Só notícias ótimas (bom, depende) – Coluna Carlos Brickmann

1 – Amanhã, dia 27, o novo presidente de Honduras, Porfirio Lobo, toma posse. E o presidente do chapéu, Manuel Zelaya, disse que vai deixar a Casa da Mãe Joana, conhecida em outros tempos como Embaixada brasileira em Tegucigalpa. Ao que dizem (se não mudar de ideia), Zelaya vai para a República Dominicana.

2 – Também amanhã, o presidente Lula, que já falou o diabo sobre o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, estará lá. E não poderia faltar: Lula deve receber, depois de amanhã, o prêmio Estadista do Ano.

3 – Está-se realizando, em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial, criado (com apoio de Lula e de petistas como Oded Grajew) para se contrapor ao Fórum Econômico Mundial. Se houver tempo, talvez Lula dê uma passadinha por lá.

4 – Parece que o ministro da Justiça, Tarso Genro, que deixa Brasília para candidatar-se ao Governo gaúcho, não conseguiu emplacar o substituto no cargo. Seu favorito era o deputado federal petista José Eduardo Cardozo, uma espécie de Tarso Genro com roupas mais engomadas. Mas quem deve ficar é o atual secretário-executivo do Ministério, Paulo Barreto. Tarso tenta agora manter Cardozo na Secretaria-Geral do PT; mas sua tendência política foi derrotada no partido, e os vencedores, da tendência Construindo um Novo Brasil, querem o cargo.

5 – Um lembrete: Tarso Genro é o ministro de Lula mais comprometido com a concessão de asilo ao italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália e com pedido de extradição. Sem Genro no Governo, como fica o caso?

O social-socialismo

O PSB, Partido Socialista Brasileiro, pergunta à população se votaria em Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Federação das Indústrias de São Paulo, para o Governo paulista. De acordo com o texto rimado do PSB, Skaf trabalha de forma incansável pelo crescimento sustentável. Assim que parar de rir, o leitor pode responder à pergunta no endereço eletrônico http://www.psbsp.org.br.

Ciro de volta

O problema é que Skaf nem sabe se conseguirá ser candidato. Ciro Gomes, seu companheiro de partido, é o favorito do presidente Lula para disputar a sucessão estadual paulista, com a missão específica de incomodar o governador José Serra, candidato à Presidência. Ciro, por enquanto, insiste em candidatar-se à Presidência e não ao Governo paulista. Mas como resistir a um pedido de Lula, ele que até deixou crescer a barba para facilitar sua inclusão no Governo petista?

Poste contra poste

O presidente Lula está pensando em incrementar sua candidata Dilma Rousseff com um vice mais atraente do que o presidente nacional do PMDB, Michel Temer. A opinião geral,no PT, é que a aliança com o PMDB é necessária, porque o partido está espalhado por todo o país e, principalmente, porque seu tempo de televisão é substancioso; mas consideram que Temer não chama votos.

Que não chama, não chama: nas últimas eleições, por pouco sua candidatura a deputado federal não bateu na trave. Mas ninguém, neste momento, tem sua capacidade de unir o PMDB na medida do possível (porque São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Pernambuco vão com Serra, seja Temer ou não o vice de Dilma; e Roberto Requião quer ser ele o candidato). Sem a candidatura de Temer, o PMDB corre o risco de se dividir ainda mais. Neste caso, talvez decida por maioria apoiar Serra, multiplicando seu tempo de TV.

A luta tucana

Na disputa pelo Governo de São Paulo, aparentemente, o candidato já está decidido: é o ex-governador Geraldo Alckmin, que pelas pesquisas ganharia no primeiro turno. Só que não é bem assim: os tucanos que não pertencem ao grupo de Alckmin acham que não apenas ficarão de fora do Governo como serão triturados por ele. Seu candidato preferido é o chefe da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira – que tem votos na convenção mas mal aparece nas pesquisas. Há, porém, uma terceira possibilidade: Serra terá de se afastar do Governo para poder candidatar-se à Presidência, e seu substituto legal é o vice Alberto Goldman. Com a máquina nas mãos, Goldman pode transformar-se em alternativa a Alckmin e sair candidato. De qualquer forma, a disputa deixará cicatrizes.

Ganhar é perder

Aquilo que você vai ler agora é surpreendente: fique bem sentado, portanto, de preferência numa cadeira de braços. O ministro petista da Previdência, José Pimentel, disse à Rede Globo que nenhuma categoria teve aumento real superior à dos aposentados e pensionistas em 2009. Não, não foi no “Casseta&Planeta”, nem no “Zorra Total” – a menos que se considere que, com ministros falando coisas desse tipo, vivemos mesmo numa zorra total. Até o mínimo subiu mais que o pagamento dos aposentados: 9,68% contra 6,14%. Na opinião de Pimentel, expressa na mesma entrevista, só há razão de reclamar das perdas acumuladas entre 1980 e 1990. Sua Excelência deve achar que quem reclama está maluquinho da cabeça – inclusive seu colega de partido, o senador gaúcho Paulo Paim, que julga necessário um aumento de quase 17% só para repor perdas. E, de certa forma, Sua Excelência está certo: alguém está maluquinho da cabeça.

Uma resposta to “Só notícias ótimas (bom, depende) – Coluna Carlos Brickmann”

  1. julio Says:

    issso é um absurdo pq os velhinhos nao merecem todo esse despreso , muda brasil,obrigado por nada ………….


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: