Charge do Duke para o O Tempo

Serra decreta luto oficial em SP por morte de Mindlin

O governo do Estado de São Paulo decretou luto oficial de três dias pela morte do empresário e bibliófilo José Mindlin. A Academia Brasileira de Letras também decretou luto pela morte de seu membro.

José Ephim Mindlin, advogado, empresário, fundou a Metal Leve, que foi uma das maiores indústrias de autopeças da América Latina. Ao se aposentar tornou-se presidente da Sociedade de Cultura Artística. Apaixonado por livros, e dono de um acervo de mais de 38 mil volumes, uma das maiores bibliotecas particulares do país, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 2006. Neste mesmo ano, doou toda a sua Biblioteca à Universidade de São Paulo (USP).

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Rizzolo: A morte de Mindlin representa uma grande perda para a intelectualidade brasileira, o membro da Academia era um advogado humanista que dedicou parte de sua vida aos livros, e contribuiu para o acervo bibliotecário da USP. O decreto de luto oficial por Serra foi um ato de respeito e consideração ao nobre advogado e empresário.

Datafolha mostra Serra na liderança e avanço de Dilma

SÃO PAULO – Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial. O levantamento publicado na edição de domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), com 8%. Na mostra anterior da Datafolha, divulgada em dezembro de 2009, Serra tinha 37%; Dilma 23%; Ciro 13%; e Marina 8%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Do total de entrevistados (2.623), 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, aumentam para 38% as intenções de voto em Serra (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%. A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.
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Rizzolo: Como já comentei anteriormente, o grande receio do povo brasileiro é uma volta ao passado quando no governo FHC imperava a opção pelo capital e pelas privatizações em massa beneficiando empresas multinacionais e descapitalizando a industria do país. Os programas de inclusão como o Bolsa Família que incluiu mais de 11 milhões de famílias reduziu significadamente a miséria do país e o povo brasileiro sabe, por experiência própria que se o PSDB vencer tudo isso irá por agua abaixo, a tendência é essa diferença diminuir cada vez mais.

Moradores de SP sentem reflexo do terremoto no Chile

SÃO PAULO – O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de São Paulo receberam chamados durante a madrugada deste sábado para verificar a ocorrência de pequenos tremores em vários bairros da capital paulista, em decorrência do terremoto de mais de 8 graus na escala Richter que atingiu o Chile hoje.

Segundo informações das corporações, moradoras de Tatuapé e Mooca, na zona leste de São Paulo; Bela Vista, na região central da cidade, e da Avenida Paulista procuraram a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para comunicar tremores. “Algumas pessoas ligaram, mas não houve registro de danos nem de feridos”, afirmou o soldado da PM Vladimir Soares, da sala de estação do Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que foi chamado para verificar efeitos de um tremor rápido em um prédio localizado na Rua Brigadeiro Tobias, no Centro da cidade. Uma equipe foi deslocada para o local, mas não constatou abalos na estrutura do imóvel.

A Defesa Civil informa que opera em estado de atenção, embora, não haja informações sobre vítimas e danos na capital paulista.

Prédio da embaixada chilena sofre rachaduras

O embaixador brasileiro em Santiago, Mario Vilalva, o disse, em entrevista à Band News, que o prédio da embaixada na capital chilena sofreu rachaduras.

Rizzolo: De acordo com a agência geológica americana (USGS, na sigla em inglês), o terremoto teve seu epicentro a 35km de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320km ao sul da capital chilena. Em Santiago, o tremor arrancou varandas de edifícios, derrubou pontes, deixou fábricas em chamas e moradores desabrigados e sem eletricidade e sistema telefônico, vamos aguardar mais informações.

TUDO FAZ SENTIDO

“Da primeira vez em que eu (Rav Efraim Birbojm) estive em uma Yeshivá em Israel, no início do meu processo de Teshuvá (retorno aos caminhos da Torá), fui com um pequeno grupo de rapazes passar um Shabat na cidade de Bnei Brak, perto de Tel Aviv. Nesta cidade a grande maioria dos moradores são judeus ortodoxos que cumprem as Mitzvót da Torá. A cidade não tem delegacia de polícia, não existem assaltos e as frutas e livros ficam expostos em mesas no meio da rua, sem vendedores, para que os compradores levem o que querem e deixem o dinheiro em uma caixinha.

