Racismo e preconceito: desemprego é o triplo entre negros e latinos pobres

O levantamento desmascara o racismo que impera nos EUA, assinalando que, em média, os salários recebidos pelas famílias de origem latino e afro-americana representam 68 e 61,6%, respectivamente, da dos lares cujos membros são brancos. “O Censo dos EUA revela que a proporção de brancos que viviam na pobreza era de 8,6% em 2008, mas a taxa aumentava a quase o triplo entre os cidadãos afro-americanos e latinos, com 24,7 e 23,2%, respectivamente (The New York Times, 29 de setembro de 2009)”. Uma quarta parte dos índios nativos vivem abaixo da linha da pobreza, com os EUA se negando a assinar a Declaração da ONU sobre os povos indígenas.

Outro dado que expõe o racismo da sociedade estadunidense aponta que em 2008, 30,7% dos latinos, 19,1% dos afro-americanos e 14,5% dos brancos careciam de qualquer seguro médico (Salários, Pobreza e Cobertura do Seguro Médico nos Estados Unidos: 2008, http://www.census.gov). De acordo com um informe do Departamento de Moradia e Desenvolvimento Urbano, no ano fiscal de 2008 se registraram 10.552 queixas relacionadas com a discriminação no acesso à moradia, 35% das quais foram consequência da exclusão racial (The Washington Post, 10 de junho de 2009).

O desemprego entre os cidadãos negros com idade entre 16 e 24 anos atinge o recorde de 34,5%, mais do que o triplo da taxa média. Nas maiores cidades, mais de um milhão de pessoas foram interrogadas por agentes da polícia nas ruas, das quais quase 90% eram homens pertencentes a minorias étnicas. Entre eles, a metade eram afro-americanos, 30% latinos e só 10% eram brancos.

O Registro assinala que “as mulheres estadunidenses têm dificuldades para encontrar emprego, recebem salários baixos e são frequentemente vítimas de violência. De acordo com estatísticas reveladas pelo Censo dos EUA, a média salarial das trabalhadoras em tempo integral em 2008 foi de 77% a recebida pelos homens em posição correspondente”. As mulheres também são vítimas frequentes de violência e abusos sexuais nos EUA, que têm a taxa mais alta de estupros entre os países que dispõem desse tipo de estatísticas. Ela é 13 vezes mais alta que a do Reino Unido e 20 vezes superior à do Japão (Ourrence of rape, http://www.sa.rochester.edu).

O documento chinês cita um informe do Departamento de Agricultura dos EUA que mostra que 16,7 milhões de crianças, um quarto do total nacional, não tiveram suficiente alimentação em 2008 (The Washington Post, USA Today, 17 de novembro de 2009).
Hora do Povo

Rizzolo: O sistema capitalista norte-americano discrimina os negros e latinos há muitas décadas. Existe uma restrição velada ao contratar negros e latinos para muitas das atividades no mercado de trabalho nos EUA. O que não é diferente aqui no Brasil, os salários pagos aos negros no nosso país são proporcionalmente menores, e as oportunidades também são reduzidas, portanto no nosso caso as ações afirmativas continua sendo uma solução humanitária, de bom senso, e inclusiva. Aqueles que contestam estas ações integrativas ainda sonham com a senzala.

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