‘Meu tempo de clandestino já acabou’, diz José Dirceu

BRASÍLIA – Prestes a retornar ao diretório nacional do PT, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu avisou hoje que vai participar, sempre que lhe for demandado, da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. “Eu já fiquei na clandestinidade por 10 anos. Meu tempo de clandestino já acabou”, disse Dirceu, ao chegar ao 4º Congresso do PT, em Brasília.

Questionado se não vê algum risco de tirar votos da petista, Dirceu afirmou: “Não tiro voto da Dilma e não acredito que ninguém da direção partidária lhe tire votos”. Sobre as articulações que vem comandando em prol da campanha de Dilma, Dirceu disse que viajou 70 vezes, no ano passado, a vários Estados a fim de ajudar nas negociações de alianças.

Ele aproveitou também para falar sobre as expectativas em torno de uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para a Presidência da República. Chamado por Ciro de “golpista”, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Dirceu manteve o tom diplomático em relação ao parlamentar. Disse que Ciro tem todas as condições de ser candidato e avaliou que o deputado não atrapalhará o crescimento da candidatura de Dilma. Questionado sobre o potencial eleitoral da ministra, o ex-chefe da Casa Civil arrematou: “Ela é do PT, é mulher, é socialista, é de esquerda. Tem todas as condições de ser candidata”.
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Rizzolo: Sinceramente, entendo que já foi o tempo em que crucificar José Dirceu significava uma atitude ética na política. Na verdade esse receio do poder de Dirceu, essas acusações levianas, já deveriam dar lugar a um debate racional, sobre o papel do ex. ministro no atual momento político brasileiro. Os que acham que associar seu nome ao de Dilma provocaria uma debandada de votos, se enganam, até por que a figura de Dirceu não se mistura de forma alguma com a da pré candidata Dilma .

Paulo Octávio já teve encontro com Lula, diz assessoria do governador

O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), foi recebido nesta quinta-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo assessores do governo do DF. Oficialmente, a assessoria de Lula não confirma o encontro.

O G1 apurou que a reunião entre Lula e Paulo Octávio foi breve. Os ministros da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também participaram do encontro.

Sem horário marcado, Paulo Octávio foi ao CCBB, sede provisória do governo, disposto a falar com Lula sobre o futuro de seu mandato à frente da gestão distrital. Depois da conversa, o governador interino saiu sem dar entrevistas e seguiu para o Buriti, sede do governo do DF.

Desde a tarde desta quarta-feira (17) crescem no DF os rumores de uma possível renúncia de Paulo Octávio ao cargo. Ele substitui o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), preso no dia 11 de fevereiro, por suspeita de tentar subornar uma testemunha do escândalo do mensalão do DEM de Brasília.

Paulo Octávio chegou por volta das 9h30 à sede do governo e não deu entrevistas. A interlocutores, ele disse apenas que iria conversar com Lula para “buscar um caminho para a governabilidade”.

Prisão de Arruda

Nesta quarta, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que o habeas corpus, que pede a liberdade do governador Arruda, foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR tem dois dias para elaborar seu parecer sobre o pleito dos advogados do governador afastado, o que praticamente elimina a chance de o pedido de liberdade de Arruda ser levado ao plenário do STF nesta quinta-feira (18). O próprio ministro relator do caso, Marco Aurélio Mello, disse antes de entrar em plenário nesta tarde que o habeas corpus só deverá ser julgado na semana que vem.

Mais cedo, o relator do habeas corpus, ministro Marco Aurélio Mello, disse que poderia “fazer um esforço” para colocar a matéria em discussão na Suprema Corte já nesta quinta-feira (18).

O único impedimento, segundo o ministro, era o tramite processual, já que o habeas corpus precisava do parecer da PGR. “Para levar o processo ao plenário, primeiro eu tenho de tê-lo. Ele (o processo) está de posse da Procuradoria-Geral da República. A PGR tem dois dias para dar o parecer. Se devolverem o processo hoje (quarta), posso fazer esforço para levar ao plenário nesta quinta”, afirmou Marco Aurélio.
globo

Rizzolo: A questão da governabilidade que Pailo Octávio se refere é complicada. Uma eventual comunicação formal da renúncia, que deve ser feita em um movimento político combinado com o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), vai abrir uma negociação em torno da linha sucessória no DF. É provável que o presidente e o vice da Câmara Legislativa desistam de assumir o governo local. Nesse caso, assumiria o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), que organizaria a eleição indireta na Câmara Legislativa para escolher o novo governador. Vamos acompanhar.

Jornal mineiro especula com chapa presidencial Aécio-Alckmin

Enquanto o governador mineiro, Aécio Neves, passa um carnaval prolongado, de 11 dias, o jornal O Tempo, de Belo Horizonte, comentou nesta segunda-feira (15) “a hipótese de uma chapa tucana, com Aécio na cabeça e o paulista Geraldo Alckmin de vice”. A especulação saiu na coluna do bem informado jornalista Luís Carlos Bernardes.

“Corre em setores do PSDB a hipótese de uma chapa tucana, com Aécio na cabeça e o paulista Geraldo Alckmin de vice, unindo os maiores colégios eleitores do país. A bola está com Serra, ainda mais indeciso com o crescimento de Dilma nas pesquisas.

Aécio ainda sonha em disputar a Presidência. Em encontro recente nas Mangabeiras, o mineiro disse ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do PDT, que seria uma chapa presidencial forte: Lupi como vice dele, Aécio. Lupi sorriu, parecendo gostar. PSDB e PDT juntos, reeditariam PTB e PSD de Getúlio Vargas e do leal aliado Tancredo Neves.”

Aécio Neves foi preterido pela cúpula do PSDB, que é paulistocêntrica e preferiu o governador de São Paulo, José Serra. Em dezembro, anunciou que saía da disputa pela Presidência e disputaria o Senado. Agora, dependeria de uma desistência de Serra.

O paulista, porém, só pretende decidir em fins de março, no limite do prazo legal. Se sentir firmeza nas pesquisas, deixa o governo para disputar a Presidência. Se julgar que Dilma Rousseff se fortaleceu, fica no Palácio dos Bandeirantes e tenta a reeleição em São Paulo.

