Discurso de Leonardo Boff e Chico Buarque no ato de intelectuais e artistas

Ato de juristas e intelectuais a favor de Dilma lota teatro de faculdade católica

Ato organizado por intelectuais e juristas em apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República lotou auditório da PUC-SP na noite desta terça-feira. Presente ao evento, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos afirmou que “os juristas e intelectuais que estão com Lula, estão com Dilma”. “Nós sabemos de que ado está a PUC”, disse um dos organizadores. Participam do evento o candidato a vice-presidente Michel Temer, Jose Genoino, Marco Aurélio Garcia, Ricardo Berzoini, Edinho Silva, Frei Betto, Aloizio Mercadante, o padre Júlio Lancellotti e as ex-prefeitas da capital paulista Luiza Erundina e Marta Suplicy.

Pouco antes das 19h, membros da assessoria de campanha de Dilma abordavam políticos e juristas ligados ao PT para gravarem depoimentos ao programa da presidenciável, mas nenhum deles aceitou aparecer.

Dentro do auditório do Teatro da Tuca, o vereador Gabriel Chalita abriu os trabalhos dizendo que “nós assistimos uma das campanhas mais feias deste segundo turno. Serra disse no debate que Dilma o criticava, mas de frente e não no submundo.Temos de escolher a política do atraso, do medo, ou a política da esperança”.

Padre Lancellotti realiza ato pró-Dilma neste sábado

Com participação ativa na campanha de Dilma Rousseff em São Paulo desde o início do segundo turno, o padre Júlio Lancellotti falou que “Serra é o pai do higienismo em São Paulo”. Acrescentou que “a igreja não tem tutela sobre a consciência do povo”. Pouco antes, ele distribuiu panfletos para divulgar a realização de um ato no próximo sábado na Igreja de Santos Apóstolos, na capital paulista, em defesa da candidata. No convite, intitulado “Os cristãos e a defesa da verdade e da justiça nas eleições 2010″, o padre, a professora Marilena Chauí e Dom Angélico escrevem:

“Como cristãos, sabemos da nossa responsabilidade com a transformação da sociedade e a construção do Reino. Estamos convidando todo o povo da região da Brasilândia para refletir sobre o papel dos cristãos nas eleições. ‘Se nos calarmos, até as pedras gritarão’, encerra o panfleto, evocando um trecho da bíblia (Lc 19,40).
Estadão
Rizzolo: Estive no evento e pude constatar a animação e o entusiasmo da militância. É realmente fantástico a capacidade da Intelectualidade, da Igreja , e dos juristas de envolver a todos num ideal de fazer com que não haja um retrocesso político no Brasil, todos em torno do apoio à candidata Dilma. O local foi o Tuca, palco de manifestações de outrora, reduto da resistência democrática. Impressionante o entusiasmo, no teatro lotado numa só voz cantamos o hino nacional na entrega de manifesto a favor de Dilma.

Vox Populi: Dilma tem 51% das intenções de voto e Serra, 39%

Divulgada nesta terça-feira, a pesquisa Vox Populi/iG aponta a presidenciável petista Dilma Rousseff com 51% das intenções de voto contra 39% do tucano José Serra.

Votos brancos e nulos representam 6% e os indecisos somam 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 57% da preferência dos eleitores e Serra, 43%.

A Região Sul é onde Serra tem o maior percentual de intenção de voto, são 50% do tucano contra 41% da petista.

Dilma tem maiores índices no Sudeste, somando 47% da preferência dos eleitores contra 40% de Serra, e no Nordeste, onde ela ganharia por 65% a 28%.
Zero Hora
Rizzolo: A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou para 12 pontos percentuais a vantagem sobre o adversário do PSDB, José Serra, é uma boa diferença. A grande questão é que na realidade a candidata Dilma, nesse segundo turno, demonstra mais vitalidade, mais combatividade e o já vazio discurso da oposição não mais impressiona a grande massa. Ontem assisti o apoio de artistas no Rio dentre eles Chico Buarque de Holanda, foi emocionante, de fato toda intelectualidade brasileira está ao lado de Dilma, todos unidos na luta contra o retrocesso. Mas a grande pesquisa continua sendo as urnas.

Professor Celso Antônio Bandeira de Mello apoia Dilma

Nosso nobre professor titular de Direito Administrativo da Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) desde 1974, onde foi também vice-reitor para assuntos acadêmicos (1973-1976).

Dona da gráfica que fez panfletos anti-Dilma é filiada ao PSDB

Às 13h45 de domingo (18), a Polícia Federal encerrou uma operação para apreensão de cerca de 1 milhão de panfletos anti-Dilma impressos em uma gráfica no bairro do Cambuci, região central de São Paulo, e creditados à Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Arlety Satiko Kobayashi é sócia da gráfica Pana, onde foi encontrado o material na tarde do sábado. Segundo a ficha cadastral da empresa, constante no site da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), Arlety participa com 50% do valor da sociedade. Os outros 50% são de Alexandre Takeshi Ogawa.

Uma consulta no site do Diretório Municipal do PSDB de São Paulo mostra que Arlety é filiada ao PSDB no diretório zonal da Bela Vista. O Diário Oficial do Estado de São Paulo, publicado em 1º de julho de 2010, corrobora que Arlety tem cargo na Assembleia Legislativa de São Paulo e, portanto, atua também como funcionária pública.

O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), coordenador da campanha de Dilma, afirmou ainda que há indícios de que o PSDB possa estar por trás da articulação. “Não quero fazer aqui nenhuma acusação leviana, mas o fato de a gráfica ter uma das sócias filiadas ao PSDB desde 1991 e de ela ser irmã de Sérgio Kobayshi, coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, são indícios suficientes para que o caso seja apurado com rigor.”

“É um desrespeito à inteligência da sociedade esses panfletos terem sido rodados lá. A Arlete é irmão de um dos coordenadores do Serra. A campanha dele tem uma resposta a ser dada. Queremos saber quem financiou, quem pagou. Cabe à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral investigar”, disse Cardozo.