Ninguém do grupo conhecia a cidade, apenas tínhamos os nomes e endereços das famílias que nos receberiam para as refeições e para dormirmos (o que havia sido previamente organizado por uma pessoa da Yeshivá). Deixamos nossas malas na casa onde dormiríamos e saímos para o Kabalat Shabat. O jantar, em outra família, terminou um pouco tarde e decidimos dar uma volta para conhecer a cidade. Quando nos demos conta já era quase uma da manhã e decidimos voltar. Como não conhecíamos o caminho, fomos perguntando como chegar para as poucas pessoas que ainda estavam nas ruas. Finalmente chegamos na casa onde deveríamos dormir, mas a porta estava trancada. Batemos por uns 15 minutos e ninguém veio atender. Naquele momento, desanimado, eu sentei no chão e comecei a questionar D’us: “Eu estou aqui, em uma cidade estranha, disposto a guardar o Shabat, então o que Você quer de mim?”.

Sem lugar para dormir, decidimos procurar alguma sinagoga aberta onde pudéssemos passar a noite. Porém, não havia mais ninguém na rua e estávamos completamente sem idéia de que direção tomar. Começamos a caminhar, mas as ruas pareciam todas iguais, cada vez nos sentíamos mais perdidos. Foi quando vimos um homem acompanhado de 2 filhos pequenos caminhando na rua. Corremos para pedir informações de como chegar em alguma sinagoga aberta e, após explicarmos o que fazíamos tão tarde na rua, ele nos convidou para passarmos a noite em sua casa. Nos serviu chá, bolos e ofereceu o quarto onde os seus filhos dormiam para que ficássemos confortáveis. Ficamos muito agradecidos por tanta hospitalidade, principalmente com pessoas que eles nem mesmo conheciam. Antes de dormir, o dono da casa veio nos dar boa noite e nos contou algo que nos deixou perplexos:

– Hoje é o Yortzait (aniversário de falecimento) da minha querida mãe. Durante todo o dia eu pedi para D’us me ajudar a encontrar alguma Mitzvá especial para fazer no Shabat e assim elevar a alma dela. Mas o que eu poderia fazer de especial em uma cidade onde todos já são religiosos? Todos já têm suas casas para passar o Shabat e fazer suas refeições, quem eu poderia convidar? Agora eu vejo que D’us escutou as minhas Tefilót (rezas), pois Ele me mandou vocês para que eu pudesse cumprir a Mitzvá de receber convidados no Shabat e assim elevar a alma de minha mãe.

Fomos dormir impressionados com tudo o que havia acontecido. Na manhã seguinte voltamos à casa onde deveríamos ter dormido. Eles estavam muito preocupados conosco e explicaram que não queriam dormir com a porta aberta, por isso a trancaram e a cada meia hora eles vinham até a porta para ver se havíamos chegado. Os 15 minutos que estivemos lá batendo na porta foram justamente quando eles estavam no quarto, de onde mal se ouviam as batidas.

Naquele momento tudo fez sentido. Aquele questionamento que eu havia feito para D’us, “o que Você quer de mim?”, estava respondido. Ele queria me dar uma das lições mais importantes da minha vida: que não existe acaso, Ele tem o controle sobre todas as coisas que acontecem e pode mudar tudo apenas para atender a Tefilá de um homem que queria elevar a alma de sua mãe. (História Real)

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Neste Shabat lemos a Parashá Tetzavê, que continua descrevendo detalhes do Mishkan (Templo Móvel), em especial as roupas que o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) utilizava durante os serviços no Mishkan. Lemos também a Parashá Zachor, um trecho da Torá que nos relembra da nossa luta contra o povo de Amalek e tudo o que eles fizeram contra o povo judeu no deserto. Por que a Parashá Zachor é lida justamente neste Shabat? Pois após o Shabat, no sábado de noite (em Jerusalém no domingo de noite) começamos a comemorar a festa de Purim, revivendo com alegria o milagre da salvação do povo judeu nos dias de Mordechai e Ester, quando fomos salvos do extermínio certo. A história de Purim é mais um “round” da nossa luta contra Amalek, pois Haman, o homem que queria exterminar o povo judeu, era do povo de Amalek.