Neste caso, restaria saber se haverá tempo hábil para Aécio relançar seu projeto presidencial. Foi este o argumento que o governador mineiro apresentou a Serra, quando pressionou para que ele se decidisse até janeiro: precisaria de tempo para se tornar conhecido nacionalmente e costurar seu sistema de alianças, mais amplo que a coligação com o DEM e o PPS, articulada por Serra. No fim de março, a seis meses da eleição, os palanques nos estados já estarão montados, a partir da premissa de uma polarização Dilma-Serra.

Com O Tempo
Rizzolo: Olha que não seria má idéia, conheço pessoalmente o Alckimin e posso afirmar que um político honesto, capaz, de uma excelente índole, e acima de tudo patriota; aqueles que tentam massacram sua imagem, geralmente são os que pouco tem a acrescentar na história política desse país. Entendo com sendo simpática a idéia, e potencialmente virtuosa, é claro que tudo não passa de especulação, mas as grande saídas políticas começam assim.

Charge do Ronaldo para o Jornal do Commercio

De roupa, Serra entra no mar e volta ao carro encharcado

PRAIA GRANDE – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), entrou hoje no mar com tênis, calça jeans e camiseta tipo polo na Praia da Guilhermina, na Praia Grande, durante o lançamento do projeto Praia Acessível – que vai oferecer cadeiras de rodas adaptadas para que deficientes físicos possam tomar banho de mar. Serra evitou falar de política, mas, no melhor estilo pré-eleitoral, aproveitou a praia lotada em pleno feriado de carnaval para acompanhar os cerca de 20 deficientes que estrearam as cadeiras. Empurrou uma delas, entrou no mar até que o nível da água atingisse a altura da cintura e brincou de jogar água no grupo durante cerca de cinco minutos.

Serra decidiu empurrar uma das cadeiras assim que ouviu a sugestão um popular e, ao que tudo indica, também resolveu entrar no mar com roupa e tudo em cima da hora: não havia qualquer assessor com uma toalha e o governador retornou ao carro oficial encharcado.

O governador aparentava cansaço depois das viagens recentes ao Nordeste nos últimos dias. O lançamento do projeto Praia Acessível ocorreu em uma tenda montada na Praia de Guilhermina. A ideia é distribuir cerca de cem cadeiras, na primeira fase, entre diversas praias do litoral (as primeiras serão Guilhermina; Perequê, em Ilhabela; e Boqueirão, em Santos). Compareceram ao evento os prefeitos de Peruíbe, Mongaguá, Guarujá e Bertioga e os vice-prefeitos de Praia Grande, São Vicente e Itanhaém.
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Rizzolo: Esse é um projeto importantíssimo, pois dá acesso ao cadeirante a ir à praia. Não é possível admitirmos que hoje ainda existam impedimentos aos deficientes, iniciativas como esta devem ser prestigiadas. Serra no seu bom estilo, não perdeu a oportunidade de demonstrar sua solidariedade, está no seu papel. Como sempre afirmo, Serra é um bom gestor, tem experiência, é competente, mas o problema é a turma que o apoia, embebidos de espírito neoliberal, voltados ao capital, não possuem muita apreciação aos projetos sociais de massa, agora vamos ver como se comportam os mentores do PSDB depois da experiência em ter conhecido o que o povo brasileiro realmente quer.

Polícia investiga assalto em casa de Silvio Santos, no Morumbi

Assaltantes invadiram uma das casas do apresentador Silvio Santos , no Morumbi, bairro de alto-padrão na Zona Sul de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, quatro pessoas foram feitas reféns, entre eles estavam a filha e o genro do apresentador. A casa, na Rua Antônio de Andrade Rebelo, é a mesma em que ele e sua filha Patrícia Abravanel foi sequestrada em agosto de 2001.

Segundo informou ao G1 neste domingo (14), o delegado Paulo Françolin Jr., do 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, onde o caso foi registrado, os bandidos entraram na casa por volta das 22h15 de sábado (13). Eles roubaram um utilitário esportivo e objetos.

De acordo com ele, a filha e o genro do proprietário da casa estavam no imóvel. O delegado, no entanto, não informou o nome das vítimas – e nem confirmou se o imóvel pertencia a Silvio Santos.

Assalto

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, divulgado pela Secretaria da Segurança Pública, um copeiro da casa foi ao 89º DP e contou à polícia que chegava ao imóvel quando duas pessoas, pelo menos uma delas armada, renderam-no e exigiram que ele ficasse na guarita. Um dos assaltantes ficou com o funcionário, enquanto o outro foi para dentro da residência, onde estavam outros dois comparsas.

Ainda, segundo Françolin Jr., os criminosos amarraram e trancaram as quatro pessoas que estavam no interior da casa num dos cômodos.

Para a polícia, o copeiro disse que os criminosos queriam informações sobre um cofre, que ele informou não ter conhecimento. O funcionário declarou que, para ter acesso à residência, os bandidos renderam seguranças de um imóvel vizinho.

Os criminosos fugiram com o carro que estava na garagem do imóvel. A PM achou o veículo, que estava abandonado na região, e o devolveu ao copeiro.

Imagens do circuito interno de monitoramento de câmeras de segurança teriam gravado a ação. As gravações devem ser analisadas pela polícia para tentar ajudar a identificar e prender o bando.

Segundo a secretaria, os proprietários ainda não foram à delegacia prestar esclarecimentos.

SBT

Procurada pela reportagem, a gerente de comunicação do SBT, Maísa Alves, negou a informação de que a filha de Silvio Santos tenha sido vítima de roubo. Ela ainda disse que nenhum imóvel da família do apresentador foi invadido e que Silvio Santos não está no país.
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Rizzolo:Essa história ainda está incompleta, o importante é aguardarmos uma declaração oficial do apresentador em relação a este evento. Agora, não há dúvida que a criminalidade em São Paulo está aumentando, aliás criminalidade e enchentes fazem o noticiário diário da cidade.

