do mesmo saco, grandes contradições hein !

Charge do Paixão para o Gazeta do Povo

paixao

Congresso em desencanto

Lembro dos anos 70 quando surgiu uma obra de caráter religioso denominada Universo em Desencanto, de um conteúdo filosófico interessante. Sem querer fazer uma analogia do Congresso Nacional com está doutrina – o que seria uma afronta à espiritualidade! – me ocorreu o título deste artigo, pelo impacto realista na caracterização da matéria e seus efeitos no universo.

Na verdade, os acontecimentos ocorridos no nosso universo político nos últimos meses, têm nos demonstrado a estirpe dos políticos que em função da democracia representativa, são eleitos para nos representar. É claro que na sua maioria, independentemente de partido, são políticos profissionais que fazem uso da máquina partidária e que pela estrutura e interesses próprios e dos partidos, não promovem espaço para novos nomes que nos serviriam de opção política. Esse defeito parlamentar faz do quadro político brasileiro uma mesmice de nomes, de atores contumazes, de atos de improbidade pública e que por terem a certeza de que serão os mesmos candidatos nas próximas eleições, deixam o povo e a sociedade sem alternativa.

Dessa forma, restam aos idealistas, os pequenos partidos; estes sem recursos, sem tempo na TV e com pouca permeabilidade política. Assim, com a alma inconformada, novos nomes abandonam a disputa eleitoral, deixando a terra ainda mais fértil aos que dominam o cenário político nacional. Vivemos hoje uma situação no país onde a oposição se mistura com a ética da base aliada e na aferição das posturas dos bons costumes observamos que pouca diferença há entre os representantes do povo; a saída para os impasses acusatórios de alguns, acaba sendo sempre um ” acordão”, pois na verdade todos que praticam os atos reprováveis têm “telhado de vidro” e assim envergonham o Congresso Nacional sob o olhar resignado do povo brasileiro.

Com efeito, sem uma mudança na estrutura partidária atual, aliada a uma real possibilidade de o eleitor conhecer novos nomes, oferecendo maior visibilidade na campanha daqueles que se socorrem dos pequemos partidos, se laçando como uma nova opção ética, honesta, patriótica, disposta a construir um novo paradigma de moralidade no Congresso Nacional, sempre estaremos reféns daquele enorme grupo de profissionais da política, onde os interesses da sociedade sempre são subjugados pela má-fé vergonhosa que impera no quadro político da nossa pobre democracia.

Portanto, nos resta de forma imperiosa, a mudança, sob pena de relembrarmos a frase de Simone de Beauvoir, filósofa francesa que afirmou “O mais escandaloso nos escândalos é que nos habituamos a eles”.” Reconstruir um alicerce moral e ético na política brasileira é tarefa da sociedade. Refazer um universo democrático que está enfraquecido é, enfim, ter a esperança de reconstruir um Congresso que se encontra em desencanto.

Fernando Rizzolo

Judeus da Uganda

fonte:bneichalutzim

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Renunciei, mas não fui eu – Coluna Carlos Brickmann

Como todos os Estados, São Paulo tem três senadores. Ao contrário da maioria dos Estados, São Paulo não tem nenhum senador.

Aloízio Mercadante mostrou que, comparadas com ele, Rita Cadillac e a Mulher-Melancia nada têm a exibir. Rugiu truculento para Lina Vieira, miou para o presidente Lula. E seu estridente protesto contra o voto pró-Sarney, a renúncia à liderança do PT, não resistiu a uma conversa com o presidente. Como na famosa camiseta de Lobão (o cantor, não o governista), ele fez, mas não foi ele.

E os outros? Eduardo Suplicy, fundador do PT, crítico feroz da falta de ética dos outros, desta vez não foi aos microfones do Senado nem para cantar Bob Dylan. Não atacou o Governo – e também não o defendeu (aliás, com certa razão: Suplicy não é Dilma, tem mestrado e doutorado de verdade, mas nunca foi chamado por Lula para ocupar qualquer cargo). Silenciou. Não se sabe se está ao lado de Renan Calheiros ou de Aloízio Mercadante, de Collor ou de Flávio Arns.

O terceiro senador, como uma pesquisa no Google pode revelar, é Romeu Tuma, o Xerife, ex-superintendente da Receita Federal – que, diante de um problema que envolveu a Receita Federal, silenciou. Mas Tuma, faça-se justiça, é fiel a seus princípios. Quando seu partido, o PFL, mudou de nome para Democratas, Tuma saiu e foi para o PTB. Um homem como ele, delegado que comandou o Dops na ditadura militar, não aceitaria jamais ser chamado de Democrata.

E qual dos três jamais apresentou um projeto de interesse do Estado?

Nova face

Na quinta, o senador Aloízio Mercadante dizia que a decisão de deixar a liderança do PT era “irrevogável”. Na sexta, revogou o irrevogável, porque o presidente Lula o considera “imprescindível”. Pode ser – mas Mercadante, por bom tempo o principal assessor econômico do candidato Lula, que desistiu de disputar um mandato para ser seu vice numa eleição perdida, jamais recebeu um convite irrevogável de Lula para dar sua imprescindível colaboração no Governo.

