Multinacionais burlam prazo de patentes de medicamentos para impedir genéricos

A Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça, encaminhou ofício aos 37 maiores laboratórios de medicamentos no Brasil para mapear os pedidos de patentes e “impedir que laboratórios tentem prolongar indevidamente o direito de exclusividade de comercialização no Brasil de alguns dos medicamentos atualmente protegidos por patentes, impedindo a entrada de genéricos no mercado local”.

No ofício, os laboratórios foram questionados sobre possíveis acordos de direitos patentários entre fabricantes de medicamentos de referência e genéricos nos últimos cinco anos.

O Ministério da Justiça informa que há cinco investigações em andamento sobre condutas “anticompetitivas” relacionadas ao exercício indevido de direitos patentários por laboratórios farmacêuticos para impedir ou retardar a adoção de produtos genéricos. “Dados a importância do acesso a medicamentos e o fato de que importantes patentes estão prestes a expirar, aumentando os incentivos para condutas anticompetitivas, vamos olhar o setor com lupa”, afirmou a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDE) da SDE, Ana Paula Martinez.

Pela legislação, os genéricos devem ser pelo menos 35% mais baratos que os remédios de referência. Em 2008, responderam por 16,9% do volume de medicamentos vendidos no Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Entre 1998 e 2007, 18 patentes de medicamentos expiraram no Brasil, mas apenas três genéricos foram introduzidos no mercado, sendo que um deles foi lançado pelo próprio laboratório detentor da patente (a Own Generic), de acordo com o Ministério.

Para tentar estender as patentes, os laboratórios entraram na justiça contra o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), órgão que autoriza o registro de marcas. São pelo menos 60 processos. A multinacional Pfizer, por exemplo, pede a prorrogação da patente do Viagra de junho deste ano para junho de 2011.
Algumas ações foram vencidas pelo INPI, outras não. Um das vitórias foi alcançada no final do ano passado contra o laboratório suíço Novartis, um os maiores do mundo, que pretendia a extensão da patente do medicamento Diovan (anti-hipertensivo) para até 2011. O Novartis fatura cerca de R$ 200 milhões anuais no Brasil com a venda deste medicamento.

Hora do Povo

Rizzolo: Essas tais manobras destes laboratórios devem ser rechaçadas pela Justiça. Não há como num país pobre como o nosso preservarmos as patentes que expiraram seus devidos prazos. Os genéricos representam um avanço na saúde pública, na qualidade e na expectativa de vida do povo brasileiro. Temos que reagir contra estes abusos.

Novo terremoto atinge o Haiti

Um tremor de magnitude 6,1 atingiu o Haiti nesta quarta-feira (20), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA. Segundo a agência de notícias Reuters, houve pânico entre os haitianos acampados em barracas nas ruas.

O abalo ocorre oito dias depois que um tremor de magnitude 7 devastou o país, matando ao menos 75 mil pessoas, ferindo 250 mil e deixando um milhão de desabrigados, destruindo a capital, Porto Príncipe.

O tremor ocorreu às 6h03 locais (9h03) de Brasília, segundo a agência americana. O epicentro está a 60 km a oeste-noroeste da capital, Porto Príncipe, e a 42 km da cidade de Jacmel, e a uma profundidade de 9,9 km. Não houve alerta de tsunami.

Ainda não há relatos de novas vítimas.

Susto

De Porto Príncipe, o jornalista Fabiano Andrade, da rádio CBN, informou que o novo tremor foi “leve, mas suficiente para assustar os militares brasileiros”. Segundo ele, na base militar brasileira o tremor não provocou estragos, mas as consequências no resto do país ainda eram desconhecidas.

Prédios na capital que já haviam sido abalados pelo tremor do dia 12 desabaram, segundo a agência de notícias Efe.

Na cidade de Petionville, próximo à capital, jornalistas da France Press disseram que o novo tremor foi sentido durante 10 segundos.

Temendo novos abalos, milhares de pessoas têm dormido nas ruas de Porto Príncipe desde a tragédia.
Globo

Rizzolo: Realmente a situação no Haiti é trágica e nada pode garantir que não haverá novos abalos. Agora eu pessoalmente, tenho uma suspeita em relação aos abalos. É uma opinião estritamente pessoal, sem provas , baseada apenas na observação, e na constatação de uma linha de análise científica que está surgindo agora nos EUA. Á primeira vista pode parecer conspiratória, louca, sem nexo, e despropósita, mas como é uma opinião leiga, minha ,vou narrar: Existe nos EUA e na China uma nova arma chamada H.A.A.R.P (Veja Vídeo). Vale à pena analisar, concluir, e pensar. Como sempre fui um ativista à favor da natureza e tenho um Inglês fluentíssimo, analiso tudo que vem dos EUA, claro que precisa ter senso crítico e não acreditar em tudo, mas minha idéia é fazer as pessoas pensarem.

