Charge do Jorge Braga para o O Popular

Brasil começa a viver (e fazer aposta) na era da internet na TV

Os brasileiros que nos últimos anos se afastaram da sala de TV para buscar entretenimento na internet podem voltar a se acomodar no sofá. Cresce o número de fabricantes de televisores que apostam em aparelhos com acesso à internet. E provedores de conteúdo, como UOL, Terra e iG, buscam mais parcerias para disputar a audiência fora dos computadores.

O interesse não é para menos. No Brasil, as TVs estão em 97,7% dos lares e os PCs com acesso à internet, em 50%. Hoje, 33% dos domicílios têm acesso por conexão em banda larga, mas a expectativa é de que com o Plano Nacional de Banda Larga esse percentual suba para 88%. E é esse potencial que anima os dirigentes de portais, uma vez que o acesso à internet por TV com boa qualidade depende dessa conexão.

Além disso, de acordo com levantamento do Ibope Nielsen Online, 28,7 milhões de brasileiros acessaram a internet de casa em abril, gastando um tempo médio mensal de 43 horas em frente ao computador. Já o tempo médio de exposição à TV foi de 5 horas e 18 minutos por dia (em torno de 159 horas ao mês).

O número telespectadores não é informado pela empresa. “Se 1 milhão de pessoas acessar a internet pela TV, esse número será ainda baixo para o padrão TV, mas será um negócio importante para as empresas”, afirma o diretor de inovação do portal Terra, Tiago Ramazini.

O acesso à web pela TV é feito pelo controle remoto, como o menu de um DVD, mas a oferta de conteúdos é limitada. Internacionalmente, apenas o Google lançou uma TV com browser que permite acesso livre e digitação de textos, mas requer a existência de um teclado especial.

Modelos

A primeira linha de televisores com acesso à internet foi lançada em abril do ano passado pela Samsung. Em maio deste ano, a LG lançou sua linha de aparelhos, seguida pela Sony, que começou a competir no segmento neste mês. A Samsung lançou uma linha de sete modelos produzidos em Manaus, de um total de 14 que colocará no mercado em 2010.

“No primeiro ano, as vendas foram pouco representativas, mas neste ano os aparelhos com acesso à internet já deverão representar de 10% a 12% do total das vendas de televisores”, afirma o gerente de linhas de TV da Samsung, Rafael Cintra.

A expectativa dos fabricantes é que as vendas dos aparelhos atinja 1 milhão de unidades até o fim do ano, em um mercado que deve chegar a 11,5 milhões de televisores, segundo estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). No próximo ano, ao menos metade dos lançamentos será de modelos adaptados.

Parcerias

A Samsung mantém contratos globais com YouTube, Facebook, Twitter, Google Maps, Picasa, Getty Images, ESPN e History Channel, além de 19 jogos de desenvolvedores, exclusivos para TV. No Brasil, a empresa fez parceria com o portal Terra e o site Apontador e estuda outras alianças locais, diz Cintra.

A LG, por sua vez, vai incluir ferramenta de acesso à web em 50% dos lançamentos do ano, diz a gerente de televisores da empresa, Fernanda Summa. “O consumidor já procurava entretenimento fora da programação das emissoras. No futuro, todas as TVs virão com essa função”, afirma.

No Brasil, a LG fez parceria com seis provedores de conteúdo: UOL, site brasileiro de maior audiência, com 23 milhões de visitantes; Terra, YouTube, Picasa, serviço de fotos do Google e Skype (este último para realização de videoconferência pela TV). A meta é chegar a 15 provedores.

A Sony decidiu incluir o acesso à internet em toda a linha de aparelhos (25 modelos). A empresa inicia a venda das TVs com acesso a conteúdos do YouTube, Twitter e iG. No segundo semestre, oferecerá conteúdos dos portais UOL, Band e SBT, diz o gerente de marcas, Luciano Bottura. “O objetivo é tornar a TV uma fonte adicional de conteúdo”, diz Bottura. Além dessas parcerias, a empresa negocia acordos com mais 20 sites.

As parcerias incluem o compartilhamento de receita gerada com publicidade, mas os termos dos acordos são mantidos em sigilo. Para os provedores, os acordos representam nova oportunidade de gerar receita.

Em busca de verbas

O portal Terra, primeiro a fechar acordo com a Samsung em 2009, começa a transmitir em julho anúncios nos sites para TVs da Samsung e Sony. A empresa tem acordo com fabricantes em toda a América Latina. Segundo o diretor de inovação, o Terra negocia pacotes que incluem inserções na TV com empresas que já anunciam no portal. “Outros acordos estão em negociação com os demais fabricantes”, diz Ramazini.

O diretor de criação e interface de produtos do UOL, Júlio Cesar Duran, diz que a audiência da web via TV é incipiente, mas se as perspectivas de vendas se confirmarem, esse tipo de acesso se tornará “relevante” em dois anos: “O avanço da adoção da banda larga deve favorecer o uso da internet via TV.”

O UOL firmou parceria com a LG e a Sony. A empresa também negocia com outros fabricantes a oferta de conteúdo gratuito, afirma Duran. “A TV inaugura a era do sofá para a internet. No futuro, o Blu-ray (discos em alta definição que estão substituindo os DVDs) e outros dispositivos também oferecerão acesso à internet”, diz Duran.

A direção do iG também prevê ganho de audiência significativo nos próximos anos com a oferta de conteúdo nas TVs. O portal fechou parceria com a Sony e negocia outros acordos, afirma o diretor de desenvolvimento editorial do portal, Caíque Severo. “Essas parcerias fazem parte da estratégia de distribuição ampla de conteúdo fora do computador”, afirma Severo.

O diretor de engenharia da Globo, Raymundo Barros, diz que a empresa avalia propostas para oferta de conteúdo do portal Globo.com. “Os modelos de internet na TV devem mudar radicalmente”, afirma. O conteúdo de web na TV está delimitado a poucos canais que oferecem pouca interatividade, sobretudo em função da ausência de um browser e de teclado acoplado à TV, diz ele: “A internet na TV é uma tendência que vem para ficar, mas deve evoluir para padrões mais abertos.”