A escolha de Sofia

Parafraseando Winston Churchill, no caso do Conselho de Ética foi oferecida ao PT a opção entre perder a ética ou as eleições. Preferiram perder a ética, e podem ter desperdiçado boa parte das chances de não perder as eleições.

Alegria, alegria

Não leve a sério as notícias de que o governador paulista José Serra, do PSDB, estaria preocupado com a possibilidade de também perder votos para Marina Silva. Serra está feliz, feliz: Marina é um problema do PT. O PSDB não tem nada a perder. E, se houver algo a ganhar, é dele.

O novo nome

O presidente da Federação das Indústrias, Paulo Skaf, sonha com o Governo paulista. Acha que é a Terceira Via entre PT e PSDB, e que seu nome pode ser o fato novo nas eleições. Por enquanto, nome novo mesmo é o do publicitário contratado pela Fiesp para reformular a imagem da entidade (e, quem sabe, popularizar seu presidente): é José Eduardo Mendonça, segundo as informações oficiais. O novo nome é este; o nome antigo, mais conhecido, é Duda Mendonça.

Os velhos tempos

Dizia-se, há alguns anos, que o Milagre Alemão tinha sido obtido graças à escolaridade, à disciplina, a aptidão dos alemães para a indústria. O Milagre Japonês se devia à persistência, à capacidade de trabalho e de estudo árduo dos japoneses. Já o Milagre Brasileiro era milagre, mesmo.

Duda Mendonça já fez milagres com candidatos como Paulo Maluf, Fernando Collor, o presidente Lula. Desta vez, é convidado a fazer um milagre, mesmo.

Caros hermanos

A cada vez que o presidente Lula visita o compañero boliviano Evo Morales, é preciso sacar a carteira. Desta vez, el regalo começou com US$ 330 milhões, para que Evo Morales possa construir uma estrada. E, na mesma reunião, Morales pediu mais US$ 300 milhões pelo gás natural que vende ao Brasil, isso numa época em que os reservatórios estão cheios e o consumo de gás caiu. Na opinião do presidente boliviano, a Petrobras – cujas refinarias no país ele mandou ocupar militarmente, sem indenização – é também devedora da Bolívia.

Cuidado com a carteira

O Governo Federal está pensando em trazer de volta aquele velho aspirador do bolso dos cidadãos: o Imposto do Cheque, agora com o nome de CSS e a alíquota (no início) de 0,1%. E, como de hábito, para torná-la mais palatável, a arrecadação seria destinada “exclusivamente à saúde”. O filme é o de sempre; mas desta vez, no lugar do ministro Adib Jatene, o astro da campanha é o ministro José Gomes Temporão. Por sorte, as eleições vêm aí: os parlamentares, já com problemas de imagem, dificilmente aprovarão neste momento um novo imposto.

Boa notícia

Guarde este endereço: http://www.europeana.eu. Acaba de ser inaugurada a Biblioteca Multimídia Européia, com mais de dois milhões de obras e consulta gratuita, em todas as línguas da Europa – inclusive Português.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

Bodas de Diamantes

*Por Professor Jonathan Sacks – Rabino-Chefe da Inglaterra

Certo dia fui chamado a oficiar em dois funerais. As famílias envolvidas eram amigas nossas, mas moravam em partes diferentes de Londres e não se conheciam. Nos dois casos, a mulher tinha morrido após um casamento longo e feliz. Um casal tinha acabado de celebrar, e o outro estava para comemorar, as bodas de diamantes.

O mais impressionante foi que os dois maridos me disseram a mesma coisa, com palavras praticamente idênticas: “Eu a amava tanto quanto no dia em que nos apaixonamos.” Ouvir aquilo uma vez, após sessenta anos de casamento teria sido raro. Ouvir duas vezes no mesmo dia parecia mais que mera coincidência.

Os dois casais eram religiosos. Rezar e ir à sinagoga, celebrar Shabat e as Festas, doar tempo e dinheiro ao próximo, tudo isso fazia parte da vida deles. Sabiam que no Judaísmo o lar é tão sagrado quanto um templo. Fazer essas coisas, perguntei a mim mesmo, tem algo a ver com a força e persistência de seu amor?

Tendemos a pensar que as emoções, especialmente uma tão caprichosa quanto o amor, são simplesmente aquilo que sentimos. Não escolhemos nossos gostos e aversões, nossos temores e alegrias. Eles nos apanham de surpresa. Podem nos deixar indefesos em seu poder. As palavras “paixão” e “passivo” estão relacionadas. Concluímos, portanto, que não podemos evitar de sentir aquilo que sentimos.

Estudos recentes em psicoterapia sugerem o contrário. A terapia cognitiva é baseada na premissa de que aquilo que sentimos é influenciado por aquilo que pensamos, e podemos mudar nossa maneira de pensar. A psicologia positiva tem tido sucesso em transformar pessimistas em otimistas, reestruturando as percepções das pessoas. Martin Seligman, o pioneiro nesse campo, chama o pessimismo de “impotência aprendida”, e aquilo que pode ser aprendido pode ser desaprendido.

