A Garota do leite pré-salgado – Coluna Carlos Brickmann

Coluna de quarta-feira, 2 de setembro

Esopo, o grande criador de fábulas, é o autor desta Menina do Leite, datada de uns seis séculos antes de Cristo. Conta a história de uma garota que ia à cidade vender o leite de sua vaquinha. Com o balde na cabeça (naquele tempo era assim), ela fazia as contas: “Vou vender o leite e comprar uma dúzia de ovos. Ponho os ovos pra chocar e fico com uma dúzia de pintinhos. Quando os pintinhos crescerem, vendo os galos e crio as frangas, que vão botar mais ovos. Mando chocar os ovos e terei mais galos e galinhas. Vendo tudo, compro porcas e cabritas. Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e…” A menina tropeçou, caiu e o leite escorreu no chão. Nem ovos, nem galinhas, nem pintinhos, nem cabritas, nem as porcas. Nem leite.

Moral da história, segundo Esopo: “Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la”.

Esopo não deu o nome da Garota do Leite. Não, não devia ser Dilma: este não é um nome grego. Mas o Governo Federal está seguindo o roteiro: uns bons dez anos antes do início da produção em escala do petróleo do pré-sal, já fez a distribuição dos royalties, prometeu dar dinheiro do lucro para a educação, a saúde, a previdência, o desenvolvimento econômico, garantiu recursos para a infraestrutura. É melhor que o petróleo do pré-sal jorre sem incidentes, com abundância, num nível de preço que torne sua extração economicamente viável, ou a Garota do Leite pode se transformar em Garota do Óleo com um simples tropeção.

Quem sabe?

Extrair petróleo do pré-sal exige atravessar quilômetros de água do mar, furar a rocha, enfrentar o pré-sal (que, por motivos diversos, é pastoso, tende a recobrir o poço e corrói equipamentos) e, finalmente, encontrar o reservatório. É caro, muito caro. Quanto precisa custar o barril no mercado para que valha a pena extrair o petróleo do pré-sal? Mais do que o preço atual, com certeza.

Analisando os problemas

O presidente Lula, entretanto, tem sido lúcido na análise da possível receita do pré-sal. Disse, com propriedade, que riquezas desse porte podem fazer bem ou mal às nações. A Inglaterra (com o carvão) e os Estados Unidos (com o petróleo) se desenvolveram; Portugal (com o ouro do Brasil) e Espanha (com a prata do México e de outras colônias americanas) ficaram estagnados por séculos. Em tempos mais recentes, a Holanda deu nome à Doença Holandesa: com a exportação do petróleo, sua moeda se valorizou a tal ponto que ficou mais barato importar tudo, e a indústria holandesa se enfraqueceu notavelmente. Já a Noruega transformou seu petróleo em riqueza permanente, gerando qualidade de vida. O Governo brasileiro diz estar seguindo, no caso do pré-sal, o exemplo da Noruega.

Efeito Mercadante

Num jantar domingo à noite com os governadores José Serra, de São Paulo, Paulo Hartung, do Espírito Santo, e Sérgio Cabral, do Rio, o presidente Lula desistiu de pedir urgência ao Congresso na votação das normas para o petróleo do pré-sal. Na segunda de manhã, desistiu da desistência e pediu votação urgente. O senador Aloízio Mercadante, do PT paulista, que renunciou irrevogavelmente à liderança da bancada e depois revogou a irrevogabilidade da renúncia, foi acusado de ser trapalhão. Injustiça: Mercadante, na verdade, foi um pioneiro.

Brasil já vai à guerra

Falta menos de uma semana para que o Brasil feche um acordo bilionário de compra de armas francesas. O presidente Nicolas Sarkozy virá ao Brasil para o Dia da Independência, e aproveitará para completar a venda de 36 caças supersônicos Rafale, quatro submarinos classe Skorpene, com motor Diesel, e um casco de submarino nuclear, a ser equipado com o motor atômico que a Marinha brasileira desenvolve. O pacote inclui também, por exigência francesa, a contratação da Odebrecht para construir um estaleiro. O Brasil será um precursor: o primeiro país a comprar os Rafale da França. Até agora, por questão de preço, os Rafale não tinham sido exportados. O companheiro messiê virá sem Carla Bruni.

Intriga internacional

A decisão pelas armas francesas deve causar muitos protestos de outros fornecedores. Os alemães, por exemplo, alegam ter prioridade no fornecimento de submarinos à Marinha, por força de acordos anteriores; e garantem que seus preços são muito mais baixos. Os americanos acreditam que o supersônico F-18 Super Hornet é mais eficiente que o Rafale e, ao contrário do concorrente francês, com ação comprovada em combate. O supersônico Grippen, sueco, seria o mais barato de todos, em preço e manutenção. Mas a decisão brasileira já foi tomada.