Suspensão de sigilo

Na tarde de ontem, após a conclusão da apreensão, o ministro Henrique Neves da Silva suspendeu o sigilo processual decretado na decisão que autorizou a operação.

Na liminar do deferimento, o ministro revela que a ação cautelar foi ajuizada pela Coligação Para o Brasil Seguir Mudando e por Dilma Rousseff e que as autoras afirmam que “tais ‘informações’ – diga-se desde já, inverídicas e degradantes -, além de configurarem crimes contra a honra (injúria e difamação eleitorais), também se configuram em propaganda eleitoral negativa irregular, pois não estão presentes os requisitos legais para a propaganda por meio de panfletos e folhetos”.

No decreto, o ministro usa as mesmas palavras das autoras: “o conteúdo do panfleto apresentado pelas autoras caracteriza, em uma primeira análise, peça de propaganda eleitoral negativa”. Ele ainda especula que a autoria dos panfletos não pode ser verdadeira, já que a CNBB se manifestou no sentido de não autorizar a utilização de seu nome para a realização de qualquer tipo de propaganda eleitoral, afirmando, depois, que, caso se confirme a autoria, há a infração da Lei 9.9504/97: “é vedado, a partido e candidato, receber direta e indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de (…) entidades beneficentes e religiosas”.

Entenda o caso

A carta, publicada no panfleto e intitulada “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, pede que nas próximas eleições os eleitores deem seus votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto. A carta lembra que o PT manifestou apoio incondicional ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. Esse material seria distribuído neste domingo em igrejas dos bairros do Paraíso e da Barra Funda, em São Paulo, e na cidade de Guarulhos.

O pai do outro sócio da gráfica, Paulo Ogawa, revelou que os folhetos foram solicitados pela Mitra Diocesana de Guarulhos.

Os mesmos panfletos já haviam circulado entre fiéis no primeiro turno das eleições. No feriado do último dia 12, eles ainda foram distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG).

Terra

Rizzolo: Não sabemos se realmente o PSDB está por trás disso tudo, porém como diz Cardoso, causa espécie a dona da gráfica ter relações políticas com os tucanos. A grande verdade é que existe uma orquestração maléfica com o intuito de desqualificar e atacar a candidata Dilma, utilizando-se de todos os meios, desde religião ao aborto e outros temas. Só por isso entendo que o radicalismo de direita tomou conta da oposição, e isso não é bom para a democracia. O Brasil no período Lula viveu uma paz social, poucas greves, poucas manifestações e muito desenvolvimento, meu receio é que se Serra vencer, isso tudo poderá mudar, e instabilidade social ninguém quer.

Dilma: garantir conquistas e consolidar avanços

Serra representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir a atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

Leonardo Boff

O Brasil já deixou de “estar deitado eternamente em berço esplêndido”. Nos últimos anos, particularmente sob a administração do Presidente Lula, conheceu transformações inéditas em nossa história. Elas se derivaram de um projeto político que decide colocar a nação acima do mercado, que concede centralidade ao social-popular, conseguindo integrar milhões e milhões de pessoas, antes condenadas à exclusão e a morrer antes do tempo. Apesar dos constrangimentos que teve que assumir da macroeconomia neoliberal, não se submeteu aos ditames vindos do FMI, do Banco Mundial e de outras instâncias que comandam o curso da globalização econômica. Abriu um caminho próprio, tão sustentável que enfrentou com sucesso a profunda crise econômico-financeira que dizimou as economias centrais e que devido à escassez crescente de bens e serviços naturais e ao aquecimento global está pondo em xeque a própria reprodução do sistema do capital.

O governo Lula realizou a revolução brasileira no sentido de Caio Prado Jr. no seu clássico A Revolução Brasileira (1966):”Transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população…algo que leve a vida do país por um novo rumo”. As transformações ocorreram, as necessidades mais gerais de comer, morar, trabalhar, estudar e ter luz e saúde foram, em grande parte, realizadas. Rasgou-se um novo rumo ao nosso pais, rumo que confere dignidade sempre negada às grandes maiorias. Lula nunca traiu sua promessa de erradicar a fome e de colocar o acento no social. Sua ação foi tão impactante que foi considerado uma das grandes lideranças mundiais.

Esse inestimável legado não pode ser posto em risco. Apesar dos erros e desvios ocorridos durante seu governo, que importa reconhecer, corrigir e punir, as transformações devem ser consolidadas e completadas. Esse é o significado maior da vitória da candidata Dilma que é portadora das qualidades necessárias para esse “fazimento” continuado do novo Brasil.

Para isso é importante derrotar o candidato da oposição José Serra. Ele representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

Os ideólogos do PSDB que sustentam Serra consideram como irreversível o processo de globalização pela via do mercado, apesar de estar em crise. Dizem, nele devemos nos inserir, mesmo que seja de forma subalterna. Caso contrário, pensam eles, seremos condenados à irrelevância histórica. Isso aparece claramente quando Serra aborda a política externa. Explicitamente se alinha às potências centrais, imperialistas e militaristas que persistem no uso da violência para resolver os problemas mundiais, ridicularizando o intento do Presidente Lula de fundar uma nova diplomacia baseada no dialogo e na negociação sincera na base do ganha-ganha.

O destino do Brasil, dentro desta opção, está mais pendente das megaforças que controlam o mercado mundial do que das decisões políticas dos brasileiros. A autonomia do Brasil com um projeto próprio de nação, que pode ajudar a humanidade, atribulada por tantos riscos, a encontrar um novo rumo salvador, está totalmente ausente em seu discurso.

Esse projeto neoliberal, triunfante nos 8 anos sob Fernando Henrique Cardoso, realizou feitos importantes, especialmente, na estabilização econômica. Mas fez políticas pobres para os pobre e ricas para os ricos. As políticas sociais não passavam de migalhas. Os portadores do projeto neoliberal são setores ligados ao agronegócio de exportação, as elites econômico-financeiras, modernas no estilo de vida mas conservadores no pensamento, os representantes das multinacionais, sediadas em nosso pais e as forças políticas da modernização tecnológica sem transformações sociais.