O mesmo ocorre com o amor. Alguém que acredita que o casamento é “apenas um pedaço de papel”, que o sexo vem sem compromissos, e que o prazer é a medida de todas as coisas, terá uma gama de emoções. Aqueles que acreditam que o casamento é um pacto sagrado, que o amor é inseparável da lealdade, e que fazemos sacrifícios por aquilo que amamos, terão um ao outro. Porque eles têm pensamentos diferentes, sentirão coisas diferentes.

Aquilo que pensamos é moldado pela nossa cultura, e culturas inteiras podem ser sensíveis a algumas coisas, mas surdas e cegas a outras. Nos deliciosos romances de Jane Austen, por exemplo, por quem você se apaixona depende, numa maneira que hoje achamos estranha, da renda anual daquela pessoa. No mundo da romancista, casamento e classe social eram quase inseparáveis. O amor não é apenas uma emoção. Tem uma história social e cultural.

Hillary Clinton aprecia o provérbio africano: “É preciso uma aldeia para criar um filho.” Às vezes é preciso uma cultura para sustentar um casamento. Os judeus são tradicionalmente famosos por terem casamentos sólidos porque grande parte do Judaísmo é focado no lar, e porque a semana e o ano judaicos separam espaço sagrado para tempo em família. Quando muitos judeus perdem estes rituais, as taxas de divórcio sobem até se tornarem semelhantes ao resto da população.

Em qualquer cultura, alguns casamentos dão certo, outros não. Alguns duram, outros se desfazem. As coisas são assim. O fracasso de um relacionamento não deveria nos induzir a sentir culpa. Tentamos, falhamos e seguimos em frente, esperando um mínimo de acrimônia e um máximo de respeito mútuo. Porém isso não significa que não há nada que possamos fazer para dar uma melhor chance ao amor.

Ver o amor como a força que move o universo, amar a D’us e saber que D’us nos ama, celebrar o amor em ritual e canção e saber que ele significa constância e lealdade, entender que o amor dá e perdoa, e ver no nascimento de um filho o amor que traz nova vida ao mundo: estes dão uma maior chance ao amor. E num mundo de prazeres fáceis, períodos de pouca atenção e relacionamentos frágeis, o amor precisa ter mais chance.

É isso que a fé faz. Santificando o amor, ela o protege das milhares de tentações às quais se vê exposto todos os dias. Naquele dia, quando ouvi dois velhos amigos em meio à dor falarem sobre um amor que não diminuiu com o tempo, pensei nas famosas palavras de Dylan Thomas: “Embora os amantes possam se perder, o amor não pode; e a morte não dominará”, e eu soube que amar a D’us nos ajuda a amarmos uns aos outros.

fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de muita paz !

Fernando Rizzolo

Charge do Sponholz para o Jornal da Manhã

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Saúde diz que votação da “nova CPMF” ocorrerá em setembro

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira, por meio de nota, que a regulamentação da emenda constitucional 29 –que prevê novos recursos para a saúde– deve chegar a plenário até o início do próximo mês.

O projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, para regulamentar a emenda constitucional 29, prevê a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), tributo que é visto como uma nova versão da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

A contribuição vai incidir sobre as movimentações financeiras e proporcionar a arrecadação de aproximadamente R$ 12 bilhões anuais para a saúde. Todo o recurso arrecadado pela CSS será destinado, exclusivamente, a ações e serviços públicos da área.

O apoio do PMDB, maior bancada do Congresso, permitirá que a emenda constitucional 29 seja votada. O partido fechou questão favorável à votação ontem, após reunião com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O discurso oficial do PMDB é que a saúde precisa de mais recursos devido à gripe suína. O compromisso, que também conta com o apoio também do PT, é votar a proposta no máximo até setembro na Câmara.

“A bancada, a maior da casa, se comprometeu a acelerar a regulamentação da lei e a votá-la em plenário até o começo de setembro, derrubando o último destaque pendente para que seja encaminhada ao Senado”, afirmou em nota o ministério da Saúde.

Reação

O PSDB, principal articulador do fim da CPMF, destacou em nota que vai recorrer à Justiça para barrar a contribuição. “A volta desse tributo mostra a compulsão pela irresponsabilidade deste governo. O Planalto promove uma gastança e, para continuá-la, precisa de dinheiro”, afirma a nota.

Caso o projeto seja aprovado no Congresso, o PSDB ressaltou que recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal), sob o argumento de que a criação de imposto depende de emenda constitucional, e o texto que aguarda votação na Câmara é um projeto de lei complementar.

