Poema de madrugada

Esta noite eu acordei depois de ter sonhado com aqueles sonhos que nada dizem….acordei pensando em você.

Ao lado da minha velha cabeceira com dezenas de remédios inócuos e inocentes, que me acompanham desde a minha adolescência , como aspirinas, omeprazol, e alguns para eventualmente controlar minha velha asma companheira, olhei fixamente para eles na escuridão. Essa noite eu acordei de madrugada, troquei o travesseiro, olhei para o teto, e então comecei a pensar em você….

Não era daqueles pensamentos que te abraçam e te levam de volta para o sono, era maior, o suficiente para manter meus olhos parados e docemente lembrar de você, por entre tantos remédios inocentes na cabeceira, você meio que me parecia a um bálsamo perdido, que me abraçava na fria madrugada, mergulhado no silêncio da noite, onde de longe ouvia os ônibus subindo as ladeiras da Vila Madalena.

Foi então que eu tentei uma aspirina, numa pequena dose, mas você insistiu em ficar dançando no meu pensamento , era enfim o começo de uma história que meu coração me escondia, uma leve sensação de amor como que se uma fruta não estivesse ainda madura.

Então antes de adormecer, novamente dei o nome deste poema de “poema da madrugada ” , apaguei a luz do meu velho “criado mudo ” e ele então calou-se de forma súbita. Então, bem então, fui dormir e nunca mais pensei em você , talvez foi a única coisa boa que o criado que era mudo repleto de remédios inocentes me aconselhou…….esta noite eu acordei…….mas voltei a dormir…

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