Votar em Dilma é garantir as conquistas feitas em favor das grandes maiorias e consolidar um Estado, cuja Presidenta saberá cuidar do povo, pois é da essência do feminino cuidar e proteger a vida em todas as suas formas.
Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Rizzolo: Temos no texto de Leonardo Boff uma reflexão sobre os caminhos de uma política desenvolvimentista que deverá ser trilhada por Dilma, dando continuidade ao governo Lula, na garantia das conquistas e na consolidação dos avanços, principalmente no que tange à inclusão social.

Apoio de cientistas: “Dilma tem um projeto de nação”

Isto É: Serra deve explicações à sociedade brasileira

A edição deste final de semana da revista Isto É, traz reportagem sobre as relações entre o candidato José Serra e o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. “Como candidato à presidência da República, José Serra deve explicações mais detalhadas à sociedade brasileira”, diz a abertura da matéria.

Essas explicações, acrescenta, se referem a um nome umbilicalmente ligado à cúpula do PSDB, mas de pouca exposição pública até dois meses atrás”. Leia a reportagem completa da revista em anexo no fim desse texto.

Em agosto deste ano, a Isto É publicou publicou denúncia segundo a qual o engenheiro Paulo Souza, ex-diretor da estatal Dersa no governo tucano em São Paulo, era acusado por líderes do PSDB de ter desaparecido com cerca de R$ 4milhões que teriam sido arrecadados deforma ilegal pela campanha tucana.

O assunto voltou ao debate público, quando Dilma Rousseff pronunciou o nome de Paulo Preto no debate realizado pela Rede Bandeirantes, no dia 10 de outubro. Serra manteve-se em silêncio e não respondeu a pergunta. No dia seguinte, negou conhecer o engenheiro, posição que durou apenas algumas horas diante de uma clara ameaça feita por Paulo Preto via imprensa. A Isto É reconstitui o roteiro das declarações de Serra:

“Na segunda-feira 11, em Goiânia (GO), em sua primeira manifestação sobre o caso, o candidato do PSDB negou conhecer o engenheiro. “Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (jornalistas) fiquem perguntando.” A declaração provocou uma reação imediata. Na terça-feira 12, a “Folha de S.Paulo” publicou uma entrevista em que o engenheiro, oficialmente um desconhecido para Serra, fazia ameaças ao candidato tucano. “Ele (Serra) me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem que responder. Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam este erro”, disparou Paulo Preto. Serra demonstrou ter acusado o golpe.

Horas depois da publicação da entrevista, em evento em Aparecida (SP), o candidato recuou. Com memória renovada, saiu em defesa do ex-diretor do Dersa. Como se jamais tivesse tratado deste assunto antes, Serra afirmou: “Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”. Aos eleitores, restou uma dúvida: em qual Serra o eleitor deve acreditar?

Naquele que diz não conhecer o engenheiro ou naquele que elogia o profissional acusado pelo próprio PSDB de desviar R$ 4 milhões da campanha? As idas e vindas de Serra suscitam outras questões relevantes às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais: por que o tema lhe causou tanto constrangimento? O que Serra teria a temer para, em menos de 24 horas, se expor publicamente emitindo opiniões tão distintas sobre o mesmo tema?”

O que falta explicarA reportagem da Isto É aponta sete pontos que precisam ser explicados nesta história. São eles:

1. De onde vieram os R$ 4 milhões que Paulo Vieira de Souza é acusado de desviar das campanhas tucanas?

2. O que manteve o engenheiro Paulo Preto à frente das principais obras do Estado, mesmo depois de ser definido pelo então vice-governador, Alberto Goldman, como “incontrolável”?

3. Por que o ex-secretário de Transportes, Mauro Arce, a quem o Dersa é vinculado, não afastou Paulo Preto, se ele também foi avisado por Goldman sobre as atitudes do engenheiro?

4. Por que Paulo de Souza foi exonerado quando Goldman assumiu o governo?

5. Por que, após o caso vir a público, os tucanos se mantiveram em silêncio por dois meses?
6. O tesoureiro-adjunto do PSDB-SP, Evandro Losacco, diz que Paulo de Souza tinha poder para pedir dinheiro em nome do partido. Quem deu esse poder a ele?

7. Por que o candidato José Serra disse inicialmente que não conhecia o engenheiro e, após ser ameaçado por Paulo Preto, apresentou outra versão e afirmou tratar-se de um profissional competente?

site do pc do b
Rizzolo: Com a palavra José Serra.

Missa com a presença de Serra acaba em tumulto no Ceará

Canindé (CE) – Terminou em tumulto uma missa na Basílica de São Francisco das Chagas, realizada hoje (16) com a presença do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. No final de celebração, o padre disse que eram mentirosos os panfletos que circulavam na igreja afirmando que a candidata petista, Dilma Rousseff, era a favor do aborto e tinha envolvimento com grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O padre disse que as mensagens estavam sendo atribuídas à igreja e esclareceu que esse tipo de publicação em nome da Basílica não era autorizado. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que acompanhou a missa ao lado de Serra, se exaltou e afirmou que era um “padre petista” como aquele que estava “causando problemas à igreja”.

Partidários do tucano também se exaltaram e o padre, cujo nome não foi confirmado pelos membros da paróquia, precisou sair escoltado por seguranças. Nenhum membro da administração da paróquia confirmou o nome de padre.

O panfleto que circulou na igreja não tinha assinatura e falava em três “grandes motivos para não votar em Dilma”. O texto acusa a candidata de ter se envolvido com as Farc, de ser favorável ao aborto e de envolvimento em casos de corrupção na Casa Civil. Militantes do PT estavam na porta da basílica na saída da missa portando bandeiras com o nome de Dilma. Houve um princípio de briga entre eles e os militantes tucanos.

Com o tumulto causado pela chegada de Serra e seus apoiadores durante a missa, o padre pediu que os políticos não atrapalhassem o objetivo principal da cerimônia que era a adoração a São Francisco. No momento da comunhão, além de equipes da imprensa, muitos fiéis se aglomeraram em volta do candidato para tirarem fotos.

