Ignorando D’us

*por Dennis Prager

O povo que trouxe D’us ao mundo não tem muito a ver com Ele.

Talvez o aspecto mais triste da vida judaica moderna seja o quão desimportante é D’us para a maioria dos judeus. Os motivos para isso incluem: os judeus identificam religião com perseguição e secularismo com liberdade; os judeus são o grupo étnico mais elevadamente instruído nos Estados Unidos e portanto secularmente influenciado, do jardim de infância à universidade. Seja qual for o motivo, o fato é que D’us desempenha um papel pequeno em suas vidas. Isso é simplesmente catastrófico – para os judeus coletivamente, para os judeus individualmente, e para o mundo.

É terrível para os judeus individualmente, porque não há motivos seculares obrigatórios para o povo judeu sobreviver, somente os religiosos. É por isso que, em geral, os judeus religiosos estão mais comprometidos com a sobrevivência judaica. Um exemplo recente: durante o auge do terror palestino, enquanto as organizações judaicas seculares cancelaram suas excursões de jovens a Israel, os ortodoxos não o fizeram.

É uma tragédia para os judeus individualmente, pois sem D’us na vida da pessoa, seu senso de propósito e nível de felicidade são dramaticamente afetados. Os seres humanos são ligados ao transcendente, e as crianças, em especial, sofrem com a ausência de D’us em sua vida.

O mundo também paga um preço. Há um número desproporcional de judeus influentes na sociedade, e sua secularização radical, especialmente dos ativistas judeus, com freqüência tem conseqüências destrutivas. Praticamente cada movimento social radical tem tido fundadores e líderes judeus. Quando os judeus não usam o Judaísmo para guiar e canalizar seus impulsos religiosos, criarão e usarão outros “ismos”.

D’us é o assunto mais importante na vida. Em primeiro lugar, se não há D’us, a vida não tem significado. (Sim, podemos criar significados subjetivos, mas são apenas isso – subjetivos.) Em segundo lugar, se D’us não é a fonte da moralidade, então o bem e o mal são apenas uma questão de gosto. É por isso que nossas moralmente confusas universidades têm se tornado as instituições americanas mais hostis aos Estados Unidos e a Israel. Quando eu era aluno de graduação na Universidade de Colúmbia, entendi que o Salmista estava certo: “A sabedoria começa com o temor a D’us.”

Que a maioria dos pais judeus seja incapaz de dizer ao filho: “D’us ama você”, ou “Olhe só aquele lindo pôr-do-sol – D’us não é impressionante?” é muito triste.

Muitos pais judeus temem que seus filhos possam se tornar “religiosos demais”, mas nunca se preocupam que eles possam se tornar seculares demais.

Apesar disso, “secular demais” é exatamente o que a maioria dos judeus se tornou, até mesmo alguns que cumprem algumas leis judaicas. O bar mitsvá, em média, é falho em D’us e santidade; e a educação judaica média, mesmo em muitas escolas de período integral, pode se concentrar no hebraico ou mesmo em observância, mas raramente se concentra em D’us. As famílias podem acender velas de Shabat, mas além de uma breve menção na bênção, o Nome de D’us não é falado. Em muitos exemplos, até mesmo a sinagoga está livre de D’us, tendo se tornado basicamente um local de encontros semanais para a comunidade judaica, em vez de a casa de D’us.

Não admira que muitos judeus tenham sido atraídos por “Judeus para Jesus”. Este tipo de grupo oferece aos judeus aquilo que muitos não receberam: uma vida centralizada na fé. Praticamente, nenhum judeu criado com D’us e a Torá jamais se tornou um “Judeu para Jesus”. São os judeus para nada que se tornam Judeus para Jesus, Judeus para Marx, e judeus para toda causa secular que se conhece. Sem o Judaísmo, as causas seculares se tornam a religião substituta e fonte de valores para muitos judeus.

Talvez eventos como o Onze de Setembro choquem os judeus e os façam reavaliar seu secularismo. A instituição secular que eles mais respeitam, a universidade, tem demonstrado ser um fracasso moral, e na verdade um perigo para os judeus. A civilização mais secular, a Europa Ocidental, da mesma forma tem se revelado anti-semítica e moralmente falida. E os maiores partidários dos judeus têm vindo dos mais religiosos de seus amigos americanos (incluindo o Presidente). Além disso, até o judeu mais secular tem precisado entender que os judeus e o estado judeu obviamente desempenham um papel central nos assuntos humanos. Certamente, estes desenvolvimentos devem encorajar os judeus a considerar levarem D’us mais a sério.
Está na hora de levarem D’us a sério. O mundo nos agradecerá. E nossos filhos também.

1. Tehilim 111:10
Dennis Prager é autor de quatro livros, colunista nacionalmente reconhecido, e apresentador de um Talk Show em 60 estações de rádio nos Estados Unidos. Pode ser contatado através de seu website http://www.dennisprager.com

Fonte: site do Beit Chabad

Tenham um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Uma resposta to “Ignorando D’us”

  1. Eliseu Says:

    Realmente observando, parece que alguns seres humanos que nãoconhecem o verdadeiro DEUS,(falo o do tetragrama sagrado YOD HE VAV HE) respeitam mais seus “deuses” do que os filhos do Criador de todas as coisas, embora todos somos, nós e eles (os admiradores de outros “deuses” senão o YAOHU UL”), tenho a mídica impressão de que eles estão vivendo melhor (mídica=opinião causada por influencia midiática).
    Tanto para cristãos, como para muçulmanos e judeus o desrespeito e negligencia a D´us(o YAOHU UL) predomina.
    Acho que por esse detalhe, o Criador de todas as coisas não estabeleceu nenhuma data para “resetar” novamente a humanidade, a espera de que essa grande família olhe para ELE e o reconheça verdadeiramente, não somente em palavras, mas em muito da prática do AMOR ao próximo e da Moralidade genuina.
    E como lembrete, não podemos esquecer que a SUA primeira etapa de paciencia durou cerca de 2370 anos. Até quando será que ELE será paciente com essa geração ?
    Reconheçam a D´us a cada passo, a cada palavra, a cada ato, instem nisso e adiaremos o nosso extermínio para sempre.


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