Em MG, Dilma diz que vitória da oposição seria o fim do PAC

SÃO PAULO – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a mirar em adversários políticos durante inauguração da barragem Setúbal, em Jenipapo (MG), nesta terça-feira, 19. Em discurso, a pré-candidata do PT à Presidência da República disse que se a oposição vencer as eleições deste ano, vai acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de acordo com a rádio ‘CBN’.

Ela também enalteceu as obras do programa e declarou que elas estão acima de qualquer partido. Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo federal ainda vai inaugurar muitas obras no começo deste ano, porque “daqui a pouco o Geddel (Vieira Lima) não vai mais estar aqui, a Dilma também não vai mais estar aqui”.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do País. A visita de Dilma, pré-candidata do PT à sucessão de Lula, é parte da estratégia do partido para aproximar a ministra de seu estado natal. Embora seja mineira, atualmente Dilma é mais identificada com o Rio Grande do Sul, Estado em que consolidou sua carreira política.

Além de participar de eventos do governo federal, Dilma também estará em território mineiro para visitar a mãe e para receber homenagens na Câmara Municipal de Belo Horizonte e na Assembleia Legislativa. O argumento para as homenagens é liberação de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras como a duplicação da Avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte.

Há pelo menos um ano, desde que Dilma passou a ser considerada a candidata de Lula ao Planalto, seus principais aliados no Estado – como o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – trabalham na sua “mineirização”. Eles acreditam ser preciso convencer o eleitorado de que, embora tenha passado a maior parte de sua vida fora de Minas, a ministra tem raízes no Estado.

Lula e comitiva seguirão depois para Juiz de Fora, para a inauguração de uma usina termelétrica que utilizará o etanol como gerador de energia. É uma nova experiência, em fase de testes, para a redução do nível de emissões atmosféricas. O embarque para Brasília está previsto somente à noite e a chegada às 21h45.
agencia estado

Rizzolo
: Quer queiram ou não, Dilma nasceu em Minas Gerais, se por outras razões passou a maior parte de sua vida em outros Estados, isso não significa que não possui raízes mineiras. O grande problema é que Minas é o segundo colégio eleitoral, e a oposição não aceita Dilma em território mineiro. Em relação ao fim do PAC se a oposição ganhar, não acredito que isso acontecerá, é claro que poderá ser chamado com outro nome, designação, mas entendo que Serra não experimentará uma volta à direita, ao conservadorismo, ao atraso, muito embora seu partido goste disso. Agora PSDB é uma coisa Serra é outra. Vamos ver.

Charge do Sponholz para o Jornal da Manhã

Pesquisa revela queda na popularidade da Prefeitura de SP

SÃO PAULO – Uma pesquisa encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo ao Ibope revelou que o índice de satisfação da população de São Paulo com a atual administração municipal caiu bruscamente de 2008 para 2009.

De novembro de 2008 a dezembro de 2009, o percentual de paulistanos que considera a administração da Prefeitura boa ou ótima caiu de 46% para 28%. Já o percentual dos que consideram a administração municipal ruim ou péssima subiu de 12% para 26%.

A avaliação foi feita com base no IRBEM (Indicadores de Referência de bem-estar no Município), que compreende aspectos como transparência e participação política, saúde, transporte, habitação, meio ambiente, trabalho, espiritualidade, sexualidade, entre outros.

A nota média de São Paulo foi de 4,8 pontos numa escala de 1 a 10. A nota 1 significa estar totalmente insatisfeito; a nota 10, totalmente satisfeito.

A pesquisa foi feita pelo Ibope, com 1.512 entrevistados, entre 2 e 16 de dezembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
agencia estado

Rizzolo: Bem , é claro que com o distanciamento de Kassab da população, o abandono da questão das enchentes, e outros problemas, a popularidade do prefeito despencou. Essa queda já se vinha observando de forma não oficial, pelas opiniões, pelo descontentamento do povo nas ruas. A pesquisa apenas corrobora uma situação que já existia.

Serra lamenta derrota da esquerda no Chile

PRESIDENTE PRUDENTE, SP – O governador José Serra, possível candidato tucano ao Palácio do Planalto, lamentou hoje a derrota do candidato da esquerda, Eduardo Frei, nas eleições no Chile. “Torci para o Frei, não deu, perdeu, mas foi uma eleição limpa e desejo sorte ao novo presidente”, disse.

Em Taciba, interior de São Paulo, onde entregou 54 ônibus escolares, Serra evitou falar sobre eleição presidencial no Brasil.

Ao discursar para 1,2 mil pessoas, Serra disse que atende a todos os prefeitos sem olhar a cor da “camisa partidária”. “A única camisa que me importa é a do Palmeiras”, brincou, acrescentando que “não vejo ninguém na minha frente com a camisa do Corinthians”.