Verde e viçoso

Preste atenção nos verdes: o PV, devagar, vai crescendo e se transformando numa legenda a ser levada em conta. Primeiro, lançou um candidato viável à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (que foi ao segundo turno e perdeu por pouco); agora, lança Marina Silva à Presidência. Marina não é para ganhar, mas tem tudo para dar maior visibilidade ao partido. Em outros países, especialmente a Alemanha, os verdes já cresceram o suficiente para influenciar políticas de Governo.

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

Jamais ia cobrir um filho para desamparar outro, diz Lula sobre pré-sal

O presidente Luiz Inácio da Silva afirmou, nesta terça-feira (1º), que o governo agirá como uma “mãe” para os estados no que diz respeito ao pré-sal. Lula comentou o discurso do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB-ES), na cerimônia de encerramento do 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em que mencionou a reunião de domingo entre o presidente e governadores.

O presidente disse que o papel do governo “é como um papel de uma mãe”, que tem que tratar todos “com muito carinho” e “não deixar faltar nada”. “Jamais ia cobrir um filho para descobrir outro”, disse.

Após a cerimônia, em entrevista à imprensa, Lula voltou a comentar o marco regulatório do pré-sal, apresentado na segunda-feira. O presidente comentou a votação, pelo Congresso Nacional, em caráter de urgência.

“Já estamos há um ano trabalhando neste projeto, ele não é de agora, é de outubro do ano passado. (…) Agora, a bola é do Congresso Nacional. Quem sou eu, um humilde presidente, para ter interferência no debate. A urgência é para facilitar”, afirmou. “Nós não podemos jogar fora essa oportunidade. A gente não pode nem ser precipitado nem ser lento.”

O governador do Espírito Santo, que está no grupo de estados que mais produzem petróleo, esteve na reunião de domingo, com Lula, em que pediu que o presidente concentrasse a regulamentação do marco regulatório em apenas um projeto e não estipulasse um prazo para a tramitação no Congresso – o caráter de urgência.

Durante anúncio do novo marco regulatório do pré-sal, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo entende que as riquezas da exploração do petróleo devem ser divididas entre todos os estados e municípios brasileiros, mas que “os estados com fronteira com os campos de petróleo do pré-sal terão tratamento diferenciado”.

Lula assinou quatro projetos de lei que serão enviados ao Congresso em regime de urgência. A distribuição de royalties do pré-sal, alvo de desavença entre estados produtores e o governo, que queria acabar com a participação especial, vai ser feita pelo Congresso Nacional.

Meio ambiente

Durante o discurso, o presidente abordou o meio ambiente e a importância da discussão sobre o clima: “Todos têm que se preocupar com a questão climática”.

Lula disse que é preciso que seja discutida uma maneira de os países pobres “ganharem” com os créditos de carbono, mas que os ricos diminuam a emissão de gases. “Hoje a questão climática não é mais de jovens. É de sobrevivência da humanidade. É de vantagem competitiva para que empresário”, disse.

Na segunda-feira, durante a cerimônia de lançamento do marco regulatório do pré-sal, um manifestante do Greenpeace subiu ao palco e mostrou uma faixa para a plateia com os dizeres: “Pré-sal e poluição: não dá para falar de um sem falar de outro”. Depois, Lula recebeu a faixa.

No discurso e na entrevista concedida após a cermiônia, Lula anunciou ainda um novo modelo de hidroelétrica que está sendo desenvolvido pelo governo. “É uma engenharia que o mais radical ambientalista não vai reclamar”, disse o presidente, que acresceu que a estrutura é semelhante a uma plataforma da Petrobras, “sem vestígio de obra”.

País do século 21

Durante o discurso na cerimônia, Lula convidou os empresários alemães a “fazerem uma reflexão sobre o Brasil” e afirmou que o país “encontrou com seu destino”. “O Brasil não quer ser mais o país do futuro”, disse.

O presidente voltou a mencionar a “revolução da educação” e disse que se o século 19 foi da Europa, o século 20 foi dos Estados Unidos e da China, o Brasil “vai ter que aprender a fazer a lição e ser o país do século 21”.