O DIA

Rizzolo: Como já comentei em outras oportunidades, a campanha difamatória da oposição, usa de todos os artifícios para denegrir a imagem da candidatada Dilma. Observem que o próprio padre constatou que tal panfleto não era sequer da região. Isso é uma constante, o PSDB faz uso sem escrúpulos de documentos forjados com o intuito desesperado de fazer com que Serra seja favorecido nesse segundo turno. Hoje constatei algo interessante nas palavras de Lula em Minas Gerais, quando afirmava que Dilma significa a volta de uma mineira na presidência, talvez a única oportunidade plausível de um mineiro no Palácio da Alvorada. Pura verdade.

Marilena Chaui: Serra é ameaça à democracia e aos direitos sociais

Professora da Universidade de São Paulo (USP), a filósofa Marilena Chaui fala sobre os avanços do governo Lula e a ameaça dos direitos sociais. A entrevista foi gravada no dia 13 de outubro de 2010.

Os Mineiros Estão Livres

*Por Nechemia Schusterman

Estou aqui sentado, ouvindo as noticias, sobre os mineiros chilenos sendo resgatados um a um. A caminho da escola esta manhã, eram entre dez ou onze. Agora escuto os aplausos enquanto surge o de número doze, como fizeram os anteriores, alegre, animado e saudável.

Realmente um milagre. Lembro-me há alguns meses, 69 dias para ser exato, quando a mina desabou, pensando comigo mesmo: que horror, que tragédia. Então, algumas semanas depois quando descobriram que ainda estavam vivos. Fiquei surpreso pelo aparente milagre, mas especialmente pelo tremendo desafio que ainda viria pela frente – continuar vivo, ficar alerta, permanecer forte até que a equipe de resgate pudesse criar uma maneira de tirá-los dali.

Que situação assustadora! Ficar preso num pequeno espaço, por um período indefinido de tempo. A claustrofobia, o medo do desconhecido, dividindo minúsculas porções de comida e fazendo-a durar ao máximo para que pudessem sobreviver. Na época perguntei-me se eu conseguiria fazer isso.

Com o passar do tempo, começaram os esforços para o resgate, importando especialistas de todas as partes do mundo – médicos, engenheiros, psicólogos, a lista continua. Era uma missão com problemas nunca antes enfrentados, cada contingência precisava ser bem planejada.

Quando conseguiram abrir um tunel suficientemente largo, puderam enviar comida, remédios, câmeras e outros artigos necessários para manter os mineiros. Eu posso estar errado sobre isso, mas não creio que eles estivessem tomando pílulas o dia inteiro para lutar contra a depressão.

Como, continuei perguntando a mim mesmo, eles estão conseguindo?

Somente as próximas semanas e meses irão confirmar, mas baseado nos relatos da imprensa, acredito no seguinte: dois ingredientes-chave (aqueles que nossa fé também exige de nós) foram empregados com força total.

Ingrediente Um: Eles tinham um severo regime de regras e regulamentos que todos obedeciam. Cada qual era forçado a entender que o futuro de cada um dependia dos outros. Não havia isso de “cada qual por si mesmo”. Eles dividiram a comida numa maneira simples para assegurar que todos comessem. Tinham um estrito regime de exercícios ao qual todos tinham de aderir, para que pudessem permanecer sãos e estar no tamanho certo para caber na cápsula de resgate. Precisavam um do outro. Precisavam se entender e trabalhar como uma equipe para conseguir fazer o trabalho. Eram responsáveis uns pelos outros.

Como rabino, muitas vezes me perguntam por que há tantas leis no Judaísmo. Por que o Judaísmo não é mais fácil e menos restritivo? Essa história fornece uma resposta perfeita. A vida é como uma jornada rumo ao supremo resgate. Se fizermos tudo que nos agrada sem consideração de uns pelos outros, embora temporariamente possamos nos sentir livres, terminaríamos derrotados pelo próprio egoísmo, e jamais sairíamos da nossa caverna. As regras da Torá não estão aqui para nos restringir, mas para nos guiar através do labirinto das cavernas da vida e das minas desabadas. Elas são a solução, não o problema.

Ingrediente Dois: Nossa responsabilidade mútua uns com os outros. No Judaísmo é chamada Ahavat Yisrael. Como está escrito na Ética dos Pais (1:14): “Se eu não for por mim, quem será por mim? E se eu for apenas por mim, o que sou eu?” Somos todos responsáveis uns pelos outros, e a história dos mineiros destacou isso perfeitamente. Para que o resgate fosse bem-sucedido, eles tiveram de trabalhar como uma equipe.

O Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, certa vez comparou nossa mútua interdependência a uma missão no espaço: se um astronauta deseja acender um cigarro, ele simplesmente não pode fazê-lo. Suas ações egoístas arriscariam a vida de todos.

Assim também em nossas vidas – a vida de cada pessoa depende do outro. Às vezes isso é óbvio, como se viu no Chile, e às vezes precisamos cavar um pouco para sentir e saber disso. Mas é sempre verdadeiro.

Fonte: Site do Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo

Manifesto dos Juristas e Professores Universitários

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; pela defesa da liberdade religiosa e da livre manifestação de pensamento; pela defesa de nossa Constituição Social e Democrática de 1988; pela defesa dos movimentos sociais; pelo fim da miséria e redução da desigualdade social; por um Estado Republicano e presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção da independência do Ministério Público, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais do Governo Lula; e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas e professores universitários, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura de Dilma 13, neste segundo turno das eleições de 2010, para que ela seja a nossa primeira Presidenta do Brasil!

