Professor se irrita com falatório e atinge aluna com apagador

O professor de geografia da Escola Municipal Cuba, na Ilha do Governador, Marcelo Souza Leite, de 43 anos, encontrou uma maneira incomum de pedir silêncio aos alunos. O mestre arremessou um apagador no rosto de uma menina, de 11 anos, aluna do 6 ano. Constrangida, a menina procurou a direção da escola. Depois da chegada de sua mãe e da patroa dela, a advogada Consuelo de Freitas, o caso foi parar na 37ª DP (Ilha do Governador).

Segundo a menina, o professor lecionava Ciências, disciplina que normalmente é dada por sua mulher, Beth, que havia faltado. Quando os alunos começaram a conversar, ele fez uma ameaça. De acordo com a aluna, ele disse: “Vocês vão sentir o peso do meu apagador”.

— Depois disso, ele jogou o apagador no rosto do meu colega de sala. Eu estava falando sim, mas baixo, dizia para minha amiga que a questão que estava no quadro não tinha relação com o texto que ele passou. E eu não entendia a questão. Daí, ele jogou o apagador em mim — contou a menina ainda nervosa e chorosa, temendo sofrer represálias, já que ela está em semana de provas.

Na delegacia, o professor admitiu que jogou o objeto na menina, mas que sua intenção não era agredi-la, já que o apagador é leve. E, que queria apenas dar um susto na aluna.

Além do processo criminal, que seguirá para o Juizado Especial Criminal (Jecrim), a advogada disse que pretende representar contra o professor na esfera civil, alegando a prática bullying e danos psicológicos à criança.

Extra

Rizzolo: Sinceramente, esse tipo de atitude é lastimável. Como pode um professor chegar a esse ponto em termos de violência. Isso denota o mau preparo para a docência, há pouco tempo uma professora de Direito da FAAP uma faculdade frequentada pela elite em São Paulo se desentendeu com uma aluna o que gerou uma enorme repercussão. Professores precisam estar preparados para o nobre encargo e nada justifica atitudes selvagens como esta.

3 Respostas to “Professor se irrita com falatório e atinge aluna com apagador”

  1. Matheus Padilha Says:

    Realmente nada justifica uma atitude como esta. Mas vc quer saber como um professor pode chegar a esse ponto?

    1) Primeiramente observando de perto a realidade da escolas públicas.
    2) Constatando o desmando que os regimentos internos, os sistemas de ciclo, a “pedagogia do amor” entre outros dispositivos educacionais vigentes ,que, sob o pretexto de modernizar a educação, na verdade transformam as escolas em pés de estatística falsas e favoráveis aos políticos.

    3)Aos montes, os alunos concluem o ensino médio sem nem ao menos aprender a ler e tampouco respeitar um professor. Os alunos podem tudo, a ordem é não reprová-los. O professor não pode nada, a não ser servir de babá para um monte de pobres desajustados concientes da falta de limites que têm.

    4) O grande problema da educação brasileira não é nem tanto salário, nem tanto infra-estrutura. Por mais que seja uma miséria, o salário dos professores nunca foi tão alto, e “nunca na história deste país” se pagou tão em dia o salário dos professores. Os profesores, como classe, salvo a raríssimas e louváveis excessões, aceitaram essa migalha em troca do silêncio.
    5) As licenciaturas das universidades, principalmente das instituições federais, pouco se importam com a realidade da educação pública, estão totalmente indiferentes e ausentes. Os cursos de licenciatura sofrem uma espécie de esquizofrenia, pois a todo momento os alunos são desetimulados, pelos próprios profesores das universidades, a seguir a carreira docente. Eles querem os alunos na pesquisa, e, consequentemente, mais verbas e adicionais em seus salários.

    6) Na educação brasileira o buraco é bem mais embaixo. Nesse episódio, professor e aluna pagaram uma pequena parcela dessa enorme dívida que se acumula. Mas dentro em breve, uma ou duas gerações, nossa sociedade vai pagar caro, muito caro por isso.

    Coitados desses alunos. Só quando for tarde demais vão descobrir que a polícia, pedagoga de bandido, não lê Paulo Freire.

    • Eliseu Says:

      Nunca li nada tão correto como isso.
      Parabéns!!
      Se houvesse um mínimo de vergonha nesse país, teriam pessoas pensando assim cuidando não somente do ensino, mas de muitos outros segmentos da administração do estado.

  2. André Says:

    Ja estudeei na escola cuba, ja tive aulas com o professor marcelo e nunca que ele fez isso, pode ter cido a primeira vez.
    Duvido muito que ela estava falando da matéria quando ele tacou o apagador, isso é so pra piorar as coisas pro lado dele mais ele não e um professor ruim .


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