Políticas eficientes e desarmamento ajudam a reduzir homicídios

O número de homicídios no país apresenta uma tendência de queda pela primeira vez na história recente. Se até 2003 a taxa de homicídios crescia a cerca de 5% ao ano, chegando ao número de 51.043 mortes, a partir de então a tendência é de redução. Em 2007 caiu para 47.707 mortes. Esses números fazem parte do estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil, que foi apresentado hoje (30) em São Paulo.
Segundo o autor do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, um dos motivos que explicam essa queda na taxa de homicídios a partir de 2003 foi a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, que estimulou a entrega voluntária de armas e passou a haver mais controle sobre o porte delas. “Em 75% dos casos, os homicídios são cometidos com arma de fogo”, explicou.

Também contribuiu para essa queda no número de homicídios a redução da violência em estados populosos como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. “A partir de 2006, as taxas começam a cair significativamente [nesses três Estados]. E são Estados em que o peso demográfico representa 50% da população [total brasileira]”.

Segundo o pesquisador, o país não tem uma receita pronta e formulada para combater à violência. Mas cita bons exemplos, como em São Paulo, Minas Gerais e no Rio. Ele destaca o caso de Diadema (SP), que é um exemplo internacional. Em 2000, Diadema era um dos municípios mais violentos do Brasil com uma taxa de 147 homicídios a cada 100 mil habitantes. Em três anos caiu para 47.

Com uma política estadual eficiente, São Paulo, por exemplo, deixou de ocupar a 5ª posição no ranking de estados mais violentos (com 29,1 homicídios a cada 100 mil habitantes em 1997) e passou a ocupar a 25 posição (com 15 homicídios a cada 100 mil em 2007).

Em 2007, o Estado mais violento foi Alagoas, com a ocorrência de 59,6 mortes a cada 100 mil habitantes. O menos violento é Santa Catarina, com 10,4 mortos para grupos de 100 mil habitantes.

Apesar dessa tendência de queda, os números ainda assustam. O estudo constatou a ocorrência de mais de 512 mil mortes violentas entre os anos de 1997 e 2007. Só em 2007, por exemplo, 131 pessoas morreram violentamente no Brasil a cada dia.

Fonte: Agência Brasil

Rizzolo: O reflexo dessa queda é a somatória de várias ações quer no âmbito social, quer nas políticas de segurança pública. É fato que o desarmamento contribuiu para a queda, contudo precisamos inferir que a questão da melhor condição de vida, da inclusão, e do combae à criminalidade somou na conclusão do resultado.

Funcionários da USP, Unicamp e Unesp protestam por reajuste salarial

Cerca de mil funcionários da Unicamp, Universidade de São Paulo e Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita filho (Unesp) realizam na manhã desta terça-feira, 30, um protesto por isonomia salarial entre professores e funcionários e para dar início às negociações de reajuste salarial.

O grupo saiu em passeata na frente do prédio da Faculdade de História por volta das 10 horas, seguindo para o portão 1 da universidade. Na Avenida Alvarenga, os manifestantes bloquearam a via, que foi liberada por volta das 11h45.

Segundo um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Aníbal Ribeiro Cavali, o grupo segue agora para a reitoria, onde será feito um novo protesto.
agencia estado

Rizzolo: Na realidade toda essa movimentação, ao contrário do que o governo estadual afirma, é essencialmente legítima e nada tem de política. A argumentação do governo estadual tenta desqualificar o movimento dos professores e tentará também descaracterizar esse movimento nas Universidades. É claro que nas discussões, nos debates, os professores mencionam o descaso tucano com a educação, agora, dizer que isso é propaganda política antecipada, nada mais é do que a falta de um pontual discurso que possa comover a oposição já tão desacreditada.

Charge do Fernandes para o Diário do ABC

Um Discurso Semelhante

Nos anos 70, a imprensa conservadora insistia no argumento de que o regime militar era ideologicamente de viés estatizante. Ainda lembro quando, certa vez, comprei um Jornal da Tarde cujo título afirmava em tom de crítica que o Brasil era praticamente um país socialista em função do grande número de estatais. Com efeito, já havia na época, por parte dos meios de comunicação e do pensamento liberal, sinais de que algo precisava ser feito para promover uma guinada privatista.

Na verdade, o Estado como indutor do desenvolvimento compunha o pensamento do regime da época e era bem-visto por grande parte da população, até porque foi matéria-prima do “milagre brasileiro”. Portanto, a grande discussão em si entre a esquerda e a direita era, naquele momento, a volta do regime democrático e a serviço de quem o Estado se prestava na época. Com a redemocratização do país, os governos Collor, Itamar e FHC promoveram a construção de um novo consenso contra o viés estatal e a favor do mercado e da privatização. Assim, no decorrer dos anos 90, o consenso nacional foi se tornando conservador, apregoando de forma incisiva uma política baseada no Estado mínimo.