Uma das principais Mitzvót de Purim é ler a Meguilat Ester, o livro do Tanach que descreve a subida do rei Achashverosh no poder, a escolha de Ester como rainha, a subida de Haman e a sua posterior queda. Infelizmente temos muitas vezes uma visão infantil da Meguilá, como se ela fosse apenas um livro de histórias. A verdade é que se nos aprofundarmos na Meguilá poderemos aprender importantes lições para nossas vidas.

Por exemplo, no segundo capítulo a Meguilá nos conta que Mordechai descobriu que Bigtan e Teresh, dois homens da guarda pessoal do rei Achashverosh, planejavam matá-lo. Mordechai imediatamente informou Ester e ela contou ao rei. Investigações foram abertas, o plano foi descoberto e Bigtan e Teresh foram enforcados. O que isto mudou na história do povo judeu? Muitos anos depois, quando certa noite o rei Achashverosh não conseguia dormir, ele pediu a seus serviçais que lessem o livro das crônicas, onde constava tudo o que havia ocorrido no reinado. Então ele escutou novamente o episódio de Bigtan e Teresh e lembrou-se que Mordechai havia salvado sua vida e nunca havia recebido nenhuma recompensa por isso. A partir deste momento a sorte do povo judeu começou a mudar.

Mas se pararmos para refletir sobre este acontecimento, surge uma grande pergunta: o rei Achashverosh não era nenhum Tzadik (Justo). Ele pegou Ester à força para ser sua esposa e mostrava seu poder exibindo em público os tesouros roubados do Beit-Hamikdash (Templo Sagrado). Portanto, por que Mordechai decidiu salvar a vida de Achashverosh e não preferiu deixá-lo morrer para poder salvar Ester?

Para responder esta pergunta precisamos antes de tudo entender a luta espiritual que existe entre o povo judeu e o povo de Amalek. A essência de Amalek é ensinar que tudo é um grande acaso, que não existe um Criador nem uma ordem nas coisas que ocorrem no mundo. O nome Purim vem da palavra “Pur”, que significa sorteio, pois Haman sorteou o dia em que o povo judeu seria exterminado, tentando mostrar através do sorteio que tudo é um grande acaso. Já a essência do povo judeu é ensinar ao mundo que existe um Criador, que não apenas criou o mundo mas que cuida de cada um de nós com “Hashgachá Pratid” (Supervisão Particular). Tudo o que acontece tem um motivo, tudo o que ocorre está de acordo com os planos de D’us para o mundo. Não há acaso nem coincidências.

E assim vivem os Tzadikim, com a certeza de que tudo o que o Criador do mundo faz é com algum propósito, nada é por acaso. Cada pequeno detalhe tem um motivo, pois tudo é controlado por D’us. Quando Mordechai escutou o plano de Bigtan e Teresh para matar o rei, ele parou para refletir e perguntou para si mesmo: “Se a morte de Achashverosh fosse algo bom para o povo judeu, então ele teria morrido e eu não ficaria nem sabendo dos planos. Mas se D’us me fez escutar o plano deles é porque certamente é minha função interferir”.

Portanto, a Meguilá é um ensinamento de como vencer a guerra contra Amalek. Mordechai não sabia que no futuro este acontecimento mudaria toda a história do povo judeu. Mas ele também não precisava saber disso. Tudo o que ele precisava saber é que nada que ocorre no mundo é por acaso. Tudo tem um porque. Assim ele venceu Haman e assim podemos vencer Amalek. Tendo a certeza de que não existe acaso, que D’us está em cada detalhe de nossas vidas. E para isso não é necessário uma fé cega. Se pararmos para refletir sobre nossas vidas, certamente vamos enxergar vários momentos em que a mão de D’us estava evidente. Quanto mais certeza colocarmos no nosso coração de que tudo o que ocorre em nossas vidas é com Hashgachá Pratid, mais estaremos contribuindo para vencer a luta contra Amalek.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbjm

Tenha um sábado de paz

Fernando Rizzolo

Confiança da indústria é a maior desde 2007, diz FGV

Os empresários da indústria brasileira ficaram mais confiantes em fevereiro, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira (26).

