Analfabetos ainda somam 14,1 milhões de pessoas, segundo PNAD 2009

RIO – Os analfabetos do País estão concentrados entre homens, maiores de 25 anos e localizados na região Nordeste. As conclusões constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, a taxa de analfabetismo do País em pessoas com 15 anos ou mais de idade caiu de 10,0% para 9,7% entre 2008 e 2009, a quinta queda consecutiva. Porém, mesmo com a queda, este porcentual ainda representa um volume grande em números absolutos, somando 14,1 milhões de pessoas analfabetas no Brasil em 2009.

O IBGE também apurou uma discrepância entre analfabetos homens e mulheres: em 2009, a taxa de analfabetismo entre homens de 15 anos ou mais de idade foi de 9,8% e a das mulheres para a mesma faixa etária foi menor, de 9,6%. Ainda segundo o IBGE, 92,6% dos analfabetos em 2009 tinham 25 anos ou mais de idade.

Entre as regiões, o Nordeste é o destaque negativo, com taxa de analfabetismo em 18,7% em 2009, a maior do País. A segunda posição entre as regiões com maior proporção de analfabetos ficou com a Norte, com taxa de 10,6%, seguido por Centro-Oeste (8,0%); Sudeste (5,7%); e Sul (5,5%).

O instituto também apurou que a taxa de analfabetismo funcional, que é a proporção de pessoas com 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudos completos em relação ao total de pessoas com 15 anos ou mais de idade, foi duas vezes superior à taxa de analfabetismo, com resultado de 20,3% em 2009. Mas esta taxa foi menor do que a apurada em 2008, para analfabetismo funcional (de 21%).

estadão

Rizzolo:O Brasil melhorou ao longo dos últimos anos. Isto transparece na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também constata a persistência de problemas como o analfabetismo, trabalho infantil (embora em queda) e domicílios sem acesso a rede de esgoto, entre outros. Por certo, política de desenvolvimento de um país deve levar em consideração as regiões mais pobres, e com tal, o presidente Lula entendeu beneficiar a região nordeste, palco onde ocorre o maior número de analfabetos e predominou durante décadas, a falta de investimentos em todas as áreas. Não podemos deixar de privilegiar as regiões mais pobres com projetos de inclusão e desenvolvimento. É claro que o sudeste, e outras regiões, necessitam também de muito aporte, mas em termos de educação básica, como bem demonstra a pesquisa temos muito a fazer naquela região.

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