Talvez a grande inovação deste ano eleitoral de 2010 seja nos depararmos com dois candidatos que, em sua origem ideológica, sempre souberam do devido papel do Estado como indutor do desenvolvimento. No amadurecimento de suas ideias, souberam considerar o papel restritivo da participação do Estado, dando lugar, em vários segmentos, à iniciativa privada – ou seja, tanto o eventual candidato José Serra quanto a candidata Dilma Rousseff possuem história de militância na esquerda, mas com visão atual e de vanguarda na real dimensão do papel do Estado no cenário econômico.

Com base nisso, poderemos observar discursos semelhantes entre os candidatos e propostas afirmativas de cunho social, da participação de um Estado mais forte, que visam à continuidade do governo do atual presidente – políticas que emprestaram imensa popularidade a Lula. Talvez agora ambos candidatos, num revisionismo ponderado das vertentes socialistas de outrora, possam considerar de forma sensata os caminhos reais da inclusão social e do verdadeiro papel de um Estado saudável.

Fernando Rizzolo

Pêssach: a importância da liberdade

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Família comemorando pessach na época medieval (óleo sobre tela)

Esta noite, dia 29 de março, judeus de todo o mundo dão início a uma festa especial : a comemoração da saída do Egito, narrado no Velho Testamento. Comemoraram a passagem de um estado de escravidão, a um estado de liberdade. Através dos anos o conceito de libertação narrado na Bíblia, que se resumia apenas à libertação de um povo, deu também interpretação maior, a toda forma de liberdade, quer do ponto de vista pessoal ou social.

Todos os dias estamos tentando nos libertar dos “Egitos” existentes nas nossas vidas e na sociedade. Quantas são as vezes, que nos escravizamos e nos deixamos escravizar por meio das desigualdades, das tiranias, das doenças, das limitações, ou das humilhações.

Toda liberdade é fruto da conquista. Moisés tentou convencer o faraó a libertar o povo judeu, através da intelectualidade, da argumentação ao mesmo tempo em que contava com a ajuda de Deus. É é assim na vida, precisamos nos educar, nos preparar intelectualmente, estudar, para mudarmos o mundo, e como parceiros de Deus, podermos tentar libertam também o próximo com nosso talento.

Liberdade se conquista através da educação, e da igualdade de oportunidades, instrumentos que servem de ponte à turva travessia entre o obscurantismo escravizante ao brilho da liberdade redentora. Que hoje seja um dia de reflexão para que possamos nos libertar do ” Egitos” que habitam nossas vidas, brindando a passagem com os ideais da solidariedade, da justiça e da ética no nosso País. Leia também artigo meu: Inclusão Social e Liberdade

Fernando Rizzolo

Hoje e amanhã em virtude do Pessach os posts diminuirão

Segundo Datafolha, Serra abre 9 pontos sobre Dilma

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 27, mostra o pré-candidato do PSDB à presidência, o governador de São Paulo, José Serra, nove pontos à frente da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff. Segundo o levantamento, realizado nos dias 25 e 26 de março, o tucano tem 36% das intenções de voto, enquanto a petista aparece com 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário.

O deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, ficou com 11%, de 12% na pesquisa de fevereiro, e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC) permaneceu estacionada com 8%. Dos 4.158 brasileiros com mais de 16 anos entrevistados, 7% disseram que vão votar branco, nulo ou estão indecisos e 11% não souberam responder.

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano também venceria por uma diferença de nove pontos. Serra aparece com 48%, contra 39% de Dilma. Em fevereiro, os porcentuais eram de 45% e 41%, respectivamente.

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Ciro Gomes registrou o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis neste mês, com 26%, seguido por Serra, com 25%. Dilma aparece na sequência, com 23%, e Marina Silva tem 22%. Em fevereiro, Serra liderava as rejeições, com 26%, enquanto Dilma e Ciro tinham 23% e 21%, respectivamente. A pré-candidata do PV tinha 19% de rejeição no mês passado.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha foi registrada sob o número 6617/2010.

agencia estado

Rizzolo: Bem ainda é muito cedo para avaliações, contudo apenas uma observção, o Instituto do Datafolha, é uma empresa integrante do Grupo Folha de São Paulo, jornal que faz campanha abertamente para o tucano José Serra. Agora vamos aguardar o início da campanha e realmente reavaliar o desempenho dos candidatos. Temos que avaliar todas as pesquisas mesmo as mais suspeitas.

Também quero não ter conta na Suiça – Coluna Carlos Brickmann

Muita gente maldosa vai duvidar de Fernando Sarney, responsável pela gestão do patrimônio da família, quando diz que não sabia dos US$ 13 milhões bloqueados pelo Governo suíço. Por que duvidar? Quem é que nunca deixou de tomar conhecimento de coisas, quem é que nunca se esqueceu de algo?