Serra deixou Taciba e foi pata Palmital para inaugurar as novas instalações de uma escola técnica.
agencia estado

Rizzolo: Piñera é economista e fez mestrado e doutorado na mesma área. Ele trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), atuou como professor universitário. e já foi senador e presidente do seu partido.Piñera é um dos homens mais ricos do Chile, proprietário de uma rede de televisão, detentor de partes da companhia aérea LAN e com investimentos variados nos setores de minerador, imobiliário e de saúde. Ele prometeu consolidar a “economia social de mercado”, sempre privilegiando os empregos. A derrota do candidato governista representa a volta da direita chilena à Presidência pela via democrática 52 anos depois da vitória de Jorge Alessandri, em 1958, uma pena .

Líder judeu de Roma pressiona papa sobre ‘silêncio’ de Pio 12

PULLELLA – Um líder judeu italiano disse ao papa Bento 16 neste domingo que seu predecessor papa Pio 12 deveria ter se manifestado com mais força contra o Holocausto para mostrar solidariedade aos judeus levados aos “fornos de Auschwitz”.

Os comentários do presidente da comunidade judaica de Roma, Riccardo Pacifici, foram feitos durante a primeira visita do papa à sinagoga de Roma e estão entre os mais explícitos já feitos por um líder judeu em público a um papa.

“O silêncio de Pio 12 antes do Shoah ainda machuca porque alguma coisa deveria ter sido feita”, disse Pacifici ao papa, usando a palavra hebraica para o Holocausto.

“Talvez isso não tivesse impedido os trens da morte, mas teria mandado um sinal, uma palavra de extremo conforto, de solidariedade humana, para aqueles nossos irmãos transportados para os fornos de Auschwitz”, disse ele.

A visita, a terceira de Bento 16 a um templo judaico desde que se tornou papa em 2005, dividiu a comunidade judaica italiana após ele ter dado continuidade ao processo de santificação de Pio 12 no mês passado. Muitos judeus dizem que Pio, que foi papa de 1939 a 1958, não fez o suficiente para ajudar os judeus que enfrentavam a perseguição da Alemanha nazista.

Em seu discurso ao papa, Pacifici prestou homenagem aos católicos italianos, padres e freiras que viveram durante a guerra, e disse que seus esforços fazem o “silêncio” de Pio doer ainda mais.

O Vaticano mantém que Pio 12 não se silenciou durante a guerra, mas que ele preferiu trabalhar nos bastidores, preocupado de que a intervenção pública pudesse piorar a situação tanto para os judeus quanto para os católicos na Europa em guerra.

Em resposta a Pacifici, Bento 16 defendeu as ações da Igreja Católica para ajudar os judeus durante a Segunda Guerra, dizendo que o Vaticano “agiu de maneira discreta e escondida”.

“A própria Sé Apostólica forneceu assistência, muitas vezes de uma maneira escondida e discreta”, disse Bento 16 em seu discurso na sinagoga.

Bento 16 foi recebido por líderes judeus internacionais e de Roma ao chegar na sinagoga às margens do rio Tibre, perto do Vaticano, para começar a visita de duas horas.

Antes de entrar no templo, líderes judeus mostraram ao papa uma placa lembrando a deportação de judeus romanos pelos alemães em 16 de outubro de 1943, e outra em homenagem a um menino de dois anos morto em um ataque armado na sinagoga em 1982.

A visita vem 24 anos após o papa João Paulo ter se tornado o primeiro papa em quase 2 mil anos a entrar em uma sinagoga e chamar os judeus de “nossos amados irmãos mais velhos”.

Grupos judaicos reagiram com raiva no mês passado, quando Bento 16, um alemão que participou da Juventude Hitlerista e do exército alemão enquanto adolescente durante a Segunda Guerra Mundial, aprovou um decreto reconhecendo as “virtudes heroicas” de Pio 12. Pelo menos um rabino e um sobrevivente do Holocausto boicotaram a visita.

Os dois passos remanescentes à santidade de Pio são a beatificação e a canonização, que podem levar muitos anos. Grupos judaicos querem que o processo seja congelado até que os arquivos do Vaticano sejam abertos a estudiosos.

agencia estado

Rizzolo: Bem esse caso é polêmico, e entendo que a Igreja foi omissa. Contudo, acredito que dar uma visão a Pio 12 como sendo um papa humanitário é uma injustiça não apenas com os judeus , mas aos próprios cristãos cuja grande maioria tem capacidade crítica para enxergar os erros do passado. Agora é tentar cada vez mais criar um diálogo entre a Igreja e os judeus, sem que nenhuma decepção histórica abale essa relação construtiva.

Charge do J. Bosco foi para o O Liberal

A Vez das Mulheres

Uma das frases que mais me impressionou em relação à bondade de Deus para com os homens foi numa passagem de um filme do diretor iraniano Abbas Kiarostami, quando um camponês dizia que “nem a melhor mãe do mundo seria capaz de abastecer uma geladeira com tanta fartura e variedade como Deus o fez na Terra”. Esta frase, de cunho religioso e reflexivo, perdurou durante anos em minha vida.