Da Redação, com informações do Valor Econômico

Rizzolo: A Internet é o instrumento do futuro na inclusão social. Na realidade, todos os grandes projetos acabam se constituindo imensos desafios à sociedade. Foi assim com o fornecimento da água e da luz elétrica, este último datando de 1879. Sua primeira utilização no Brasil foi na estação Central (atual Central do Brasil) da estrada de ferro D. Pedro II, no Rio de Janeiro. Agora, temos diante de nós talvez o maior desafio da pós-modernidade: levar a inclusão digital às camadas mais pobres da população brasileira. Ao contrário dos projetos de visam apenas proporcionar condições de vida melhor e dignidade, o viés digital transporta e irriga o direito à cultura, à informação, à socialização, permeando as comunidades carentes com instrumentos de cidadania e mobilização.

Não há como falar em cultura, ou em direito à informação, se deixarmos de lado o poderoso e já indispensável papel da internet no desenvolvimento intelectual dos jovens e da população em geral. Para tanto, medidas de democratização do uso da internet têm sido tomadas por parte dos Estados, apesar de a operacionalidade técnica em nível federal ainda não estar totalmente concluída. O papel do Estado como provedor e difusor da cultura nos remete à sua responsabilidade na implementação das ações técnicas do uso da internet, viabilizando o uso da banda larga aos grandes centros carentes, e a integração Internet/TV é essencial na condução dessa nova realidade.

Mão Santa defende derrubada do veto ao fim do fator previdenciário

O senador Mão Santa (PSC-PI) defendeu em Plenário, nesta quarta-feira (16), a derrubada do veto presidencial à extinção do fator previdenciário . O senador disse que o reajuste de 7,72% aos aposentados e pensionistas da Previdência Social que ganham mais do que um salário mínimo é uma “vitória de Pirro”, referindo-se a uma conquista que não traz grandes benefícios, uma vez que o valor real acrescido aos vencimentos, segundo ele, é irrisório.

Na avaliação de Mão Santa, mais importante para os trabalhadores é o fim do fator previdenciário – também aprovado pelo Congresso e vetado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A aplicação do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias, explicou Mão Santa, reduz justamente os vencimentos daqueles trabalhadores que estão nas faixas salariais mais baixas.

– Quem ganha, como a grande maioria, salário mínimo, vai ganhar R$ 10 [com o reajuste]. É bom? É bom. Mas a grande conquista seria enterrar o fator previdenciário – disse Mão Santa, ao sugerir que as duas Casas do Parlamento se unam para derrubar o veto.

Em aparte, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou que o presidente Lula sancionou o aumento por ser 2010 um ano eleitoral. Na avaliação do senador, como Congresso aprovou o reajuste, o presidente iria se indispor com os eleitores, caso vetasse o aumento. O senador Romeu Tuma (PTB-SP) também ressaltou o trabalho do Congresso Nacional em conjunto com a sociedade pela aprovação do reajuste.

Já o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que, mesmo que a sanção presidencial seja por motivos eleitorais, o importante é que os aposentados e pensionistas serão beneficiados. Paim também considerou a possibilidade de derrubada do veto ao fim do fator previdenciário, que, em sua opinião deve ser feita por meio de votação aberta.
infojus
Rizzolo: É a pura verdade muito bem colocada pelo Senador, vamos todos continuar nessa luta na derrubada do veto presidencial.

” Chega de corrupção e rolo, para deputado federal Fernando Rizzolo ” PMN 3318

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Estatuto da Igualdade Racial é aprovado por comissão do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) o Estatuto da Igualdade Racial – proposto em 2003 pelo senador Paulo Paim (PT-RS). A matéria ainda precisa ser votada pelo Plenário da Casa.

Segundo o coordenador geral da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Edson França, a aprovação do estatuto irá contribuir para a unidade do povo brasileiro. “Este é um dia histórico para o movimento negro. Nenhum país do mundo possui uma carta parecida com o Estatuto da Igualdade Racial brasileiro”.

O coordenador da Unegro explicou ainda que mesmo com a retirada do artigo referente às cotas para negros na educação, a questão deverá ser avaliada pela CCJ através de um projeto de lei (PL) que já está tramitando no Senado.

O projeto prevê a unificação do regime de cotas para o ingresso nas universidades federais e estaduais e nas instituições federais de ensino técnico (nível médio) – aprovado na Câmara dos Deputados.

Sobre a resistência que o estatuto encontrou dentro de setores do próprio movimento negro, França afirmou que foi aprovado um estatuto possível. “Não há como compensar com apenas uma lei um déficit de mais de 500 anos de desigualdade. Aprovamos um estatuto possível e não aquele que queríamos”.

Ele ressaltou que a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial encerra com chave de ouro os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O movimento negro irá sentir muita falta do governo Lula. Esperamos que a eleição de Dilma garanta a continuidade dos avanços”.

agência Brasil

Rizzolo: Ainda falta muito para a população negra e parda ter um desenvolvimento social e educacional devido, contudo como podemos inferir no texto, com o Estauto, haverá uma grande melhora no que diz respeito aos avanços na conquista por maior igualdade racial. Em relação aos números da renda dos trabalhadores negros que cresceu 222% durante o governo Lula, também foi uma vitória econômica. O grande desafio ainda é vencer a descriminação que o negro enfrenta no trabalho e no acesso às Universidades, a luta dos negros não é apenas setorial, é de todo povo brasileiro nas conquistas de melhores condições de vida, mas um olhar específico à questão dos negros e pardos deve ser de extrema importância, face aos problemas históricos que permearam o desenvolvimento intelectual dos negros no Brasil.