Globo
Rizzolo: Essa questão da divisão e valores dos royalties entre os Estados que produzem e deixando de lado os demais é acima de tudo uma atitude antiética. Essa afirmação de que “os estados com fronteira com os campos de petróleo do pré-sal terão tratamento diferenciado” é um pouco preocupante, denota uma postura nada federativa. O Brasil ainda é um país pobre e todos os Estados precisam de recursos, é claro que existe a norma constitucional, mas não podemos nos esquecer que o bom senso nos leva a pensar numa atitude mais justa, principalmente em relação aos Estados mais pobres. O grande problema nessa discussão toda é que o petróleo tão falado só sairá mesmo da plataforma em 2020, por hora é só discurso. Agora, o papel de mãe está correntíssimo, e desta vez Lula não está me dando nem chance de criticá-lo. Ainda bem, não é?

FGV: população brasileira dá nota 6,5 ao Judiciário

SÃO PAULO – Na percepção da população brasileira, em uma escala de zero a dez, o sistema judiciário brasileiro merece nota 6,5. A conclusão é de um levantamento feito pela primeira vez pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que desenvolveu, com a participação do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, o índice de Confiança na Justiça (ICJ-Brasil). O levantamento ouviu 1.636 pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Brasília e Porto Alegre, e será feito trimestralmente a partir de hoje.

O ICJ-Brasil é composto por dois subíndices: um de percepção, no qual a população avalia a qualidade do serviço público do Judiciário, e outro de comportamento, que procura identificar se a população recorre ao Judiciário para solucionar determinados conflitos. No subíndice de percepção, a avaliação da população, na escala de zero a dez, foi de nota cinco e no de comportamento, foi de nota 8. Segundo a coordenadora do índice, a professora de Direito da FGV Luciana Gross Cunha, isso mostra que, “embora as pessoas não confiem tanto na Justiça, ainda assim recorrem a ela para solucionar seus conflitos”.
agencia estado

Rizzolo: Com todos os problemas o provimento jurisdicional brasileiro ainda é bom. Fica patente que são muitos os problemas a enfrentar em relação à morosidade da Justiça, porém na solução das lides não há recurso melhor do que o Judiciário. A sociedade brasileira tem uma tradição na procura do Judiciário ao se socorrer em seus litígios, prova disso é a forma ainda refratária em se utilizar a medição e arbitragem no nosso país.

Pré-sal: Standard Bank vê real parelho com dólar em 10 anos

LONDRES – As descobertas do pré-sal têm o potencial de transformar a economia brasileira, caso a administração dos recursos provenientes da exploração seja bem feita, avalia o economista Michael Hugman, do Standard Bank, que analisa o País em Londres.

Para ele, o poder do petróleo brasileiro é tão grande que pode levar o real à paridade com o dólar e elevar o rating de crédito para a nota “A” num período de cerca de dez anos. “Há uma possibilidade real de grande mudança na economia”, afirmou à Agência Estado.

Hoje, o Brasil possui rating “BBB-” da Standard and Poor’s e Fitch, o primeiro nível do grau de investimento, e aguarda elevação para o mesmo patamar da Moody´s.

O desafio, avalia Hugman, é ter a estrutura fiscal correta, para não correr o risco de gastar demais e desperdiçar os recursos do petróleo. Além da legislação, ele acredita que é necessário um sistema de fiscalização eficiente. “Trabalhei na Nigéria e vi o que pode acontecer quando dá errado”, disse, referindo-se ao país africano com grandes reservas e sérios problemas sociais.

Nesta última segunda-feira, 31, o governo anunciou a criação de um Fundo Social para investimento em educação, combate à pobreza, tecnologia e meio ambiente.

O economista do Standard Bank também acredita que o Brasil terá de manter parte do dinheiro do pré-sal aplicada no exterior, para impedir uma apreciação excessiva da moeda e, consequentemente, a chamada “doença holandesa”, com desdobramentos negativos para a indústria nacional.
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Rizzolo: O prognóstico do Standard Bank faz sentido. O grande problema no futuro com uma paridade monetária com o dólar será a capacidade nossa de exportar, principalmente os manufaturados. Portanto todo incentivo a uma maior competitividade nesse segmento é de suma importância, pois iremos comprometer a indústria nacional.

Charge do Sponholz para o Jornal da Manhã

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Advogado de Collor é encontrado morto em Brasília

BRASÍLIA – O advogado José Guilherme Villela, de 73 anos, que defendeu o ex-presidente Fernando Collor durante o processo de impeachment, em 1992, foi encontrado morto, na noite de hoje, em seu apartamento em Brasília. De acordo com o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Ibaneis Rocha, além de Villela, foram mortas a mulher do advogado e uma empregada doméstica da família.

