Serra não comenta queda na pesquisa Datafolha

Questionado sobre a queda na última pesquisa Datafolha – que aponta uma vantagem de 17 pontos para a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff e uma possível vitória ainda no primeiro turno – o candidato demo-tucano José Serra se negou a comentar os números.

“Não comento pesquisa”, voltou a dizer Serra durante manifestação em Duque de Caxias, a 15 km da capital fluminense.

A pesquisa reforça a queda do candidato tucano nas intenções de votos nas últimas pesquisas. Os índices mostram Dilma com 47% e Serra com 30% dos votos.

Serra declarou que as duas ações no TSE pedidas pela coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da chapa de Dilma, para tirar tempo de seu programa eleitoral são apenas factóides. “Isso é para atrair atenção e fazer com que os jornalistas perguntem. São bobagens, factóides, sem importância nenhuma”, afirmou.

A coligação argumenta que a citação de Lula no jingle de Serra pode confundir o eleitor. O tucano voltou a dizer que o PT tem a tradição “de atacar e processar as vítimas”.

Ao contrário de Serra, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra comentou os últimos números divulgados. “Já tínhamos nos preparado para este impacto”, disse.

O tucano afirmou que “com o conhecimento que ela (Dilma) ganhou através da propaganda eleitoral e com a ingestão de Lula, era esperada a reação do eleitorado”.

Com informações Portal Terra

Rizzolo: Realmente a situação de Serra do ponto de vista eleitoral esta complicada. A cada dia as pesquisas apontam uma vitória de Dilma já no primeiro turno, o mais interessante nisso tudo, é que os tucanos não imaginavam a capacidade e desenvoltura da candidatura Dilma. Fica evidente contudo, que existe sim um empréstimo eleitoral de prestigio advindo de Lula, porém a esta altura Dilma já iniciou um leve descolamento da figura do presidente, haja vista a propaganda eleitoral em que na sua maior parte trata da vida da candidata. Outra questão que colabora para a queda de Serra, é a sua disposição ao autoritarismo, ao centralismo, e acima de tudo seu olhar de “homem da direita” explorando o discurso conservador que só agrada setores da elite, antipatizando se com a grande massa.

D’us Em Plena Campanha

*Por Yanki Tauber

Um presidente tem quatro anos entre as eleições, um deputado precisa renovar seu mandato a cada quatro anos, enquanto os ditadores permanecem no cargo durante o tempo que quiserem, desde que consigam manter seus generais felizes (ou apavorados). Porém D’us passa pela reeleição todos os anos.

Em todo Rosh Hashaná, (ano novo judaico) coroamos D’us como rei. Segundo os cabalistas, sem esta coroação anual (efetuada pela nossa decisão de nos submetermos à soberania Divina, nossa recitação dos “versículos de soberania” incluídos nas preces especiais do dia, e pelo toque do shofar), o “reinado” de D’us não seria renovado, e a totalidade da criação – que deriva do desejo Divino de ser rei – deixaria de existir. (Geralmente não pensamos sobre reis precisando de eleição para manter o cargo, mas isso é porque a palavra “rei” é uma tradução um tanto inexata da palavra hebraica “melech”. Um “melech”, por definição, é um soberano cujo reinado deriva do desejo e livre escolha de um povo de submeter-se ao seu governo. Um rei que reina por força ou exploração não é um “melech”, e sim meramente um moshel ou “governante”.)

Como D’us Se prepara para Sua reeleição anual?

Ele simplesmente Se senta em Seu palácio confiando em nosso bom senso para proclamá-Lo como rei novamente? Ele saiu atrás do voto, misturando-Se com as massas, dando apertos e beijinhos nos bebês? Eis aqui como o mestre chassídico Rebe Shneur Zalman de Liadi (1745-1812), descreve o mês de Elul – o mês que precede a coroação Divina em Rosh Hashaná:

É como um rei que, antes de entrar na cidade, o povo sai para saudá-lo no campo. Ali, todos que desejarem podem encontrá-lo; ele recebe a todos com um semblante alegre e mostra uma face sorridente a todos. E quando ele vai para a cidade, eles o seguem até lá. Mais tarde, porém, depois que ele entra no palácio real, ninguém pode entrar em sua presença exceto com audiência marcada, e apenas pessoas especiais e selecionadas. Assim também, por analogia, o mês de Elul é quando encontramos D’us no campo…

(Licutê Torá, Reê 32 b; veja também Licutê Sichot, vol. II pág. 632 ff.)

Embora essa descrição tenha alguma semelhança com um político concorrendo para um cargo numa democracia moderna, existem, obviamente, algumas diferenças. Tais como o fato de que uma promessa de campanha feita por D’us é muito mais provável de ser cumprida do que aquela feita pelo típico candidato a um cargo.

Entramos no mês de elul. O rei está no campo; se você precisar de algo da parte Dele, agora é a hora de pedir.

Fonte: Site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Charge do Dálcio para o Correio Popular

Serra acusa PT de intimidar e censurar imprensa

RIO – Em um duro discurso, o candidato do PSDB à Presidência,José Serra, acusou nesta quinta-feira, 19, o governo federal e o PT de tentarem, nos últimos anos, intimidar e censurar a imprensa, durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais no Rio de Janeiro.

Sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra disse que as tentativas de censurar o setor de comunicação social se dão de três formas. A primeira, segundo, ele, é a “democrática entre aspas”, pela realização de conferências como as de Comunicação, Direitos Humanos e Cultura, que, afirmou, “se voltaram de fato para o controle da nossa imprensa, através do suposto controle da sociedade civil.”