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,9%, ao passar de 113,6 para 115,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2007.

“Apesar dos sinais de acomodação da produção na virada do ano, o elevado grau de otimismo do empresariado fica evidenciado nas previsões favoráveis para novas contratações e nas perspectivas para os negócios no horizonte de seis meses”, informou a FGV em comunicado.

De acordo com o indicador, houve melhora tanto na percepção dos empresários sobre a situação presente quanto em relação aos próximos meses.

Em fevereiro , o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,7%, ao passar de 112,6 para 113,4 pontos; e o Índice de Expectativas (IE) elevou‐se em 3,3%, de 114,5 para 118,3 pontos, o maior da série histórica da FGV.

“Pelo sexto mês consecutivo, o IE supera o ISA, indicando otimismo em relação aos meses seguintes”, informou a nota.

Segundo a FGV, a coleta de dados para a pesquisa foi realizada entre os dias 02 e 23 de fevereiro e ouviu 1.056 empresas, responsáveis por vendas de R$ 584,7 bilhões em 2008.
globo

Rizzolo: É um dado importantíssimo, a confiança na indústria traduz um aumento das contratações. De qualquer forma essa confiança não pode ser quebrada com um eventual aumento das taxas de juros, só assim poderemos construir um mercado interno forte que diminuirá a nossa vulnerabilidade por imprevistos no mercado internacional.

Remédio não pode ser tratado como produto banal, diz Anvisa

BRASÍLIA – O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, criticou nesta quarta-feira, 24, a transformação de farmácias em estabelecimentos comerciais que vendem os mais variados produtos.

“Hoje a farmácia é um estabelecimento banal em que se comercializa tudo, e o medicamento não pode ter esse tratamento. Ele é produto especial, e, portanto, precisa de condições e regras especiais para o tratamento dele, para sua utilização”, disse em entrevista ao programa de rádio Brasil em Pauta, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Dirceu Raposo ressaltou que mesmo os medicamentos sem prescrição médica não estão isentos de orientação técnica adequada de um profissional, por isso é necessária a presença de um farmacêutico no local.

“O cidadão tem que entrar na farmácia e exigir a orientação do farmacêutico. Eu não posso admitir que nesse país uma farmácia funcione sem farmacêutico o tempo todo para atender o cidadão. É a mesma coisa de a gente dizer que o hospital vai funcionar sem médico de noite, porque de noite o movimento é fraco.”

Para ele, o usuário de medicamento não pode ser tratado como um simples consumidor. “O medicamento é um produto que não é simples. Por isso, não gostamos de chamar o usuário medicamentos de consumidor, porque a gente consome bala, sorvete, mas medicamento a gente só deve fazer uso dele quando necessita, para manter ou recuperar a saúde.”

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, apenas dois itens da resolução que estabelece novas regras para farmácias e drogarias estão em discussão no Judiciário quanto a sua obrigatoriedade. Ele alerta que a agência está trabalhando em conjunto com as vigilâncias estaduais e municipais no sentido de fiscalizar e fazer cumprir os demais itens da resolução.
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Rizzolo: As farmácias assim como os hospitais hoje no Brasil são ” bens de comércio”. A política de se transformar a saúde em oportunidade para se obter lucros, ganhar dinheiro, é típica de países que tomaram como exemplo em sua política de saúde pública os EUA, e que hoje se encontram em situações difíceis. A Europa por exemplo possui uma rede de saúde pública estatal e eficiente, e no tocante às farmácias o controle é rigoroso. Saúde é algo que deve ser tutelado pelo Estado, e não jogado em sua maior parte à iniciativa privada ou a planos de saúde onde os consumidores acabam ficando reféns por falta de opção.