Sim x Sim, Senhor – Coluna Carlos Brickmann

O grande escritor americano Mark Twain dizia que os Estados Unidos tinham o melhor Congresso que o dinheiro podia comprar. Essa frase naturalmente não se aplica ao Brasil: aqui, as palavras “melhor” e “Congresso” não combinam. CPI da Petrobras? Brincadeira: há gente na oposição que prefere ouvir discurso do senador Suplicy a mexer com a grande estatal, ou com empresas que prestam serviços a ela – coisas de campanha, sabe? Venezuela no Mercosul? Há empresas brasileiras que trabalham na Venezuela e têm ligações com diversos partidos – coisas de campanha, sabe? Sarney era contra a entrada da Venezuela no Mercosul, ainda mais depois que Hugo Chávez disse que o Congresso brasileiro estava a serviço dos americanos. Mas, na hora da votação, Sarney foi bonzinho.

A coisa ficou tão fácil que o líder do Governo no Senado, Romero Jucá, está gentil como nunca com as oposições, elogiando até o senador tucano Tasso Jereissati – cujo relatório, que propunha a rejeição da entrada da Venezuela no Mercosul, tinha sido recém-derrotado por 11×6 (a propósito, o relatório alternativo, aceitando a associação com a Venezuela, foi aprovado por 12×5 – o que prova que um senador que se dizia contrário estava louco para votar a favor).

Esqueça, portanto, a tal CPMI do MST. Gente do Governo já informou os parlamentares de que, se quiserem ir fundo, poderá ser modificado o índice de produtividade, o que deixará muitos fazendeiros passíveis de desapropriação. Mas, se o pessoal for flexível, terá recompensa: elogios da bancada governista.

Sim, Senhor x Sim

O grande acerto não é só federal. Os Governos controlados por partidos oposicionistas também não deixam passar CPI nenhuma. De repente, pode acontecer de as coisas fugirem do controle. Tentou-se algo contra a tucana Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul, mas ela passou lisa; o peemedebista André Puccinelli, no Mato Grosso do Sul, ameaça estuprar um ministro e fica tudo numa boa. Em São Paulo, Minas, Paraná, esqueçam CPIs: e não é por falta do que investigar.

O escândalo mineiro

Veja essa história mineira: Ricardo Simões, presidente da Copasa, estatal mineira de saneamento básico, fixou seu próprio salário em R$ 36.101,33. Lembra que pessoas pagas pelos cofres públicos não poderiam ganhar mais que os ministros do Supremo? Se lembrou, esqueça, pois há quem ganhe. E não é só Simões: outros dois diretores ganham perto de R$ 30 mil mensais (os outros se contentam com módicos R$ 18.317,79). Os funcionários que foram transferidos para a Caxambu, subsidiária da Copasa, ganham dois salários por mês. Os acionistas estão pedindo uma auditoria. O Governo tucano mineiro de Aécio Neves está quieto.

Os amigos paulistas

Ricardo Simões, o que ganha mais que ministro do Supremo, foi indicado para o cargo por um de seus antecessores, Mauro Ricardo, hoje secretário da Fazenda do Governo tucano paulista de José Serra. Simões já teve problemas com a Justiça por contratar um escritório de advocacia sem licitação. O escritório foi registrado na OAB em 24 de junho de 2005, e o contrato assinado três dias depois. Investigações na Assembléia? Tranquilize-se: Aécio é muito popular por lá.

Lula e o Mensalão

Desta vez quem fala não é ninguém da oposição: é um dos principais líderes do PT, o deputado paulista Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara Federal. Chinaglia disse que estava presente na reunião em que o presidente nacional do PT, Roberto Jefferson, revelou ao presidente Lula o esquema de compra de apoio no Congresso, que viria a ser conhecido como Mensalão. A reunião, diz Chinaglia, ocorreu em 2005, quando ele era líder do PT na Câmara. O presidente Lula sempre garantiu, desde que estourou o escândalo, que nunca soube de nada.

O golpe do foro

Está passando discretamente no Congresso uma medida errada e com objetivos pouco confessáveis: o fim do foro privilegiado. Pior: está passando como se fosse algo altamente democrático. Não é: o foro privilegiado (que determina o julgamento das autoridades por instâncias superiores do Judiciário) existe para evitar que a pequena política paroquial contamine a Justiça, e também para que um homem público não seja processado em dezenas de lugares diferentes, o que praticamente impossibilita sua defesa. E, no caso, o objetivo pouco confessável é derrubar as investigações do Supremo sobre o Mensalão. Extinto o foro privilegiado, volta tudo à primeira instância, e perde-se o esforço que o ministro Joaquim Barbosa, do STF, vem fazendo para concluir o processo com presteza.

Milagres eleitoraisO presidente Lula, com a ministra Dilma Rousseff a tiracolo, inaugurou no Rio a reforma da quadra da Mangueira. E Dilma, com aquela ginga toda de mineira agauchada, chegou a beijar a bandeira da Mangueira. Até aí tudo bem.

Mas quem terá conseguido explicar-lhe o que é uma escola de samba?

Companheira Queen

O presidente Lula deve ser recebido na quinta-feira pela rainha Elizabeth, no Palácio de Buckingham, em Londres.

Opa, estou envelhecendo!

*Por Elisha Greenbaum

Quem já não passou algum tempo lamentando a juventude perdida? Até meu filho de cinco anos reclama que os anos de Jardim da Infância estão passando depressa demais para ele. Todo dia que desperdiçamos é uma oportunidade perdida, todo ano que deixamos passar sem crescimento é um túmulo de esperanças e aspirações abandonadas.

