17 mil vivem sobre lixões na Grande SP

Pelo menos 17 mil pessoas moram hoje em casas construídas sobre lixões desativados na região metropolitana de São Paulo. Aproximadamente 5 mil delas vivem no Sítio Joaninha, um morro na divisa de São Bernardo do Campo com Diadema. Outras 5.600 ocupam a comunidade do Espírito Santo, em Santo André.

Com condições pra lá de precárias, os dois locais no ABC lembram outro morro que ficou conhecido na semana passada depois de deslizar sobre casas e matar dezenas de pessoas ? o Bumba, em Niterói, Rio de Janeiro.

Na Favela do Espírito Santo, são 1.400 famílias morando há 14 anos em casas sobre um antigo lixão. O núcleo, numa área de 151,9 mil metros quadrados, foi dividido em dois segmentos pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT) . No primeiro, a permanência das famílias ainda é aceitável. No outro, com cerca de 620 famílias, as condições do solo não são seguras e há necessidade de remoção da população.

Em 2003, a prefeitura da cidade recebeu dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a reurbanização na parte sã do núcleo. As obras ainda não foram concluídas.

Já em Mauá, também no ABC paulista, outras 6.800 pessoas não correm risco de ver seus imóveis desmoronar devido a deslizamentos de terra, mas enfrentam o perigo de viver sobre um antigo lixão industrial que emana gases explosivos. São os moradores do condomínio de classe média Barão de Mauá. Há dez anos, uma forte explosão provocada por gás matou um homem e feriu outro gravemente.

Hoje há monitoramento constante da emissão dos gases tóxicos no subsolo ? ali existem 55 prédios. Laudo técnico constatou a presença de bário, cádmio, cobre, cromo, mercúrio, níquel e zinco acima dos valores considerados de alerta. Os moradores pedem na Justiça indenizações junto aos incorporadores e antigo dono do terreno: Cofap, Construtora Soma, SQG Empreendimentos e Construções e Paulicoop Planejamento e Assessoria a Cooperativas.

Capital. Nem a cidade de São Paulo escapa do problema. Existem pelo menos duas favelas sobre antigos depósitos de lixo: a Quadra de Futebol, na Freguesia do Ó, zona norte, e a Willin, no Ipiranga, zona sul. Nelas vivem 520 moradores. Outras 12 favelas da capital são vizinhas de áreas onde funcionaram lixões. Há riscos para os moradores, mas a Prefeitura garante que não são graves, pois seus técnicos fazem monitoramente periódico das áreas.
agencia estado

Rizzolo: Enquanto o Estado brasileiro não der condições de melhoria de vida, de inclusão social, de uma política habitacional decente, teremos seres humanos morando sobre antigos lixões, numa condição de vida degradante. É bem verdade que ninguém está ali porque quer, o problema do transporte, da distância entre o local do trabalho e suas casas, o preço dos imóveis, a migração, isso tudo leva e esse tipo de distúrbio habitacional que muitas vezes acaba em tragédia como no Rio. O mais interessante é ainda existem aqueles que desprezam os pobres, que insistem em políticas neoliberais, e que se disfarçam de cordeiro em pele de lobo. Estes se chegarem ao poder, irão abandonar de vez o viés social e perpetuar a indiferença ao social promovendo sim o capital, o egoísmo, e indiferença.

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