“Quantas pessoas participam dessas conferências? Quinze mil? Vinte mil? Isso não representa o povo brasileiro. Representa um partido e setores que revelaram uma certa porosidade. São feitas com dinheiro público, são de um partido e de frações de um partido, do PT”, afirmou ele, acrescentando que esses encontros geraram cerca de 600 projetos de lei que estão no Congresso.

Serra também acusou o governo de tentar intimidar o setor de comunicação, pela ameaça de restrições à publicidade de certos produtos, e denunciou a existência de um suposto patrulhamento exercido contra profissionais de imprensa. O candidato também criticou a TV Brasil, mantida pela estatal Empresa Brasil de Comunicação, e criticou a Lei Eleitoral, que, afirmou, impõe um “isentismo” obrigando jornalistas a se preocupar com versões, não com fatos.

O candidato admitiu que às vezes reclama da ação da imprensa, mas afirmou que não o faz com o ânimo de quem quer censurar. “É muito diferente de ter um aparelho de Estado que se organiza para trazer sob seus desígnios o jornalismo, usar a opressão do Estado através de pronunciamentos, de pressão econômica, pressão de chantagem, pressão de patrulhamento em favor de um partido”, atacou.

Depois do discurso, Serra assinou a Declaração de Chapultepec (documento lançado em 1994 no México em defesa da liberdade de imprensa) e, em entrevista, se recusou a responder a perguntas sobre as críticas que fizera ao PT e ao governo no discurso. A candidata do PT, Dilma Rousseff, é esperada para participar do encontro à tarde. Marina Silva (PV) irá amanhã ao encontro.
estadão

Rizzolo: Bem na verdade Serra está desesperado. A falta de discurso da oposição faz as argumentações de Serra migrarem para o pouco bom senso nas discussões das questões essenciais. Na concepção errada de visão de Direitos Humanos, Serra desvirtua a origem dos ideais democráticos acusando o viés participativo das conferências como as de Comunicação, Direitos Humanos e Cultura. Portanto, em vista disso, tenta ele capitalizar através do terror e do medo postulando desqualificar o governo Lula. Sinceramente entendo que não é por esse caminho de ataque sem sentido que os eleitores poderão ser sensibilizados a votar no Sr. Serra.

Justiça impede reajuste para quem completar 60 anos

A Justiça Federal em Belo Horizonte condenou a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a alterar suas resoluções para que “nenhum idoso, em todo o País, tenha sua contraprestação nos planos de saúde aumentada em razão de atingir 60 anos”. E determinou que a ANS faça ampla divulgação da sentença e que exija de todas as operadoras de planos de saúde no Brasil o cumprimento do Estatuto. Ainda cabe recurso.

As operadoras de saúde, no entanto, entendem que o Estatuto do Idoso somente se aplicaria aos contratos firmados depois de 2004, ano em que a regra entrou em vigor.

O Ministério Público Federal defendeu que a lei é norma de ordem pública e, por isso, deve retroagir, prevalecendo sobre qualquer contrato, independentemente de quando foi firmado. O juiz de Belo Horizonte, Lincoln Pinheiro Costa, concordou. Segundo ele, “a liberdade de contratar encontra limite na função social do contrato”. E a função social de um contrato de prestação de serviço de atendimento médico e hospitalar é assegurar o acesso à saúde ao contratante.
grande ABC

Rizzolo: Com toda razão a posição do Ministério Público é louvada. Não podemos aceitar que os idosos no momento em que mais necessitam dos planos de saúde, sofram um golpe financeiro imposto pelo aumento descabido de suas mensalidades. Observa-se que em muitos planos o valor dobra, fazendo com que ocorra uma verdadeira desestabilização do orçamento do idoso jogando-o para o desalento. O Estatuto do Idoso está aí para ser cumprido, e sua aplicabilidade é sim de interesse de ordem publica. Vamos lutar contra os abusos, preciso do seu voto.

Charge do Samuca para o Diário de Pernambuco

Serra não soube avaliar profundidade da crise, diz Dilma

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que o presidenciável tucano, José Serra, fez uma avaliação equivocada da crise financeira internacional quando era governador de São Paulo. “Acho que você teve uma avaliação errada da crise e achou que seria mais profunda do que foi”, afirmou Dilma, durante debate promovido na capital paulista pelo jornal “Folha de S.Paulo” e pelo portal UOL, criticando a adoção do sistema de substituição tributária pelo governo paulista.

“Até seria (mais profunda), se usássemos os padrões vigentes no governo anterior”, disse, acusando o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de “quebrar o País” durante sua gestão frente às crises internacionais. Dilma afirmou que o governo federal reduziu impostos durante a crise internacional para estimular o crescimento econômico e disse que a substituição tributária teve efeito contrário, uma vez que o sistema concentra e aumenta a arrecadação em um primeiro momento.

Serra acusou Dilma de se prender ao passado e disse que o governo federal elevou os impostos incidentes sobre os investimentos em saneamento básico e energia elétrica. “Você fica tão ligada para trás, seu espelho retrovisor é maior que o para-brisa.” Dilma afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva investiu R$ 40 bilhões em saneamento, enquanto o governo FHC não ultrapassou os R$ 300 milhões. “Acho que discutir saneamento era algo que você não deveria tentar”, ironizou.
Estadão
Rizzolo: Não há dúvida que o governo Lula soube com eficácia lidar com a turbulência internacional, até porque os bancos não estavam na época tão alavancados, e já Brasil havia uma regulamentação do setor financeiro, ao contrário dos EUA. Soube também o governo federal, desonerar setores da economia mais atingidos pela crise internacional. Com estas medidas e outras, o Brasil ficou pouco vulnerável à turbulência financeira, e negar isso é desconstruir a realidade dos fatos. Mesmo na questão de saneamento básico, o governo Lula priorizou o investimento e é necessário reconhecermos também esse dado.