Dilma rebate economista e garante que bancos não temem vitória do PT

PARIS – A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, respondeu nesta terça-feira, 15, às críticas do Instituto Internacional de Finanças (IIF), feitas nessa semana, em Viena, na Áustria, e assegurou que os bancos internacionais não temem sua eleição ao Palácio do Planalto. A garantia foi dada em Paris, onde a ex-ministra começou a primeira etapa de sua turnê pela Europa. Dilma se encontrará com chefes de Estado e de governo da França, Espanha e Portugal. Segundo o IIF, a eleição da petista traria maior risco de derrapagem macroeconômica, poucas reformas estruturais e dificuldades de aumentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A análise foi feita pelo economista Frederick Jaspersen, que representou o IIF – organismo que congrega os grandes bancos estrangeiros – em um evento realizado na semana passada, na Áustria. Segundo o jornal Valor Econômico, Jaspersen afirmou que um eventual governo Dilma tenderia ao aumento dos gastos públicos, ao relaxamento do controle da inflação e à alta dos juros. Além disso, a petista enfatizaria a política industrial centrada nas empresas estatais e deixaria as agências regulatórias à mercê das pressões políticas.

Em contrapartida, o economista afirmou que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endureceria o controle fiscal e reduziria os juros, o que resultaria na desvalorização do Real.

A palestra aos banqueiros foi realizada no Palácio Imperial Hofburg, em Viena, na Áustria, e foi assistida por diretores-presidentes das maiores instituições financeiras do mundo, entre as quais o Itaú Unibanco, representado por seu presidente, Roberto Setúbal, vice-presidente do IIF.

Nasta terça-feira, Dilma fez questão de responder às críticas ao ser questionada sobre o tema. “Não acredito que seja a opinião dos bancos internacionais”, ponderou, classificando a opinião de “leviana”. “Era de um economista, um assessor.” Dilma ainda enfatizou: “Duvido muito que uma instituição que congregue bancos iria assumir uma posição tão precipitada e superficial como essa”. Segundo a candidata petista, as críticas de Jaspersen não representam a posição do IIF, mas sim uma opinião pessoal. “Não acredito que a associação de bancos internacionais falaria isso.”

A candidata reforçou ainda o compromisso de seu programa de governo com a estabilidade e o crescimento econômico, que segundo ela foram alcançados no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Eles (os banqueiros) têm clareza de que nós vamos manter a estabilidade, porque foi com a estabilidade que a gente cresceu.”
agência estado

Rizzolo: É claro que está crítica não tem o menor fundamento e foi muito bem rebatida pela candidata Dilma. Ainda me lembro quando na época em que Lula era candidato, tudo se fez para amedrontar e desestabilizar sua candidatura, e o mesmo estamos vendo desta feita com Dilma, daqui pra frente nesta campanha as coisas podem piorar em termos de teorias conspiratórias

UGT DIZ QUE LULA MOSTRA FALTA DE COERÊNCIA AO MANTER FATOR PREVIDENCIÁRIO

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), em nota à imprensa, vem a público manifestar sua estranheza em relação à incongruência com que o governo do presidente Lula trata os aposentados brasileiros. Ao decidir acompanhar a decisão da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e garantir o reajuste de 7,7% para os aposentados que recebem acima do salário mínimo, o presidente Lula mostrou coerência com seus vínculos com a classe trabalhadora e com os trabalhadores que se aposentaram após dedicar a vida inteira ao Brasil.

Mas, ao manter o Fator Previdenciário, que pode gerar prejuízos de até R$ 1.000,00 aos trabalhadores ainda na ativa prestes a se aposentar, o governo do presidente Lula mostra falta de coerência. Desestimula, com a decisão, os milhões de brasileiros que contribuíram ao longo de décadas e que agora, com a manutenção do fator previdenciário, serão obrigados a trabalhar muito mais e a amargar prejuízos no seu sustento.

Ou seja, reajusta em 7,7% para quem ganha acima do mínimo e reduz renda para quem já tem direito a se aposentar. Uma decisão absolutamente incoerente contra a qual a UGT se mobilizará para buscar respeito aos nossos aposentados e, ao mesmo tempo, garantir os contratos para manter renda em vez de reduzir as aposentadorias.
ceará agora

Rizzolo: Todos sabem da minha luta pessoal, solitária neste Blog em me indignar diariamente contra a existência do fator previdenciário. Minha indignação é maior ainda, quando eu, apoiando a candidatura Dilma vejo a insensatez e a indiferença de Lula em relação aos aposentados. O reajuste foi coerente, mas manter o fator previdenciário quando o Congresso já o tinha extinguido, foi um golpe rasteiro, um desrespeito ao Congresso Nacional. O pior, esse veto atinge na verdade quem mais cedo começaram a contribuir, ou seja , aos mais pobres. Fica aqui meu registro como de uma pessoa fiel à Dilma Rousseff e ao povo brasileiro, mas que não se conforma com as contradições do presidente Lula, isso vale uma reflexão por parte dos aposentados em face de esta atitude do presidente. Temos que encontrar uma saída, nos mobilizarmos para derrubar o veto do presidente. Uma pena !!

“Chega de corrupção e rolo, para deputado federal Fernando Rizzolo PMN 3318 “

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Charge de Bessinha para Charge online

Lula diz não querer estragar relação com aposentados, mas descarta “extravagância

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não vai se deixar levar por “qualquer extravagância” ao decidir se vetará ou não o reajuste de 7,7% aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, aprovado pelo Congresso.

O prazo para a decisão é amanhã. Ele também afirmou não querer estragar a relação que tem com essa parcela da população.

“Não pensem que eu me deixarei seduzir por qualquer extravagância que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral. Minha cabeça não funciona assim. A eleição é uma coisa passageira e o Brasil não jogará fora no século 21 as oportunidades que jogou fora no século 20”, afirmou Lula em entrevista após participar da inauguração de um gasoduto da Petrobras em Queluzito (MG).

Ele disse já ter tomado a decisão, mas que só se pronunciará amanhã, depois de uma última reunião com ministros. Lula afirmou que o Brasil vive um momento bom e ele não vai estragá-lo.

“Eu acho que esse momento é muito bom e eu não vou estragar. Todo mundo sabe o carinho que eu tenho pelos aposentados brasileiros. Eu vou fazer aquilo que eu achar que é melhor para o Brasil, para os aposentados. Eu não vou estragar minha relação com os aposentados, não vou estragar minha relação com ninguém”, disse o presidente.
Uol
Rizzolo: Comentário curto: Bem dinheiro para não estragar a relação que Lula tem com os aposentados o Brasil possui, agora vamos ver o que ele vai fazer. Se dar uma vida digna a quem trabalhou é extravagância a coisa fica bem feia não é ? O melhor para os aposentados é fazerem parte dos benefícios da riqueza do País como o pré sal e tudo aquilo que faz hoje do Brasil um páis próspero, por isso não tem desculpa, fim do fator previdenciário, já ! E tem mais presidente, se vetares o fim do fator previdenciário estarás desapontando aliados da Dilma como eu, que dou minha humilde contribuição escrevendo meus textos no Blog da Dilma.

