Lula ganha de ‘400 a zero’ do governo FHC, diz Dilma

RIO DE JANEIRO – A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta terça-feira que o governo Lula ganha “de 400 a zero” do governo de Fernando Henrique Cardoso, em resposta a críticas feitas pelo ex-presidente e pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Segundo ela, até 2002 o Brasil estava estagnado e é uma covardia comparar o governo FHC com o de Lula.

“Tudo o que a oposição não quer é que nós comparemos o governo do presidente Lula com o governo anterior, porque o governo anterior perde de 400 a zero. Na crise, eles aumentavam tributo, juros, reduziam investimento e deprimiam o Brasil. Nós diminuímos juros, tributos e aumentamos investimentos”, disse a jornalistas na cerimônia de batismo de um navio em Niterói.

A ministra e pré-candidata do PT à Presidência da República afirmou que o atual governo pegou o gosto de fazer analogias com a gestão tucana.

“Eu entendo perfeitamente o nervosismo da oposição… Agora pegamos o gosto da comparação. Tudo o que nós queremos é comparar. O nosso povo sabe comparar na própria carne, no testemunho da sua vida cotidiana.”

Dilma também disse que o avanço do país depende da continuidade do governo Lula. “Juntos vamos mudar a trajetória do nosso país. O presidente Lula já começou a mudar. Para nós, a continuidade do governo do presidente Lula significa avançar cada vez mais”, disse.

“O pré-sal abre uma perspectiva muito grande para o Brasil e vai gerar milhões de empregos”.

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Rizzolo: A grande dúvida entre o povo, é o fato de que a oposição no governo não dará continuidade aos avanços sociais. Existe uma lógica para tal receio, vez que na época de FHC jamais houve um verdadeiro compromisso como os pobres, com os esquecidos, com os jovens; havia sim uma disposição ao capital, à privatização, às prioridades dos interesses internacionais.

Por tal motivo é claro, que não fica difícil a comparação, posto que as diferenças sempre foram gritantes. A política desenvolvimentista, aliada ao capital, fazendo com que o Estado dirija os investimentos dando o tom nas prioridades sóciais, é a marca diferencial do governo Lula. É isso aí ” 400 a zero”, concordo com Dilma.

Shimon Peres se reúne com Nelson Jobim e prega cooperação

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reuniu por volta do meio-dia desta terça-feira com o presidente de Israel, Shimon Peres. Em discurso, Peres pregou entendimento entre os dois países para combater não mais as guerras clássicas que, segundo ele, acabaram, mas sim um novo tipo de perigo, referindo-se ao terrorismo. O presidente israelense disse que o Brasil é um país grande e que se tornou industrializado, ao passo que Israel é pequeno e não tem como se transformar num país industrial, mas que possui ciência e inteligência.

O ministro Jobim lembrou que já esteve com Peres há 20 anos, quando era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e agora, que está à frente do ministério da Defesa, pode entender a visão de Peres de que o mundo não é mais de conflitos convencionais, mas de conflitos irregulares e sem uniformes.

Jobim informou que o Brasil está buscando a reorganização das Forças Armadas e entregou para Shimon Peres uma cópia em inglês da Estratégia Nacional de Defesa. Ele disse que há um espaço grande para entendimento com Israel e que os dois países têm condições de evoluir na realização de acordos.

O ministro citou que já se encontra no Ministério da Relações Exteriores de Israel um acordo na área de defesa que está examinando a troca de informações. Ele, no entanto, não detalhou, em seu discurso, que tipo de acordo é esse.

Jobim lembrou que a Estratégia Nacional de Defesa não é só para garantir a soberania do Brasil, mas proteger o País das ameaças não convencionais. O ministro disse que o Brasil está investindo em pesquisa militar. “Saímos de um momento bipolar e fomos para um momento multipolar, que impõe um compromisso mais forte com a paz”, afirmou. O ministro destacou ainda que o País pode evoluir nas relações com Israel e que “podemos caminhar juntos”.

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Rizzolo: Israel tem muito a oferecer ao Brasil em termos de tecnologia, inclusive a militar. É pena que neste momento exista uma aproximação do Brasil com o Irã, o que de certa forma atrapalha o avanço das negociações. Acredito que o governo brasileiro saberá conduzir a política com Irã, até porque sabe com quem está lidando. Nesse momento deve prevalecer o bom senso nas relações internacionais.

Charge do Jorge Braga para o O Popular

jb