Policiais de penitenciárias invadem Câmara

Sem votar nada, o esforço concentrado da Câmara terminou hoje à noite com a invasão do Salão Verde, principal acesso ao plenário da Casa, por cerca de 200 agentes policiais de penitenciárias. Os policiais penais decidiram invadir a Câmara depois que o vice-presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), encerrou a sessão sem que nada fosse votado.

Esta é a segunda vez, em agosto, que os deputados são convocados para ir à Câmara, mas nada é votado. Os policiais penais conseguiram ficar acampados no Salão Verde da Câmara depois de forçar uma das entradas secundárias da Casa. Após muito empurra-empurra, com direito a lata de lixo e extintor de incêndio voando, os agentes atropelaram os cerca de 30 seguranças da Câmara, que tentaram impedir o “arrastão”. Os invasores percorreram cerca de 100 metros pelos corredores da Câmara até chegarem às portas do plenário.

Os policiais reivindicam a aprovação de emenda constitucional (PEC 308), que regulamenta a carreira e aumenta os salários da categoria. “Tinha um acordo para que nós entrássemos, mas resolveram nos tratar como bandidos, barrar nossa entrada e nos escorraçar daqui”, reclamou Jânio Gandra, presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores das Polícias Civis.

Os policiais penais prometiam passar a noite no Salão Verde da Câmara. Até as 21 horas, nenhum parlamentar havia aparecido para negociar com a categoria. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), não esteve hoje na Casa. Uma sessão da Câmara está marcada para amanhã à tarde, mas a avaliação de lideranças partidárias é que dificilmente haverá votação. A PEC 308 sequer está na pauta de votação da Casa. Mas, segundo os policiais, havia uma promessa para que a proposta fosse apreciada pelos deputados antes das eleições de outubro.
estadão

Rizzolo: Coincidentemente, acabei de escrever um artigo sobre essa questão dos salários dos profissionais da segurança publica. Não há como darmos continuidade a qualquer projeto de inclusão educacional ou social, se a questão da ordem pública não estiver bem resolvida, e quando me refiro a uma política de segurança publica bem resolvida, ela passa acima de tudo pleo viés salarial dos profissionais. Procrastinar aumentos dignos aos profissionais policiais de penitenciária, por exemplo, significa dar oportunidade para o aumento do crime organizado. Seja qual for o policial militar civil ou federal, é de suma importância a sua remuneração, até pela periculosidade que estes estão envolvidos. Quando falamos em educação, não podemos conceber que não haja a devida proteção aos jovens do outro lado do muro da escola, no combate ao tráfico e a criminalidade em geral.

O dia em que Lula se despediu

Toda manhã, como se isso já fosse rotina, ele voltava para casa com uma sacola contendo alguns produtos embrulhados num papel-jornal. Caminhava daquele seu jeito de menino pobre, meio se esforçando para andar com o peso daquele saco, pisando firme na estrada de terra de mais ou menos dois quilômetros, a distância entre sua casa e a venda. De olhar franzino, pernas finas, rosto moreno e cabelo mal cortado, ele fazia aquele trajeto todos os dias.

De vez em quando passava um caminhão pela estrada empoeirada, e lá já não se via mais ele, até a poeira assentar. Mateusinho era seu nome, e assim ele era conhecido em Potuverá, um bairro da periferia de Itapecerica da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. Era filho de dona Eunice, desempregada, costureira, mãe solteira, que vivia do Bolsa-Família, o que, segundo ela, “ajudava a criar Mateusinho”. Vez ou outra eu levava algumas roupas à sua casa para ajustar, fazer barra, reforçar os botões, essas coisas que costureiras de bairro costumam fazer. Sua casa era humilde, de móveis pobres, e havia uma mesa simples, com toalha de plástico, que cheirava a café feito na hora. Num canto da sala, perto da TV, havia uma imagem do presidente Lula, dessas que se recortam em revistas.

Ainda me lembro da última vez em que lá estive. Mateusinho estava se preparando para ir à escola, e num gesto amistoso, ainda segurando minhas roupas nas mãos, a serem entregues a dona Eunice para o devido reparo, eu disse a ele: “Tudo bem, Mateusinho? Te vejo sempre pela manhã, na estrada, a caminho da venda”. Num gesto tímido de criança, ele me olhou e balançou a cabeça, como se dissesse “sim”. Com olhar de mãe orgulhosa, rindo, dona Eunice completou minha frase e disse a Mateusinho: “Diz bom-dia pro moço”. Então, desajeitado, ele sorriu e disse “Bom dia”, com voz baixinha.

Quando já estava de saída, eu disse a dona Eunice: “A senhora gosta do Lula, não é? Vi a foto dele lá perto da TV”. Tão logo concluí a pergunta, percebi que Mateusinho olhou para mim e num sorriso se antecipou e disse: “Ela gosta do Lula e eu também”. Dona Eunice balançou a cabeça, como quem agradecesse ao presidente, e completou: “Adoramos o Lula”. Foi naquele momento que percebi que aquela fotografia, meio perdida ao lado da TV, para aquela família simples, pobre e sem recursos, significava mais que uma foto – Lula ali era um pai, um pai que naquela casa nunca existira. Dei-me conta também de que o trajeto diário de Mateusinho entre sua casa e a venda, como se cumprisse uma oração, era a possibilidade daquela família pobre, através do Bolsa-Família, de comprar uma manteiga, um pão e um leite que alimentavam mãe e filho e davam o mínimo de dignidade e segurança àquela união familiar destroçada pelo destino, como tantas por este Brasil.