Este colunista, por exemplo, encontrou outro dia, mergulhada no fundo de um bolso da calça, uma moedinha de dez centavos. E não sabia que estava lá! Claro, se fossem US$ 10 milhões, ou US$ 13 milhões (os números variam conforme a notícia), o colunista saberia. Mas, para alguém como Fernando Sarney, filho de ex-presidente da República e senador, irmão de governadora, irmão de deputado e ex-ministro, gestor de um patrimônio familiar de certo porte, US$ 10 milhões, ou US$ 13 milhões, significam o mesmo que dez centavos para este colunista. É normal que não se lembre. É normal que nem soubesse. O caro leitor não encontra, às vezes, algum troco esquecido no fundo de uma gaveta? Por que isso não pode acontecer com Fernando Sarney?

Há mais de 50 anos sua família governa o Maranhão. Sarney, antes de ser presidente da República, foi governador. Roseana já exerceu o Governo antes; e agora chegou lá de novo, mesmo tendo perdido as eleições. Neste período em que se sacrificou pelo bem do Maranhão, o clã morou em residências oficiais, livre de aluguel, sem despesas com empregados, refeições, segurança. É normal que tenha sobrado algum. E quem, na família, vai se preocupar com café pequeno?

Sem fantasia

Os partidos de oposição já entraram com várias representações no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada. Dilma até agora não sofreu qualquer sanção; Lula já sofreu duas multas, uma de R$ 5 mil, outra de R$ 10 mil – ou seja, nada que o impeça de continuar na campanha. Aliás, já ironizou a decisão judicial, dizendo que se for multado de novo vai levar a multa para que seus partidários a paguem.

A lei que proíbe a campanha antecipada é, sem dúvida, ridícula: quanto menos engessado for o processo eleitoral, melhor. Mas a lei existe e está valendo. É preciso, então, lembrar a frase do folclórico e competente treinador argentino Nelson Filpo Nuñez, que dirigia o Palmeiras. Num jogo decidido por pênaltis, o goleiro palmeirense Leão reclamou do goleiro adversário, que segundo ele estava se mexendo antes da cobrança. Filpo ensinou: “Se ele está se mexendo é porque o juiz está deixando. Então, mexa-se também!”

Serra e Guerra

O martelo ainda não está batido, mas tudo indica que a campanha do governador paulista José Serra à Presidência será comandada por dois tucanos históricos, o ex-secretário Andréa Matarazzo e o senador pernambucano Sérgio Guerra. Há algumas arestas a aparar, já que Matarazzo não é exatamente bem-visto no DEM, parceiro principal do PSDB. Mas, como é amigo antigo de Serra, deve firmar-se no posto. E, como diria o falecido governador Adhemar de Barros, é melhor tê-lo dentro, atirando para fora, do que fora, atirando para dentro.

História viva

A Rede Record estuda o lançamento de uma minissérie sobre o ex-presidente Jânio Quadros, no ano que vem. O professor Nelson Valente, estudioso da vida e Jânio e seu ardente admirador, deve ser o principal consultor do trabalho. Em 2011, completam-se 50 anos da renúncia de Jânio à Presidência.

Cinquenta anos depois

O presidente Lula, aliás, tem muito em comum com Jânio. Nos dois casos, seu contato é direto com o povo, sem precisar de partidos. E Jânio, como Lula, jamais hesitou em sacrificar algum amigo ou aliado quando isso lhe pareceu conveniente. O senador Aloizio Mercadante, que por ordem de Lula desistiu de uma reeleição provável para uma difícil disputa pelo Governo paulista, que o diga.

A grande festa

O escândalo da Câmara Municipal de Campinas, SP, com o registro de cenas de sexo pelas câmeras de segurança, pode ser tudo, menos inédito. Os grandes prédios legislativos, com suas amplas salas pouco frequentadas, sempre foram utilizadíssimos para a prática do esporte bretão. Há alguns anos, na Assembléia Legislativa paulista, um grupo de jornalistas se reuniu silenciosamente diante de uma porta mal fechada que se abriu com o vento. Lá dentro, lado a lado, um deputado e um jornalista estavam tão entretidos com duas bonitas funcionárias que nem perceberam a multidão. Algum tempo depois, um parlamentar do PCdoB foi flagrado em ação, com uma segurança casada, por um funcionário que não gostava dele e fez a denúncia. O jornal Noticias Populares deu o caso em manchete histórica: “PCdoB mete o pau na repressão”. Houve também o caso da famosa repórter com o famoso parlamentar, surpreendidos nus por uma ex-namorada.

Pode haver ação por quebra de decoro. Mas o precedente pode ser perigoso.

Maria Joana da esquina

Atenção para a agenda de Jeany Mary Corner, famosa organizadora de festas: ali há muito sobre o mensalão. E tudo sobre a vida noturna secreta de Brasília.