A imagem da generosidade feminina, do cuidar, do alimentar, do suprir, nos remete a uma maior reflexão sobre o real significado do papel da mulher em nossa sociedade. A magnanimidade da natureza em sustentar os seres vivos parece enfim encontrar sua maior expressão naquela que gera, que luta para alimentar os filhos, que chora, que amamenta e que, acima de tudo, possui um dos maiores dons divinos: o de perdoar. Por muito tempo o papel da mulher se restringiu apenas a cuidar dos filhos, mas, ao longo dos anos, ela passou a suprir a ausência do marido, exercitando, assim – e isso em todas as classes sociais -, uma dupla condição: a de ser mãe e pai ao mesmo tempo.

Certamente, não é de estranhar que em determinadas áreas a participação da mulher ainda é pouca. As novas condições socioeconômicas conquistadas por ela são absorvidas pela essencial e prioritária necessidade do sustento familiar e do bem-estar do núcleo em que vive. Contudo, um novo perfil de mulher está surgindo no âmbito macrossocial: a da mulher participativa, indignada com as questões sociais, questões essas que, de forma indireta, englobam seu cotidiano e a impedem de obter melhor qualidade de vida. Essa nova mulher é politizada, consciente, e faz uso dessa consciência com todos os instrumentos de que dispõe e conceitos adquiridos de sua condição inata de cuidar, assistir e lutar por seus tutelados.

A participação da mulher no cenário político brasileiro é essencial, virtuoso e, acima de tudo, no momento atual, imprescindível, pois só ela, diante de toda divergência administrativa e do pouco-caso dos políticos do nosso país, pode tornar o Congresso Nacional mais cuidador e mais responsável. Afinal, se imitando Deus a mulher brasileira luta com seu trabalho para colocar o máximo de alimento nas geladeiras mais carentes da periferia, todos hão de concordar que esse instinto é o único que pode nos devolver a dignidade esquecida pela maioria dos homens do Congresso, que sempre pensaram em si mesmos e nos seus interesses, jamais se sensibilizando com o que quer que seja ou até sem nunca terem assistido aos filmes de Abbas Kiarostami.

Fernando Rizzolo

*Publicado no Blog da Dilma

Viver sem sentir dói

Por muitos anos os judeus da Rússia foram proibidos de cumprir qualquer Mitzvá da Torá, sob a ameaça de serem deportados para a Sibéria. Muitos arriscaram suas vidas e, quando descobertos pelas autoridades russas, foram levados à Sibéria para trabalhos forçados sob um frio muito rigoroso. Muitos não aguentavam a rigorosidade do inverno e do trabalho, e morriam.

Apesar de todas as dificuldades, um judeu que sobreviveu a 5 anos de trabalhos forçados na Sibéria conta que o pior sofrimento da sua vida não foi por causa dos trabalhos forçados, nem dos duros castigos, nem do rigoroso frio. O pior sofrimento de sua vida foi o dia da sua libertação.

Por 5 anos ele havia passado muitas horas do seu dia girando uma pesada manivela, acreditando que estava moendo cereais. Apesar das terríveis condições, ele se sentia útil e isso lhe trazia um pouco de conforto. Mas os russos fizeram questão de, no momento de sua liberação, levá-lo até a sala ao lado e mostrar que a manivela não estava conectada a absolutamente nada.

A dor de saber que seus 5 últimos anos haviam sido sem propósito nenhum foi maior do que qualquer outra dor que já havia sentido na sua vida… (História real)

*
Na Parashá da semana passada, Moshé foi pedir ao faraó para que ele libertasse o povo judeu, mas ao invés disso o faraó aumentou ainda mais o trabalho e o sofrimento dos judeus. E na Parashá desta semana, Vaerá, D’us fala para Moshé pedir novamente ao faraó para que ele deixasse o povo judeu sair. Mas Moshé questionou a ordem de D’us, dizendo que o faraó já havia se mostrado decidido a não libertar os judeus antes, por que mudaria de idéia diante de um novo pedido? Então D’us instruiu Moshé a tentar convencer o faraó fazendo diante dele um milagre: jogar sua vara no chão para que ela se transformasse em uma cobra.

Para nós talvez este sinal Divino teria sido algo impressionante. Mas a Torá diz que não impressionou nem um pouco o faraó. Ele imediatamente chamou seus magos, que prontamente também transformaram varas em cobras. A pergunta fica ainda mais forte segundo o Midrash (parte da Torá Oral), que nos ensina que os egípcios conheciam tanto de magia negra que mesmo crianças de quatro anos facilmente transformavam varas em cobras. Então por que D’us pediu para que Moshé fizesse este milagre diante do faraó?