Dilma e Serra marcam presença no carnaval da Bahia

SALVADOR – Pré-candidatos à Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ensaiaram tímidos passos de samba,no sábado, 13, à noite, no carnaval de Salvador, mas não se encontraram. Dilma soltou uma pomba branca na saída do bloco Ilê Ayê e tomou banho de pipoca para abrir os caminhos. Longe dali, Serra assistiu à passagem dos trios elétricos no Circuito Barra-Ondina de local privilegiado: o camarote da cantora Daniela Mercury. Os dois adversários na disputa eleitoral de 2010 chegaram à capital baiana no fim da tarde, vindos de Recife, com apenas meia hora de diferença.

Exibindo uma figa azul no peito, Dilma jogou beijos, acenou e tirou fotos com os foliões. “O carnaval aqui na Bahia é uma manifestação muito forte e autêntica do povo”, disse ela. Ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e da primeira-dama, Fátima Mendonça, Dilma contou ter escolhido o Ilê Ayê para visitar porque queria conhecer um bloco de matriz africana. “E o Ilê, como disse a Fátima, é o mais lindo dos lindos”, comentou a ministra. “O mais belo dos belos”, corrigiu a primeira-dama, numa alusão a trecho de música que faz referência ao bloco de Salvador.

Dilma participou do ritual de purificação e limpeza energética – tradicional na saída do bloco – do terraço da casa onde nasceu o Ilê Ayê, que também é um terreiro. Trinta e seis pombas brancas, simbolizando a paz, foram soltas em homenagem aos 36 anos de fundação do bloco carnavalesco. O ator Lázaro Ramos acompanhou o ritual e também recebeu banho de pipoca. Dois imensos balões brancos com a inscrição “Petrobras” e com o logotipo do governo federal (“Brasil, um País de todos”) enfeitavam a rua.

Distante dali, no camarote de Daniela Mercury, Serra tentava demonstrar entusiasmo. “Estou tomando um banho de carnaval”, dizia ele. A cada acorde mais alto, o governador balançava a cabeça e acenava para o povo. No palanque de Serra havia deputados e senadores do PSDB e do DEM. Apesar do tom eleitoral da visita, tanto Serra como Dilma negaram a tentativa de angariar votos. “Não vim aqui interessado em palanque eleitoral. Vim para curtir mesmo”, afirmou o pré-candidato do PSDB.

“Todos nós temos o direito de curtir, nesses três dias, o carnaval. É uma agenda brasileira”, emendou Dilma, pouco antes da saída do bloco Ilê Ayê, quando questionada se estava ali cumprindo agenda de candidata. Animada, a ministra subiu uma ladeira para chegar à sede do Ilê, distribuindo sorrisos e fazendo sinal de positivo para os foliões. Na hora de ir embora, questionada se o caminho havia sido cansativo, ela brincou: “Pra baixo todo santo ajuda, mas a subida é mais difícil.” Um eleitor do PT não se conteve. “Quem sobe uma ladeira dessas está preparado para subir a rampa do Planalto”, disse ele. Dilma sorriu.
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Rizzolo: É lógico que isso já é campanha, só não entendi porque os dois pré candidatos estiveram no mesmo local, na Bahia. Não há melhor local para demonstrar afinidade com o povo do que o carnaval, e demonstrar que apreciam a festa.

A República dos vira-latas – Coluna Carlos Brickmann

Um dia, que vergonha!, a bela Sylvia Kristel, a atriz de Emmanuelle, visitou o Senado. O trabalho parou (se bem que, para isso, não é preciso grande esforço). Velhos senhores babavam na gravata diante da gringa bonita, prestavam-lhe homenagens. Afinal, era a moça que ficou nua em vários filmes de sexo quase explícito, que mostrou ao mundo uma outra utilidade para os banheiros de avião.

Anos depois, houve uma CPI para apurar por que o Brasil perdeu a Copa de 1998 (a resposta era simples: porque, na final, a França fez mais gols). Ronaldo Fenômeno foi convidado para depor. Mas não houve depoimento a sério: Suas Excelências queriam mesmo é achegar-se ao ídolo, ser fotografados a seu lado.

Agora, Madonna. A estrela americana é uma personalidade internacional, não há dúvida. Mas não o suficiente para que aceitemos passivamente que sua segurança inspecione a sede do Governo paulista para verificar se as instalações eram boas o suficiente para ela. A babação de ovos foi tão grande que, dizem, o governador José Serra esforçou-se até para ser simpático. E tentou passar um 171 na moça, convidando-a a assistir ao Carnaval paulistano em vez do carioca.

No Rio, houve ruas fechadas por Beyoncé, houve helicópteros da Polícia sobrevoando o trajeto da popstar, o governador e o prefeito se colocaram à sua disposição. Só faltou, para completar o espetáculo da submissão, que as autoridades e os penduricalhos que as acompanhem beijassem a mão das estrelas.

Tratar bem os visitantes, sim. Mas um pouco de pudor sempre é bom.

Serra é pop

Madonna tem um programa de ajuda a crianças pobres; merece receber atenção. Mas a Unicef, fundo da ONU para crianças, opera há anos em São Paulo vários programas de inclusão social, e desde 2008 pede um encontro com Serra. Até agora nada conseguiu, por alegados “problemas de agenda” do governador.

Sem mentir pra você

Nem o maior adversário do presidente Lula irá negar sua inteligência, seu faro político, seu senso de oportunidade. No entanto, repete-se que Fernando Henrique (que também não é burro e que, no confronto direto, derrotou Lula duas vezes no primeiro turno) caiu na armadilha do presidente: o sonho de Lula seria chamá-lo para o debate, para comparar ambos os Governos, triturá-lo e, mais importante ainda, evitar que Dilma ficasse exposta ao confronto com Serra.

Sem fantasia

Dá para acreditar que Lula, ao montar uma armadilha para Fernando Henrique, iria divulgar amplamente que era isso que estava querendo? Dá para acreditar que Fernando Henrique, ao saber o que é que Lula estava querendo, faria exatamente isso, para cair na armadilha? Se todo o PT anuncia que ficou feliz com a entrada de Fernando Henrique na campanha, é porque não ficou feliz, não.