A proposta do Ministério da Saúde inclui destinar 50% dos recursos adicionais arrecadados pela Emenda 29 ao Ministério da Saúde, para serviços de média e alta complexidade; 25% aos estados, para aperfeiçoar o atendimento de urgências e emergências, por exemplo; e 25% aos municípios, para o fortalecimento da atenção básica.

folha online

Rizzolo: Quem acompanha este Blog sabe que sempre fui um defensor da criação de um imposto nos moldes da extinta CPMF exclusivamente para a saúde do povo brasileiro. A CSS (Contribuição Social para a Saúde), que incidirá sobre as movimentações financeiras, é uma contribuição legítima, necessária, e só quem tem pouco apreço aos pobres, aos desvalidos que enfrentam as longas filas dos hospitais públicos, é capaz de ser contra. O esteio argumentativo que praticamente por mim neste Blog já foi exaurido contra o fim da CPMF, volta à tona agora, desta feita na defesa de uma saúde pública com mais verbas, promovendo um melhor atendimento à população carente. Vamos à luta !

Para Lula, Mercadante cometeu grave erro político

BRASÍLIA – Em longa e dura conversa com o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), na noite de quinta-feira,20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do petista apoio às decisões do partido e do governo, disse que não admitia ser pressionado e distribuiu broncas. Irritado com a atitude de Mercadante de anunciar pelo twitter – site de microblogs – que apresentaria ontem sua renúncia à liderança do PT, em caráter irrevogável, Lula afirmou que, além de fazer jogo individual, o senador estava cometendo grave erro político.

“Não pense que a militância do PT vai entender isso”, esbravejou ele, no Palácio da Alvorada. O presidente não escondeu de Mercadante que ficou furioso com o fato de o petista ter anunciado que conversaria com ele, jogando a solução do imbróglio em seu colo. Foi por isso que deixou “vazar” a informação de que não apenas não ligava para a renúncia como aprovava a escolha do senador João Pedro (PT-AM) para a vaga. Suplente do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, João Pedro é amigo de Lula e preside a CPI da Petrobras.

“Em política não existe a palavra irrevogável”, disse Lula a Mercadante. Apesar do tom amistoso da nota em que o presidente pede ao líder do PT para não abandonar a liderança do partido, os dois bateram boca em mais de uma ocasião durante a conversa de cinco horas, que entrou pela madrugada de sexta-feira.

Os termos da carta de Lula a Mercadante foram acertados naquela noite para dar argumento ao recuo do senador. O texto passou pelo crivo do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Antes de viajar para o Acre, na manhã de ontem, o presidente telefonou para o petista e o autorizou a ler a carta da tribuna do Senado. “Está tudo bem. Tivemos uma boa conversa”, afirmou ele, mais tarde, a auxiliares.

Na quinta à noite, porém, Lula disse a Mercadante que sua renúncia seria imperdoável. No seu diagnóstico, além de jogar combustível na crise que pôs em rota de colisão o governo, a bancada do PT e a direção do partido, o gesto daria munição aos adversários e seria interpretado como resultado da luta entre éticos e não-éticos do PT sobre o destino do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Diante do presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), que também participou da conversa, Lula afirmou que Mercadante não tinha o direito de levar mais desgaste para o partido. Disse, ainda, que um líder não podia jogar a toalha nem desistir de sua missão na primeira dificuldade.

“O presidente não fez um apelo. Fez, na verdade, um chamamento à relação de 30 anos que tem com Mercadante”, contou Berzoini.

O senador reagiu às cobranças de Lula e também foi duro nas críticas. Afirmou que o PT e o governo “erraram muito” ao recomendar o arquivamento de todas as denúncias contra Sarney. Garantiu, ainda, que não estava jogando para a plateia nem adotando posição dúbia, de olho na sua própria reeleição, em 2010, ao defender a abertura de investigações no Senado.

Mercadante argumentou que a maioria dos senadores sempre defendeu o afastamento de Sarney e que não leu a nota na qual Berzoini orientava os três integrantes do Conselho de Ética a salvar Sarney porque aquele enquadramento feria os seus princípios. “O senador é um homem de rompantes, mas todos nós sabemos que ele é um importante quadro político”, afirmou um ministro ao Estado.

Rizzolo: Observem que existe um desprezo por parte do PT com a opinião pública, pisoteiam a ética e pouco se importam se os atos do partido contrariam grande parte dos petistas que ainda sustentam os ideais da época de sua fundação. Com certeza os que estão se retirando- e não foi o caso da vergonhosa conduta de Mercadante – constituem idealistas, e ainda não perderam o verniz ético, de honestidade, e de compromisso com seu eleitorado e a sociedade em geral. Essa postura com certeza trará grande prejuízo a imagem do PT, e essa arrogância presidencial em função da popularidade, de mandar e desmandar naqueles que não digerem a podridão, logo enfrentará a nua realidade da inviabilidade eleitoral de Dilma, uma real utopia política, que só prospera na mente do presidente.

Saída de Marina Silva do PT repercute em jornais estrangeiros

A saída da senadora Marina Silva (AC) do PT repercutiu na imprensa estrangeira, que destacou a possibilidade da ex-ministra disputar as eleições presidenciais de 2010.

Os jornais norte-americanos “Washington Post” e “New York Times” salientaram que Marina é conhecida por “proteger a floresta Amazônica contra o desenvolvimento”, e que sua saída do PT é uma perda para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que ele tenta impulsionar o PT para as eleições de 2010.