Já no portão, despedindo-me, comentei: “Logo o presidente Lula vai nos deixar, não é? Vai acabar seu mandato”. E complementando ainda fiz uma observação: “Acho que o dia em que a gente acordar e souber que o Brasil não mais terá o Lula a gente vai sentir, não é?”. Foi quando os olhos de dona Eunice marejaram, e de mãos dadas com o seu Mateusinho ambos me olharam com cara de quem queria chorar. Naquelas mãos dadas entre mãe e filho, vi mais que tristeza nos olhos dos dois – vi receio, saudade e gratidão de gente que nunca teve nada por um presidente que serviu de pai e supriu a lacuna da miséria e da desesperança, com inúmeros projetos de inclusão social. Ao abrir o portão, dona Eunice me olhou e, apertando mais ainda a mãozinha de Mateusinho e a minha, me disse, com os olhos cheios de lágrimas: “Não quero nem pensar nesse dia, doutor. Pra mim vai ser igual à despedida de um pai, vou me acabar de chorar.”

Fernando Rizzolo

Talebã executa casal ‘adúltero’ por apedrejamento

Autoridades da província de Kunduz, no Afeganistão, afirmaram nesta segunda-feira que um homem e uma mulher foram executados a pedradas em um vilarejo sob controle do Talebã.

Ambos foram executados após serem acusados de ter um caso. Segundo os relatos, o homem tinha uma esposa e a mulher estava noiva.

Testemunhas disseram à BBC que o casal foi apedrejado em um mercado lotado no vilarejo de Mullah Quli no domingo.

Antes da execução da sentença, membros do Talebã afirmaram que o casal confessou o caso.

No início deste mês, relatos deram conta de que o Talebã castigou com chicotadas e depois matou uma mulher grávida na província de Baghdis.

Contra o apedrejamento
A lei islâmica, ou Sharia, pune com castigos públicos o sexo entre pessoas não casadas. O apedrejamento até a morte é a pena para os condenados por casos extraconjugais.

Durante os anos em que controlou todo o Afeganistão (1996-2001), o Talebã aplicou com rigor esses princípios.

Organizações ocidentais de direitos humanos pedem o fim deste tipo de punição, normalmente aplicada após julgamentos sumários e muitas vezes somente à mulher.

A Anistia Internacional e o movimento Stop Stonning qualificam a prática de “brutal”.

O caso de maior repercussão atualmente é o da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, que já foi punida com chicotadas pela acusação de adultério no Irã.

Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento, mas diversos governos e organizações ao redor do mundo pediram clemência ao governo iraniano.

Até o Brasil já ofereceu asilo à condenada – Teerã diz que nunca recebeu uma comunicação formal do governo brasileiro. Quando a oferta foi feita, o governo iraniano disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava “mal informado” sobre o caso de Sakineh.

Na semana passada, a TV estatal iraniana divulgou o que disse ser uma confissão voluntária da mulher, mas organizações de direitos humanos disseram crer que a admissão foi feita sob tortura.

Rizzolo:Infelizmente o fundamentalismo religioso das teocracias é um dos maiores problemas na esfera dos Direitos Humanos na atualidade. Com efeito a comunidade internacional se mobiliza para que essa aberração desumana não se concretize. Um país por mais religioso que seja, não deve tomar como medida executória formas de punição que agridam o ser humano, como as execuções do Irã legitimadas por valores que saltam aos olhos do mundo.

Dilma ultrapassa Serra em Minas e avança no Sul

A candidata petista Dilma Rousseff (PT) amplia sua vantagem para o adversário tucano, José Serra, em todos o Estados pesquisados pelo instituto Datafolha, segundo parte da pesquisa divulgada neste sábado. Ela passou o candidato do PSDB, em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e fiel da balança na disputa entre as forças conservadoras, representadas pela aliança entre o PSDB, DEM e PPS, e a aliança de 10 partidos, que atualmente governa o país, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma agora lidera em todas as regiões do país, exceto nos Estados do Sul, onde avança desde que iniciou a corrida presidencial.

Segundo estudo realizado entre 20 a 23 de julho, o Sudeste estava dividido entre Dilma e Serra, com um Estado para cada um e Minas Gerais divido entre ambos. Desta vez, no entanto, Dilma não só amplia em dez pontos sua vantagem no Rio de Janeiro mas também seria vitoriosa em Minas, com 41% das intenções de voto, contra 34% de Serra, se a eleição fosse hoje. Na situação anterior a divisão era de 35% a 38%, respectivamente. Em São Paulo, a petista avança no interior do Estado.
correio do Brasil

Rizzolo: As previsões se confirmam, a candidata Dilma dispara por todos os Estados. A razão principal deste fato, no meu entender, é o discurso vazio da oposição. Serra não se coloca como um opositor, até porque se assim o fizesse, se daria mal em virtude da popularidade do governo Lula, e a grande massa, tem receio de que com Serra os avanços sociais terminem. Até nessa questão o tucano também peca em não reafirmar a continuidade dos projetos de inclusão deixando margem para dúvidas ao eleitorado. De nada adianta argumentar no esteio do medo, isso faz o povo ficar mais desconfiado, pois a figura de Serra está intimamente ligada à elite desse país, no imaginário do povo.