Explica o livro “Lekach Tov” que a intenção de D’us não era impressionar o faraó mostrando que Ele podia controlar a natureza, isso Ele fez através das 10 pragas. Na verdade D’us estava transmitindo ao faraó uma mensagem, Ele estava revelando ao faraó o verdadeiro motivo pelo qual os egípcios seriam tão duramente castigados com as 10 pragas e com o afogamento no Mar Vermelho. Que mensagem era esta?

Diz o Rambam (Maimônides) que D’us já havia decretado ao povo judeu a escravidão, e se os egípcios tivessem escravizado os judeus apenas por seus interesses, como qualquer outro Império que, ao se expandir, escraviza outros povos visando território, impostos e mão-de-obra, eles não teriam sido punidos por D’us, pois teriam se comportado como uma vara, cujo golpe não é mais forte do que a força utilizada pela mão que a segura para golpear. Mas quando D’us fez com que a vara de Moshé se transformasse em uma cobra, Ele estava avisando que o duro castigo viria pois os egípcios haviam escolhido se comportar como uma cobra, isto é, eles haviam se comportado de maneira cruel, causando muito mais sofrimento do que havia sido inicialmente decretado por D’us ao povo judeu. Os egípcios chegaram ao ponto de escravizar e maltratar os judeus mesmo sem receber nada em troca, revelando requintes de crueldade.

Um dos maiores exemplos da crueldade dos egípcios foi a construção de duas cidades, Pitom e Ramsés, executada pelos judeus. Apesar de aparentemente os egípcios estarem interessados na mão-de-obra dos judeus para o seu benefício, o Talmud nos ensina que estas duas cidades foram construídas sobre areia movediça, e após algum tempo de trabalho tudo o que havia sido construído desmoronava, obrigado-os a recomeçar o trabalho do zero sabendo que tudo o que construíssem voltaria a cair em um futuro próximo. A maldade egípcia era tanta que o único motivo da escravidão foi infernizar a vida dos judeus, e os egípcios já sabiam que não há sofrimento maior para o ser humano do que saber que não há nenhum sentido no que ele faz na vida.

A humanidade se confronta com o problema da falta de sentido na vida há milênios. Os gregos também já conheciam este conceito e utilizaram-no em sua mitologia. Sísifo, um homem que enfureceu os deuses gregos, recebeu um castigo eterno e terrível: todos os dias ele era obrigado a rolar uma enorme e pesada pedra até o topo de uma montanha, e na manhã seguinte a pedra era derrubada para que ele recomeçasse o trabalho. Isto mostra que mesmo os gregos já entendiam que uma das piores punições possíveis para um ser humano é dar-lhe uma vida sem nenhum propósito.

Explica Viktor Frankel, o psiquiatra criador da “Logoterapia” (terapia de pessoas depressivas através da busca de um sentido para a vida), que a busca do homem por significado é a motivação primária de sua vida, e não uma racionalização secundária. Por que vivemos no “Século da depressão”? Pois o slogan da nossa geração é “Não importa para onde você vai, aproveite a viagem”. Infelizmente a maioria das pessoas vive uma vida completamente sem sentido. Levantamos, vamos ao escritório ou à faculdade, trabalhamos, almoçamos, trabalhamos, voltamos para casa, comemos e dormimos. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, tudo no mesmo ritmo, sempre constante. Não sabemos onde queremos chegar e raramente paramos para pensar nisso.

Neste ponto o judaísmo nos ajuda muito, pois as Mitzvót servem como placas na estrada, nos indicando exatamente onde estamos, qual o caminho correto e onde precisamos chegar. O judaísmo nos dá estabilidade interna ao nos ensinar que a vida é significativa e nossas escolhas realmente importam e fazem a diferença. O importante não é apenas a meta final, cada pequeno ato do cotidiano faz parte do caminho e da nossa construção espiritual para a eternidade.

Portanto, conclui Viktor Frankel, tão vital quanto respirar, comer e dormir, todo ser humano precisa saber que sua existência importa. O judaísmo concorda.

SHABAT SHALOM

Fonte: Rav Efraim Birbojm

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Cônsul diz frases infelizes antes de gravar entrevista para a TV

SÃO PAULO – O cônsul-geral do Haiti em São Paulo, George Antoine, segundos antes de iniciar a gravação de uma entrevista para o SBT na quinta-feira, 14, soltou algumas frases infelizes em relação ao terremoto que devastou o país mais pobre da América Central. O cônsul tem mais de 100 parentes no Haiti.

