Cinemas terão cota mínima de 28 dias para filmes nacionais

Os cinemas comerciais terão cota mínima de dois filmes brasileiros diferentes e 28 dias de exibição em 2010. A Cota de Tela é regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e tem como objetivo promover a auto-sustentabilidade da indústria e o aumento da produção cinematográfica. Nos últimos três anos, a obrigatoriedade da cota de exibição também foi fixada em 28 dias.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor da Ancine, Mário Diamante, disse que a cota de tela é sem dúvida a principal ferramenta para ajudar na expansão do cinema brasileiro. Ele ressaltou que é interessante a agência ter mantido essa estabilidade por criar condições de planejamento para as empresas exibidoras e distribuidoras.

A gente tem mantido a estabilidade, com bons resultados, porque tem permitido às empresas exibidoras e distribuidoras maior capacidade de planejamento. Essa é a grande característica hoje da política pública audiovisual, a continuidade e a estabilidade de condições para o planejamento.

De certa forma, o que está sendo feito hoje é o que os estúdios norte-americanos fazem, por isso que eles já planejam com longo prazo o lançamento dos seus filmes, afirmou.

A obrigatoriedade abrange as empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias de salas pertencentes a mesma empresa exibidora e que integrem espaços ou locais de exibição pública comercial localizados em um mesmo complexo.

O número de dias e filmes diferentes exibidos varia de acordo com a quantidade de salas em cada complexo. Grandes complexos com vinte salas, por exemplo, terão uma cota de 64 dias e exibirão até 11 filmes distintos.

O decreto que estabelece a cota de tela foi assinado pelo presidente Lula no último dia 30 de dezembro.

Fonte: Agência Brasil

Rizzolo: Acho essa medida importante e vem ao encontro do trabalho artístico cinematográfico brasileiro. Precisamos desenvolver a indústria cinematográfica do Brasil, trazer as coisas do nosso país, a nossa mensagem como povo e tradição. O cinema desde a época de Eisenstein, sempre foi fator de transformação social e consciência política, melhor, mas bem melhor do que as péssimas mensagens do cinema americano que externa a violência e a degradação social na maioria dos seus filmes.

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