Já o britânico “The Guardian” destacou que, após semanas de especulação, Marina decidiu deixar o partido afirmando que os políticos falharam em não dar atenção o suficiente para a causa ambiental.

Os apoiadores da ex-ministra, salientou a publicação, esperam que, ao concorrer à Presidência em 2010, Marina possa “colocar o ambiente de volta à agenda política do maior país da América do Sul”.

O também britânico “Financial Times” lembrou que a senadora provavelmente “dividirá os votos pró-governo naquela que deveria ser uma corrida entre os candidatos do governo e da oposição”.

Para o jornal, sua saída deve agravar a “crise crescente” que assola o governo e o PT. O Times citou o descontentamento dos senadores petistas Flávio Arns e Aloizio Mercadante, e afirmou que, ao apoiar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Lula “dividiu” o partido.
folha online

Rizzolo: A crise do PT já tomou corpo na visão dos analistas internacionais. E não é por menos, a partir do momento em que um partido de luta histórica cerra fileira na defesa da amoralidade no Congresso, a implosão é certa. Assim com certeza ficará no partido apenas aqueles que compactuam com a falta de ética. Os demais farão como Marina Silva, o senador Flávio Arns (PR), e outros que ainda virão.

Charge do Pelicano para o Bom Dia (SP)

AUTO_pelicano

Apoio a Sarney no Senado, a mando de Lula, abre racha no PT

Com idas e vindas desde o início da crise do Senado, a posição do PT na reunião do Conselho de Ética desta quarta-feira, 19, foi decisiva para o arquivamento de todos os processos contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e abriu uma crise na bancada do partido.

No mesmo dia em que a petista histórica Marina Silva anunciou sua saída do partido, senadores criticaram o líder da bancada, Aloizio Mercadante (SP), e o senador paranaense Flávio Arns disse que também avalia deixar o PT. Mercadante chegou a afirmar que só não deixará o partido nesta quarta para não agravar ainda mais a crise.

Contrário ao arquivamento de todas as ações, o líder da bancada chegou a colocar, na noite de terça-feira, 18, seu cargo à disposição do partido, caso tivesse que substituir os suplentes Ideli Salvatti (PT-SC) e Delcídio Amaral (PT-MS) pelos membros da tropa de choque do governo Romero Jucá (PMDB-RR) e Roberto Cavalcanti (PTB-PB).

Até antes do início da sessão do conselho, não estava claro se os dois senadores petistas, que concorrem a reeleição no ano que vem, votariam a favor ou contra o arquivamento. Delcídio e Ideli se inclinavam a votar por Sarney, mas temiam a má repercussão para as eleições do ano que vem.

Favorável a que os senadores do PT votassem conforme sua consciência, Mercadante foi contrariado pela direção nacional do partido. Na manhã desta quarta-feira, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, enviou uma nota aos senadores pedindo unidade no arquivamento das ações contra Sarney.

Mercadante – que deve concorrer a reeleição no ano que vem – negou-se a ler o texto na comissão, deixando o constrangimento para o senador João Pedro – cujo mandato vai até 2014 – e aos membros do conselho, que votaram conforme a orientação da bancada.

Críticas

Delcídio criticou a atitude do líder. “Um exército forte é feito de um líder forte. Nós nos sentimos desamparados hoje (quarta)”, disse o senador petista.

Após a sessão, Delcídio contou que o combinado era que a nota fosse lida por Mercadante, para anunciar “uma posição da bancada”. Em cima da hora, porém, Mercadante desistiu e pediu que o senador João Pedro (PT-AM) anunciasse a nota em seu lugar.

“Fiquei constrangido em votar pelo arquivamento das ações”, confessou o senador, “mas sou um homem de partido. Ser governo não é só ficar no bem-bom, tem que mastigar o osso”, afirmou o senador sul-mato-grossense .

Na avaliação do líder do PT, que não é integrante do conselho, arquivar as denúncias e representações contra o presidente do Senado não seria a melhor maneira de tentar solucionar a crise política no Senado. “Não li a carta porque seria hipocrisia”, justificou. “O preço político que o PT está pagando é muito grande. Essa não é a posição política melhor para a bancada, mas falou mais alto a posição partidária”, disse Mercadante.

Em meio as pressões, Mercadante disse que ficará na liderança do PT a pedido da maioria dos senadores da bancada. “Minha vontade era sair da liderança, mas não vou agravar a crise na bancada”, disse o senador, após reunião do partido que contou com sete dos 12 senadores petistas.

‘Tática da oposição’

Em sua nota, Berzoini classifica a abertura dos processos contra Sarney como uma tática da oposição.

“Oriento os senadores do PT que fazem parte do Conselho de Ética que votem pela manutenção do arquivamento das representações em relação aos senadores representados, como forma de repelir essa tática política da oposição, que deseja estabelecer um ambiente de conflito e confusão política, no momento em que os grandes temas do Brasil, como o marco regulatório do pré-sal e as estratégias para a superação da crise internacional são propostos pelo presidente Lula, como pauta para o necessário debate nacional”, afirma a nota.