Charge do Ique para o JB online

“A onça vai beber água”, Coluna Carlos Brickmann

Coluna de domingo, 15 de agosto

Era uma vez, há muitos e muitos anos, naquelas campanhas em que Paulo Maluf saía disparado na frente, com mais pontos que todos os adversários somados. Um dia, o grande jornalista Oliveiros S. Ferreira, cientista político e diretor de Redação de O Estado de S.Paulo, comentou: “Enfim, vai começar a campanha!”. Maluf, perpetuamente em campanha, não entendeu. E Oliveiros explicou: iria começar o horário eleitoral gratuito – este, sim, a campanha de verdade.

O mundo muda quando a TV entra no jogo. Fernando Henrique era prefeito de São Paulo, mas quem levou foi Jânio Quadros. Maluf seria prefeito, com larga vantagem sobre seu principal adversário, João Leiva, e Erundina ganhou. Paes de Andrade tinha a eleição tão segura que até parou de fazer campanha, e Maria Luiza Fontenelle chegou à Prefeitura de Fortaleza. Paulo Souto era favoritíssimo ao Governo da Bahia e Jaques Wagner ganhou no primeiro turno. Gilberto Kassab estava lá em baixo nas pesquisas, fez excelente campanha na TV e derrotou dois pesos-pesados da política paulista, Geraldo Alckmin e Marta Suplicy.

No segundo turno das eleições de 1989, entre os hoje aliados Lula e Fernando Collor, Lula subia consistentemente e Collor perdia fôlego. O jornalista Ferreira Netto, collorido de primeira hora, procurou seu candidato: “Você começou como Super-Homem e virou o Clark Kent. Vá para a briga!” Collor levou Mirian Cordeiro, mãe de uma filha de Lula, para um explosivo depoimento na TV. Ganhou.

Oliveiros tinha razão: a campanha começa agora (e aquela? Maluf perdeu).

Depois de amanhã…

A campanha de verdade começa depois de amanhã e vai até 30 de setembro. São dois blocos diários: das 13h às 13h50 e das 20h30 às 21h20 (sim, a novela vai atrasar). E há os anúncios curtos, espalhados por toda a programação.

…vai ser outro dia

O maior tempo de TV é de Dilma, 10m39s – quase metade do total. Serra tem 7m19s. Marina, 1m23s. Plínio, 1m02s. Os demais, 56 segundos cada. Dilma e Serra têm boas equipes e tempo suficiente para levar vantagem na disputa.

E viva a democracia

Eleição não é santa mas faz milagres. Lula acaba de antecipar a primeira metade do 13º dos aposentados para pagamento até o 5º dia útil de setembro, pertinho das eleições. Mas fez isso porque é bonzinho e não por causa da campanha.

Papo cabeça

O que mais chamou a atenção deste colunista, no debate da Rede Bandeirantes entre os candidatos ao Governo paulista, foi o cuidado que os principais concorrentes dispensaram ao que está fora da cabeça: um pinta a cabeleira com uma cor inacreditável, dois espalham cuidadosamente os cabelos restantes para esconder a careca, um cortou o rabichinho que usou por tantos anos. Só o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ficou tranquilo: não tem cabelos com que se preocupar, nem adversários que perguntem sobre sua súbita conversão ao socialismo.

Promessas e realidade

Candidato promete tudo. Mas a vida real é meio diferente. Dia 9, 19h30, na elegante região dos Jardins, São Paulo. Na esquina da alameda Lorena com avenida Nove de Julho, o trânsito para longamente no farol. Um rapaz se aproxima agressivamente do carro de nossa leitora, bate forte no vidro, enquanto outro assegura a retaguarda. O carro andou, os jovens abordaram outros veículos, nossa leitora ligou 190, o telefone da PM. Foi uma longa conversa: o atendente queria saber de que cor eram, que roupa usavam (e o tempo passando). O endereço, Nove de Julho com Lorena, conhecido de qualquer paulistano, teve de ser repetido três vezes. Viatura policial? Alguma hora dessas, quando houver disposição.

O juiz do Mensalão

Se o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, está momentaneamente impossibilitado de trabalhar, é de elementar justiça que fique fora do serviço até que sua saúde esteja recuperada. Se seu problema se manifesta quando passa longo tempo sentado, isso não o impossibilita de visitar amigos, de tomar uma cerveja no balcão do bar, nada disso. O problema é outro: enquanto as licenças (justificadíssimas) do ministro Joaquim Barbosa se estendem, o julgamento do Mensalão, que está em suas mãos, talvez se atrase. E isso é mau.

Lei, lei – que é isso?

O dono de uma empresa de exploração de petróleo chama a imprensa e diz que encontrou grandes jazidas de gás natural. Outra empresa discute publicamente a quantia que deve pagar por petróleo que ainda não foi extraído, mas que o Governo lhe cederá para aumentar sua capitalização. As duas empresas são cotadas em Bolsa. Há normas para divulgação de acontecimentos desse tipo que, acredita este colunista, talvez não tenham sido seguidas. Com isso, há acionistas que poderão ser prejudicados, há acionistas que poderão ser beneficiados. Antigamente, havia autoridades que fiscalizavam esse comportamento. Onde estarão?

Travesseiro, cobertor

Prepare-se: depois de amanhã, debate entre os candidatos a vice, Michel Temer e Indio da Costa, no O Estado de S.Paulo. Só para quem adora campanha.