O dia D

Quando os Aliados preparavam a invasão da Normandia, combinaram com a Resistência Francesa que, no local do desembarque, deveria haver um levante, para que as tropas alemãs tivessem algo mais com que se preocupar. Os Aliados, entretanto, calcularam que, se houvesse um levante num determinado local, os alemães saberiam que ali seria o ataque. E pediram a todos os setores da Resistência que se revoltassem. Os alemães massacraram os resistentes. Mas não descobriram, a não ser quando os navios aliados começaram a bombardear a Normandia, o ponto em que seriam atacados.

Imagine se Lula vai avisar a Fernando Henrique onde quer que ele ataque, porque é lá que concentrou suas tropas. Imagine se Fernando Henrique vai atacar justo ali.

Hora H

Vai ficar claro dentro de poucos dias quem quer e quem não quer o debate entre Lula e Fernando Henrique. O jornalista Augusto Nunes, da Veja on line, comprometeu-se a organizar o debate que tanto o presidente quanto o ex-presidente garantem desejar. Ambos irão? Um deles recuará? Qual?

Água de mau gosto

Há uns 50 anos, o slogan do Nescau era “gostoso como uma tarde no circo”. Em 1961, um incêndio no Gran Circo Norte-Americano, em Niterói, matou 300 pessoas. Para evitar associações de idéias, no dia seguinte o slogan do Nescau mudou para “gostoso como ele só”. A propaganda anterior foi abandonada.

A excelente lição não foi aprendida: com as chuvas mais intensas e prolongadas da história de São Paulo, com áreas alagadas, com transbordamento de esgotos, com regiões sem abastecimento de água, a Sabesp, estatal de saneamento básico do Governo paulista, mantém sua propaganda de água limpa e tratamento de esgotos. A Sabesp não é responsável pelas chuvas, nem pelas enchentes – como o Nescau nada tinha a ver com o incêndio do circo. Mas há ocasiões em que o bom-senso recomenda não falar em água em casa de alagado.

A Copa é nossa

O Rio, segundo dados oficiais do Governo Federal, é hoje o campeão nacional do trabalho escravo. O Pará, antigo líder, caiu para o sexto lugar.

Arruda deve passar o carnaval preso após ter habeas corpus negado pelo STF

O Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou por volta das 16h30 desta sexta-feira (12) a decisão do ministro Marco Aurélio de Mello negando habeas corpus ao governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Com a decisão, Arruda deve permanecer preso pelo menos até o fim do carnaval. A TV Globo já havia adiantado a decisão.

Em sua justificativa para negar o habeas corpus, Marco Aurélio diz que há “dados concretos a evidenciarem desvios de condutas a atingirem a ordem pública e a solaparem a regular instrução própria do inquérito”. Segundo a decisão, o pedido de prisão mostra “de forma harmônica com os elementos coligidos, de forma harmônica com o resultado do que foi apurado pela Polícia Federal, [que] registrou-se a tentativa de subornar testemunha e de utilizar-se documento falsificado ideologicamente para alterar a verdade da investigação”.

Marco Aurélio diz ainda que o “momento é alvissareiro”. “Eis os tempos novos vivenciados nesta sofrida República. Se, de um lado, o período revela abandono a princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, o dito pelo não dito, o certo pelo errado e vice-versa, de outro, nota-se que certas práticas –repudiadas, a mais não poder, pelos contribuintes, pela sociedade– não são mais escamoteadas, elas vêm à baila para ensejar a correção de rumos, expungida a impunidade. Então, o momento é alvissareiro.”

Mesmo antes da divulgação oficial da decisão, Arruda já havia sido comunicado pelo secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, que seu pedido fora negado. Fraga não revelou a reação do governador ao saber da decisão.

O pedido de liberdade foi protocolado na quinta-feira (11) pelo advogado do governador licenciado, Nélio Machado. Arruda ficará preso até a análise definitiva do habeas corpus, que será submetido ao plenário do Supremo em data ainda não definida. A próxima sessão plenária do Supremo está marcada para a quarta-feira de cinzas, dia 17. No entanto, o caso só será analisado no dia 17 caso Marco Aurélio leve o pedido para o plenário.

A ordem de prisão contra Arruda foi expedida na quinta-feira à tarde pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a prisão preventiva do governador e mais cinco pessoas envolvidas na tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra. A prisão foi decretada sob o argumento de que todos estavam atrapalhando as investigações sobre o “mensalão do DEM de Brasília”.

Arruda teria proposto o pagamento de propina na tentativa de fazer com que Sombra mentisse em depoimento à Polícia Federal. O advogado do governador, Nélio Machado, argumentou que Arruda está sendo submetido a constrangimento ilegal, pois a prisão, segundo ele, é “abusiva, ilegal e desnecessária”.

Nélio Machado classificou as denúncias contra Arruda de “perseguição”. “Jamais se viu perseguição como a que vem atingindo há mais de dois meses o governador do Distrito Federal”, destaca trecho do pedido de habeas corpus. “Elegeram esse caso como um caso exemplar e, com isso, se atropelam as garantias básicas e fundamentais”, disse o advogado.

O STJ também expediu decreto de prisão contra Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário do governador, Welinton Moraes, ex-secretário de Comunicação, o ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM), que agora é suplente, Haroaldo Brasil Carvalho, ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB), e Antonio Bento da Silva, conselheiro do Metrô, que foi flagrado ao entregar R$ 200 mil para Edson Sombra. Esse último, porém, já está preso desde a semana passada.

Globo

Rizzolo: O STF agiu com costumeiro acerto, não há que se falar em liberdade quando existem evidências de desvios de conduta e tumulto processual. A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) formaliza, na tarde desta sex-feira, pedido de impeachment do vice-governador Paulo Octávio, que já tomou posse no comando do governo do DF. O anúncio foi feito após o afastamento do governador José Roberto Arruda, na tarde de quinta-feira.

Por meio de nota, o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo, avaliou que nada justifica a posse de Paulo Octávio. “É público e notório que ele está envolvido no escândalo e não tem condições jurídicas e políticas para suceder o governador em caso de afastamento determinado pela justiça”. Maia uma vez parabéns ao novo presidente da OAB Federal pela combatividade, no exercícico de sua nobre função.