Senadores da oposição, que dependiam do apoio do PT para conseguir votos suficientes para abrir investigação contra José Sarney, criticaram a orientação de Berzoini. Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) a nota “é deplorável” em todos os aspectos. “Tem um discurso que se desvirtua completamente da prática”, afirmou.

Ao final da reunião do Conselho de Ética, senadores contrários à permanência de Sarney criticaram a decisão do PT de votar pelo arquivamento das denúncias.

“É impressionante como o Senado cada vez mais consegue se afastar da vontade da opinião pública”, disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES). “O apoio do PT ao presidente José Sarney mostrou que o presidente Lula colocou a sua digital no arquivamento”, avaliou José Agripino Maia (RN), líder do DEM.

PMDB e PT em 2010

O líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), avaliou, em contrapartida, que a decisão da bancada petista em votar pelo arquivamento das denúncias contra Sarney “é uma prova de que o PT e o PMDB podem estar ainda mais próximos em 2010”. Questionado se a decisão de arquivar as denúncias resolveria a crise política no Senado, Calheiros respondeu: “O time não é meu, mas o Senado precisa dar uma resposta mais eficiente à sociedade, com votações importantes”.

Veja como votaram os senadores nos dois casos:

Pela abertura dos processos:

Demóstenes Torres (DEM-GO)

Eliseu Resende (DEM-MG)

Rosalba Ciarlini (DEM-RN)

Marisa Serrano (PSDB-MS)

Sérgio Guerra (PSDB-PE)

Jefferson Praia (PDT-AM)

Pelo arquivamento dos processos:

Wellington Salgado (PMDB-MG)

Almeida Lima (PMDB-SE)

Gilvan Borges (PMDB-AP)

João Pedro (PT-AM)

Ideli Salvatti (PT-SC)

Delcídio Amaral (PT-MS)

Inácio Arruda (PCdoB-CE)

Gim Argello (PTB-DF)

Romeu Tuma (PTB-SP)agência estado

Rizzolo: Tomem nota destes nomes. Se você é patriota e tem o mínimo de honra e ética, não vote nestes cidadãos que votaram pelo arquivamento dos processos. Mercadante apenas ameaça. Mas se fosse realmente um amante da democracia, da ética, do bom senso, sairia já do PT. Quem tem brio, e que não quer macular seu nome, não pode se deixar levar pelos espúrios interesses do PT em apoiar Sarney. Aliás as vezes penso que Sarney trabalha a favor da oposição, para que com sua permanência sem sentido, delate a falta de moral da base governista desqualificando-a, e contribuindo para o PT se impluda da forma que se tem demonstrado com debandadas de nomes com peso político. Lula com a sua megalomania em adotar Dilma, e apoiar Sarney está sim implodindo o PT e desmoralizando nomes do partido a troco de seu “projeto maluco” em fazer de Dilma, que nem vereadora um dia foi uma presidente da república, quem embarcar nessa pagará seu preço.

Publicado em "discurso bonito e cheio de verdades ", advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, Apoio a Sarney abre racha no PT, banqueiro Joseph Safra e Sarney, Blog do Rizzolo, Brasil, censura ao Estado, Cezar Britto, comportamento, concessão de rádio a filho de Renan, Conselho de Ética já tem 11 pedidos, corrupção, cotidiano, CPI da Petrobras, Crise do Senado e Sarney, crise moral atinge o Senado, crise moral no Congresso, discurso de Sarney, Discurso de Sarney é 'muito verídico', economia, eleições 2010, favor a neta não se naga, fora Sarney twitter, geral, Lula 'quer distância' de Sarney, Lula defende Sarney, Lula fecha olhos para escândalos quando lhe convém, Lula volta a criticar o Senado, manifestantes anti - Sarney são libertados, News, OAB e as passagens aéreas, OAB Federal, OAB quer deputados devolvendo dinheiro, OAB/RJ contra Sarney, Política, Popularidade 'medíocre' de Dilma, Principal, qualquer um ajudaria uma neta, Sarney, Sarney anula o 663 atos secretos, Sarney anula os atos secretos, Sarney autoriza Ministério Público a investigar, Sarney denuncia da Veja, Sarney diz que audios forma fraudados, Sarney diz que fica, Sarney diz que fica cita biografia, Sarney e o equívoco do contador, Sarney eo Senado, Sarney não convence, Sarney o camaleão, Sarney oculta casa da Justiça Eleitoral, Sarney tinha conta no exterior. Tags: , , , , , . 1 Comment »

Para FHC, eventual candidatura de Marina é positiva

SÃO PAULO – O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, disse em entrevista a rádio CBN, na manhã de hoje, que acha positiva uma eventual candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva à Presidência no ano que vem. Marina anunciou hoje seu desligamento do PT, partido ao qual estava filiada há cerca de 30 anos, e disse que, a partir de agora, sente-se livre para conversar com outros partidos sobre a eventual possibilidade de candidatar-se em 2010.