Fogo atinge favela na Zona Leste de São Paulo

Um incêndio atingia no fim da tarde desta sexta-feira (13) a Favela Tiquatira, na Avenida Gabriela Mistral, na Penha, Zona Leste de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Por volta das 17h30, 18 equipes da corporação estavam no local. Ainda não havia, no horário, informações sobre feridos. O fogo é de grandes proporções e consumiu muitos barracos da favela.

As chamas começaram por volta das 16h50, de acordo com os bombeiros. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou totalmente o Viaduto General Milton Tavares de Souza, que liga parte da Zona Leste à Marginal Tietê. Alguns barracos da Tiquatira ficam sob o viaduto, que era usado pelos bombeiros para jogar água no fogo.

A mesma favela foi atingida por um incêndio no dia 11 de julho. Cerca de 200 famílias ficaram desabrigadas e, na ocasião, o fogo atingiu uma área de cerca de 3 mil metros quadrados
G1

Rizzolo: O incêndio da favela Tiquatira, a tragedia d Fundação Casa de Campinas, tudo isso que ocorreu hoje, faz parte do elenco de medidas que não foram tomadas por parte do Estado nas questões de segurança pública, de habitação, da saúde e acima de tudo no âmbito da educação. O mais trágico nisso tudo, é que a população menos favorecida é a que sofre mais com toda essa falta de atenção. Trazer dignidade e segurança nas favelas, deveria fazer parte de um projeto maior na área de segurança pública, porém com os míseros salários dos policiais em São Paulo, tudo acaba se tornando refém do crime organizado. Duas áreas essências a serem atendidas com urgência: Educação e Segurança Pública, pagar bem professores, investir na Escola de Tempo Integral e dar salários dignos ao policiais civis e militares em São Paulo. A cidade está abandonada !!!

Controlando seu Adolescente

*Por Daniel Schonbuch

Controle

À medida que os filhos se movem da infância para a pré-adolescência, têm uma crescente necessidade de adquirir controle sobre seu ambiente. Para satisfazer essa necessidade, deve-se dar aos adolescentes um poder razoável de fazer opções sobre aquilo que comem, com quem brincam, e em quais atividades extra-curriculares desejam participar. Eles precisam ter a oportunidade de fazer escolhas que acham importantes em diferentes áreas de sua vida.

Os pais podem encontram muitas maneiras de habilitar os adolescentes com segurança, sem permitir que façam opções perigosas. Adolescentes podem fazer escolhas seguras quando compram roupas, planejam viagens em família, ou escolhem seus presentes de aniversário.

Na maior parte do tempo a importância das escolhas não importa; até pequenas decisões podem fazer diferença e permitir que sintam que podem satisfazer seu desejo de controle de forma saudável. Seja comer sorvete de chocolate ou baunilha, a que horas reunir-se com os amigos, ou quais dias são melhores para um passeio em família são igualmente importantes. Embora algumas opções pareçam inconsequentes, o que importa é a sensação que os adolescentes têm de que receberam o poder para optar.

Certa vez aconselhei uma família cujo filho mais velho tinha dificuldade em se sentar por um longo tempo na mesa do Shabat. Como primogênito, ele parecia ter um forte desejo de controle e se sentia velho demais para ficar sentado com seus irmãos e irmãs mais novos. Sugeri ao pai que ele fizesse do filho um parceiro administrando a refeição do Shabat e entregando a ele alguma responsabilidade, como dar presentes aos outros filhos pelo bom comportamento. Quase imediatamente, o adolescente se sentiu valorizado à mesa e ficou mais disposto a participar e apreciar a experiência familiar. Foi dada a ele uma maneira de preencher sua necessidade de controle de modo saudável, o que reduziu o conflito pelo poder à mesa que já durava algum tempo.

O controle também pode ser dado em retorno para um adolescente que aceita maior responsabilidade. Eis aqui algumas sugestões para níveis seguros de controle que os pais podem dar ao seu filho adolescente:

* Para adolescentes que desejam usar o carro: Faça uma lista das atividades de manutenção necessárias, como abastecer, trocar o óleo e checar a pressão dos pneus. Explique que quando você vir que eles são responsáveis pelos cuidados com o carro, você discutirá maneiras de deixá-los usar com maior frequência.

* Para adolescentes que desejam comprar suas próprias coisas: Abra uma conta bancária com eles e estabeleça datas limite para guardar o dinheiro para comprar os itens que eles desejam. Você pode também depositar uma semanada na conta, conforme o comportamento deles em casa.

* Para adolescentes que desejam se divertir mais fora de casa: Faça uma lista de deveres dentro de casa pelos quais eles são responsáveis. Recompense seu desempenho monetariamente ou levando-os para atividades divertidas.

* Para adolescentes que querem comprar muitas roupas: Fixe um valor mensal para roupas, um orçamento, e uma lista de preços das roupas que eles querem comprar.

* Para adolescentes que não gostam da escola e desejam trabalhar: Arrume um estágio após a escola num comércio local ou numa profissão.

*Para adolescentes que não gostam de comer junto com a família: Compre um livro de receitas fáceis e faça-os escrever um cardápio semanal das comidas que preferem. Eles também podem ajudar a preparar as comidas que escolheram.

Quando os pais dão aos adolescentes uma saudável quantidade de controle, estão dando a eles a força para entrar no mundo adulto e assumir responsabilidade pelas próprias ações.

Significado

O quinto pilar do mundo interior é aquilo que o eminente psiquiatra e sobrevivente do Holocausto Victor Frankl chamava de “Desejo por um Significado”. Este desejo por um significado implica querer conhecer os porquês da vida e não apenas os “comos”.

