Paulo Octávio já teve encontro com Lula, diz assessoria do governador

O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), foi recebido nesta quinta-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo assessores do governo do DF. Oficialmente, a assessoria de Lula não confirma o encontro.

O G1 apurou que a reunião entre Lula e Paulo Octávio foi breve. Os ministros da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também participaram do encontro.

Sem horário marcado, Paulo Octávio foi ao CCBB, sede provisória do governo, disposto a falar com Lula sobre o futuro de seu mandato à frente da gestão distrital. Depois da conversa, o governador interino saiu sem dar entrevistas e seguiu para o Buriti, sede do governo do DF.

Desde a tarde desta quarta-feira (17) crescem no DF os rumores de uma possível renúncia de Paulo Octávio ao cargo. Ele substitui o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), preso no dia 11 de fevereiro, por suspeita de tentar subornar uma testemunha do escândalo do mensalão do DEM de Brasília.

Paulo Octávio chegou por volta das 9h30 à sede do governo e não deu entrevistas. A interlocutores, ele disse apenas que iria conversar com Lula para “buscar um caminho para a governabilidade”.

Prisão de Arruda

Nesta quarta, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que o habeas corpus, que pede a liberdade do governador Arruda, foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR tem dois dias para elaborar seu parecer sobre o pleito dos advogados do governador afastado, o que praticamente elimina a chance de o pedido de liberdade de Arruda ser levado ao plenário do STF nesta quinta-feira (18). O próprio ministro relator do caso, Marco Aurélio Mello, disse antes de entrar em plenário nesta tarde que o habeas corpus só deverá ser julgado na semana que vem.

Mais cedo, o relator do habeas corpus, ministro Marco Aurélio Mello, disse que poderia “fazer um esforço” para colocar a matéria em discussão na Suprema Corte já nesta quinta-feira (18).

O único impedimento, segundo o ministro, era o tramite processual, já que o habeas corpus precisava do parecer da PGR. “Para levar o processo ao plenário, primeiro eu tenho de tê-lo. Ele (o processo) está de posse da Procuradoria-Geral da República. A PGR tem dois dias para dar o parecer. Se devolverem o processo hoje (quarta), posso fazer esforço para levar ao plenário nesta quinta”, afirmou Marco Aurélio.
globo

Rizzolo: A questão da governabilidade que Pailo Octávio se refere é complicada. Uma eventual comunicação formal da renúncia, que deve ser feita em um movimento político combinado com o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), vai abrir uma negociação em torno da linha sucessória no DF. É provável que o presidente e o vice da Câmara Legislativa desistam de assumir o governo local. Nesse caso, assumiria o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), que organizaria a eleição indireta na Câmara Legislativa para escolher o novo governador. Vamos acompanhar.

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