“Agora me sinto mais livre para fazer essa transição ao PV”, disse. Fernando Henrique Cardoso afirmou que Marina é uma pessoa de caráter e que, embora seja difícil ela ter votação suficiente para ganhar as eleições, os temas abordados por ela, como ecologia e uma nova forma de desenvolvimento, vão contribuir de forma eficiente para o País.
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Rizzolo: É claro que para o PSDB e oposição isso é ótimo, fragiliza a Dilma. Marina como já disse anteriormente, pertencia ao PT do bem, tem boa intenção, veio da base petista, lutou muito na vida. Mas a grande verdade é que a conversa da ecologia, da sustentabilidade do planeta, isso tudo foi uma boa desculpa para cair fora do PT, e desestabilizar a candidatura de Dilma fruto da megalomaníaca do presidente. É o PT implodindo e a oposição aplaudindo.

Em carta, Marina afirma que falta de visão a fez sair do PT

BRASÍLIA – Em carta encaminhada ao presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), a senadora Marina Silva anuncia sua desfiliação do partido e diz que, apesar dos avanços conquistados durante os seis anos em que foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, “faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas”.

Mais cedo, Marina Silva anunciou à imprensa que está em processo de negociação para se filiar ao PV, mas não quis falar no papel de possível candidata à Presidência da República. A Berzoini, a senadora explica que não deseja mais continuar sua luta ambiental dentro do partido, e sim procurar um grupo que assuma “inteira e claramente um novo padrão de desenvolvimento para o Brasil”.

“É o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País”, diz trecho da carta.

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Rizzolo: Na verdade essa argumentação ecológica, de procurar um partido onde as questões sócio ecológicas estão mais pontuadas do que internamente no PT, é uma grande balela. A grande reviravolta é que com essa manobra, Marina desestabiliza o PT e Dilma Rousseff, que já escorrega no limbo da falta de densidade eleitoral. Dilma é uma invenção de Lula, e que trará ao PT o caminho da derrota. A cada dia que se passa mais fica patente a inviabilidade eleitoral de Dilma, principalmente no Sul e Sudeste onde a transferência de votos é bem mais difícil. A saída de Marina vem ao encontro da oposição, e irá fragilizar o PT que se agarrará mais ainda no PMDB chancelando as amoralidades do Senado. Hoje não temos representantes dignos no Congresso; tanto na oposição quanto no governo corre a veia da corrupção, da improbidade, da falta de vergonha.

Charge do Sponholz para o Jornal da Manhã (PR)

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Uma questão de pernas curtas – Coluna Carlos Brickmann

Coluna de quarta-feira, 19 de agosto

Dilma negou três vezes. Por mais de três vezes Lina confirmou. A doutora Dilma é a dona das provas: dela depende mostrar – ou não – as imagens captadas pelas câmeras na garagem do Palácio, que confirmarão, ou não, que Lina esteve lá; dela depende a divulgação das agendas do Palácio, que mostrarão, nos dias em que Lina esteve lá (se esteve), os compromissos que cumpriu. Se Lina só apareceu no Palácio em datas em que tinha outros compromissos, estará mentindo. Mas Dilma, mestra na vida palaciana, sabe que, se em determinada data houve a presença de Lina sem outros compromissos confirmados, a visitada era ela.

Qual a importância de saber quem tem razão? Apenas saber se um candidato ao maior cargo da Nação é dado ao vício da mentira. Bill Clinton não esteve em risco por seu caso com Monica Lewinsky, mas por tê-lo negado e ser desmentido. Richard Nixon não caiu pela invasão do QG do partido adversário, no Edifício Watergate: caiu por negar sua responsabilidade e ser desmentido.

Dilma já escorregou algumas vezes. No caso VarigLog, negou ter conversado com Roberto Teixeira, o primeiro-compadre do presidente Lula, e acabou sendo forçada a desmentir-se. Precisou renegar seu próprio currículo, que a titulava de Mestra e Doutoranda (na verdade, não era mestra nem doutoranda), e garantiu que nunca o tinha lido. Negou ter mandado fazer um dossiê sobre a falecida primeira-dama Ruth Cardoso, e depois se desmentiu, mas mudando o nome do dossiê para “banco de dados”. Que nome será dado ao encontro com Lina Vieira?

Mudando de conversa

Um indício interessantíssimo ajuda a mostrar quem está falando a verdade e quem procura ocultá-la. Veja esta nota publicada ontem pelo Globo online:

Assessoria do Ministério da Fazenda nega o que disse – A assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda informou na segunda-feira ao jornal O Globo que a secretária-executiva da Casa Civil Erenice Guerra visitou várias vezes o prédio da pasta no final do ano passado. A informação foi repassada ao jornal pela integrante da assessoria Carmem Luiza Cunha. Hoje, a mesma assessoria de imprensa divulgou nota para negar o que foi informado no dia anterior ao jornal.

Leia a íntegra da nota:

“O Ministério da Fazenda informa que é inverídica a afirmação contida na matéria, publicada hoje no jornal O Globo, de que o ‘Ministério da Fazenda confirmou que a Secretária-Executiva da Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra, esteve várias vezes no prédio em novembro e dezembro do ano passado’.”