A maioria dos adolescentes tem um enorme desejo de saber por que os eventos estão acontecendo a eles. Na verdade, quando os adolescentes são habilitados com significado e entendem os porquês da vida, são mais capazes de negociar os comos e os muitos desafios que a vida apresenta.

Infelizmente, nosso sistema educacional com frequência nega a necessidade de significado a um adolescente. Nossas escolas tendem a dizer aos nossos filhos o que eles têm de fazer, mas não por que tem de fazê-lo. Quando recebem uma resposta do tipo: “porque eu disse que sim”, eles interpretam que o professor não está interessado naquilo que eles estão sentindo ou naquilo que têm para dizer.

Com isso em mente, os pais precisam gastar muito tempo tentando explicar aos adolescentes os porquês da vida. Por exemplo, quando os filhos se sentem negligenciados pela escola, os pais podem ajudar discutindo com eles como uma escola funciona, as pressões financeiras e de organização que enfrenta, e por que os professores nem sempre podem dar aos alunos a atenção que merecem.

Os adolescentes também se beneficiam ao saber o significado por trás do comportamento dos pais. Se você quer que seu filho adolescente vá cedo para a cama, por exemplo, o motivo que pode dar é que ele trabalhou muito o dia inteiro e precisa dormir cedo. E isso é o suficiente. Pelo menos o seu adolescente sabe o que você espera dele, ou dela: que vá dormir e não pense que simplesmente você não o quer por perto.

Lembro-me de ter chegado em casa após um dia duro de trabalho, encontrando uma casa animada cheia de crianças. Eu disse a eles que precisava de uma folga e que ficaria contente em brincar mais tarde com eles. No passado – antes de eu ter aprendido sobre o desejo interior de meus filhos por um significado – eu teria passado muito tempo explicando a eles como eu me sentia. Após aprender mais sobre o mundo interior deles, eu pude me sentar com meus dois filhos mais velhos e dizer: “Quero que saibam que eu os amo muito, e tive um dia de muita pressão no trabalho. Estou com dor de cabeça e preciso de algum tempo para ler um livro e relaxar. Se vocês me derem um pouco de tempo agora, poderei dar mais tempo a vocês depois. Por favor, brinquem entre vocês por mais meia hora. Então eu vou ajudá-los com a lição de casa e poderemos brincar.” Quando expliquei a eles por que não poderiam ter minha atenção imediata, eles ficaram muito menos ofendidos por eu não passar tempo com eles.

Os pais não deveriam se preocupar por terem de dar a resposta perfeita a cada pergunta ou saber o significado por trás de tudo que acontece na vida. Também as respostas não têm de ser uma prova absoluta no sentido filosófico. Se os pais não sentem que têm as respostas corretas, podem sempre dizer aos adolescentes que gostariam de conversar com um expecialista naquela área ou ler mais sobre o assunto. O elemento chave é conscientizar os adolescentes de que você está interessado no mundo deles e disposto a discutir ideias que estão próximas de seus corações.

Quando se concentram no mundo interior de seus filhos adolescentes, os pais podem criar uma conexão mais profunda e facilitar um maior senso de proximidade. Os benefícios desse novo relacionamento incluem:

*Respeito e confiança mútuos
*Empatia – compreensão de um pelo outro
*Ênfase nas conquistas em vez de nas falhas
*Troca de pensamentos e sensações, em vez de escondê-los e guardar ressentimento

Passar tempo qualitativo juntos
Como parte do seu processo de conectar-se com seu adolescente, um passo importante é passar tempo juntos. Sei que, para muitas famílias, passar tempo com uma criança ou adolescente parece uma tarefa assustadora. Porém, esforçar-se por fazê-lo pode ser importante no sentido de construir o seu relacionamento.

Uma das questões que os pais têm é sobre o que acontecerá se eles passarem tempo sozinhos com um adolescente com quem eles brigam. A resposta com frequência é surpreendente. A maioria dos adolescentes aprecia a ocasião especial de passar tempo sozinho com os pais, especialmente fora de casa. Aconselho muitas famílias que têm gritarias diárias com seus adolescentes, mas quando os tiram de casa, o ambiente emocional pode mudar muito rapidamente.

Durante esse tempo com seu filho, os pais deveriam tentar imaginar que estão saindo para um encontro pela primeira vez. Todos sabem que a primeira vez que as pessoas encontram alguém são cuidadosas com suas emoções. Sabem que têm de ser calmas e prestar atenção especial para não se intrometer nos assuntos privados da pessoa. Há uma espécie de distância saudável que protege as pessoas quando elas se encontram pela primeira vez e as ajuda a manter um senso de respeito e reverência.

Quando esiver sozinho com seu adolescente é importante não repisar os mesmos assuntos pelos quais discutiu em casa. Fale sobre ideias gerais sobre assuntos da atualidade, música, esportes ou sobre os sentimentos de seu filho sobre a vida e os relacionamentos; isso é mais produtivo. A ideia principal é passarem juntos um tempo agradável. Desenvolva a conversa da mesmo maneira que faria com um amigo.

Muitos pais pensam que a única maneira de conseguir que seu filho adolescente passe tempo com eles é comendo fora ou fazendo compras. Porém isso não é totalmente verdade. Sugiro aos pais que se conectem com seus filhos encontrando hobbies e atividades de interesse comum. Por exemplo, minha mulher e eu encontramos um estúdio de cerâmica aqui perto onde pais e filhos podem pintar itens de cozinha como canecas de café e bules de chá que são então produzidos profissionalmente num forno. Pintar cerâmica é uma maneira simples e divertida de passar tempo juntos. Você também pode partilhar aquilo que pintou com o restante da família, algo simbólico da natureza produtiva de passar tempo junto com seus filhos.