Para assinar o manifesto basta enviar um e-mail com expressa adesão ao documento e mini-currículo para: tarsocv@uol.com.br

Celso Antônio Bandeira de Mello (Professor Emérito de Direito Administrativo da PUCSP)

Dalmo de Abreu Dallari (Professor Emérito de Direito Constitucional da USP)

Luiz Edson Fachin (Advogado e Professor da Faculdade de Direito da UFPR)

Carlos Frederico Marés de Souza Filho (Direito Ambiental da PUCPR)

Weida Zancaner (Direito Administrativo PUCSP)

David Sánchez Rubio (Titular de Filosofía del Derecho. Universidad de Sevilla)

Edésio Passos (Advogado PR, Conselho Nacional do Trabalho)

Clovis Beznos (Direito Administrativo da PUCSP)

João Bonifácio Cabral Júnior (Advogado PR)

Aton Fon Filho (Advogado, Diretor da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos)

Gilberto Bercovici (Titular da Faculdade de Direito da USP)

Ricardo Marcelo Fonseca (História do Direito da UFPR)

Celso Ludwig (Filosofia do Direito da UFPR)

Wilson Ramos Filho (Direito do Trabalho da UFPR e UniBrasil)

Vera Karam de Chueiri (Direito Constitucional da UFPR)

Marcos Alves da Silva (Direito Civil da Universidade Positivo e UniBrasil)

Tatyana Scheila Friedrich (Direito Internacional da UFPR)

André Passos (Advogado PR)

Emerson Gabardo (Direito Administrativo da UFPR e PUCPR)

Eneida Desiree Salgado (Direito Constitucional da UFPR)

Tarso Cabral Violin (Direito Administrativo da Universidade Positivo PR)

Túlio Vianna (Direito Penal da UFMG)

Pedro Estevam Serrano (Direito Constitucional da PUCSP)

Guilherme de Salles Goncalves (Direito Eleitoral e Público do UniCuritiba UEL e Instituto Bacellar PR)

Sandro Lunard Nicoladeli (Advogado e Professor Universitário PR)

Marco Marrafon (Direito e Pensamento Político da UERJ)

Anderson Marcos dos Santos (Direito, educação e cidadania da UFPR)

Maurício Zockun (Direito Administrativo da PUCSP)

Francisco do Rêgo Monteiro Rocha Jr (Coordenador da Pós em Processo Penal da ABDConst PR)

Carol Proner (Direito Internacional da UniBrasil PR)

Theo Marés (Direito Administrativo da FAMEC PR)

Carla Karpstein (UniCuritiba e Escola da Magistratura PR)

Rogério Bueno da Silva (Advogado PR)

Cristiano Dionísio (Direito Civil da Faculdade Dom Bosco PR)

Rafael Garcia Rodrigues (Direito Civil da Universidade Cândido Mendes RJ)

João Luiz Costa Lopes (Advogado PR)

Sérgio Staut (Teoria do Direito da UFPR)

Luis Fernando Lopes Pereira (História do Direito da UFPR)

Daniel Wunder Hachem (Direito Administrativo da UNIBRASIL PR)

Lincoln Schroeder Sobrinho (Direito Constitucional da FAE PR)

Eduardo Faria Silva (UFPR, Advogado PR)

Flávia Eliza Holleben Piana (Advogada PR)

Gustavo Fontana Pedrollo (Procurador Federal)

Luiz Henrique Urquhart Cademartori (Direito Administrativo da UFSC)

Marcos Leite Garcia (Direito Constitucional e Direitos Humanos da UNIVALI SC)

Adriano De Bortoli (Direito Administrativo da UNIVALI)

Marcelo Cattoni (Associado da Faculdade de Direito da UFMG)

Fabricio Tomio (Teoria do Estado e Ciência Política da UFPR)

Larissa Ramina (Coord. Geral Relações Internacionais e Coord. Adjunta Direito da UniBrasil PR)

Ozias Paese Neves (História do Direito da UniBrasil PR)

Vladimir Feijó (Advogado MG)

Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia (Direito da FDSM, Inst Metodista I. Hendrix e FAMIG MG)

Paulo Ricardo Opuszka (Teoria Política e Direito Social da UFRGS)

Eder Dion de Paula Costa (Direito do Trabalho da UFRGS)

Francisco Quintanilha Veras Neto (História do Direito da UFRGS)

Juliana Neuenschwander Magalhães (Sociologia do Direito da UFRJ)

Evandro Limongi Marques de Abreu (Processo Penal da Faculdade Dom Bosco PR)

Alexandre Trevizzano (Advogado SP)

Luiz Tarcisio Teixeira Ferreira (Direito Constitucional da PUCSP e Direito Administrativo da FADI)

Jose Ribas Vieira (Direito na PUC-Rio)

Martonio Mont’Alverne Barreto Lima (Titular da Universidade de Fortaleza CE)

Virgílio de Mattos (Escola Superior Dom Helder Câmara MG)

Cynthia Semíramis Machado Vianna (Escola Superior Dom Helder Câmara MG)

José Carlos Moreira da Silva Filho (Ciências Criminais da PUCRS)

Ricardo Marcondes Martins (Direito Administrativo da PUCSP)

Fábio Balestro Floriano (UFRGS RS)

Joelcio Flaviano Niels (Direito do Trabalho da UniBrasil PR)

Rafael Valim (Direito da PUCSP)

Alexandre Garrido da Silva (Direito da UFU MG)

Joana El-Jaick Andrade (Direito da Fac. Católica de Uberlândia e Sociologia do Inst. Fed. Triângulo Mineiro)

Paulo Antonio de Menezes Albuquerque (Direito da UFC CE)

Newton de Menezes Albuquerque (Direito da UFC e UNIFOR CE)

Augusto Jobim do Amaral (Direito da ULBRA RS)

Daniel Cerqueira (UCB DF)

Fernanda dos Anjos (Direito da UNB DF)

Leonardo Grison (Unisinos, Advogado RS)

Andre Michelato Ghizelini (Ciências Sociais da UFES)

Marilson Santana (Direito da UFRJ)

Renato Perissinotto (Ciência Política da UFPR)

Claudia Regina Baukat Silveira Moreira (Universidade Positivo PR)

Leandro Franklin (Direito Civil da Universidade Positivo PR)

Gabriel Araújo Lima (Advogado PR)

Alexandre Mazza (Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes e Advogado SP)

