Jornal mineiro especula com chapa presidencial Aécio-Alckmin

Enquanto o governador mineiro, Aécio Neves, passa um carnaval prolongado, de 11 dias, o jornal O Tempo, de Belo Horizonte, comentou nesta segunda-feira (15) “a hipótese de uma chapa tucana, com Aécio na cabeça e o paulista Geraldo Alckmin de vice”. A especulação saiu na coluna do bem informado jornalista Luís Carlos Bernardes.

“Corre em setores do PSDB a hipótese de uma chapa tucana, com Aécio na cabeça e o paulista Geraldo Alckmin de vice, unindo os maiores colégios eleitores do país. A bola está com Serra, ainda mais indeciso com o crescimento de Dilma nas pesquisas.

Aécio ainda sonha em disputar a Presidência. Em encontro recente nas Mangabeiras, o mineiro disse ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do PDT, que seria uma chapa presidencial forte: Lupi como vice dele, Aécio. Lupi sorriu, parecendo gostar. PSDB e PDT juntos, reeditariam PTB e PSD de Getúlio Vargas e do leal aliado Tancredo Neves.”

Aécio Neves foi preterido pela cúpula do PSDB, que é paulistocêntrica e preferiu o governador de São Paulo, José Serra. Em dezembro, anunciou que saía da disputa pela Presidência e disputaria o Senado. Agora, dependeria de uma desistência de Serra.

O paulista, porém, só pretende decidir em fins de março, no limite do prazo legal. Se sentir firmeza nas pesquisas, deixa o governo para disputar a Presidência. Se julgar que Dilma Rousseff se fortaleceu, fica no Palácio dos Bandeirantes e tenta a reeleição em São Paulo.

Neste caso, restaria saber se haverá tempo hábil para Aécio relançar seu projeto presidencial. Foi este o argumento que o governador mineiro apresentou a Serra, quando pressionou para que ele se decidisse até janeiro: precisaria de tempo para se tornar conhecido nacionalmente e costurar seu sistema de alianças, mais amplo que a coligação com o DEM e o PPS, articulada por Serra. No fim de março, a seis meses da eleição, os palanques nos estados já estarão montados, a partir da premissa de uma polarização Dilma-Serra.

Com O Tempo
Rizzolo: Olha que não seria má idéia, conheço pessoalmente o Alckimin e posso afirmar que um político honesto, capaz, de uma excelente índole, e acima de tudo patriota; aqueles que tentam massacram sua imagem, geralmente são os que pouco tem a acrescentar na história política desse país. Entendo com sendo simpática a idéia, e potencialmente virtuosa, é claro que tudo não passa de especulação, mas as grande saídas políticas começam assim.