Cohen, Levy, Katz & CIA: A origem dos sobrenomes

*Dr. Harvey Minkoff. Adaptado de Di Yiddishe Heim

É de conhecimento geral que sobrenomes como Cohen, Levy e Katz são praticamente exclusivos dos judeus e que Gross, Schneider, Schwartz e Weiss comumente também indicam famílias judias. Os sobrenomes do povo judeu originaram uma importante fonte de conhecimento sobre história e cultura judaicas.

De acordo com o segundo capítulo de Bereshit, no início dos tempos, todas as coisas vivas foram trazidas a Adam para que ele as nomeasse. A vida era obviamente mais simples quando havia apenas dois de cada espécie. De fato, mesmo o nome de Adam é uma das palavras hebraicas para homem; e a Bíblia regularmente se refere a sua esposa como haishá – “a mulher.”

À medida que as pessoas se multiplicavam, contudo, e se tornou necessário distinguir uma da outra, surgiram nomes próprios. E quando estes não mais eram suficientes, várias formas de nomear foram adicionadas, mostrando ascendência, profissão, origem ou alguma outra característica que diferenciasse os diversos Yossefs, Aharons ou Miriams que viviam numa única comunidade. Desta forma, na Bíblia, encontramos parentesco para ambos, judeus (Yehoshua ben [filho de] Nun, e não-judeus (Balak ben Tsipor, Bil’am ben Beor), bem como nomes que incorporavam uma série de antepassados – Côrach ben Yits’har ben Kehat ben Levi. Durante o período talmúdico encontramos Yochanan, o Sapateiro; Hillel, o Babilônio; Gamliel, o Ancião; Aba Arika, o Alto.

Os modernos sobrenomes hereditários remontam ao fim da Idade Média e, entre os judeus, uns poucos séculos mais tarde. Começaram com as famílias reais, ansiosas por identificar a si mesmas com um famoso ancestral ou propriedades. Quando os nobres imitaram a realeza e a plebe os nobres, os sobrenomes estabeleceram-se por toda a Europa.

Embora judeus emancipados tomassem sobrenomes em reconhecimento a sua assimilação cultural, os judeus em geral primeiramente resistiram à tendência. Mas à medida que as cidades e as nações começaram a organizar arquivos oficiais, tornou-se óbvio que apelidos de família permanentes eram essenciais à eficiência; e dos judeus foi exigido que adotassem sobrenomes em um país após o outro – na Áustria em 1787, França em 1808, Prússia em 1812.

Ao adaptar a antiga tradição sob a qual cada judeu é identificado ou como um descendente de Aharon, o primeiro sacerdote (cohen) ou da tribo de Levi, ou do resto da nação judaica (Israel), muitas famílias chamavam a si mesmas de Cohen, Cohn, Kahn, Kahana; Levy, Levi, Levin; Israel, Iserel. Outros empregavam títulos-padrão de sinagogas como Chazan, (cantor) e Beck, de Baal Corê, (“o ledor da Torá”) ou acrósticos como Katz, de Cohen Tsêdec, (“o justo sacerdote”) e Segal, de Segan Leviyá (“ajudante sacerdotal”).

Apesar da severa condenação do Shulchan Aruch de apelidos pejorativos, as pessoas com os mesmos nomes eram distinguidas por características físicas como Grande, Pequeno, Magro, Gordo. Isto é mais evidente em famílias com diversos primos com o mesmo nome de um avô, uma situação que resulta em nomes como Moshê der roiter (“o ruivo”) em oposição a Moshê der shvartser (“o moreno”).

Mas talvez os mais antigos de todos – de volta às bênçãos de Yaacov sobre seus filhos ao final de Bereshit – são aquelas designando atributos de animais: Yehudá, Gur Aryê (“jovem leão”), Binyamin, Zev (“lobo”), Naftali, Hirsch (“cervo”).

Durante a Idade Média na Alemanha, era comum que um nome judaico fosse seguido por seu equivalente germânico, como Aryê Lowe (“leão”), correspondendo ao yidish Aryê Leib, Dov Ber (“urso”), Tsevi Hirsch (“cervo”), Zev Wolf (“lobo”). Este costume era aparentemente difundido, como pode ser observado em sobrenomes russos. Lev (“leão”), Volk (“lobo”), Olen (“cervo”), Medved (“urso”) e mesmo o nome espanhol Lopez, do latim lupus (“lobo”).

Enquanto os sobrenomes escolhidos para si mesmos eram agradáveis ou ao menos neutros, os forçosamente impostos eram freqüentemente cruéis. Motivados por amplo anti-semitismo ou o desejo de suborno, as autoridades impingiam a suas vítimas nomes como Kalb (“bezerro”), Knoble (“alho”), Schlemmer (“comilão”), Zwieble (“cebola”).

Poderíamos presumir que as colônias judaicas deram origem ao árabe ibn Ezra; ao inglês, Israelson; ao alemão, Mendelssohn; ao russo, Jacobowitz; ao polonês, Abramowicz. E a este respeito é interessante notar a popularidade de um nome como David, que forma a base de Davidson, Davidowitz, Davidowicz, além de nomes que terminam em -berg (“cidade”), -berger (“da cidade”), -owitz e -ski (“de”), como Greenberg, Goldberg, Gartenberg, Neuberger, Isenberger, Moskowitz, Washavski, Poznanski.

À medida que os judeus migraram de um país para outro, por força ou por escolha, tinham constantemente de anglicizar, galicizar, hebraizar, diminuir, aumentar, dar outra grafia, reinterpretar ou simplesmente mudar nomes que antes tinham significado em outra língua.

Desta maneira, o nome descritivo Frummer (“religioso”) tornou-se Farmer; Gartenberg tornou-se Gardener, ao contrário de nomes profissionais judaicos. Do mesmo modo, Shkolnik tornou-se Eshkol; Myerson, Meir; Gruen, Ben Gurion; Berg tornou-se Boroughs; Schreiber, Writer e Wright; Chayat tornou-se Hyatt ou talvez Chase.