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Lula diz que mudou de nome e será Dilma na cédula de votação

BRASÍLIA- Para formalizar o nome de Dilma Rousseff como candidata à presidência, o PT fez uma festa para as mulheres e levantou como bandeira a eleição da primeira mulher presidente do Brasil. Foi assim que Dilma foi anunciada na Convenção Nacional do PT, neste domingo, 13, em Brasília, pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, pelo vice dela, deputado Michel Temer (PMDB), e por ela mesma. “Chegou a hora de uma mulher comandar o país!”, bradou.

O presidente Lula falou pouco antes de Dilma e levantou a bola da candidata. Disse que ela já estava como cara de presidente e escancarou a estratégia de tentar transformar a própria popularidade em votos para Dilma. Lula ressaltou que esta será a primeira eleição desde a redemocratização, mas que o nome dele estará na cédula de votação como Dilma. “Vai ficar um vazio nessa cédula e para que esse vazio seja preenchido eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula”, afirmou o presidente. O jingle que tocava no auditório, seguia o mesmo tom. “Lula tá com ela, eu também tô, veja como o Brasil já mudou”.

Lula e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, dirigiram críticas aos adversários. Sem citar o nome de José Serra, candidato do PSDB a presidente, Lula pediu que a oposição faça uma campanha de alto nível. “E não façam jogo rasteiro inventando dossiê todo dia”, disse, fazendo referência a reportagens recentes que revelaram que integrantes da campanha estariam investigando ilegalmente integrantes da cúpula do PSDB.

Lula pediu “tranquilidade” a Temer e Dilma, porque “o bicho vai pegar” nos próximos três meses que antecedem a eleição. “Tenho certeza que muita gente que aparece com cara de anjo na TV, faz o que fez comigo em 2006?, diz o presidente, em alusão ao episódio dos aloprados.

Dutra rebateu discurso de José Serra no lançamento da candidatura dele, ontem, em Salvador, quando disse que com o governo tucano “o povo brasileiro não teria surpresas”. “Realmente o povo brasileiro não teria surpresas porque já conhece o fracasso do governo que ele participou”, rebateu o presidente do PT. “O governo que ele participou provocou um apagão de 11 meses no Brasil”.

Mulheres. A maioria dos cerca de 1,5 mil convidados era mulher na Convenção Nacional do PT. A organização da campanha distribuiu centenas de bandeiras roxas com a inscrição “A vez e a voz das mulheres” para os militantes empunharem. A mestre de cerimônias dava as palavras de ordem, e todas repetiam: “Brasil, Brasil é das trabalhadoras”.”Vocês estão demonstrando que 100 mulheres são capazes de fazer mais barulho que mil homens”, observou Lula às mulheres ao pegar o microfone.

O Hino Nacional foi cantado pelo grupo Samba de Rainha, formado só por mulheres, e a cantora Virgínia Rodrigues. Ao final da apresentação, Virgínia fez uma narração de um vídeo que mostrava o nome de mulheres idolatradas no Brasil, como Anita Garibaldi, Princesa Isabel, Chiquinha Gonzaga, Pagu e Clarice Lispector. Maria da Penha, que inspirou a criação da lei de combate à violência doméstica acompanhou Dilma Rousseff no palco.
Discurso. Na sua vez de falar, Dilma Rousseff leu o discurso preparado pela assessoria da campanha na íntegra, e não ousou improvisar. Antes de iniciar um novo tópico, Dilma abusou do slogan “Para o Brasil seguir mudando” e não poupou elogios aos êxitos do governo Lula do qual ela participou como ministra da Casa Civil.

A candidata falou da importância dos investimentos em educação, saúde, inclusão digital e segurança. Como promessa de campanha, disse que vai erradicar a miséria nos próximos anos. “Vamos transitar de país emergente para país desenvolvido no qual a população desfruta de serviços públicos adequados, educação de qualidade e bons empregos. Esta é a missão que o PT e os partidos aliados colocam em minhas mãos”.
agencia estado

Rizzolo: É bem verdade que o governo que propõe a oposição, todos já conhecem: portanto com certeza como alega Serra, o povo não terá surpresas. Mas o mais interessante é o alto astral da campanha Dilma, ao contrário daqueles que dizem que tudo é financiado com o dinheiro público, a candidata Dilma conta com a militância, pessoas como eu engajadas politicamente, ideologicamente que jamais ganharam um centavo sequer, e que entregam seu potencial intelectual a uma causa maior: a do povo brasileiro, coisa que não existe do lado lá, e o povo sabe disso.

Os lobos rondando os pobres

Talvez o mais famoso líder na história da humanidade do ponto de vista de liderança e espiritualidade tenha sido Moisés. Preenchia ele, segundo relatos bíblicos, a capacidade de reunir os aspectos essências de um líder. Sua compaixão e preocupação pelos seres vivos, segundo o Velho Testamento, despertaram a observação de Deus que viu nos seus gestos, o homem ideal para liderar um povo com sabedoria, firmeza e os devidos valores espirituais.

Mas porque um líder teria que, acima de tudo, estar imbuído não só dos valores que o levam ao poder, mas também de uma sensibilidade espiritual que o guiasse no decorrer de seu mandato? A resposta pode estar tanto na história da humanidade quanto nos Livros Sagrados. A cada dia observamos que a falta de uma bússola espiritual aos líderes em geral, os faz distanciarem-se do povo, de seus objetivos provedores, de seus valores éticos, tornando o exercício do poder algo mecanicista, articulatório, onde os interesses pessoais e materialistas se assombram sob o som de uma orquestra que visa à manutenção das vantagens dos que compartilham o poder, transformando a governança, insensível aos valores morais, da boa conduta humana e do bom exemplo.

