Segundo Datafolha, Serra abre 9 pontos sobre Dilma

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 27, mostra o pré-candidato do PSDB à presidência, o governador de São Paulo, José Serra, nove pontos à frente da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff. Segundo o levantamento, realizado nos dias 25 e 26 de março, o tucano tem 36% das intenções de voto, enquanto a petista aparece com 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário.

O deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, ficou com 11%, de 12% na pesquisa de fevereiro, e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC) permaneceu estacionada com 8%. Dos 4.158 brasileiros com mais de 16 anos entrevistados, 7% disseram que vão votar branco, nulo ou estão indecisos e 11% não souberam responder.

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano também venceria por uma diferença de nove pontos. Serra aparece com 48%, contra 39% de Dilma. Em fevereiro, os porcentuais eram de 45% e 41%, respectivamente.

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Ciro Gomes registrou o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis neste mês, com 26%, seguido por Serra, com 25%. Dilma aparece na sequência, com 23%, e Marina Silva tem 22%. Em fevereiro, Serra liderava as rejeições, com 26%, enquanto Dilma e Ciro tinham 23% e 21%, respectivamente. A pré-candidata do PV tinha 19% de rejeição no mês passado.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha foi registrada sob o número 6617/2010.

agencia estado

Rizzolo: Bem ainda é muito cedo para avaliações, contudo apenas uma observção, o Instituto do Datafolha, é uma empresa integrante do Grupo Folha de São Paulo, jornal que faz campanha abertamente para o tucano José Serra. Agora vamos aguardar o início da campanha e realmente reavaliar o desempenho dos candidatos. Temos que avaliar todas as pesquisas mesmo as mais suspeitas.

Também quero não ter conta na Suiça – Coluna Carlos Brickmann

Muita gente maldosa vai duvidar de Fernando Sarney, responsável pela gestão do patrimônio da família, quando diz que não sabia dos US$ 13 milhões bloqueados pelo Governo suíço. Por que duvidar? Quem é que nunca deixou de tomar conhecimento de coisas, quem é que nunca se esqueceu de algo?

Este colunista, por exemplo, encontrou outro dia, mergulhada no fundo de um bolso da calça, uma moedinha de dez centavos. E não sabia que estava lá! Claro, se fossem US$ 10 milhões, ou US$ 13 milhões (os números variam conforme a notícia), o colunista saberia. Mas, para alguém como Fernando Sarney, filho de ex-presidente da República e senador, irmão de governadora, irmão de deputado e ex-ministro, gestor de um patrimônio familiar de certo porte, US$ 10 milhões, ou US$ 13 milhões, significam o mesmo que dez centavos para este colunista. É normal que não se lembre. É normal que nem soubesse. O caro leitor não encontra, às vezes, algum troco esquecido no fundo de uma gaveta? Por que isso não pode acontecer com Fernando Sarney?

Há mais de 50 anos sua família governa o Maranhão. Sarney, antes de ser presidente da República, foi governador. Roseana já exerceu o Governo antes; e agora chegou lá de novo, mesmo tendo perdido as eleições. Neste período em que se sacrificou pelo bem do Maranhão, o clã morou em residências oficiais, livre de aluguel, sem despesas com empregados, refeições, segurança. É normal que tenha sobrado algum. E quem, na família, vai se preocupar com café pequeno?

Sem fantasia

Os partidos de oposição já entraram com várias representações no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada. Dilma até agora não sofreu qualquer sanção; Lula já sofreu duas multas, uma de R$ 5 mil, outra de R$ 10 mil – ou seja, nada que o impeça de continuar na campanha. Aliás, já ironizou a decisão judicial, dizendo que se for multado de novo vai levar a multa para que seus partidários a paguem.

A lei que proíbe a campanha antecipada é, sem dúvida, ridícula: quanto menos engessado for o processo eleitoral, melhor. Mas a lei existe e está valendo. É preciso, então, lembrar a frase do folclórico e competente treinador argentino Nelson Filpo Nuñez, que dirigia o Palmeiras. Num jogo decidido por pênaltis, o goleiro palmeirense Leão reclamou do goleiro adversário, que segundo ele estava se mexendo antes da cobrança. Filpo ensinou: “Se ele está se mexendo é porque o juiz está deixando. Então, mexa-se também!”

Serra e Guerra

O martelo ainda não está batido, mas tudo indica que a campanha do governador paulista José Serra à Presidência será comandada por dois tucanos históricos, o ex-secretário Andréa Matarazzo e o senador pernambucano Sérgio Guerra. Há algumas arestas a aparar, já que Matarazzo não é exatamente bem-visto no DEM, parceiro principal do PSDB. Mas, como é amigo antigo de Serra, deve firmar-se no posto. E, como diria o falecido governador Adhemar de Barros, é melhor tê-lo dentro, atirando para fora, do que fora, atirando para dentro.

História viva

A Rede Record estuda o lançamento de uma minissérie sobre o ex-presidente Jânio Quadros, no ano que vem. O professor Nelson Valente, estudioso da vida e Jânio e seu ardente admirador, deve ser o principal consultor do trabalho. Em 2011, completam-se 50 anos da renúncia de Jânio à Presidência.

Cinquenta anos depois

O presidente Lula, aliás, tem muito em comum com Jânio. Nos dois casos, seu contato é direto com o povo, sem precisar de partidos. E Jânio, como Lula, jamais hesitou em sacrificar algum amigo ou aliado quando isso lhe pareceu conveniente. O senador Aloizio Mercadante, que por ordem de Lula desistiu de uma reeleição provável para uma difícil disputa pelo Governo paulista, que o diga.

A grande festa

O escândalo da Câmara Municipal de Campinas, SP, com o registro de cenas de sexo pelas câmeras de segurança, pode ser tudo, menos inédito. Os grandes prédios legislativos, com suas amplas salas pouco frequentadas, sempre foram utilizadíssimos para a prática do esporte bretão. Há alguns anos, na Assembléia Legislativa paulista, um grupo de jornalistas se reuniu silenciosamente diante de uma porta mal fechada que se abriu com o vento. Lá dentro, lado a lado, um deputado e um jornalista estavam tão entretidos com duas bonitas funcionárias que nem perceberam a multidão. Algum tempo depois, um parlamentar do PCdoB foi flagrado em ação, com uma segurança casada, por um funcionário que não gostava dele e fez a denúncia. O jornal Noticias Populares deu o caso em manchete histórica: “PCdoB mete o pau na repressão”. Houve também o caso da famosa repórter com o famoso parlamentar, surpreendidos nus por uma ex-namorada.

Pode haver ação por quebra de decoro. Mas o precedente pode ser perigoso.

Maria Joana da esquina

Atenção para a agenda de Jeany Mary Corner, famosa organizadora de festas: ali há muito sobre o mensalão. E tudo sobre a vida noturna secreta de Brasília.