E, por ironia, todo o propósito dos sobrenomes, o de possuir um registro permanente de laços familiares – ficou subvertido.
fonte: site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Garis da Paraíba processam Boris Casoy por dano moral

Boris Casoy, âncora da TV Bandeirantes, vai ser processado por mais uma ação na Justiça por causa do seu comentário acintoso contra os garis feito no final do ano. O autor da ação é o gari paraibano Demilson Emídio dos Santos.

“Na contramão da época de confraternização, o Sr. Boris Casoy trouxe ao promovente a sensação de impotência, desvalorização humana e humilhação”, diz a ação contra Boris. “Boris Casoy trouxe ao promovente, bem como a toda sua família, danos profundos. Os seus familiares perceberam o quanto o renomado jornalista, formador de opinião pública, pensa a respeito de tão nobre e indispensável profissão”, diz a ação, ajuizada no dia 28/01 na 8ª Vara Cível da Comarca de Campina Grande/PB.

O advogado José Dinart Freire de Lima, que junto à advogada Miriam de Souza Lima é responsável pelo processo de Demilson Emídio dos Santos, declarou em entrevista ao Portal Imprensa que, sob sua tutela, somente na cidade de Campina Grande, existem outras 12 ações de garis indignados com Casoy.

Na edição do Jornal da Band em 31 de dezembro de 2009, Casoy, sem saber que o microfone estava aberto, fez um comentário sobre os desejos de boas festas que dois garis fizeram para a população. “Que merda. Dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… Dois lixeiros… O mais baixo da escala do trabalho”, disse Casoy naquele dia.

Após o episódio, ele apresentou um pedido de desculpas, mas os garis e suas lideranças perceberam que era uma encenação, rejeitaram o pedido e entraram na Justiça com duas ações civis públicas pedindo indenização de R$ 500 mil cada. Numa terceira ação, os dois garis, Francisco Gabriel da Silva e José Domingos de Melo, também entraram com pedido de indenização por danos morais cada um. As ações foram ajuizadas pelo departamento jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços do Estado de São Paulo (Siemaco-SP) e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviço, Asseio e Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes (Fenascon).

“A atitude arrogante e discriminatória do apresentador humilhou não apenas os trabalhadores da limpeza urbana representados pelos companheiros Francisco Gabriel da Silva e José Domingos de Melo como todos aqueles que executam serviços de mão-de-obra como auxiliares de limpeza, porteiros, serventes, zeladores, copeiras, profissionais da construção civil, frentistas e tantos outros que são à base da pirâmide e que contribuem com o desenvolvimento do país graças a sua força de trabalho”, afirmou em nota o Sindicato.

O advogado José Dinart Freire de Lima explicou que todos os 13 pedidos de indenização na Paraíba possuem textos idênticos e se apoiam no princípio de que “todo o gari pode se manifestar, pois a ofensa foi contra a categoria”, não especificamente a um profissional.

Em reportagem da revista O Cruzeiro, de 9 de novembro de 1968, Boris Casoy é apresentado como membro do Comando de Caça aos Comunistas (CCC). O CCC, uma organização fascista, promoveu ataque à peça Roda Viva, de Chico Buarque, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, no dia 18 de julho de 1968, explodiu bombas na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no teatro Opinião e no teatro Glaucio Gil, que apresentava a peça “Os Inconfidentes”.
jornal Hora do Povo

Rizzolo: É inadmissível alguém ter uma visão discriminatória como a do jornalista, porém entendo que está havendo um certo exagero, a frase não era para estar no ar, poderia ser uma opinião sua, uma brincadeira, ou até uma opinião real daquilo que estava vendo, agora transformar isso num em ações judiciais, em danos morais, é uma tolice sem tamanho, o grande problema da esquerda no Brasil é se aproveitar das tolices e não aprofundar o questionamento dos problemas principais, a opinião do jornalista não tem a importância ideológica que os aproveitadores querem atribuir.

Especialista vê chance de Dilma passar Serra em um ou dois meses

Há uma curva descendente no caminho do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o governador José Serra, enquanto é crescente a curva similar em relação à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o nome do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar a sucessão presidencial deste ano. O mapeamento é do cientista político Marcus Figueiredo, coordenador do laboratório de pesquisas eleitorais do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

“Serra sofreu uma variação positiva até o início de 2009. A partir daí, há uma tendência constante de queda”, afirma em entrevista ao iG. Assim, Figueiredo prevê que, em um ou dois meses, caso não haja uma inversão das duas tendências, a ministra Dilma Rousseff deve ultrapassar o governador José Serra na média das pesquisas eleitorais. Segundo Figueiredo, o governador paulista precisará sair da “encolha” e explicitar que é candidato à sucessão de Lula “o mais rapidamente possível”. Mesmo que faça isso logo depois do carnaval, o cientista político acredita que as pesquisas de março continuarão mostrando a ascensão da ministra da Casa Civil.

A projeção põe mais lenha na acalorada disputa entre petistas e tucanos, esquentada com o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, publicado no domingo no jornal O Estado de S.Paulo.

Figueiredo fez um levantamento sobre as curvas eleitorais de Serra e Dilma entre fevereiro de 2008 e janeiro de 2010. Especialista em pesquisas eleitorais, ele usou uma metodologia chamada Poll of Polls (Pesquisa das Pesquisas). Trata-se da união de dados das pesquisas de vários institutos.

O gráfico mostra crescimento exponencial de Dilma. A queda de Serra é lenta, porém contínua. Na média, Serra sai de um patamar de 38,2% em fevereiro de 2008, atinge a marca dos 43% no início de 2009 e começa a cair, com variações episódicas, até descer ao patamar de 33% no início deste ano. A ministra começou com 4,5% em fevereiro de 2008 e, na média, cresce sistematicamente até uma média de 27,8% em janeiro de 2010. A última pesquisa, do Instituto Sensus, mostra os dois candidatos tecnicamente empatados. Na média de dezembro, porém, a pré-candidata do PT aparecia em torno de 19%.
site do pc do b
Rizzolo: Bem ainda é cedo para previsãoes, agora Serra precisa sair da “encolha” o mais rápido possível sob pena de sofrer danos em sua candidatura, sua imagem e seu desempenho eleitoral. Vamos acompanhar.