O único consolo, para mim, é reconhecer que nunca é tarde demais para descer do carrossel de abandono e começar o processo de auto-reinvenção. A lista de realizações da história está coroada com indivíduos que somente chegaram à grandeza já bem tarde na vida. Leia as biografias dos “200 Mais Ricos”, por exemplo: para cada adolescente ponto.com bilionário, há 100 outros que chegaram ao sucesso somente após uma vida de experiências acumuladas.

Um parente meu, já no meio da casa dos cinqüenta, está começando um curso universitário que um dia (se tudo der certo), o tornará graduado em Psicologia.

Não é o caminho comum nesta profissão, reconheço, mas aposto que, em vez de ser uma barreira para a realização, sua idade e experiências passadas darão a ele uma perspectiva única quando cuidar dos seus futuros pacientes.

O plano espiritual não é exceção. Pode-se fazer grandes conquistas não importa a data em que se começou. O Rebe de Lubavitch tornou-se Rebe apenas dois meses antes de seu 49º aniversário, e conseguiu revolucionar totalmente o mundo judaico. Numa escala mais modesta, muitos dos nossos melhores e mais brilhantes eruditos, professores e pessoas de destaque em todo o mundo somente redescobriram seu legado judaico na vida adulta.

Na leitura desta semana da Torá somos apresentados ao primeiro judeu, nosso ancestral Avraham, que recebeu a ordem de D’us: “Deixa teu país, teu local de nascimento e a casa do teu pai, para a terra que Eu te mostrarei” (Bereshit 12:1).

Estas palavras foram dirigidas a Avraham quando ele tinha 75 anos, após uma vida descobrindo D’us e propagando a religião que se tornaria o Judaísmo. É interessante notar que nenhuma das suas experiências anteriores na vida – seu auto-sacrifício, seus conflitos com as hierarquias da época, ou seu sucesso na divulgação do monoteísmo – foram consideradas suficientemente importantes para merecerem uma citação na Torá. É quase como se toda a obra da vida inteira dessa figura histórica importante, o progenitor da nossa raça, tivesse começado somente ali.

Eis aqui a diferença entre o Judaísmo e outras filosofias. A maioria das pessoas pensa que para aproximar-se de D’us é preciso primeiro entendê-Lo. Passar anos estudando os dogmas e teologias da fé e, então, uma vez convencido da retidão do caminho escolhido, você pode embarcar numa vida inteira de devoção.

Não o Judaísmo, não Avraham. A primeira diretriz de D’us a Avraham que é relevante para nós é “Vai!” “Parte!” Avraham recebeu a ordem: “Deixa o teu passado para trás, deixa de lado a lógica, as noções pré-concebidas, as afiliações tribais, e apenas vai para onde Eu mandar e faz aquilo que Eu disser.”

A fé é maravilhosa, a lógica é excelente, mas um judeu serve a D’us, em primeiro lugar e antes de qualquer coisa, através de seus atos e boas ações. Mitsvot, os mandamentos de D’us, são a nossa maneira de nos conectarmos a Ele.

D’us escolheu, qualquer que seja o motivo, estas ações específicas para completar a conexão e nós, ao cumprirmos estas mitsvot, justificamos a nossa existência.

Avraham, aos 75 anos, estava embarcando numa nova campanha. A partir dali ele seguiria D’us aonde e quando quer que fosse, e da maneira que fosse ordenado.

Qualquer que seja a idade da pessoa, ou suas experiências prévias, nós, descendentes e herdeiros espirituais de Avraham, herdamos esta capacidade para a auto-criação, pois toda e cada ação nossa é realizada pelo único motivo de que D’us assim o deseja.

fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Lula ‘chegou como Cristo, anunciando a boa nova’, diz Chávez

CARACAS – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira, 30, que o presidente Lula chegou ao país “como Cristo, anunciando a boa nova”, referindo-se à aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul pela comissão do Senado brasileiro.

“É benéfico para todos. Criar um grande mercado para a América do Sul. O Mercosul vai se transformar em um novo polo de poder econômico”, afirmou Chávez aos jornalistas na pista do aeroporto de El Tigre, onde recebeu Lula para um novo encontro trimestral entre ambos.

O protocolo de adesão da Venezuela, do qual só resta uma votação no plenário do Senado brasileiro, já foi ratificado nos Parlamentos argentino e uruguaio, e está pendente de debate no Paraguai. “Considero do ponto de vista moral, econômico, político, que a Venezuela já é território do Mercosul”, acrescentou o presidente venezuelano, se mostrando esperançoso de que o Paraguai dê também o sinal verde. “O Paraguai tem seus próprios ritmos. Acho que mais cedo do que tarde conseguiremos que o Paraguai aprove a entrada da Venezuela”, nesse bloco, declarou Chávez.

Lula qualificou de “extraordinária” a aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul por uma comissão do Senado, ao inaugurar em Caracas, pouco após sua chegada, o novo Consulado do Brasil na capital.

Em sua sétima reunião trimestral, os dois presidentes selarão acordos para a operação conjunta de uma refinaria em Pernambuco e tratarão assuntos da agenda bilateral, assim como questões internacionais, como o acordo de bases militares entre Colômbia e os EUA e a resolução do impasse político em Honduras.
agencia estado

Rizzolo: Chavez sempre tem uma forma especial de manifestar. Na verdade o ingresso da Venezuela no Mercosul é excelente para o Brasil do ponto de visto econômico, principalmente para o norte e nordeste do país. Não faz sentido estarmos atrelados a questões ideológicas deixando para trás a geração de empregos, as exportações e a integração do Mercosul.

Charge do Paixão para o Gazeta do Povo

paixao

Lula critica elite ‘pedante e arrogante’ em discurso para catadores de papel

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira a elite e a imprensa brasileiras. Sem dizer a dizer a palavra elite, Lula criticou setores da sociedade que é “pedante e arrogante”. Falando para um grupo de catadores de material reciclável, na Expocatador, a primeira exposição internacional de materiais recicláveis, em São Paulo, Lula disse que membros da elite passam de carro pelas ruas e jogam lixo nos carrinhos dos catadores de material reciclável.

Vocês estão fazendo mais do que catar material. Vocês estão ensinando a essa gente pedante, a essa gente arrogante, que o ser humano não pode ser discriminado pela sua profissão ou pelo trabalho que faz – disse Lula, falando para aproximadamente 1.500 catadores de material de Brasil, de outros países da América Latina e até da Índia.

Antes da exposição de material reciclável, Lula passou no XVII Salão Internacional do Transporte (Fenatran), no Parque do Anhembi, que reúne fabricantes de material para transporte e fabricantes de caminhão, como Scania e Mercedes-Benz.

– Eu sinto orgulho. É que eles (fabricantes de caminhões) estão bem. Saio do lado mais rico que está bem graças à política acertada do governo e venho aqui para a parte mais pobre – comentou Lula.

Depois, dirigindo-se aos jornalistas que trabalhavam no evento, Lula criticou a imprensa. O presidente disse que não existe mais o chamado formador de opinião, pois “hoje o povo tem sua própria opinião”.

– Esquece a pauta de seus editores e escuta essas pessoas que estão aqui. Vocês vão compreender porque a figura do chamado formador de opinião pública que antes decidia as coisas neste país, já não decide mais. É porque esse povo já não quer mais intermediários. Esse povo tem pensamento próprio. Anda pelas suas pernas, trabalha pelos seus braços, enxerga pelos seus olhos e fala pela sua boca – disse Lula, que estava acompanhado por vários ministros, como Carlos Lupi (Trabalho), Márcio Fortes (Cidades), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos), Gilberto Carvalho (chefia de gabinete) e Luciano Coutinho (BNDES). O prefeito Gilberto Kassab (DEM) também estava no evento, assim como o ex-prefeito Paulo Maluf (PP).

Na semana passada, Lula já havia criticado a atuação dos meios de comunicação. Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, ele afirmou que o papel da imprensa não é o de fiscalizar , e sim de informar.
extra

Rizzolo: Não resta a menor dúvida que o antigo ” formador de opinião”, já não existe com tanta influência, prova disso, é que Lula conseguiu se eleger sem o apoio da grande mídia. Talvez por falar a língua do povo, do pobre, do trabalhador, não precisou de intermediários. Entendo que com esta visão do mais pobre em relação à elite, a própria classe mais favorecida passou a entender melhor as mazelas sociais. Hoje o que assistimos são pessoas que outrora rechaçavam discursos sociais, e atualmente cerram fileira na defesa dos pobres deste país.

Comissão do Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul

BRASÍLIA – O governo saiu vitorioso da sessão da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado nesta quinta-feira, 29, com a aprovação, por 12 a 5, do protocolo de entrada da Venezuela no Mercosul, em voto em separado apresentado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RO).

Mais cedo, a CRE rejeitou o parecer do relator original do projeto, Tasso Jereissatti (PSDB-CE), contrário à entrada da Venezuela no bloco econômico do Cone Sul. O texto foi negado por 11 votos a seis, com abstensão do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que substituiu o governista Fernando Collor de Melo.

A aprovação do protocolo coincide com nova visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Caracas, onde ele terá o quarto encontro deste ano com o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Agora, Romero Jucá articula entre os líderes partidários a possibilidade de votar o projeto em plenário na próxima semana. A Câmara dos Deputados já aprovou o protocolo, que depende apenas do aval do Senado para ser encaminhado à sanção presidencial.

A sessão começou com uma discussão acirrada entre governo e oposição sobre a adesão, e esteve quase o tempo todo focada na questão da democracia na Venezuela. Para Jereissati e a maioria dos oposicionistas, enquanto Hugo Chávez estiver no poder, o Brasil não deveria aceitar o ingresso da Venezuela no bloco.

“Na Venezuela, jornalistas estão na prisão, os servidores públicos são obrigados a se filiar ao partido oficial, há presos políticos. Estamos abrindo precedente perigosíssimo. Além disso, em todas as disputas políticas, a Venezuela atuou contra o Brasil”, afirmou o relator tucano.

Os senadores do governo, por sua vez, defenderam a entrada do país sob o argumento de que se trata de uma relação entre Estados, e não entre governos. Os governistas também argumentam que o comércio entre os dois países sairá favorecido. A Venezuela é o 5º parceiro comercial do Brasil.

Política Vs Ideologia

A discussão começou com a defesa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) pela aprovação do seu parecer contrário à adesão do país vizinho ao bloco sul-americano.

O voto do senador tucano tem como posição central argumentos sobre a democracia na Venezuela e a forma de agir do presidente Hugo Chávez, que, na avaliação do senador, fere os princípios da democracia.

“Bastará uma natural mudança política no comando do Brasil para que o relacionamento entre nossos países corra o risco de sofrer uma perigosa mudança de rumos”, diz o voto, apresentado à comissão em reunião no último dia 1º.

“Quando eu estou falando dos aspectos políticos, não estou falando de ideologia. Não me importa se o Chávez é de esquerda ou de direita, se é isto ou é aquilo. O Mercosul começou aqui com o presidente José Sarney a partir de países que saíam de ditaduras. Era o grande ideal: uma América do sul Integrada, não mais sujeita àquelas turbulências”, disse o senador.

