China cresce 8,9% no 3º trimestre

Após crescer 6,1% no primeiro trimestre de 2009; 7,9% no segundo, e, agora, 8,9% no terceiro, a China está perto de atingir sua meta anual, conforme os números do Bureau Nacional de Estatística. Nos primeiros nove meses, no acumulado, o PIB chinês aumentou 7,7% em relação ao mesmo período de 2008, e já é de 21,78 trilhões de yuans, ou seja, US$ 3,19 trilhões. A meta estabelecida pelo governo chinês é de 8% de crescimento, a cada dia mais próxima, e em meio ao quadro em que, em boa parte do planeta, há tímidos ensaios de deixar o fundo do poço.

O governo chinês, que em novembro passado havia lançado um plano de reativação da economia de 4 trilhões de yuans (US$ 580 bilhões), com base no mercado interno e grandes obras de infra-estrutura, considerou que o “desenvolvimento econômico e social” do país no período foi “melhor do que o esperado”. Para Pequim, esse resultado “consolidou a tendência de recuperação”.

Essa contribuição da demanda doméstica para esse resultado foi ressaltada pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, na declaração emitida após reunião do gabinete em Pequim. De acordo com o Banco de Desenvolvimento da Ásia, que inclusive reviu ainda mais para cima sua previsão sobre a China, mais 8,2%, essa política “amorteceu o baque do colapso global”.

No período, as vendas no varejo, principal indicador do consumo e do vigor do mercado interno, aumentaram 15,1%, para 8,96 trilhões de yuans (US$ 1,31 trilhões). Os investimentos chegaram a US$ 15,50 trilhões de yuans – mais 33,4% em termos anualizados. Já a produção industrial cresceu 8,7% nos primeiros nove meses, sendo que a taxa de crescimento do terceiro trimestre foi de 12,4% anualizada. Os bancos chineses também fizeram a sua parte, ampliando o crédito, que atingiu o recorde de 7,37 trilhões de yuans (US$ 1,08 trilhão) no primeiro semestre de 2009.

Em outra manifestação dessa importância do mercado interno na economia chinesa, esse crescimento ocorreu em meio à circunstância de queda de 20,9% do comércio exterior nos primeiros três trimestres do ano, para US$ 1,55 trilhões. Queda que já chegou a ser maior, menos 23,5% no primeiro semestre.

Outros indicadores do fortalecimento do mercado interno: a renda per capita urbana referente aos nove primeiros meses do ano cresceu 9,3% anualizados (para 12.973 yuans, ou US$ 1.900). A renda per capita rural aumentou 8,5% anualizados (para 4.307 yuans, ou US$ 630,81). Já a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, encolheu 1,1% em média entre janeiro e setembro.
Hora do Povo

Rizzolo: Assim como na China o grande objetivo do Brasil é constituir um mercado interno forte e aquecido. A questão da vulnerabilidade ao mercado externo é na realidade sempre minimizado quando temos um robusto mercado interno capaz de suprir as oscilações da conjuntura econômica internacional. Para tanto os programas de inclusão e de transferência de renda são essenciais. A China fortalecida nos favorece as exportações de commodities e esse fator é fundamental nesta fase de recuperação.

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