Com microfone de lapela e aparentemente sem saber que o áudio já estava sendo gravado, Antoine virou-se para um funcionário da representação diplomática e disse: “A desgraça de lá tá sendo uma boa para a gente aqui ficar conhecido (…) Aquele povo africano acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que á aquilo (…) O africano em si tem maldição. Todo lugar em que tem africano tá f…”

Após saber que o microfone de lapela estava ligado, o cônsul, já durante a entrevista, segurou um terço nas mãos, e disse estar abalado com o que ocorreu no Haiti. “Esse terço nós usamos pois nos dá uma energia positiva que acalma a pessoa. Como eu estou muito tenso e deprimido com o negócio do Haiti, a gente fica mexendo com vários para se acalmar”.
agência estado

Rizzolo: Não é possível que um cônsul pense uma coisa dessa. Agora eu não conheço o Haiti, mas sei das práticas religiososas por lá, tenho conhecimento que praticam o vodu, esse tipo de vertente espiritual. Agora não podemos jamais atribuir a uma religião essa desgraça, muito embora, pessoalmente, abomino crenças que envolam “praticas espirituais estranhas”. Sei que existem várias modalidades dessa religião na África. Em relação aos comentários sobre a população negra de lá, é lastimável esse ponto de vista desse cônsul preconceituoso. Fico indignado.

Depoimento: O Haiti já estava de joelhos; agora, está prostrado

No dia 12 de janeiro de 2010, o mundo ruiu em Porto Príncipe. Um mundo já frágil e parcialmente em ruínas foi-se abaixo. O Haiti já estava de joelhos. Agora, com a destruição de sua capital, está prostrado.

Por Omar Robeiro Thomaz*, na Folha de S.Paulo

Os principais edifícios desabaram, entre eles o palácio nacional, vários ministérios e a catedral; no segundo dia da volta às aulas, jovens estudantes de escolas e universidades procuravam seus amigos entre feridos e mortos nas calçadas e choravam aqueles soterrados.

As operações de resgate são, até o momento, uma promessa, e é evidente que as forças internacionais da ONU não estavam preparadas para lidar com uma calamidade desta natureza.

Sem Estado e diante da inoperância da ONU, os haitianos estão entregues à própria sorte. Após o terremoto, as ruas da capital e as vias que a conectam com os subúrbios e com Pétionville, ficaram absolutamente obstruídas. Carros foram soterrados por muros e prédios; também foram abandonados nas vias estreitas de uma cidade que já possui um trânsito caótico.

Na hipótese da existência de ambulâncias ou veículos de resgate, não teriam como passar. Mortos e feridos se aglomeram nas calçadas, indivíduos correm horas e horas para chegar em sua casa e ver como se encontram os seus, outros parecem andar e correr sem destino.

Diante da falta absoluta de ação de qualquer instância para atender uma cidade subitamente transformada num campo de refugiados, os saques são inevitáveis, e escutamos tiroteios em distintas partes da cidade.

A comoção inicial, traduzida em cânticos e em clamores para “Jesu” e “Bon Dieu”, cede pouco a pouco a uma sensação de frustração sem limites, de raiva. Historicamente, o mundo insistiu em ignorar o Haiti e sua grandeza.

Ao embargo político e intelectual secular -como definir de outra forma o ostracismo ao qual foi relegado o Haiti após sua vitoriosa revolução que culminou com sua independência em 1804?- sucederam-se intervenções e ocupações que sempre procuraram negar aos haitianos o sentimento do orgulho dos seus feitos; e, por fim, o golpe de misericórdia, a imposição de uma agenda ditada pela Guerra Fria, que, entre os anos 1950 e 1980 destruiu o Estado haitiano (ao contrário do que pensam alguns, o Haiti possuía um Estado, nem melhor nem pior do que os seus congêneres latino-americanos e caribenhos), fragilizou suas instituições, criminalizou os movimentos sociais e arrebentou seu sistema econômico.

Não foi a interferência americana que destruiu o plantio de milho e interrompeu as conexões existentes entre o camponês, os fornos e os consumidores? Ou outra intervenção que promoveu a eliminação do porco crioulo, base econômica de famílias? Ou o embargo internacional que promoveu o golpe final nas reservas florestais impondo o uso indiscriminado de carvão vegetal?

Diante da fúria da natureza não cabe outro sentimento que o de uma frustração que deita raízes numa história profunda e que subitamente pode ganhar cor: o mundo dos brancos nos destruiu; o mundo dos brancos diz que quer fazer alguma coisa, mas o que faz, além de nutrir seus telejornais com fotos miseráveis que só fazem alimentar a satisfação autocentrada dos países ditos ocidentais?

Não são poucos os agentes das organizações internacionais que anunciam que a “comunidade internacional” estaria cansada do Haiti. Após escutar os haitianos ao longo de anos, de tentar entender o sentido de sua história, digo que são os haitianos que estão fartos das promessas daqueles que dizem representar a “comunidade internacional”.

Afinal, por que estão aqui? Após seis anos de ocupação, os hospitais e as escolas ruíram. Depois da tragédia de Gonaives -quando essa cidade foi soterrada na passagem de um furacão, em 2004-, não teríamos de estar minimamente preparados para a gestão de uma calamidade?

Não: a gestão foi entregue aos haitianos e haitianas, e, por que não dizer, ao “Bon Dieu”.