“Aceitar a Venezuela no bloco é dizer que preso político é um pequeno detalhe, liberdade de imprensa é um pequeno detalhe, não aceitação de contratos é um pequeno detalhe”, continuou.

Não é Chávez, é a Venezuela

Antes da explanação de Tasso, Jucá apresentou um resumo do seu voto em separado favorável à adesão rebatendo as alegações do senador oposicionista. Ele destacou que a Venezuela é hoje o 5º parceiro comercial do Brasil. Além disso, segundo Jucá, a integração entre os países poderia ser útil para que a comunidade internacional interceda junto a Chávez nas questões internas da Venezuela.

“Alguns argumentam que o Brasil não deveria permitir que Hugo Chávez ingresse no Mercosul e perturbe o funcionamento do bloco. Outros questionam se o atual regime político da Venezuela é compatível com o compromisso democrático do Mercosul. Quem está aderindo não é o atual governo venezuelano, mas sim a Venezuela, país vizinho com o qual o Brasil sempre manteve boas relações, hoje profundamente adensadas”, defende o governista no seu voto.

“Não ampliamos a democracia isolando ninguém. Se existem problemas, e eu reconheço que existem problemas, o remédio é integração, abertura, intermediação internacional”, completou Jucá.

Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Francisco Dornelles (PP-RJ), também defenderam a adesão. Para Dornelles, a não entrada da Venezuela no bloco seria prejudicial ao país, dado o grande fluxo comercial entre os dois países.

Missa de sétimo dia

Já para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), a entrada do país irá significar no colapso do bloco. “Estamos antecipando a missa de sétimo dia do Mercosul”, disse

Virgílio disse ainda que as trajetórias dos “ditadores” da América do Sul começam com o cerceamento da oposição e da imprensa, e terminam num conflito armado. O tucano acredita que a vítima de Chávez pode ser a Guiana, já que se atacasse a Colômbia e o Brasil seria “fragorosamente derrotado”.

“Tenho a certeza quase absoluta de que estamos dando um voto de morte para uma união que poderia superar economicamente a Alemanha, se tivesse seguido os rumos adequados”, concluiu.

O ingresso na Venezuela no bloco foi aprovado pela Argentina e pelo Uruguai, mas o protocolo precisa ser referendado também pelo Paraguai, que adiou a votação para 2010, quando o Brasil já terá encerrado o debate.
agencia estado

Rizzolo: ( Repetindo comentário ) É uma boa notícia. Não há como negar a entrada da Venezuela no Mercosul. Na última década as relações comerciais entre o Brasil e a Venezuela aumentaram substanciosamente. A grande questão é abstermos de misturar questões ideológicas com comerciais, os governos passam e os países ficam. O Brasil não pode sob pena de alguns entenderem a Venezuela apenas do ponto de vista político, desprezarmos o potencial do mercado venezuelano. Sou completamente favorável a inclusão da Venezuela no Mercosul, não tem cabimento deixá-la de fora por caprichos de alguns.

CNI: empresário está otimista com mercado interno

BRASÍLIA – Os empresários do setor industrial estão otimistas em relação ao desempenho da demanda no mercado interno para os próximos seis meses e, por isso, esperam contratar mais funcionários. Isso é o que mostra a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice que mede a expectativa dos industriais em relação às futuras contratações de empregados subiu pelo terceiro trimestre consecutivo este ano, de acordo com a pesquisa. O índice que mede as intenções de compras de matérias-primas também subiu no terceiro trimestre, frente ao registrado no segundo trimestre deste ano.

Apesar dos resultados mais favoráveis, os empresários do setor ainda se mantiveram pessimistas quanto à recuperação das exportações brasileiras. A evolução negativa das vendas externas e a recuperação ainda lenta dos investimentos são fatores críticos, na avaliação da CNI, para que a recuperação da produção industrial se mantenha de forma sustentada no futuro. “São alertas muito importantes”, declarou o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. A Sondagem Industrial, realizada no período de 30 de setembro a 23 de outubro deste ano, ouviu dirigentes de 1.418 empresas.

A pesquisa mostra ainda que, apesar da cautela dos empresários em relação às exportações, são as grandes empresas – justamente as que mais exportam – que estão puxando o movimento de recuperação da produção industrial. Segundo o coordenador da pesquisa, Renato Fonseca, é normal que isso aconteça. “As grandes empresas têm mais infraestrutura e maior capacidade para suportar as adversidades”, afirmou. “Na hora da retomada, são normalmente as grandes que puxam, porque têm mais mercados e maior poder de concessão de descontos para colocar seus produtos.”
agencia estado

Rizzolo: Dois aspectos da notícia. Primeiro que confirmado aquilo que este Blog sempre disse, o caminho para o desenvolvimento é um mercado interno forte e robusto. Segundo aspecto da notícia é que as grandes empresas, principalmente as multinacionais, pouco sentem os devassos efeitos da alta do dólar por conseqüência da política de juros. Quem sofre é o pequeno e médio exportador brasileiro, que fica mais uma vez em desvantagem. Prestigiar a pequena e média empresa nacional é o que está faltando em função das altas taxas de juros reais praticadas neste país.

Charge do Sinfrônio para o Diário do Nordeste

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Serra diz ter ‘nervos de aço’ em política

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), rejeitou hoje mais uma vez a ideia de antecipar para este ano a definição do candidato do PSDB à Presidência em 2010. O governador mineiro Aécio Neves, que disputa com Serra a vaga tucana para a disputa presidencial, voltou a pressionar ontem para que a decisão saia até dezembro. Aécio ameaça anunciar uma candidatura ao Senado em janeiro.