Alguns alegam que existe hoje em dia uma tendência fundamentalista-religiosa em muitos países e, com certeza, todo exagero quer seja ele de qual for a origem, não é saudável. Contudo, a história demonstra que frágil é a sociedade sem os devidos preceitos que elevam o ser humano e que sem um esteio espiritual – seja ele fruto de qualquer religião – tende a levar a humanidade à fraqueza moral, à desestruturação da sociedade, e por consequência, à queda de seus líderes.

Vejo como uma luz de esperança a candidatura Dilma, que através de uma luta pessoal, vencendo os obstáculos da repressão militar no decorrer de sua vida, com sua fé, sempre demonstrou uma luta por justiça social e pelos pobres, optando, portanto, por um caminho politicamente mais tortuoso, mas que aos olhos de Deus, próprio de um líder. Assim talvez com sua ajuda divina, o Grande Arquiteto do Universo a escolha nossa presidente, como aquele que um dia libertou um povo da escravidão e que, certamente, poderá também nos libertar desse “Egito político” em que hoje vivemos no Brasil; onde os lobos vestidos em pele de cordeiro tentam de todas as formas destruir os avanços do governo Lula em prol daqueles que sempre viveram no “Egito” da pobreza, que de forma cruel escravizou e açoitou o povo brasileiro nesse nosso imenso Brasil.

Fernando Rizzolo

Onde Estão os Revolucionários?

*Por Simon Jacobson

Há pouco tempo fui a uma sinagoga para as preces noturnas. Em meio ao serviço, notei um congregante comportando-se rudemente com outro. Eu estava a ponto de dizer alguma coisa, quando um homem perto de mim sussurrou: :”Estes dois sujeitos estão brigando desde que estou aqui. Não se envolva.”

“Não é uma grande coisa,” você poderia pensar. “As pessoas em toda parte têm briguinhas tolas.” Porém eu não podia simplesmente deixar isso passar.

Uma experiência de infância não me permitiria. Quando eu tinha seis anos, lembro-me claramente – numa espécie de imagem congelada, do tipo que resulta somente de uma experiência de criança para sempre congelada na memória – de uma luta a socos que ocorreu em nossa sinagoga. Jamais me esquecerei do meu medo e horror ao assistir aqueles dois adultos se socando em meio dos serviços de prece. Quando perguntei ao meu pai o que estava acontecendo, ele simplesmente descartou o problema com a mão e disse “Tzvai idioten” (dois idiotas)…

Anos depois, eu tinha ouvido pessoas demais contando-me como experiências semelhantes as tinham afastado da religião e de instituições religiosas: tendo testemunhado profundas inconsistências entre as aparências externas das pessoas (como indivíduos devotos) e seu comportamento real, tendo visto como uma pessoa pode ser obsessivamente comprometida com certos rituais e simultaneamente ser profundamente grosseira e mal educada; como determinados indivíduos religiosos fazem julgamentos e são condescendentes, agindo como se fossem “mais sagrados que você”, e em suas vidas pessoais, por baixo da superfície, podem se apegar a bobagens, ganância e até… lutar a socos; como divisões e pura acrimônia primitiva tem permeado tantas comunidades de fé; como crianças em lares religiosos estão sendo magoadas por adultos egoístas, não diferentes de seus semelhantes em lares seculares. Todas essas discrepâncias e contradições têm contribuído bastante para o cinismo e rejeição atuais da vida religiosa.

Obviamente, isso deve ser qualificado por dois fatos importantes. O primeiro é que isso de maneira alguma é um estereótipo de indivíduos religiosos, muitos dos quais são almas gentis e sensíveis, pessoas que estão continuamente se esforçando para refinar-se exatamente por causa de suas crenças. Alguns dos mais nobres, cultivados e espirituais seres humanos na terra são pessoas de fé. O segundo ponto é que um sistema jamais deveria ser julgado por qualquer pessoa ou por um grupo de indivíduos. A religião estabelece um padrão específico para a virtude humana e a justiça. Nenhuma pessoa neste planeta pode chegar ao padrão mais elevado.

O compromisso da vida é alguém que sempre aspire a elevar-se, enquanto conhece suas falhas e que sempre há horizontes maiores a conquistar.O fato de que alguns poucos indivíduos possam ser hipócritas e se comportar de maneiras constrangedoras não se reflete no sistema como um todo, somente na realidade de que o sistema não impede que pessoas tolas façam opções erradas e se comportem de maneira imprópria ou imatura. Não é diferente, dizem, que um cientista falsificar dados é algo que se reflete em todos os cientistas e na ciência.

Porém aqueles poucos (ou alguns a mais) indivíduos que claramente se comportam de maneira contrária ao padrão religioso certamente são capazes de dar um soco que deixa o olho negro – um soco que perdura.

Portanto, em tempos perturbadores como esse, quando religião corrupta e a feiúra da natureza humana ergue sua cabeça, eu gostaria de fazer uma viagem – uma jornada que nos leva três mil anos atrás, ao nascimento da religião.

O que diria o homem que nos deu o monoteísmo e adotou uma vida de virtude, justiça e bondade sobre a religião em nossos tempos? Ele seria capaz de reconhecê-la? Como Avraham reagiria se entrasse numa sinagoga moderna? Ele prontamente se juntaria à mesa de diretores ou se tornaria parte de seu corpo docente? E como ele reagiria a uma briga na sinagoga entre seus tetra-tetra-tetranetos?

Aqui está minha especulação sobre a atitude de Avraham para com a vida religiosa atual.

Coemecemos com a briga. Se Avraham entrasse numa sinagoga e visse a luta que eu presenciei, não tenho dúvidas de que ele choraria. Teria a mesma reação a todas as outras inconsistências acima mencionadas.

Porém a questão maior é se ele sequer entraria numa sinagoga do Século 21? Ficaria à vontade ali? E qual sinagoga, exatamente, ele escolheria?

Avraham ficaria bem perturbado por qualquer casa de D’us que tenha sido transformada numa burocracia. Duvido que Avraham se sentisse confortável em qualquer sinagoga que não desse as boas-vindas igualmente a todo indivíduo, onde toda alma se sentisse em csa.

Talvez seja por isso que Rabi Isaac Luria, o Arizal (um cabalista do Século 16) e o Baal Shem Tov (fundador da Chassidut) – como era costume de outros sábios e místicos – recitasse certas preces no campo na véspera do Shabat. Lemos na porção Chayei Sarah da Torá (Bereshit 24:63): “Yitschac saiu para falar (rezar) no campo.” Yitschac deve ter aprendido isso com alguém antes dele – ninguém menos que seu pai, Avraham1 Algumas preces talvez sejam mais condutivas no campo, em meio à natureza, sem distrações das estruturas feitas pelo homem e instituições. Até mesmo as estruturas onde as preces geralmente são feitas exigem janelas que nos permitem ver e atingir além da estrutura, até o céu. Avraham estaria procurando as janelas…

O Baal Shem Tov certa vez correu para fora de uma sinagoga relativamente vazia, reclamando que o local estava muito lotado, não lhe deixando espaço para rezar. Quando seus alunos perguntaram o que ele queria dizer, o Baal Shem Tov explicou: “O Zohar diz que amor e reverência são como as duas asas de uma ave que leva nossas preces voando até o céu. Nessa sinagoga em particular as preces estavam sendo recitadas sem qualquer sentimento, deixando-as presas ao chão, como pássaros engaiolados, incapazes de voar. A sinagoga portanto estava tão apinhada com aquelas preces “mortas”, que não deixava espaço para o Baal Shem Tov rezar…

Avraham estaria procurando as janelas – pelas preces se elevando e pelos espíritos alados.

Avraham foi um pioneiro do não-conformismo. Desafiou sua família e toda a sua sociedade, rejeitando o paganismo e mapeando um novo curso que mudaria a história para sempre. Não há dúvida de que Avraham, o pai da individualidade e não-conformismo, ficaria chocado ao ver como o caminho Divno que ele iniciou – deixando para trás todas as suas zonas de conforto, e escolhendo para si mesmo e seus filhos uma vida de virtude e serviço – como a religião se tornou tão conformista hoje em dia, muitas vezes asfixiando o espírito humano.

Avraham foi um pensador global com uma visão universal para liderar as pessoas rumo à redenção pessoal e coletiva. Ele claramente acharia estranho que alguns judeus de hoje se tornaram tão paroquiais, e até divisivos, concentrando-se em suas vidas pessoais, e com frequência esquecendo que D’us nos deu um projeto universal para melhorar o mundo em geral. E como as notas musicais numa grande composição, precisamos uns dos outros para realizar nossas aspirações individuais.

Avraham não se isolou em estudo, prece e devoção Divina. Ele abriu sua casa a todos, ele “criou” (inspirou) almas em Charan, ele fez disso a obra de sua vida, não apenas ensinar aos filhos o caminho da integridade e da justiça, como inspirar todos com quem entrava em contato. Como, certamente Avraham se perguntaria, sua atitude confiante e ativa – como uma força a impulsionar o progresso humano – se torna tão defensiva e tentativa?

Avraham foi um apaixonado, uma alma revolucionária que mudou o mundo ao seu redor, em vez de deixar que o mundo o mudasse. O que aconteceu, perguntaria Avraham, que hoje tantas pessoas de fé carecem de paixão e alma? Por que há tantas pessoas mecânicas, que cumprem as mitsvot de cor? E por que as pessoas religiosas hoje em dia são tão afetadas pela sociedade contemporânea (quer elas saibam disso ou não) e pela busca ao dinheiro, que em vez de elas moldarem o mundo, é o mundo que as está moldando? E onde estão os revolucionários?

Porém acima de tudo, Avraham não se retiraria. Ele não escolheria o caminho mais fácil de proteger “a própria pele” e desistir da nossa geração. Se Avraham rezava pelos infiéis de Sodoma, ele certamente faria todo o possível para nos ajudar a libertarmo-nos da nossa letargia.

Avraham certamente encontraria profundo mérito em nós, seus netos. Apesar de todas as perseguições e genocídios, apesar de séculos de opressão, os descendentes de Avraham ainda permanecem. Embora, talvez fracos algumas vezes, talvez inconsistentes, talvez carentes de paixão – mas ainda tentando.

Porém Avraham não se contentaria em achar mérito nas nossas vidas. Ele nos engajaria, desafiaria, tentaria nos habilitar e despertar – ele nos acenderia para pararmos de agir como vítimas e assumir controle de nossas vidas e nossos destinos.

Ele nos imbuiria com profunda confiança (ou melhor ainda, acenderia a confiança que jaz adormecida em nossas almas) para sair e mudar o ambiente em que vivemos.

Sim, de fato, imagine só como Avraham mudaria nosso mundo de cabeça para baixo! Somente pensar nisso pode fazer você estremecer.

É interessante visualizar como um homem que viveu há mais de 3.700 anos reagiria ao nosso mundo e o que ele faria para melhorar a nossa condição.

Então mais uma vez, talvez haja um Avraham conosco hoje. Talvez aquele Avraham esteja dentro de você e de mim…

Fonte: site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !!

Fernando Rizzolo

Política de ‘sim, senhor’ com os EUA é passado, diz assessor de Lula

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quinta-feira em Buenos Aires que a política do “sim, senhor” do Brasil com os Estados Unidos faz parte do “passado” e criticou o governo americano por ter defendido sanções contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Acho que se criou no Brasil a expectativa de que a única relação (com os Estados Unidos) é a do ‘sim, senhor’, mas não é assim. Na política externa há confronto de interesses que são diferentes. A diplomacia existe justamente para organizar isso”, disse Garcia, que participou nesta quinta-feira de um seminário sobre globalização na capital argentina.

O assessor da Presidência, no entanto, afirmou que o Brasil não está “bravo” com os Estados Unidos após a aprovação das sanções contra o Irã e disse que as relações entre os dois países “nunca estiveram tão boas”.

“Tivemos uma divergência. O problema é que, no passado, era a política do ‘sim’, do ‘sim, senhor’. A gente achava que tudo tinha que ser resolvido em acordo com os Estados Unidos. Quando não havia acordo, ficávamos preocupados”, disse.

“Nós temos uma agenda de cooperação muito grande. Nós vamos continuar dialogando e, sempre que tivermos diferenças, vamos dizer”, afirmou.

Na última quarta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma nova rodada de sanções contra o Irã devido a seu programa nuclear.

A medida contou com o apoio dos Estados Unidos e dos outros membros permanentes do Conselho. Brasil e Turquia, membros rotativos do órgão, se colocaram contra a retaliação por avaliarem que ela impede uma solução diplomática para a questão.

‘Ganhador moral’

Comentando a aprovação do novo pacote de sanções, Garcia afirmou acreditar que as medidas de retaliação não terão sucesso em frear o programa nuclear iraniano, que parte da comunidade internacional acredita ter o objetivo de construir armas atômicas, o que é negado por Teerã.

“Se o objetivo disso (das sanções) era frear o programa iraniano, para fins pacíficos, ou para qualquer fim, vai dar exatamente o contrário”, disse Garcia, que ainda afirmou que o Brasil sai como “ganhador moral” na polêmica sobre as sanções e os EUA como “perdedores morais”.

Em entrevista a repórteres brasileiros, Garcia também afirmou que esperava que o governo do presidente Barack Obama trouxesse mudanças à política externa americana, mas que isto “não está ocorrendo”.

“Nós tínhamos expectativa de que haveria uma inflexão do governo Obama e estamos vendo que esta inflexão não está ocorrendo, pelo menos na velocidade e na consistência que esperávamos”, afirmou. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Rizzolo: É claro que aquela política de subserviência aos EUA, aquela de tirar os sapatos na época de FHC, não mais existe. Hoje a relação diplomática entre Brasil e EUA é de respeito mantendo-se a soberania de cada um. Não há interesse brasileiro em um confronto com os EUA, longe disso, existem sim diferentes pontos de vista, e uma expectativa do Brasil de uma maior inflexão de Obama sobre os assuntos internacionais. Contudo continuo entendendo que a postura brasileira de alinhamento com o Irã não foi e nunca será proveitosa do ponto de vista das relações internacionais. Aí vão dizer: Ah! mas é porque o Rizzolo é judeu, até já estou vendo..nada disso, apenas bom senso..



Educação, criatividade e a cultura

Numa sociedade em que os moldes de ensino sempre vieram formatados, prontos para serem seguidos, pouco espaço foi reservado ao valor do desenvolvimento da capacidade criativa dos alunos, quer nas escolas públicas, quer nas escolas particulares, no nosso país. O padrão pedagógico repressor sempre foi um segmento de continuidade de uma formação rígida que tem origem e fundamento nos conceitos cristãos de educação.

Foi com base nessa opinião e a preocupação em desenvolver a sensibilidade no ensino que o filósofo, educador e artista Rudolf Steiner (1861-1925) criou uma linha de pensamento que enxerga o homem além do material. Trata-se da Antroposofia, que prega o conhecimento do ser humano aliando fé e ciência. Sua pedagogia é um reflexo dessa forma de pensar, que sobrevive há um século. Na educação infantil, Steiner via a importância de estimular a imaginação das crianças e dizia que não se deviam oferecer brinquedos industrializados a elas, que já vêm prontos, pois a ideia era construir no imaginário infantil a progressão dos conceitos de educação, de acordo com a compreensão da criança.

Ainda lembro quando, certa vez, uma professora repreendeu um coleguinha do primário, num colégio estadual no qual eu estudava, apenas pelo fato de ele estar na aula de português escrevendo num diário como havia sido seu final de semana na praia. Aquela atitude, na realidade, agrediu a imaginação daquele pequeno aluno de 7 anos, que se viu humilhado durante a aula em função de um ato literário, criativo, da maior relevância.

Os mecanismos de sublimação da imaginação e da criatividade devem ser rechaçados, dando lugar aos estímulos que propiciam a construção de mentes criativas ligadas à arte, às reflexões sociais, às soluções de problemas contemporâneos que constroem o exercício da compreensão da diversidade e do multiculturalismo. Educar nos moldes atuais significa oferecer instrumentos que despertem o vivenciar criativo em bases sólidas, aportando conceitos suplementares e experimentais, enriquecendo o aprendizado e estimulando os alunos a fazerem uso da criatividade para resolver problemas pessoais e até mesmo interpessoais no decorrer da vida.

Talvez meu colega de primário, se estimulado, pudesse se tornar um escritor, um jornalista, assim como tantos outros anônimos que cantam no centro cidade, artistas que saltam nas praças públicas, crianças nos faróis com seus malabares poderiam, enfim, sentir-se realizados e recompensados, empregados, se tivéssemos criado uma formação educacional cultural em que a arte e a criatividade fossem a mola propulsora do ensino – um ensino baseado no enlace entre a formação tradicional e o despertar da arte e da sensibilidade, com um novo olhar do educador ao prestigiar as manifestações criativas dos alunos ou, quem sabe, destes aplaudindo a leitura, feita pelo professor, das partes do diário de um menino criativo, pouco interessado numa aula de português.

Fernando Rizzolo

Com sanções, Ahmadinejad cancela acordo nuclear com Brasil e Turquia

Antes mesmo de oficializadas as sanções contra o Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, o presidente Mahmoud Ahmadinejad informou que o acordo fechado em 17 de maio com o Brasil e a Turquia estaria cancelado se a pena fosse aplicada.

Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram junto com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, um acordo segundo o qual o Irã entregaria 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido em troca de combustível nuclear especial para um reator de pesquisa médica para tratar pacientes com câncer. A ideia seria reduzir o estoque iraniano de material nuclear enriquecido e viabilizar o uso pacífico da tecnologia, o que demonstraria a boa vontade do regime islâmico.

Antes do início da reunião do Conselho de Segurança, os Estados Unidos rejeitaram o acordo nuclear.

O acordo trilateral “não leva em conta o fato de que o Irã não cumpre com suas obrigações de não-proliferação (nuclear)”, afirmou Glynn Davies, durante seu discurso no plenário do Conselho de Governadores da AIEA em Viena. Davis destacou, no entanto, hoje que o novo acordo “deixa o Irã com reservas substanciais (de urânio), o que reduz a confiança da proposta original”.

As potências ocidentais afirmam que o acordo Irã-Brasil-Turquia ressuscita uma oferta similar feita pela AIEA e não atende dúvidas-chave sobre o programa nuclear iraniano, que eles afirmam ter o objetivo de desenvolver armas atômicas, o que o Irã nega.

Uma das principais preocupações ocidentais é com o crescimento do estoque de urânio de baixo enriquecimento e com o anúncio do país de que continuará enriquecendo urânio em um grau maio, independentemente do acordo mediado pelo Brasil.

uol

Rizzolo: Até entendo a boa intenção do governo Lula em promover o entendimento entre o Irã e os demais países, mesmo porque os EUA e a Europa sabiam da tentativa e não se opuseram. Contudo, do ponto de vista da política externa, o Brasil jamais deveria insistir nessa aproximação com o Irã, uma vez que o Ocidente todo desaprova, condena e adverte; isso significa a meu ver, um viés equivocado da política externa brasileira na condução de um assunto tão delicado: a não proliferação nuclear. Sabemos da condição de peso atualmente do Brasil nas relações internacionais, mas se envolver num assunto tão controverso é sempre complicado e pode trazer mais desvantagens do que prestígio internacional. Apenas uma observação, minha opinião nada tem a ver com a minha condição judaica, e sim no âmbito das relações internacionais.

Serra diz que, ao contrário da Bolívia, Colômbia não faz “corpo mole” ao tráfico

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta terça-feira (8) que o governo da Colômbia, ao contrário do da Bolívia, “não faz corpo mole” no combate ao fornecimento de drogas para o Brasil. Ele havia dito que o governo de Evo Morales era “cúmplice” no tráfico de drogas.

Segundo um relatório divulgado pela Jife (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) em fevereiro deste ano, a Colômbia registra o maior número de apreensões de cocaína e de laboratórios destruídos em toda a região.

Serra, no entanto, disse que sua crítica à Bolívia valia para qualquer nação que fornecesse drogas ao país. O tucano se encontrou em São Paulo com especialistas em dependência química e familiares de dependentes para ouvir suas propostas para o tema.

O ex-governador de São Paulo prometeu que, se eleito, irá “fortalecer a ação de compate ao contrabando e repressão ao tráfico”. Ele disse ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) irá financiar internações de dependentes químicos em clínicas especializadas.

Na avaliação do pré-candidato, a atual estrutura institucional do governo federal para o combate às drogas é inadequada. “O esquema Senad [Secretaria Nacional Antidrogas] mais o Ministério da Saúde não funciona”, criticou o presidenciável.

“Tem gente que é contra clinicas especializadas com internação”, disse Serra, em referência à ausência deste modelo na proposta de combate às drogas recentemente elaborada pelo governo. “Acho que o SUS tem que chegar às comunidades terapêuticas”, afirmou.

Uol

Rizzolo: Entendo que esta postura acusatória do pré-candidato Serra em relação ao governo da Bolívia é por demais prejudicial ao Brasil em termos do bom convívio com os países da América Latina. Dar como exemplo a Colômbia contrapondo com a Bolívia no combate ao tráfico é como se quisesse jogar um contra o outro, desqualificando o governo boliviano. Denota sim o espírito acusador de quem se utiliza de todas as formas para se ter um discurso plausível eleitoreiro. A acusação do dossiê, faz parte também de toda essa lógica tucana acusatória, que tem como mote “criar um discurso”. Realmente com todos as vertentes econômicas, sociais, e de popularidade a favor do governo , fica difícil para o PSDB criar um discurso de oposição, e nesse vale tudo, vale a falta de visão de política externa, constrangendo e desconstruindo tudo aquilo que o Brasil realizou no campo da cooperação e respeito em relação aos nosso vizinhos da América Latina. Uma pena isso.

Charge do M. Aurélio para o Zero Hora

PIB do 1 º trimestre cresce 9% na comparação anual

SÃO PAULO – O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 9% no primeiro trimestre de 2010 ante o mesmo período do ano anterior, segundo divulgou nesta terça-feira, 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro das estimativas do AE Projeções, que variavam de 7,74% a 9,20%, com mediana de 8,55%. Em 12 meses, o PIB acumula alta de 2,4%.

Na comparação com quarto trimestre de 2009, o PIB apresentou alta de 2,7%, também dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (2,20% a 3,10%) e acima da mediana projetada de 2,50%. Ainda segundo o IBGE, o PIB do primeiro trimestre somou R$ 826,4 bilhões.

Indústria é destaque entre os setores

O PIB da indústria cresceu 4,2% no primeiro trimestre de 2010 ante o quarto trimestre de 2009. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2009, o PIB do setor subiu 14,6%.

Segundo o IBGE, o PIB da agropecuária subiu 2,7% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o quarto trimestre do ano passado. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor cresceu 5,1%.

O PIB de serviços, por sua vez, registrou expansão de 1,9% no primeiro trimestre, ante o quarto trimestre de 2009 e de 5,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Investimentos

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 7,4% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre do ano passado. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2009, a FBCF subiu 26,0% no primeiro trimestre deste ano.

Ainda segundo o IBGE, a taxa de investimento (FBCF/PIB) ficou em 18,0% no primeiro trimestre deste ano. No primeiro trimestre do ano passado, a taxa de investimento foi de 16,3%.

agencia estado
Rizzolo: Bem, poderíamos até estar crescendo mais, se não fosse as taxas de juro, contudo é um número fantástico. O resultado está de acordo com as projeções do mercado, que previa um crescimento entre 2,2% a 3,1%, comparado ao trimestre imediatamente anterior (na série que descarta variações sazonais). A média das projeções de 2,5% indicava um ritmo anualizado de 10,2%. Já em relação ao crescimento no primeiro trimestre, comparado a igual período de 2009, as projeções variaram entre 7,74% e 9,20%, com media de 8,55%. É evidente que, qualquer número de 2% a 3% significa um ritmo muito forte, e é nessa direção que tudo indica o nosso caminho econômico neste ano. A forte expansão no período equivale na realidade, a um crescimento no ritmo chinês.