* Omar Robeiro Thomaz é antropólogo e professor da Unicamp

Fonte: Folha de S.Paulo

Rizzolo: A exploração do povo Haitiano é antiga, de colônia passou a ser um Estado cobiçado pela sua mão-de-obra pobre e barata. As intervenções humanitárias de fato não passam de uma maquiagem para oprimir o povo do Haiti. Na realidade a participação do Brasil nas forças da ONU chancelam os interesses daqueles países que querem sufocar a liberdade e o destino desse povo desamparado.

Charge do Leandro para o Olho Vivo

Mortos no Haiti devem passar de 100 mil, diz primeiro-ministro

WASHINGTON – O número de mortos no terremoto do Haiti deve ficar “bem acima dos 100 mil”, afirmou nesta quarta-feira, 13, o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive à rede de televisão americana CNN. O país caribenho foi atingido por um terremoto de intensidade de 7,0 graus na noite de terça.

Eu espero que não seja verdade, porque espero que as pessoas tenham tido tempo de sair. Porque temos tantas pessoas nas ruas neste momento, não sabemos exatamente onde elas estavam vivendo”, disse o primeiro-ministro. “Mas com tantas, tantas construções, tantos bairros totalmente destruídos e em alguns bairros não vemos as pessoas, portanto, não sei onde aquelas pessoas estão”, acrescentou.

O presidente do Haiti, René Préval, pediu ajuda urgente da comunidade internacional para enfrentar o que chamou de “inimaginável” catástrofe ocorrida no país. Em suas primeiras declarações após o terremoto, Préval disse, em entrevista ao jornal The Miami Herald, que ele mesmo caminhou entre corpos e ouviu gritos de pessoas presas nos escombros do prédio do Parlamento.

Segundo Préval, pode haver milhares de mortos, embora por enquanto não seja possível divulgar um número oficial. “O Parlamento afundou, o edifício de impostos, as escolas e os hospitais. Há muitas escolas destruídas com muita gente dentro”, destacou. O presidente haitiano explicou que percorreu vários bairros de Porto Príncipe para avaliar as consequências do tremor. “Todos os hospitais estão abarrotados de gente. É uma catástrofe.”

BRASILEIROS

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto. A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadorada Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu na tragédia.

O Itamaraty informou nesta quarta-feira, 13, em nota, que montou uma sala de crise que vai funcionar 24 horas por dia, sob a coordenação do embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama. Informações referentes a cidadãos brasileiros no Haiti poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones: (061) 3411.8803/ 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284.

O comunicado confirma ainda que as instalações militares da ONU sofreram danos. Mas não há ainda informações mais precisas sobre a situação das tropas brasileiras e demais cidadãos brasileiros a serviço da ONU.
agência estado

Rizzolo: Realmente se confirmado estes números a tragédia é de uma dimensão inimaginável. País pobre o Haiti, luta com sua população por melhores condições de vida, talvez agora, depois de uma desgraça vinda da natureza, os povos possam se solidarizar com este pobre povo do Caribe que desde 1990 com a saíde de Jean-Bertrand Aristide sofre problemas políticos e sociais de toda sorte.

Zilda Arns e 4 militares brasileiros morrem em tremor no Haiti

SÃO PAULO – A médica Zilda Arns, fundadora da pastoral da Criança, e mais quatro militares brasileiros morreram no terremoto da terça-feira, 12, no Haiti. Outros cinco membros da força de paz que atua no Caribe ficaram feridos.

Irmã do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda estava no Haiti como parte de uma série de visitas a países da região e teria morrido após escombros caírem sobre ela enquanto caminhava na rua.

Ao saber na noticia, Dom Paulo Evaristo rezou a missa pelas vítimas do Haiti e afirmou que “ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou.”

O velório e enterro de Zilda ocorrerão em Curitiba, onde moram seus quatro filhos Heloisa, Nelson, Rogério e Rubens. Dom Paulo Evaristo já notificou que não poderá comparecer e que enviará Dom Pedro Stringhini, bispo de Franca, em seu lugar.

Militares mortos

O Comando do Exército divulgou os nomes dos militares mortos no terremoto desta terça-feira, 12, no Haiti. De acordo com o Exército, os militares mortos são: 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, o 2º sargento Davi Ramos de Lima, e os soldado Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani, todos do 5º batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena, no interior de são Paulo.

Eles estavam fora da base principal no momento do terremoto, segundo o Comando do Exército. Os militares estavam no país desde agosto de 2009. Outros cinco militares ficaram feridos.

Os militares brasileiros que participam da Missão de Paz no Haiti atravessaram a madrugada desta quarta-feira, 13, segundo o Ministério da Defesa, tentando resgatar companheiros soterrados em desabamentos de edificações e no auxílio à população local e às autoridades do País. Uma dessas instalações, denominada “Ponto Forte 22”, um sobrado de três andares, desabou completamente.