Serra só quer fechar a questão em março e tentou hoje mais uma vez mostrar tranquilidade diante do cenário. “Eu tenho nervos de aço em política”, afirmou, ao ser questionado sobre a sua autodeclarada impaciência. Na segunda-feira, na gravação do programa da apresentadora Hebe Camargo, no SBT, o governador disse que ser impaciente é seu pior defeito. Hoje, apressou-se em esclarecer. “Minha impaciência é com fila de elevador e de banheiro de avião.”

Serra justificou o silêncio sobre a definição do PSDB para a Presidência com o argumento de que o cenário eleitoral para 2010 ainda está indefinido. “Você sabe se o Ciro (Gomes, deputado federal do PSB) será candidato? A Dilma declarou-se candidata? Então, por que essa ansiedade? Não tem nada definido no Brasil. Não há necessidade de definir porque é muito cedo”, disse o governador, após evento para a assinatura de um empréstimo de US$ 100 mil com o Banco Mundial, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.
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Rizzolo: Bem, cedo não é. Este silêncio do PSDB com certeza causa um clima de deconforto ao partido e as bases. No caso do PT está claro para o povo que Dilma será candidata, e Ciro é visto como um plano B, agora quanto ao PSDB nada se sabe, nada se ouviu.

Lula está confiante na entrada da Venezuela no Mercosul

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confiante de que o Senado aprovará a entrada da Venezuela no Mercosul, afirmou nesta quarta-feira, 28, o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach. A proposta, já aprovada pela Câmara, está prevista na agenda de votação da Comissão de Relações Exteriores do Senado desta quinta-feira, 29. Se aprovada, irá para o plenário.

Enquanto a comissão aprecia o assunto, Lula estará reunido com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em Caracas. Será o sétimo encontro dos dois presidentes dentro da agenda de reuniões trimestrais que os chefes dos países vêm mantendo.

“O tema do ingresso da Venezuela no Mercosul será discutido entre os presidentes. O presidente está confiante de que o protocolo de adesão será aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa, e, muito em breve, também no plenário o assunto será discutido. Além disso, serão discutidas (na reunião de Lula e Chávez) as negociações técnicas de liberalização comercial do Programa de Liberalização Comercial, que estão em andamento e que estão progredindo”, disse Baumbach.

Lula partirá de São Paulo para Caracas nesta quinta-feira às 13h, com chegada prevista para as 16h30. À noite, o presidente participará da cerimônia de inauguração do Consulado-Geral do Brasil e do escritório da Caixa Econômica Federal em Caraca. Logo após, jantará com o presidente venezuelano.

Na sexta-feira (30), além de se reunir novamente com Chávez, em El Tigre, cidade localizada no Vale do Orinoco, Lula visitará uma plantação de soja, a primeira da Venezuela. A cultura de soja foi desenvolvida com a tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Após a cerimônia, haverá assinatura de atos e declaração para a imprensa.

A agenda de encontros trimestrais vem sendo mantido pelo Brasil e pela Venezuela com o objetivo de firmar parceria entre os dois países. O comércio bilateral tem crescido e em 2008 ultrapassou a cifra de US$ 5 bilhões.

De acordo com o governo, a colheita de soja em território venezuelano é um exemplo da contribuição do Brasil para a redução da atual dependência da Venezuela de alimentos importados.

Outro tema na agenda do encontro entre Lula e Chávez é o acordo entre Petrobras e empresa venezuelana PDVSA para construir a Refinaria Abreu e Lima. Serão assinados o estatuto e o acordo de acionistas, que apenas haviam sido rubricados em Recife, o contrato de compra e venda e o plano de investimento da refinaria.
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Rizzolo: Não há como negar a entrada da Venezuela no Mercosul. Na última década as relações comerciais entre o Brasil e a Venezuela aumentaram substanciosamente. A grande questão é abstermos de misturar questões ideológicas com comerciais, os governos passam e os países ficam. O Brasil não pode sob pena de alguns entenderem a Venezuela apenas do ponto de vista político, desprezarmos o potencial do mercado venezuelano. Sou completamente favorável a inclusão da Venezuela no Mercosul, não tem cabimento deixá-la de fora por caprichos de alguns.

Integrante do ‘Pânico na TV’ é preso com cocaína em SP

SÃO PAULO – Marcos da Silva Herédia, de 27 anos, o Zina, do programa “Pânico na TV”, da Rede TV!, foi preso por volta das 8 horas desta quarta-feira, 28, com um pino de cocaína na Rua Capela da Lagoa, na região de Parada de Taipas, zona norte de São Paulo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, policiais militares receberam uma denúncia anônima informando que um homem armado ameaçava pedestres que passavam pela rua. Quando os policiais chegaram ao local indicado, encontraram um homem descontrolado que partiu pra cima deles.

A droga foi encontrada no bolso do suspeito, durante revista policial. Segundo a PM, ele resistiu à abordagem. A arma não foi encontrada. Zina foi encaminhado ao 74º Distrito Policial para a elaboração de um Termo Circunstanciado, já que a quantidade apreendida o classifica como usuário.
agencia estado

Rizzolo: Infelizmente o consumo de drogas se alastra na nossa sociedade provocando violência e dor; e o pior, quando as pessoas públicas se vêem envolvidas neste mundo, isso passa a ser um péssimo referencial aos jovens, haja vista o caso do Rafael Ilha e outros. O combate ao uso de drogas se inicia na formação dos jovens, em casa, na escola, e só com uma vida familiar e religiosa robusta, conseguiremos combater este mal.