Charge do Pelicano para o Bom Dia SP

Ata do Copom sinaliza nova escalada de juros

A ata do Copom divulgada na semana passada, dia 4, é uma cópia das atas de janeiro e março de 2008 quando o Banco Central (BC) sinalizou com aumento das taxas de juros para conter as “pressões inflacionárias”. Após quatro altas seguidas, em setembro daquele ano, véspera do estouro da crise nos EUA, a Selic chegou a 13,75% e só voltou a ter uma pequena queda 135 dias depois.

“O Copom entende que, a se confirmar a perspectiva de intensificação das pressões da demanda doméstica sobre o mercado de fatores, a probabilidade de que desenvolvimentos inflacionários inicialmente localizados venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação poderia estar se elevando”, diz a nota.

Na última reunião do Copom, no mês passado, a taxa Selic foi mantida em 8,75% ao ano, o mesmo patamar desde julho do ano passado. Com a decisão, o Brasil voltou a ter a maior taxa real de juros do mundo, 4% ao ano (descontada a inflação).

As atas xerocadas do Copom são divulgadas de acordo com os interesses do BC, em manter os juros altos e sabotar o crescimento do país, independentes da situação real da inflação ou da atividade econômica.

Segundo o economista Guilherme Nóbrega, do Itaú, o trecho a seguir é “cópia exata” de trecho usado nas atas de janeiro e março que antecederam o aumento dos juros em abril (11,75%), após cinco meses em 11,25%. “Na eventualidade de se verificar deterioração do perfil de riscos que implique alteração do cenário prospectivo traçado para a inflação, neste momento, pelo Comitê, a estratégia de política monetária será prontamente adequada às circunstâncias”, diz o documento.

Como todo bom puxa-saco, Nóbrega está apostando na retomada de aumento dos juros este ano também para abril, “com uma alta de 50 pontos básicos na reunião de 17 de março”.
Jornal HP

Rizzolo: Uma das medidas macroeconômicas mais perversas é a manutenção da alta taxa de juro. Hoje o Brasil possui a maior taxa de juros do planeta, segurando nosso desenvolvimento do mercado interno, prejudicando as exportações, contribuindo para a entrada de dólares mantendo o valor do real sobre valorizado. É uma pena assistirmos essa sabotagem ao desenvolvimento do país.

Jobim exonera general após provocação contra direitos humanos

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou nesta quarta-feira (10) a exoneração do general da ativa Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército. A punição veio após Maynard publicar carta onde diz que a Comissão da Verdade – criada pelo governo para investigar crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985) – seria formada por “fanáticos” e viraria uma “comissão da calúnia”.

Jobim fez uma declaração seca, sem comentar os motivos da punição. “Acabei de encaminhar ao presidente da República a exoneração do chefe do departamento-Geral do Pessoal do Exército. Ele está à disposição do comando do Exército. O assunto está absolutamente encerrado”, afirmou o ministro.

A contestação da Comissão da Verdade pelo general Maynard – que circula em sites de ultradireita na internet – viola a disciplina militar. O RDE (Regulamento Disciplinar do Exército) proíbe aos oficiais da Arma “,manifestar-se, publicamente, sem que seja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”; e “censurar ato de superior hierárquico ou procurar desconsiderá-lo, seja entre militares, seja entre civis”.

Manifestações como essa foram comuns durante o século passado, até culminar com o golpe e a ditadura. Depois da democratização de 1985, os militares em geral as arquivaram. Há tempos um general de quatro estrelas e do serviço ativo não se comportava como o agora ex-chefe do Pessoal do Exército, sobre um tema que compete apenas à cidadania e às instituições democtraticamente constituídas.

Na parte substantiva de sua mensagem, depois de um exercício de má filosofia em que cita Descartes e Nietzsche (grafando erradamente o nome do pensador alemão), Maynard afirma: “A ‘Comissão da Verdade’ […] será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder. Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou. Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma ‘Comissão da Calúnia’.”
site do PC do b

Rizzolo: Achei a medida descabida e exagerada. O ministro Jobim não precisava se valer de tal expediente rigoroso, como a exoneração pelo fato do militar ter externado seu pensamento; valeria apenas uma advertência, mas ao que parece, existe interesse num confronto, e isso não é bom para o Brasil, nem para a democracia, e tampouco para as instituições, não aprovo a medida pela desproporção entre o fato em si, e a atitude extrema do ministro, gerando uma humilhação ao general, Lula endossou a decisão.

Após quase uma hora, Madonna deixa encontro com Serra

A cantora Madonna conversou por quase uma hora na tarde desta quarta-feira (10) com o governador José Serra (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Ela entrou acompanhada de seguranças e foi recebida no hall principal do palácio pela chefe do cerimonial, Cláudia Matarazzo. Antes de deixar o local, posou para fotos com o governador.

Na reunião, Madonna conversou com Serra sobre a ONG Success for Kids, entidade voltada para crianças carentes da qual participa. O encontro dos dois ocorreu no gabinete do governador.

De acordo com a Polícia Militar, após o encontro Madonna deixou a sede do governo paulista de helicóptero rumo ao Rio de Janeiro.

ONG visitada

Antes da reunião com Serra, a cantora visitou a ONG Meninos do Morumbi. Ela chegou ao local por volta das 15h15 em uma Mercedes preta. Do lado de fora, um grupo de fãs gritava pelo nome de Madonna e Jesus, seu namorado brasileiro. De acordo com o diretor-presidente da ONG Meninos do Morumbi, Flávio Pimenta, 300 crianças receberam a diva pop com uma apresentação musical.

Servidores ‘parados’

A visita de Madonna à sede do governo atraiu servidores que esticaram o horário de almoço ou contaram com a camaradagem do chefe para ficar no local e tentar ver a cantora.

É o caso da servidora Thaís Rodrigues, de 29 anos, que trabalha no setor legislativo. “Estiquei o horário de almoço e pedi que me liberassem até 15h30. Vamos ver se consigo prestigiar a popstar”, disse.

