Emprego e renda ajudam petista; tucano capta descontentes

A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra que a geração de empregos e a melhora da renda são fatores que impulsionam a preferência dos eleitores por Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência.

Já o eleitorado descontente com serviços públicos, principalmente na segurança e na saúde, tende a votar majoritariamente no tucano José Serra.

Dos entrevistados que consideram que a oferta de empregos “melhorou muito” no País nos últimos dois anos, 51% pretendem votar na petista e 32%, em Serra. A vantagem também é larga no segmento para o qual a situação do emprego melhorou “um pouco”: 47% a 33%.

No total, 56% dos brasileiros observaram alguma ampliação do mercado de trabalho nos últimos dois anos. As estatísticas oficiais alimentam essa percepção: em abril, a taxa de desemprego ficou em 7,3%, o melhor resultado desde 2002, ano do início da nova série histórica do IBGE.

Consumo. Dilma também lidera no eleitorado que viu seu poder de compra melhorar “muito”: 43% a 26%. Entre os que sentiram pouco crescimento da renda, a vantagem da petista sobre Serra é menor: 42% a 37%.

A percepção de ampliação do poder de consumo é generalizada, mas mais intensa na região Nordeste: 77% acham que a situação melhorou e apenas 7% consideram que piorou. Em todo o País, esses índices são de 72% e 11%, respectivamente.

Dilma vê a situação da renda e do emprego como trunfos a explorar na campanha. No programa partidário exibido em maio em rede de rádio e televisão, o PT destacou a geração de postos de trabalho e a ascensão social dos mais pobres no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda no campo da economia, o Ibope perguntou aos entrevistados se a vida melhorou no quesito pagamento de impostos. Para um terço do eleitorado, houve piora nos últimos dois anos e 21% disseram ter sentido melhora. Nesse caso, Dilma lidera entre os mais satisfeitos e até entre os que acham que o peso dos impostos ficou igual nos últimos dois anos.

No grupo para o qual a situação dos impostos “piorou um pouco” ou “piorou muito”, José Serra vence por 46% a 30% e 51% a 22%, respectivamente.

Combate ao crime. Serra marcou a entrada na chamada pré-campanha com críticas à atuação do governo federal na área da segurança. Segundo ele, há falhas no controle das fronteiras que permitem o ingresso de armas e drogas que alimentam o crime organizado.

Esse discurso encontra eco no eleitorado que percebeu piora na situação da segurança pública nos últimos dois anos. No grupo segundo o qual “piorou muito”, o tucano vence Dilma por 46% a 26%. No segmento para o qual “piorou um pouco”, a vantagem dele é de 40% a 31%.

Há parcela significativa da população para a qual a situação da segurança não piorou: 29% dizem que ficou tudo igual e 30 %, que houve melhora. Os mais críticos, nessa área, somam 38%.

Na avaliação dos serviços públicos de saúde há uma divisão semelhante do eleitorado: 37% veem melhora, 34% relatam piora e 27% não apontam mudanças na qualidade dá área.

Ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, Serra vê o tema como um flanco da gestão Lula. Nas últimas semanas, por exemplo, ele atacou publicamente o “loteamento” político de áreas do Ministério da Saúde.

O serviço público mais bem avaliado na pesquisa Ibope foi a educação. Para 48% dos entrevistados, o setor melhorou nos últimos dois anos. Outros 25% tiveram opinião contrária e 24% disseram não ter observado diferenças no período. Como nos demais casos, dilmistas se concentram entre os mais satisfeitos e serristas são majoritários no extremo oposto. A petista lidera com 26 pontos porcentuais de vantagem (55% a 29%) no segmento para o qual a educação “melhorou muito”.
agência estado

Rizzolo: Isso denota que o povo brasileiro quer a continuidade dos programas de inclusão e que de forma alguma confiam nas poucas propostas de Serra, que não ousa criticar o governo Lula. Agora, interessante notar esse dado sobre a segurança, e os que vêem em Serra uma esperança na melhoria desse segmento público. Só através de marketing e propaganda Serra é capaz de iludir os incautos de que tem propostas contra a violência e a segurança pública, haja vista que em seu governo atos como os do PCC, paralisaram São Paulo, além disso, Serra não soube controlar as divergências entre Polícia Civil e Polícia Militar transformando as imediações do Palácio dos Bandeirantes em palco de guerra, ademais a oposição encontrou um desculpa pela piora da segurança pública de forma geral e, São Paulo: alegar que necessita de um programa vindo do governo federal… Assim é fácil, não é. É está difícil para o Serra, até entendo a situação pela qual ele passa: falta de discurso.

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