Em setembro, entrada de capital especulativo ultrapassa US$ 6,8 bi

Os números do setor externo divulgados pelo Banco Central registraram em setembro ingressos líquidos de US$ 6,835 bilhões em investimentos estrangeiros em carteira. Esse volumoso ingresso de capitais puramente especulativos não foi um ponto fora da curva, como costumam dizer os economistas. Inclusive já vinha sendo apontado em meses anteriores.

Assim se sucedeu em agosto (US$ 6,079 bilhões) e julho (US$ 7,517 bilhões). No ano, foi acumulada uma entrada de US$ 22,693 bilhões em investimentos estrangeiros em carteira.

Especialmente em período de crise internacional, o diferencial de juros tem se tornado um forte atrativo para os especuladores. É só analisar, por exemplo, taxa real de juros(4,3%) com as dos países do G7. Atualmente, segundo levantamento da consultoria UpTrend, a taxa média real de juros das 40 maiores economias é de 1,1%. Estão abaixo dessa média, países como Inglaterra (-0,6%) e Itália (0,8%). As taxas de juros reais dos EUA e França estão em 1,4%, enquanto que na Alemanha está em 1,3%, Canadá, em 1,2% e Japão, 2,4%.

Em setembro, a média geral dos juros reais era de 1,2%, enquanto a dos EUA, 2,3%. A da Inglaterra estava em -1,3%, a da Alemanha, 1,5% e a do Japão. A do Brasil, 4,5%.

Em julho, média geral dos juros reais: 1,0%. Abaixo disso, Inglaterra (-1,3%) e Alemanha (0,8%). Os EUA estavam com taxa real de juros de 1,6% e Japão, com 1,2%. A do Brasil, 4,4%.

Com isso, os especuladores ganham em duas pontas. Primeiramente, na conversão das moedas e depois na aplicação em títulos públicos remunerados pela Selic.

Além de se tornar um freio à ampliação dos investimentos, a consequência imediata da manutenção dos juros altos por parte do BC é a valorização do real ante ao dólar. Segundo o FED, o banco central norte-americano, entre 31 de dezembro de 2008 e 22 de outubro de 2009, a taxa de valorização média de uma cesta de moedas em relação ao dólar foi de 6%, enquanto a do real foi de 37%.

Obviamente que encareceram os produtos brasileiros no exterior, atingindo em cheio às exportações.

A cobrança de 2,0% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre capital estrangeiro que ingressar no país para aplicação na Bolsa e em renda fixa, foi uma boa medida, mas ainda muito tímida. Sem a redução dos juros para média internacional, continuará a enxurrada de capitais especulativos e com eles a sobrevalorização cambial.

VALDO ALBUQUERQUE
Hora do Povo

Rizzolo: A notícia corrobora o que este Blog afirma há muito tempo, o desmantelamento da indústria nacional, exportadora, principalmente de manufaturados, tem sido feito através da perversa política macroeconômica, que tem por objetivo sustentar a alta taxa de juros no Brasil. Fica patente que os especuladores tomam numa ponta recursos, e ganham na conversão e depois na aplicação em títulos públicos remunerados pela Selic.

O principal efeito, é claro, é a valorização do real tornando nossos produtos sem competitividade; como se bastasse os custos da nossa produção, temos ainda que contemplar os especuladores com a enxurrada de dólares. A cobrança de 2,0% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre capital estrangeiro que ingressar no país para aplicação na Bolsa e em renda fixa, é uma medida tímida que pouco efeito surtirá enquanto as taxas de juros estiverem neste patamar.

Charge do Lute para o Hoje em Dia

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CNJ propõe mudar regime aberto por monitoramento eletrônico

BRASÍLIA – Para ampliar o combate ao crime organizado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer substituir o regime aberto de cumprimento de pena no qual o preso trabalha de dia e volta para a casa do albergado para dormir. Esse sistema seria trocado pela prisão domiciliar desde que o preso concordasse em ser monitorado eletronicamente. “O cumprimento de pena em regime aberto, com recolhimento noturno a casa de albergado, segundo entendimento consensual dos juízes com exercício em varas de execução penal, não tem se mostrado medida eficaz, ademais de alimentar a criminalidade”, afirmou nesta terça-feira, 27, o conselheiro do CNJ Walter Nunes, ao ler as propostas no plenário do CNJ, que deverá votar as propostas na próxima semana.

“O ideal, nesses casos, é que o regime aberto seja cumprido mediante recolhimento domiciliar, com a fiscalização por meio de monitoramento eletrônico”, disse. Walter Nunes reconhece que o monitoramento eletrônico é polêmico e alguns juristas consideram a prática aviltante. “Mas não se pode deixar de reconhecer que não há nada mais agressivo à dignidade humana do que a prisão, especialmente em razão das precárias condições carcerárias em nosso País”, disse. Segundo o conselheiro, é importante que esse monitoramento seja aceito pelo acusado ou condenado.

“Caberá ao próprio interessado direto na questão, por sua livre e espontânea vontade, fazer a escolha entre continuar o cumprimento da pena em estabelecimento carcerário ou em regime domiciliar”, afirmou. Essa mudança dependerá da aprovação de leis pelo Legislativo e de resoluções por órgãos do Judiciário. Outras propostas podem ser colocadas em prática se forem aprovadas leis ou resoluções de órgãos do Judiciário. Além do monitoramento eletrônico, o pacote prevê outras mudanças que afetarão diretamente a vida dos presos.

Pela proposta, o preso que trabalharem deve receber pelo menos o salário mínimo. E as empresas privadas que contratarem presos ou egressos terão dois anos de incentivo fiscal com redução da contribuição social pela folha de empregados. A Justiça Eleitoral terá de providenciar os meios para que os provisórios votem. O pacote prevê medidas rigorosas para tentar evitar a comunicação entre integrantes do crime organizado. Segundo a proposta, as visitas ou ligações telefônicas recebidas por presos no regime disciplinar diferenciado serão monitoradas, com gravação, para que sejam evitados novos crimes ou a circulação de informações para membros de grupos criminosos organizados.

Também estão previstas mudanças para aumentar a segurança dos juízes que trabalham na área criminal. Pela proposta, os tribunais deverão adotar medidas administrativas para aumentar a segurança, instalando câmaras de vigilâncias nas varas criminais e detectores de metais e controlando o acesso aos prédios. Deverá ser criado um Fundo Estadual de Segurança dos Magistrados. Walter Nunes observou que há algum tempo passaram a ser registrados com frequência cada vez maior casos de ameaças a juízes.

“Embora haja uma lei que confere ampla proteção não apenas às vítimas e testemunhas como igualmente aos próprios acusados, não há nada nesse sentido em relação aos juízes”, observou o conselheiro. Ele disse que poderia ser adotada a estratégia de órgãos colegiados e não apenas um juiz julgarem acusados de envolvimento com grupos criminosos organizados. “Essa medida diminui a pessoalização do processo, o risco de pressões ou retaliações contra o juiz individual”, disse.
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Rizzolo: Pessoalmente entendo que o monitoramento fere os princípios da intimidade e da privacidade e contraria o direito constitucional de ir e vir das pessoas, ainda que condenadas. Como afirmou o presidente da OAB Federal, “Hoje, é uma pulseira eletrônica; amanhã, um chip. Depois, se estende para as crianças, para os adolescentes e, por fim, passaremos a viver num lugar Big Brother, com todo mundo sendo vigiado pelo Grande Irmão onipotente e onipresente”. Agora a questão é controversa, pois se o próprio preso aceita a condição de vigilância, e existe a questão carcerária temos que levar em conta, o debate tem que ser amplo, envolvendo a OAB, o legislativo e a sociedade.

Lula faz aniversário e é homenageado no Alvorada

BRASÍLIA – Antes de vir para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – sede provisória do governo – para iniciar seu dia de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) convocada pela primeira-dama Marisa Letícia para fazer uma surpresa a ele, que completa hoje 64 anos. Nos jardins do Alvorada, o presidente Lula ouviu a banda tocar “Parabéns pra você” e chegou a pegar um dos instrumentos de sopro para tentar tocá-lo.

Esta é a terceira vez, em 10 dias, que a banda do BGP é chamada para tocar em festas presidenciais. A primeira vez foi o sábado retrasado, no Palácio do Jaburu, no aniversário do vice José Alencar. No sábado passado, quando o PT organizou uma festa para o presidente, do lado de fora do Alvorada, a banda também foi chamada para se apresentar e animar a festa. E hoje pela manhã, ao sair do Alvorada, Lula foi surpreendido pela banda tocando “Parabéns pra você” e a música “Amigo”, de Roberto Carlos.

Hoje à noite haverá um jantar também no Alvorada, preparado pela primeira dama, Marisa Letícia. Todos os ministros estão convidados para a festa.
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Rizzolo: ( repetindo o comentário sobre aniversário de Lula). Lula é um grande líder. Temos que reconhecer que a capacidade do presidente em lidar com os problemas , os obstáculos que nação enfrenta e enfrentou, faz seu diferencial. Prova-se portanto, que a presidencia de uma nação, passa muito mais pela sensibilidade, pela capacidade de coalização, do que por um diploma de curso superior. Governar se faz mais com coração, com os ideais, e com o olhar aos pobres, do que com a retórica ultrapassada do gerenciamento e do capital acima dos problemas sociais . Parabéns presidente Lula pelo aniversário.

Charge do Clayton para o O Povo (CE)

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Dilma alfineta oposição e articula novas alianças

Na antevéspera de mais um jantar para fechar aliança de olho em 2010, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a se defender da acusação de que está antecipando sua campanha. Sem economizar alfinetadas na oposição, ela evitou bater de frente com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Mas rebateu a tese de que promove um “vale-tudo” eleitoral.

“Não estamos fazendo um vale-tudo. Fizemos projetos e estamos inaugurando, lançando ou fiscalizando”, reagiu Dilma, após evento da Associação dos Dirigentes de Vendas e Empreendedores do Brasil (Adveb), em São Bernardo do Campo, berço político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela não quis confrontar o presidente do STF. “Não me sinto acusada de jeito nenhum pelo ministro Gilmar Mendes.”

Num recado à oposição, Dilma disse que o Brasil pode “se tranquilizar”, porque o governo Lula recuperou a capacidade de investimento no País. “Ah, isso incomoda. Incomoda mesmo. E não é sorte, não. É trabalho incansável.” Questionada sobre quem seriam os incomodados, continuou: “Todos aqueles que não têm o hábito de fazer investimento neste país.”

Dilma confirmou que terá um jantar com o PP, do deputado Paulo Maluf. “Será ótima oportunidade para discutir rumos do nosso governo e o que a gente espera do futuro.” O encontro, que terá como anfitrião o líder do PP, deputado Mário Negromonte (BA), estava marcado para hoje. Mas, como é o dia do aniversário de Lula , foi adiado para amanhã.

Ela já se reuniu com as bancadas do PMDB – de onde deve sair seu vice -, do PR, PDT, PRB e confirmou presença no dia 6 em congresso do PC do B. Falta marcar uma conversa com o PTB. Há resistência, porém, do presidente do partido, ex-deputado Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão em 2005.

Dilma declarou que é cedo para falar em candidatura. Mas não disfarçou a satisfação com o fato de Lula ter dito, no sábado, que gostaria de comemorar seu aniversário em 2010 com a eleição de sua ministra. “Acho o presidente comovente.”