Zilda Arns

Médica pediatra e sanitarista, de 75 anos, fundadora da Pastoral Da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. Presente em todos os estados do Brasil e em mais 20 países, a Pastoral da Criança tem mais de 240 mil voluntários capacitados atuando em 40.853 mil comunidades em 4.016 municípios. Acompanha quase 95 mil gestantes e mais de 1, 6 milhão de crianças pobres menores de seis anos.
agência estado

Rizzolo: É com muita pesar que recebemos a notícia da morte de Zilda Arns, irmã de dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Viúva desde 1978, mãe de cinco filhos, dos quais apenas quatro estão vivos (Rubens, Nelson, Heloísa e Rogério – a filha Sílvia morreu em 2003, num acidente de carro), e avó de nove netos, recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.

Formada em Medicina, aprofundou-se em Saúde Pública visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Zilda morreu acreditando na sua causa.

Obama ordena preparação de ajuda humanitária para Haiti

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou ao Departamento de Estado e ao Pentágono que preparem ajuda humanitária para, se necessário, enviar ao Haiti, abalado nesta terça-feira por um forte terremoto.

“Estamos vigiando a situação estreitamente e estamos prontos para ajudar a população do Haiti”, disse Obama.

“Envio minhas orações às pessoas que se viram afetadas pelo terremoto”, comentou o presidente americano, informado do incidente uma hora depois, segundo a Casa Branca.

Obama quer garantias de segurança a todos os funcionários da embaixada americana no Haiti, além de pedir que seu pessoal esteja preparado a enviar ajuda humanitária caso seja necessário.

A Casa Branca informou que o Departamento de Estado, a agência americana de ajuda internacional (USAID, em inglês) e o Comando Sul do Pentágono, que coordena as atividades militares na América Latina, começaram a realizar uma avaliação conjunta da situação no Haiti e a preparar um possível contingente de ajuda. EFE.

Rizzolo: Realmente o que ocorreu no Haiti foi uma tragédia, um país pobre, sem recursos, vulnerável a todo tipo de violência. Ainda não temos muitas informações sobre o terremoto, mas provavelmente a situação é trágica. A miséria que reina no Haiti é incomparável em relação aos demais países no Caribe. A ajuda dos EUA e de outros países é essencial.

Kassab usa carro para visitar áreas alagadas de São Miguel Paulista

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, percorreu nesta terça-feira (12) as áreas alagadas na região de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital paulista. A visita começou às 10h nas ruas do Jardim São Martinho. O prefeito percorreu um trecho a pé, acompanhado de assessores e moradores do bairro.

Em seguida, Kassab subiu em um carro da Defesa Civil para passar pelo alagamento e foi para a Vila Itaim. Alguns moradores seguiram o carro em que estava o prefeito a pé pelas ruas alagadas. A visita durou cerca de 1h30. Kassab disse que as famílias cadastradas serão transferidas em um prazo de até dois anos para prédios do CDHU. Até lá, deverão receber auxílio aluguel.

Na sexta (8), o prefeito foi vaiado por moradores de um conjunto habitacional atingindo pelas enchentes na região do Jardim Romano, no extremo Leste de São Paulo, local que está alagado há um mês. Na ocasião, Kassab conversou rapidamente com alguns representantes e acabou desistindo da visita ao local por causa da reação dos manifestantes.

Defensoria

A Defensoria Pública do Estado entrou com ação na Justiça pedindo a suspensão das demolições de casas e a retirada de famílias das áreas alagadas na várzea do rio Tietê. Só as pessoas em situação de risco poderiam ser transferidas. A Defensoria quer que as mudanças propostas pela prefeitura para construir o Parque Linear do Tietê sejam antes discutidas com a população.

A ação da Defensoria foi proposta no fim da manhã desta terça-feira no Fórum da Fazenda Pública da Capital e a Justiça não tem prazo para se manifestar.

“Nós temos um profundo respeito pela Defensoria Pública e todos sabem a nossa disposição sempre de fazer o trabalho em conjunto. A presença do poder público é fundamental, a transferência dessas famílias, até por uma questão de saúde pública”, disse Gilberto Kassab.

Na ação, a Defensoria também pede à Justiça que a prefeitura e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) sejam obrigados a fazer manutenção permanente de bombas de drenagem, varrição, limpeza de bocas de lobo e córregos nas áreas castigadas pelas chuvas, como Jardim Romano, Chácara Três Meninas, Vila das Flores, Jardim São Martinho, Vila Aimoré e Vila Itaim.
Globo

Rizzolo: O prefeito Kassab precisa sentir e ter mais consternação com o povo pobre da periferia. Não é por nada, mas como político, prefeito, não custava caminhar ao lado do povo, mas preferiu, numa postura elitista se dirigir de carro. São pequenas coisas como esta, que fazem o sentimento do povo se confortar. Precisamos de uma vez por todas resolver o problema das enchentes da periferia, na cidade de São Paulo, e dos municípios afetados pela chuva. Vamos trabalhar pessoal!

Charge do Aroeira para o O Dia