Rabino Daniel Schonbuch, MA, é Diretor Executivo da Shalom Task Force e autor de um livro intitulado “First Aid for Jewish Marriages”. Ele tem um consultório particular para Terapia em Casamento e Família e reside em Crown Heights, NY, com sua mulher e filhos.

Fonte: site Beit Chabad

Tenham um sábado de paz !!

Fernando Rizzolo

Charge do Cícero para o Jornal de Brasília

Após rebelião, corregedores de SP vão à Fundação Casa de Campinas

Corregedores da Fundação Casa de São Paulo vão na manhã desta sexta-feira (13) até Campinas, a 93 km de São Paulo, para apurar os motivos de uma rebelião no local ocorrida na tarde desta quinta-feira (12). Os internos só encerraram o motim nesta madrugada. Cinco adolescentes foram feitos reféns e ficaram feridos.

Foram nove horas de tensão na unidade. A rebelião começou depois de uma tentativa de fuga. As agressões aos reféns foram feitas quando o helicóptero da Polícia Militar que acompanhava o problema se afastou para fazer o reabastecimento. Os internos levaram os jovens para a quadra e começaram a agredi-los com socos, pontapés, barras de ferro e até mesmo um extintor de incêndio.

Durante a madrugada, parentes dos jovens começaram a receber telefonemas dos adolescentes de dentro da unidade. Os internos chegaram até a sala da administração. Mães desesperadas pediam para que seus filhos encerassem a rebelião. Os jovens agredidos fariam parte de um grupo rival dos agressores.

Após o fim da rebelião, pouco antes das 4h desta sexta, os cinco reféns foram libertados e levados a um pronto-socorro da região. Eles permaneciam internados na manhã desta sexta, mas segundo a Fundação Casa não correm risco de morte.

Negociações
A Polícia Militar entrou no complexo depois de mais de nove horas de negociações. De acordo com o corregedor-geral da instituição, Jadir Pires de Borba, os internos foram colocados em forma e revistados. Uma sindicância investigará as circunstâncias do motim.

A unidade do Jardim São Vicente tem capacidade para abrigar 72 internos e não está superlotada. Há 65 jovens no local, informou a assessoria de imprensa da instituição. É a quarta rebelião neste ano em unidades da Fundação Casa em Campinas.

No início da rebelião, os internos da unidade queimaram colchões no pátio e na quadra de esportes e quebraram vários postes de luz.

A assessoria de imprensa da Fundação Casa informou que a confusão começou depois que uma tentativa de fuga foi descoberta. Naquele momento, havia informações que os adolescentes entraram em confronto com os funcionários.

A PM interditou as ruas da vizinhança e iniciou uma longa negociação. O helicóptero Águia da PM deu cobertura à operação e só deixou a área por poucos minutos para reabastecimento.

Alguns internos continuaram tentando escalar os muros da unidade, mas foram impedidos pela polícia. Foi preciso ampliar a área de isolamento porque os policiais usaram gás lacrimogênio e gás pimenta, o que provocou irritações nas vias respiratórias de dezenas de pessoas que acompanhavam a movimentação no local. Dois carros do Corpo de Bombeiros também ficaram de prontidão.

G1

Rizzolo: É lamentável que isso ainda ocorra na Fundação Casa. O grande problema da delinquência juvenil, são as drogas, a falta de oportunidade em não se ter uma profissão, a desagregação familiar. E tudo isso, passa pela educação. Quando insisto que a promoção da Escola de Tempo Integral formatada numa nova visão- não nessa que está aí- tendo ela como objetivo profissionalizar o aluno, mante-lo longe das ruas, alimenta-lo, e trazer além da grade normal, matérias que levam à cidadania, é em função do grande número de jovens e adolescentes pobres que se perdem na criminalidade. Pagar bem os professores, e investir na educação de forma maciça é o caminho, não há outro.

Lula adia envio de projeto de leis sociais ao Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não vai mais enviar neste ano ao Congresso o projeto de consolidação das leis de políticas sociais, como anunciou diversas vezes ao longo do ano. Em um encontro promovido pela Secretaria Nacional da Juventude, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, Lula disse que não enviará mais porque o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci “lamentavelmente” fez uma consolidação muito grande. Depois, disse que não vai enviar, por causa do processo eleitoral.

As declarações do presidente foram feitas em encontro fechado, transmitidas pelo circuito interno de som no CCBB. “Por que não mandarei para o Congresso? Não mandarei exatamente porque a gente manda um pônei bonitinho de circo e o bicho volta um camelo. Para não destruir e transformar, eu disse para o Dulci: vamos ter paciência, vamos esperar o Congresso ter novos deputados e senadores.”, afirmou Lula acrescentando que, passadas as eleições, os atuais parlamentares, especialmente os que perderem, vão voltar muito mal-humorados e por isso o governo não deve enviar a proposta agora.
estadão

Rizzolo: Entendo que o presidente agiu com o costumeiro acerto. Enquanto tivermos os famosos “políticos profissionais” no Congresso que lá estão a mando de seus financiadores de campanha, nada será resolvido em prol do povo brasileiro. Quando afirmo que é necessário uma total renovação do quadro parlamentar, não é pelo fato de ser candidato a dep.federal e nunca ter exercido um mandato, mas por pura razão e amor ao povo brasileiro que merece varrer aqueles que sustentam com poucos ideais a miséria e a falta de oportunidade aos mais pobres desse país.