Na sua agenda também estão previstas mais inaugurações, com prioridade para o Sudeste, maior colégio eleitoral do País. Amanhã, será um ginásio, no Rio. À tarde, irá com Lula ao novo complexo de estúdios da TV Record. Na quinta-feira, a ministra e o presidente virão a São Paulo para a 1ª Expocatador, um feirão dos catadores de lixo. No fim da tarde, viajarão à Venezuela, para encontro com o presidente Hugo Chávez.

Ontem, Dilma teria mais um compromisso em São Bernardo, cidade governada por seu ex-colega de Esplanada Luiz Marinho (PT). Mas foi substituída pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Segundo ele, a agenda de Dilma com partidos da base aliada é fundamental na pavimentação de acordos para 2010. “Tem sido muito importante deputados e senadores conhecerem o outro lado da ministra.”

Sobre a aliança com o PMDB, Padilha destacou que, agora, o plano é equacionar problemas nos Estados. “Podem existir situações em que tenhamos dois palanques”, disse. “Isso não vai comprometer a aliança nacional.” COLABOROU TÂNIA MONTEIRO
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Rizzolo: Um dos argumentos da oposição para o ciclo virtuoso de governo de Lula é alegar ” a sorte”. A oposição costuma dizer que todo desenvolvimento dependeu da sorte e não da capacidade do governo, o que é uma tremenda idiotice. O viés desenvolvimentista, muito embora dotado de altas taxas de juros, contribuiu para o desenvolvimento do mercado interno, que por su a vez, deu sustentabilidade para vencermos a crise. Isso não é sorte, é planejamento macroeconômico, maior regulamentação do setor financeiro e segurança política. Agora, concordo com a ministra quando se refere aos ” incomodados”. Ora, durante décadas nunca fizeram absolutamente nada para os pobres, os esquecidos, agora com os projetos de inclusão temos uma nova classe média que consome, e provocando um aumento da produção e mais empregos. Infelizmente fui convidado ontem para participar do evento em São Bernardo, mas em função de outro compromisso não pude comparecer. Uma pena.

Trabalhadores devem se apressar para dar entrada no pedido ao INSS, se quiserem ter um benefício maior

Os trabalhadores que já reúnem as condições para se aposentar devem se apressar e dar entrada no pedido de benefício ao INSS até o fim de novembro, para garantir uma renda mensal inicial maior. Isso porque o fator previdenciário – usado no cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição – mudará no início de dezembro, com a atualização da expectativa de vida do brasileiro, divulgada anualmente pelo IBGE. Essa tabela altera o fator, exigindo que o segurado trabalhe mais para garantir o mesmo rendimento que teria hoje.

Como a expectativa de vida da população tem aumentado nos últimos anos, o INSS entende que precisará pagar a aposentadoria por mais tempo ao segurado, já que ele viverá mais. Por isso, a atualização do IBGE significa sempre a redução do valor do benefício inicial, a menos que o interessado queira continuar trabalhando. Em média, o valor cai 0,5% a cada ano, porque a expectativa aumenta cerca de 40 dias. Hoje, ela está em 72,57 anos.

Segundo o consultor previdenciário Newton Conde, um trabalhador de 58 anos com salário de R$ 1.500, que completa 35 de contribuição este mês, se aposentaria com R$ 957,67 hoje. Se a expectativa de vida aumentar 40 dias, e ele pedir o benefício a partir de dezembro, receberá a R$ 953,49. No caso de uma trabalhadora de 53 anos com salário de R$ 1.200, que completa 30 de contribuição este mês, o benefício seria de R$ 636,04. A partir de dezembro, será de R$ 633,67.

Queda pode ser mais acentuada neste ano
Existe a possibilidade de a queda na renda do aposentado ser maior este ano. Em 2003, por exemplo, a atualização da expectativa de vida feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alterou significativamente a tabela de fator previdenciário do INSS, o $resultou em benefícios ainda menores. Newton Conde lembra que isso pode se repetir em 2009, com base em dados divulgados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, que afetam a expectativa de vida.

O fator previdenciário já re$os benefícios em até 40%, para quem pede o benefício ainda jovem. E cada aumento anual na expectativa de vida representa um redutor ainda maior, ou seja, o trabalhador tem que contribuir mais para não perder tanto. Em 2007, esse período a mais variava de $ês a seis meses. A diferença torna-se significativa com o tempo. Se não der entrada até o fim de novembro no pedido do benefício, ele precisará continuar na ativa para ter a mesma aposentadoria calculada antes da nova tabela que sai em dezembro.

Extra online
Rizzolo: Bem de tudo se faz para que o aposentado, ou aquele que está em vias de receber o benefício seja prejudicado, agora é a expectativa de vida. Já em relação ao fator previdenciário, entendo que as propostas negociadas pelo deputado Pepe Vargas não devem ser consideradas porque foram apresentadas fora do prazo. O Fator Previdenciário é tema do debate que acontece na segunda-feira (26), a partir das 9h30 no Sindicato dos Químicos de São Paulo (Rua Tamandaré, 348, Liberdade). Participam do encontro o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique e o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS), autor do projeto de Lei 3299/08, que acaba com o fator previdenciário. É mais um debate no meu entender, que visa justificar o seis por meia dúzia. Temos que extinguir o fator previdenciário sem medidas compensatórias, o trabalhador, o aposentado, não pode suportar o fato de saber que o Brasil hoje tem recursos econômicos e a ele é negado, legitimando o fato através de desculpas, de fatores, de redutores, através de grupos e polítivos que trabalham para lesar os aposentados.

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