A pesquisa…

A pesquisa DataFolha sobre eleições presidenciais pode ajudar determinados políticos a manter candidaturas, ou a rever suas posições; pode influenciar outros políticos na definição de seus rumos; pode sinalizar muita coisa aos doadores de campanha. Mas uma pesquisa a mais de um ano da eleição não tem qualquer importância para definir quem está ou não na frente. Faltam muitas definições, falta clima, sobra tempo. E se aparece uma nova Marina, mas com chances?

…e o que revela

Pesquisa é útil para quem analisa o jogo político. No caso, mostra mais uma vez que escândalos não mudam intenções de voto, nem índices de popularidade. A pesquisa indica, por exemplo, que a maior parte dos eleitores gostaria de ver Sarney fora da Presidência do Senado. Sarney está impopular. Mas o presidente Lula, que se expôs em sua defesa, continua onde estava: perdeu dois pontos de aprovação, o que é pouquíssimo, dentro da margem de erro, e não abala sua invejável posição política. Se uma das maiores campanhas dos últimos anos, como a que se move contra Sarney, não mexe no índice de seus apoiadores, fica claro que insistir em escândalos não é uma boa estratégia para a oposição. Escândalo ou destrói o alvo, e rápido – como o de 1954, que levou o presidente Vargas ao suicídio, ou o que depôs Collor – ou não serve sequer para abalar sua aprovação.

O caminho pedregoso

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ainda não perdeu as esperanças: quer porque quer candidatar-se ao Governo paulista. Houve época em que flertou com o PT, depois ficou ao lado do PSDB de seu amigo Alckmin, mas não foi acolhido por nenhum dos dois. Agora, diz O Globo, pensa no PMDB, onde entraria pelas mãos do deputado Michel Temer. Só que quem manda no PMDB paulista é o ex-governador Orestes Quércia. E Quércia deve apoiar o candidato do PSDB.

O canhão de Erenice

Erenice Guerra, primeiro-escudo da ministra Dilma Rousseff, perdeu a batalha para o Tribunal de Contas da União: deve ir para lá o ministro das Relações Institucionais, José Múcio. Erenice luta agora pelo Superior Tribunal Militar, na vaga do ministro Flávio Bierrenbach, que se aposenta por atingir 70 anos, o limite de idade. Erenice é advogada, petista há quase 30 anos (mais antiga no partido que Dilma), e tem tudo para entrar na área militar. A segurança do presidente da República, o escudo de Lula, está a cargo dos Dragões da Independência.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

Aécio volta a elogiar Marina e diz que candidatura dela atrapalha Lula

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta terça-feira (18) que a eventual candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) deve atrapalhar os planos do governo Lula na corrida presidencial, em 2010.

A senadora deixou o ministério do Meio Ambiente após se desentender com colegas da administração federal, entre eles, Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, a escolhida de Lula para sucedê-lo. Marina foi convidada a se lançar à corrida presidencial pelo PV (Partido Verde).

“Do ponto de vista eleitoral, certamente a candidatura da ministra Marina deverá levar mais preocupações ao campo do governo, já que ela tem tido uma posição muito crítica em relação à condução da política ambiental por parte do governo. Quanto a mexer no tabuleiro, quanto a ter uma influência de desestabilização maior dessa ou aquela candidatura, só o tempo é que vai dizer”, disse.

Presente no mesmo em evento que a senadora, na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador tucano elogiou Marina Silva.

“Eu tenho uma amizade, um carinho enorme pela ministra Marina. Acho que ela é um dos símbolos da política do bem, da política correta, da preocupação ambiental. Acho que a eventual entrada da ministra Marina na disputa traz ao centro do debate a questão da sustentabilidade”, afirmou.

Recentemente, Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, também do PSDB, elogiaram o Partido Verde e a senadora. Apesar da amizade declarada a ela, Aécio disse também gostaria o PV como aliado na eleição do ano que vem.

Aécio e Serra disputam a indicação tucana para concorrer ao cargo de Presidente da República, em 2010.

“Temos aqui em Minas, como vocês sabem, uma aliança muito sólida com o PV. O PSDB nacional gostaria de tê-lo como seu aliado, eventualmente já no primeiro turno, mas é absolutamente legítimo, nós temos que respeitar se o partido optar por apresentar uma candidatura”, avaliou.

O mineiro reiterou que continuará a viajar pelo país para difundir as prévias tucanas, que segundo a cúpula tucana, será instrumento utilizado para indicar o candidato do PSDB para concorrer ao pleito do ano que vem.
folha online

Rizzolo: Marina Silva é tipo da petista do bem. Como já afirmei em outros comentários, existem petistas do bem e do mal, mas especificamente a postura política de Marina Silva, seus ideais, sua história e trajetória política denota seriedade de suas propostas e acima de tudo um amor incondicional ao meio ambiente, encontra-se nela uma luta que não envolve “marketing”, mas sim propósitos, pontuações e honestidade. Para o PSDB seria uma grande oportunidade uma aliança com o PV; No tocante à Dilma, entendo que as chances dela são poucas, principalmente depois da intenção de Marina Silva se candidatar e das alegações de que mentiu quando diz não ter intercedido junto à Receita Federal. É isso aí.