Ao lado dela, câmera digital na mão, o funcionário do setor reprográfico Izac José da Silva, de 21, aguarda ansioso pela cantora. “Gosto dos projetos sociais dela, de como ela dança”, conta.

Carnaval carioca

Madonna deve assistir ao desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, no camarote oficial, a convite do governador Sérgio Cabral (PMDB). E pode participar também da festa em Salvador, já que o namorado brasileiro da musa, Jesus Luz, foi contratado para tocar como DJ em um camarote na Bahia.
Globo

Rizzolo: Bem, o teor dessa conversa ninguém sabe, na minha opinião alguém deve estar patrocinando essa visita, afinal Madona empresta popularidade, outra possibilidade é Jesus (seu namorado) ser tucano, mas tudo bem Serra é uma boa pessoa, agora seu partido….

Charge de Seri para o Diário do ABC

Guardai os vossos pandeiros – Coluna Carlos Brickmann

1 – É Carnaval, e há pouca gente em Brasília, que Suas Excelências precisam visitar as bases – seja lá isso o que for. A chance é boa: vão tentar passar na Câmara aquela emenda constitucional que efetiva, sem essas formalidades moralistas de concurso, cinco mil titulares de cartórios. Existe gente que passou em concurso e aguarda nomeação. Talvez tenham de continuar esperando.

Quem propôs o trem da alegria dos cartórios sem nomeação é o mesmo Governo que fala em multar severamente empresas envolvidas em corrupção, naturalmente após um rigoroso inquérito. Tanto Dilma quanto Lula, cultores do idioma, sabem que rigoroso inquérito não significa inquérito rigoroso: é o contrário.

2 – Cartório no Brasil sempre serviu para enriquecer amigos e parentes. Quando o escritor Fernando Sabino casou com a filha do governador mineiro Benedicto Valladares, ganhou um cartório de presente. Quando se separou, devolveu o cartório. Se não era mais parente, por que ficaria com o cartório? Foi o reconhecimento público do toma lá, dá cá. Pelo jeito, tudo continua igual.

3 – Informação publicada nesta segunda pelo jornalista Aziz Ahmed, no tradicional Jornal do Commercio do Rio: “Hoje há mais de 4,5 mil jornalistas contratados pela Viúva, através de diferentes órgãos, para falar bem do Governo e contestar quem fala mal”. As fontes de pagamento são diferentes, mas o dinheiro é desta pessoa que você vê todas as manhãs no espelho ao escovar os dentes.

Guardai os vossos pandeiros, guardai, diz a marchinha. É para preservá-los.

Tem branco no samba

São espetáculos notáveis, muito melhores que os de Madonna ou Beyoncé: na sexta e no sábado, Dilma Rousseff e José Serra mostrarão toda a sua ginga, samba no pé, ritmo e sensualidade no Carnaval. Sexta, em São Paulo, no Sambódromo Paulistano, no camarote da Prefeitura; sábado, no desfile do Galo da Madrugada, no Recife. É só olhar os pré-candidatos à Presidência para notar que os dois adoram Carnaval – tanto que, se tudo der certo, ambos podem aparecer também no Sambódromo carioca, na noite de domingo, prontinhos para conhecer o sambante asfalto da Marquês de Sapucaí. Eleição não é santo mas faz milagres.

O nome, o nome!

Fernando Henrique comparou Dilma Rousseff a um boneco de ventríloquo, já que quem fala é sempre Lula. Mas faltou dar o nome do boneco. Que tal Chuck?

Passarinho na mão

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, decidiu renunciar ao cargo entre abril e maio, para disputar a reeleição para o Senado, por Pernambuco. O mandato vai até outubro, mas ele pretende evitar acusações de beneficiar-se do cargo na eleição. Seu substituto natural seria o primeiro vice-presidente da entidade, Paulo Skaf, da Fiesp. Com isso, ele romperia o bloqueio lá vigente a empresários paulistas (desde que a CNI foi criada, há mais de 70 anos, só um paulista foi presidente – mas teve de ser um homem extraordinário, incontestável, Mário Amato). E Skaf teria a oportunidade de candidatar-se a um mandato integral, com boas chances. Entretanto, ele prefere acreditar que será candidato forte ao Governo paulista – o que é quase impossível. Skaf é uma espécie de Dilma sem Lula. Assim, quem deve assumir a CNI é o mineiro Robson Andrade, segundo vice, ligadíssimo ao governador Aécio Neves.

Cuidado: é Brasil

A empresa européia de consultoria Bernstein Research concluiu que o Brasil tem a segunda tarifa mais alta do mundo para a telefonia celular, perdendo apenas para a África do Sul. Esse tipo de pesquisa é perigoso: pode despertar o instinto competitivo dos empresários do setor, levando-os a lutar pelo primeiro lugar no campeonato mundial dos preços altos (é Brasil, sil, sil!)

Meu paipai

O presidente Lula deve viajar logo depois do Carnaval, para Cuba. Quer fazer o programa completo: conversas com Fidel Castro e seu herdeiro Raúl. O presidente, segundo se comenta, quer acertar a participação da Petrobras com a Cubana de Petróleo, Cupet, na pesquisa de novas jazidas no Mar do Caribe. E, já que está mesmo por lá, Lula deve ir também ao Haiti.

Atenção ao Supremo

Hoje deve entrar em julgamento a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo DEM, com o objetivo de acabar com o repasse de 10% do dinheiro arrecadado pelo Imposto Sindical para as centrais sindicais. Este imposto sindical já foi criticadíssimo pelo PT, por igualar sindicatos combativos aos acomodados: o assalariado paga sempre, mesmo que nem seja sindicalizado. E agora ainda pegam parte deste dinheiro para CUT, Força, CGT, dispensando as centrais sindicais de atender bem aos assalariados para poder arrecadar.

Olho na novela

É amanhã: bem no meio da novela das oito, aparecem Carlos Luppi, Cristovam Buarque e outros astros do PDT para o horário político gratuito. São dez minutos, tempo que os partidos, claro, acham insuficiente para expor suas importantes teses. Mas, para o telespectador, é como se fosse mais de uma hora.