Rafael de Sampaio Cavichioli (Advogado PR)

Fábio de Souza Santos (Advogado PI)

Solon Eduardo Annes Viola (UNISINOS RS)

Aline Curvêlo (Advogada PE)

Moacir José Sales Medrado (Pesquisador Embrapa PR)

André Orsini Parra (Advogado SP)

Antonio Maciel Botelho Machado (Pesquisador Embrapa PR)

Ana Paula Tredesini Barbieri (Universidade Anhembi Morumbi SP)

Thales Henrique R. Silva (UFU MG)

Angela Fonseca (Filosofia do Direito da Universidade Positivo PR)

Juliano Zaiden Benvindo (Direito Público da UNB DF)

Murilo Duarte Costa Corrêa (Filosofia do Direito da Fac. de Direito de Curitiba PR)

Adriana Inomata (Teoria do Estado e Direito Constitucional da Universidade Positivo)

Juliano Zaiden Benvindo (Direito Público da UNB DF)

Fernando Rogério Pinheiro da Costa (Analista Judiciário TST DF)

Alexsandra Marilac Belnoski (Direito Empresarial da Universidade Positivo)

José Luiz Quadros de Magalhães (Direito da UFMG, PUCMG e Fac de Direito de Pouso Alegre MG)

Jessie Jane Vieira de Souza (História Social da UFRJ)

Flavio Bortolozzi Junior (Sociologia Jurídica da Universidade Positivo e Sociologia Jurídica e criminologia da UniBrasil

Rubens Takashi de Melo Tsubone (Direito Constitucional e Processo Civil da Univ. Candido Mendes)

Duvaldo Eurides (Universidade Federal de Uberlândia MG)

Angela L. Miranda (Filosofia e Ética da Universidade Positivo)

Daise A. Rossi (Universidade Federal de Uberlândia)

Nelton Miguel Friedrich (Advogado PR)

Felipe Carvalho Olegário de Souza (Instituto Federal de Alagoas)

Wilson Picler (Fundador do Grupo Educacional Uninter)

Jorge Alberto Escobar Rodrigues (Advogado RS)

Bruno Lazzarotti Diniz Costa (Administração Pública da Fundação João Pinheiro MG)

José Carlos Bianchi (Advogado PR)

Eponina Maria de Oliveira Lemme (Clinica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Telma Maria Gonçalves Menicucci (Ciência Política da UFMG)

Tatiana Tannus Grama (Advogada, Consultora do PNUD no Ministério da Justiça)

Djamiro Acipreste (Coordenador do Curso de Direito da Faculdade Câmara Cascudo RN)

Fabrizio Guinzani (Direito e Economia da UNESC)

Bruno Burgarelli Albergaria Kneipp (Direito Constitucional da PUCMG e Legislação e Ética em Publicidade e Propaganda do UNI-BH)

Fabio Dib (Advogado RJ, ex de Prática Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Fernando Rizzolo (Direito da Universidade Paulista, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP)

Fernando Antonio de Carvalho Dantas (Centro de Estudos Sociais América Latina CES AL)

Ricardo W. M. de Melo (Advogado, Comissão da Criança e do Adolescente – OAB/PA)

Deisy Ventura (Relações Internacionais da USP e IHEID/Genebra)

Larissa Teixeira (Direito Societário da FGV SP e Direito Empresarial da FAAP SP)

Leonardo Barbosa e Silva (Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia)

Menelick de Carvalho Netto (Direito Constitucional e Teoria do Direito da UnB)

Gabriela Zancaner (Direito Constitucional e Fundamentos de Direito Público da PUCSP)

Gabriele Gottlieb (Negociação Coletiva da UFRGS e Gestão Municipal da UAB RS)

Dolores (Lola) Aronovich Aguero (Literatura em Língua Inglesa da Universidade Federal do Ceará)

João Emilio de Assis Reis (Direito Civil do UNILAVRAS MG)

Maria José do Amaral (Direito Civil e Processo Civil da Faculdade Joaquim Nabuco PE)

Silvia Burmeister (Advogada RS)

Jorge Gomes de Souza Chaloub (PUC Rio)

Sebastião Elias Kuri (Ex-Reitor da Universidade Federal de São Carlos)

Maria Cristina Leite Gomes (Ética da Faculdade Dom Bosco e Faculdade Padre João Bagozzi PR)

Nilcio Costa (Advogado SP)

Eduardo Rabenhorst (Direito da UFPB)

Andrea Kelly Ahumada Bento (Advogada SP)

Jeferson Andre dos Santos (Advogado, História e Ciências Sociais da USP)

Adriana Espindola Corrêa (Direito Civil da UniBrasil)

Luciano Alvarenga Cardoso (Advogado RJ)

Sandra Pereira Tosta (PUC Minas)

André Casotti Louzada (Advogado ES)

Sueli Aparecida Bellato (Advogada DF)

Davi Tangerino (Direito da UFRJ)

Rodolfo Giugliano (Titular de Medicina da Universidade Católica de Brasília)

Cláudio Henrique Macedo de Souza Fransozo (Advogado MG)

Nádia Teixeira Pires da Silva (Mestranda em Direito pela UFRJ)

Pedro Henrique Torquato Viana Antunes (Advogado MG)

Patricia Regina Cenci Queiroz (Faculdade Anglo-Americano PR)

Rafael Damasceno Ferreira e Silva (Direito da Faculdade Cenecista de Osório RS)

Cristiane Gonçalves de Oliveira (Advogada RJ)

Cláudia Santos (Advogada e Professora Universitária CE)

Francisco da Cunha e Silva Neto (Advogado e Professor PR)

João Vitor Passuello Smaniotto (Direito da ICPG e UniBrasil)

André Proner (Advogado PR)

Gabriela Moura (Direito Constitucional e Hermenêutica Jurídica da FAMINAS BH e Teoria Geral do Direito e Antropologia Jurídica da UNIPEL)

Ayrton de Andréa (Titular de Medicina da PUCSP e Faculdade de Medicina de Sorocaba)