Conforme informações de Rocha, os corpos foram encontrados por volta das 21 horas no apartamento que fica no bairro Asa Sul. Segundo Rocha, a polícia, a princípio, trabalha com a hipótese de homicídio. O vice-presidente da OAB disse que o prédio onde a família residia tem um sistema de segurança controlado por câmeras.

A reportagem do “Estado” entrou em contato com a 1ª Delegacia de Polícia de Brasília, responsável por investigar as mortes. Um dos policiais de plantão informou que a delegada-titular tinha ido pessoalmente ao local do crime para participar da realização da perícia. Segundo ele, ainda não existiam maiores informações sobre o caso.
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Rizzolo: Estranho crime, contudo ainda é cedo para conclusões. Os corpos foram encontrados somente depois que a neta chamou um chaveiro para destravar a porta do apartamento onde o casal morava. A polícia encontrou uma faca de 15 centímetros e com marcas de sangue, que pode ter sido a arma do crime. Villela era um conceituado advogado em Brasília. Costumava atuar em tribunais superiores e no Supremo Tribunal Federal (STF). Era amigo de ministros e ex-ministros do STF. Nascido em Manhuaçu, Minas Gerais, Villela também foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Serra apoia aumento da fatia da União na Petrobras

BRASÍLIA – O governador de São Paulo, José Serra, disse hoje que é favorável à ampliação da participação da União no capital da Petrobras. No entanto, segundo ele, a forma como isso será feito deve ser debatida. “Tem que ser debatido, muito bem analisado, até porque os acionistas minoritários têm direito a uma oferta pública”, disse Serra, após a cerimônia de anúncio do marco regulatório do pré-sal.

O governador avaliou que todos esses temas, da capitalização da Petrobras, da questão do novo fundo social, da mudança no regime de concessão para partilha, são bastante complexos e, por isso, o tempo de discussão deveria ser ampliado. Questionado se estaria irritado com a mudança de posicionamento do governo, que ontem chegou a concordar com os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo de não enviar os projetos com urgência constitucional para o Congresso e hoje acabou optando pelo regime de urgência, Serra respondeu: “Não se trata de irritação. Minha intenção é colaborar com o Brasil hoje e para o seu futuro”.

Serra não quis entrar no mérito dos projetos porque, segundo ele, não os leu. “Temos de ler os seus diversos aspectos, compreender as razões e chegar a uma posição comum que seja melhor para o Brasil. É precipitado fazer um julgamento a respeito do projeto sem conhecê-lo. Não estou incomodado com nada”, disse.
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Rizzolo: Pode-se ser contra detalhes dos projetos, mas que na sua maioria as propostas vão de encontro aos interesses do povo brasileiro isso não resta a menor dúvida. Todos sabem que eu mais do que ninguém “bato pesado” no PT, mas quando observo, analiso, reflito, as boas pospostas, elas têm que ser respaldadas.

Como não concordar com uma maior participação da União na Petrobras? Como não aceitar um fundo dos recursos, para a educação, para o combate a miséria, a favor do meio ambiente e a indústria nacional? Entendo que acima de tudo está o Brasil, o povo, o desenvolvimento, e o novo marco regulatório abrange os interesses nacionalistas; e vou mais adiante, deveria-se prever também neste fundo, uma verba para os aposentados, para que uma por todas parem de alegar que não há dinheiro para aqueles que já deram o seu quinhão de esfôrço nest país.

A oposição já deu demonstrações que é tão sórdida quanto o governo, portanto agora deve ao menos ter o patriotismo de apoiar o que vem de encontro ao desenvolvimento, votando com a devida urgência. Esse “maior debate” apregoado por Serra e pela oposição, pode ter como finalidade esfriar as intenções, para não dizer “melar” o projeto do governo.

Aí vão dizer, “esse Rizzolo é imprevisível, agora apóia essa loucura do PT, este estatismo, defende também que os royaltes advindos da extração dos Estados em que se encontram as reservas sejam divididos entre os demais, esse Rizzolo é um ” vira -casaca” mesmo…”

Falem o que quiser, pouco importa a mim se proposta vem do governo ou da oposição, se é bom apoio mesmo, agora o que eu não cocncordo, é transformar o Pré Sal em festa eletoreira para a Dona Dilma, e outra observação: precisamos saber realmente o que representa em termos quantitativos essas reservas. Ainda é cedo para determinarmos a quantidade de petróleo nisso tudo. Quanto a minha imprevisibilidade política, ela existe, e daí ? Não tenho compromisso político com ninguém, apenas com minhas idéias e meus leitores, e fim de papo.