José Renato Gaziero Cella (Filosofia Jurídica da PUCPR)

Cláudia Regina Benedetti (Antropóloga e Professora Universitária)

Leonardo Carneiro Assumpção Vieira (Direito Administrativo da UNIBH e UNA MG)

Humberto Ribeiro Júnior (doutorando UFF)

Elora R. Fernandes Teixeira (Advogada RN)

Karyn Cavalheiro (FAMEC PR)

M. Fernanda M. Seibel (Advogada RS)

Wladimir Rodrigues Dias (Direito da UniBH, PUCMinas, Escola do Legislativo e Ceajufe)

Patrick Mariano Gomes (Advogado DF)

Gabriel Ciríaco Lira (Professor Universitário AL, Conselheiro da Escola Nacional da OAB)

Juliana Leite Ferreira Cabral (Advogada e Professora Universitária PR)

Eduardo Gomes (Direito Internacional da UniBrasil)

Alexandra Xavier Figueiredo (Advogada membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG)

Dilma, luz de esperança

*por FERNANDO RIZZOLO

Talvez o mais famoso líder na história da humanidade do ponto de vista de liderança e espiritualidade tenha sido Moisés. Preenchia ele, segundo relatos bíblicos, a capacidade de reunir os aspectos essências de um líder. Sua compaixão e preocupação pelos seres vivos, segundo o Velho Testamento, despertaram a observação de Deus que viu nos seus gestos, o homem ideal para liderar um povo com sabedoria, firmeza e os devidos valores espirituais.

Mas porque um líder teria que, acima de tudo, estar imbuído não só dos valores que o levam ao poder, mas também de uma sensibilidade espiritual que o guiasse no decorrer de seu mandato? A resposta pode estar tanto na história da humanidade quanto nos Livros Sagrados. A cada dia observamos que a falta de uma bússola espiritual aos líderes em geral, os faz distanciarem-se do povo, de seus objetivos provedores, de seus valores éticos, tornando o exercício do poder algo mecanicista, articulatório, onde os interesses pessoais e materialistas se assombram sob o som de uma orquestra que visa à manutenção das vantagens dos que compartilham o poder, transformando a governança, insensível aos valores morais, da boa conduta humana e do bom exemplo.

Alguns alegam que existe hoje em dia uma tendência fundamentalista-religiosa em muitos países e, com certeza, todo exagero quer seja ele de qual for a origem, não é saudável. Contudo, a história demonstra que frágil é a sociedade sem os devidos preceitos que elevam o ser humano e que sem um esteio espiritual – seja ele fruto de qualquer religião – tende a levar a humanidade à fraqueza moral, à desestruturação da sociedade, e por consequência, à queda de seus líderes.

Vejo como uma luz de esperança a candidatura Dilma, que através de uma luta pessoal, vencendo os obstáculos da repressão militar no decorrer de sua vida, com sua fé, sempre demonstrou uma luta por justiça social e pelos pobres, optando, portanto, por um caminho politicamente mais tortuoso, mas que aos olhos de Deus, próprio de um líder. Assim talvez com sua ajuda divina, o Grande Arquiteto do Universo a escolha nossa presidente, como aquele que um dia libertou um povo da escravidão e que, certamente, poderá também nos libertar desse “Egito político” em que hoje vivemos no Brasil; onde os lobos vestidos em pele de cordeiro tentam de todas as formas destruir os avanços do governo Lula em prol daqueles que sempre viveram no “Egito” da pobreza, que de forma cruel escravizou e açoitou o povo brasileiro nesse nosso imenso Brasil.

Fernando Rizzolo

Vox Populi mostra Dilma 9 pontos à frente de Serra

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, aparece 9 pontos porcentuais à frente de José Serra, de acordo com pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta quarta-feira, 13. De acordo com o levantamento, a petista tem 54,5% dos votos válidos (48% dos votos totais) e o tucano, 45,4% dos votos válidos (40% do total). Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos. Brancos e nulos somam 6%, mesmo índice de indecisos.

A avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somou 78%. Na amostra, 17% consideraram o desempenho de Lula regular e 4% o avaliaram negativamente. Não souberam ou não responderam 1% dos entrevistados.

A pesquisa aferiu ainda o impacto do debate realizado pela Bandeirantes entre os presidenciáveis. Entre os entrevistados, 22% disseram ter assistido ao debate, enquanto 77% disseram não ter visto o programa. Entre os que não assistiram, 39% disseram ter ouvido falar do debate e 60% não ouviram falar.

Entre os que assistiram ou tomaram conhecimento do debate, 37% disseram acreditar que Dilma saiu vitoriosa do confronto, 32% deram a vitória a Serra e 31% não souberam ou não responderam.

Foram entrevistados 3 mil eleitores, entre os dias 10 e 11, em 214 municípios de todo o País. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o número 35648/2010.

estadão
Rizzolo: É um dado importante, contudo não é motivo para que a candidata e a militância esmoreçam. Fica patente também que a tentativa do candidato Serra em desqualificar Dilma, bem como a propaganda odiosa eleborada pela sua equipe, não são aprovadas pelo povo brasileiro.

Presidente chileno agradeceu Lula pelo telefonema.

O Presidente Lula às 11h35 com os presidentes Sebastian Piñera, do Chile, e Evo Morales, da Bolívia, no local do resgate dos trabalhadores da mina San Jose, no Norte do Chile. Lula conversou brevemente com Morales, que foi ver de perto o resgate de um trabalhador boliviano no grupo de 33 mineiros. Em seguida, Lula falou com Piñera.

Veja o diálogo de Lula e Piñera

O presidente chileno agradeceu ao telefonema. “Presidente Lula, estamos vivendo um dia de emoção, força, e companherismo. Lula, obrigado por solidarizar com a gente. Nos vemos em breve”, disse Piñera, ao celular.

Emocionado, Piñera arriscou em português uma saudação ao presidente do Brasil. “Lula um abraço muito grande, um abraço mais grande do mundo. Adeus Lula!”

No momento em que os presidentes conversavam, o 14º trabalhador, Victor Zamora Bugueño, deixava o interior da mina e saía à superfície.

Tratamento com células-tronco embrionárias chega aos humanos

Duas décadas depois de a ciência conseguir cultivar, com sucesso, células-tronco embrionárias em laboratório, uma companhia de biotecnologia anunciou, na segunda-feira (11), a primeira experiência terapêutica com esse tipo de estrutura em um paciente humano. Cercado de sigilo, o teste da Geron Corporation, será realizado em uma pessoa com lesão na medula espinhal.
Esse tipo de lesão é causado por um traumatismo que resulta na perda de diversas funções locomotoras e sensitivas. A empresa americana foi a primeira a receber, no país, autorização governamental para manipular as controversas células embrionárias com tais fins.

A Geron não forneceu informações sobre o paciente — idade, sexo, gravidade da lesão —, mas afirmou, em comunicado à imprensa, que ele estava cadastrado no Shepherd Center, um hospital com centro de pesquisas clínicas de reabilitação em Atlanta, na Geórgia. Também foi informado que as células-tronco embrionárias utilizadas na pesquisa provêm de uma clínica de tratamentos para infertilidade, cujos embriões não implantados foram doados à ciência.

Como têm capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula, as estruturas embrionárias serão manipuladas para darem origens a células nervosas. Teoricamente, elas poderiam se deslocar até o local da lesão e ajudar os nervos a se regenerar.

Ainda não se trata, porém, de uma pesquisa com o objetivo de cura ou tratamento da lesão. Na fase 1, o estudo vai verificar o nível de segurança das estruturas obtidas por meio das células-tronco embrionárias quando injetadas no organismo do paciente. “A função primária dessa fase é assegurar a tolerância nos pacientes com lesões espinhais”, diz o comunicado.

Obama
O governo dos Estados Unidos está atualmente envolvido em uma disputa legal em torno das células-tronco. Semanas depois de tomar posse, em 2009, o presidente Barack Obama emitiu uma ordem executiva reduzindo as restrições ao financiamento federal das pesquisas com células-tronco embriônicas humanas.

Os adversários do uso das células-tronco dizem que é errado utilizar um embrião humano para produzir as células – e dois pesquisadores processaram os Institutos Nacionais de Saúde. Mas uma corte federal de apelações decidiu continuar a autorizar o financiamento federal dos estudos até que a ação seja julgada.

A servidora pública Gabriela Costa, 35 anos, é portadora de distrofia muscular e afirma que, mesmo que a pesquisa ainda esteja no início, trata-se de um grande avanço. “A FDA (agência americana similar à Anvisa brasileira) já havia reprovado estudos desse laboratório. Então, o fato de uma agência tão rigorosa ter aprovado agora, depois que as exigências foram adequadas ao exigido, indica que é um procedimento seguro”, acredita.

Gabriela lembra que é preciso cautela, pois a pesquisa pode não dar certo e frustrar quem deposita as esperanças no teste. Ela conta, porém, que os pacientes estão “com os olhos voltados” ao experimento da Geron.

Da Redação, com agências
site do pc do b
Rizzolo: Vamos acompanhar essa pesquisa que é na realidade uma esperança para muitos pacientes no mundo.

Puxadinhos: a grande política habitacional de Serra e FHC

Campanha não é agressiva, mas “assertiva”, corrige candidata

A presidenciável Dilma Rousseff (PT) discordou nesta terça-feira que a campanha do segundo turno esteja mais agressiva. Na avaliação da candidata, agora está “assertiva”.

– Agressiva ela esteve no primeiro turno, quando houve a campanha de boatos e quando as pessoas que acusavam não apareciam. Fui atacada de forma clara – afirmou Dilma durante evento comemorativo ao Dia das Crianças em Brasília.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, um dos coordenadores da campanha de Dilma, também afirmou que não houve mudança na tática da campanha, mas um revide aos ataques. Segundo Dutra, a campanha de segundo turno “agora vai reagir”.

– Não há uma mudança na tática. O que nós decidimos é que não vamos aceitar calados os ataques. Eles têm uma campanha na televisão, onde fazem o debate político, e ao mesmo tempo no submundo, no subterrâneo, têm uma campanha com argumentos absolutamente medievais – pontuou Dutra.

Para Dutra, a posição mais firme de Dilma não vai prejudicá-la nesta campanha. Para ele, o fato de se liderar nas pesquisas de intenção de voto não implica que a petista deva aceitar “calúnias” levantadas contra ela. Dilma tem afirmado ser vítima de uma “rede de boatos e intrigas” com o intuito de prejudicar sua campanha, envolvendo principalmente questões relacionadas a aborto e religião.

A petista aproveitou o evento comemorativo ao Dia das Crianças para enfatizar a promessa de construir seis mil crechers caso seja eleita, afirmando que a “criança é o futuro do nosso país”.

– Um país, ele se mede pelo que ele faz pela criança, pela capacidade do país de proteger, de apoiar, de incentivar as crianças, e, sobretudo, de dar oportunidade para que elas se transformem em adultos plenamenmte realizados – afirmou.

Para a candidata, esse hoje é um dos desafios do Brasil. Segundo o último levantamento do Datafolha, divulgado no último sábado, Dilma Rousseff mantém a liderança na disputa presidencial, com 48% das intenções de voto, contra 41% de Serra. Considerando os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a petista tem 54% contra 46% do tucano.

fonte: correio do Brasil

Rizzolo: A correta observação que deve ser feita, é que não há como suportar questões de ordem difamatória apenas na esfera da “cordialidade conservadora”. Com efeito, tal assertividade pontual como resposta à altura da desqualificação eleitoreira, se faz necessária. A defesa do povo brasileiro, da política desenvolvimentista, urge uma postura digna, pontual e firme diante das calúnias, das redes de boatos e intrigas, e do uso abusivo e nefasto das questões de cunho religioso com o simples fim de denegrir a imagem da candidata. Resposta à altura, sim, deve ser o caminho na defesa dos ideais do povo brasileiro.